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Agradecimentos a Labellaluna® por disponibilizar os MIDIS tocados na Lápide.
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Coveiro ¤X¤
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Criarte X A Raposa e o Anjo-Astronauta Faz mais de meses que eu criei na lápide esta sessão, Criarte X, com o intuito de expor aqui tanto alguns desenhos extras como técnicas de desenho que eu desenvolvi no tempo em que mais me dedicava a isso. Contudo, falar de "Criar arte" vai muito além de desenhos. Hoje, é fato que escrever para mim tem um poder equivalente aos traços. São como meus olhos e o modo de ver, não dá para separar um do outro. Então, creio que nada mais oportuno do que trazer até vocês um dos primeiros contos que decidi publicar online. Entre os muitos que guardei e outros que simplesmente perdi, "O Conto do Quarto Escuro" sempre ocupou com orgulho minha galeria de escritos. Até hoje, apesar dos poucos erros que eu ainda possa vir a descobrir, acho-o algo extra... como se eu o tivesse concebido não apenas como o Sérgio, mas ocupando o lugar da Raposa, do Anjo-Astronauta e do D. Muitos ainda hoje me perguntam ou mesmo pedem um texto a parte interpretativo (bem do tipo "decifrando o conto do..."), mas acho que toda a graça está em você ler e tirar suas próprias experiências e teorias dele. Portanto, ao trazer de novo essa sessão, nada mais justo que trazer esta minha pequenina obra. Para os que já leram, uma chance de relembrar e comentar... para os que não eram da época, acho que será um prazer ouvir suas opiniões. Portanto, com vocês...
*Instruções: Clique com o botão direito do mouse e escolhar "Salvar destino como" para obter o arquivo*
In Memorian : Coletor Talvez, somente hoje eu perceba que não me tornei biologo por acaso. E talvez perceba que não foi a minha faculdade que me tornou um. Creio que desde sempre, eu tenha sido fascinado pela vida animal e um dos maiores prazeres que tive quando entrei no curso foi ostentar uma carteirinha e dizer “ei, deixa eu dar uma olhada... sou um biológo”. E com isso pude ter em minhas mãos corujas, cobras, morcegos, macacos, emas, bicho-preguiças e até filhotes de leões. Todavia, ao mesmo tempo que tenho essas paixões pelos animais, criei uma certa aversão ao estudo das plantas em meu curso. E por muitas vezes já tentei quebrar essas cismas com os vegetais, mas nunca me imaginei um dia pulando num açude onde também havia um hipopótamo e sabe sei lá o que mais por causa de uma misera plantinha. Acho que nenhum funcionário do Parque Ecológico de Dois irmãos um dia imaginaria ver tal cena. E ela aconteceu. Meu segundo e último objetivo naquele lugar era menos simples. A Cabombaceae era uma plantinha de talo fino e que passa a maior parte do tempo submersa. Somente com o sol forte do meio-dia é que parte dela se sobressai da água, revelando uma flor pequenina de pétalas amarelas ou rosadas. Eu tinha que esperar, portanto, ela desabrochar. Passeei pelo zoológico e fiz um lanche até chegar na hora certa. Engoli seco e permaneci um bom tempo olhando as pequenas florzinhas nascendo. Todas elas insistentemente aparecendo na parte mais central do açude. Assim, fiquei até criar coragem de saltar o pequeno murinho. Fui me aproximando pé ante pé da água. Dei um primeiro passo e a bota de plástico afundou até o meio da canela. Num segundo movimento, a profundidade era bem superior e com isso a perna submergiu além do joelhos. FIM * Conhecida família da moscas-das-frutas, medindo nao mais que 3mm ** Nome popular e também gênero desta planta. *** "Papai" em "pernambuquês"
Começos e Recomeços Parte 7 de 7 – A História que Evolui... “Agora, chegou o momento para eu tomar a estrada mais uma vez, afastar-me por uns tempos da Cidade dos Blogs. E desta vez seguirei só. Por mais que a Ly esperneie, continuarei insólito essa parte do caminho. Um dia ela entenderá que para atravessar certos caminhos em nossas vidas, devemos contar apenas com nós mesmos. Só precisamos do céu sobre nossas cabeças e do chão para levar-nos até o horizonte que almejamos.” Seja para algo tão surreal quanto roteiro de um Crossing Blogs ou mesmo algo mais centrado como um sério conto, eu costumo dizer que quando escrevo dou apenas metade da porcentagem da história. Todo o resto deve-se exclusivamente aos personagens e aos destinos que eles desenvolveram sozinhos. Pode até parecer estranho para muitos de vocês, mas muitos escritores começam um livro com uma embaçada idéia de como as coisas se desenrolarão e acabam vendo o seu texto tomar subitamente outro rumo, sem chance de volta. Após longas conversas com Leonardo, popularmente conhecido como Sétimo, e alguns acordos feitos entre blogueiros, eu modelei uma idéia central. O cerne da Saga seria o inesperado surgimento de um vilão, que após longo tempo de mistério, seria entendido por todos como uma força da “natureza virtual” para contrabalançar o súbito surgimento daquele Mundo/Universo. Seu nome seria Omega, pois ele promoveria o fim e ele era capaz de absorver energia, pensamentos e poderes de tudo ao redor. Desde o começo, ele seria associado a um buraco negro e isso já me indicava que a resposta para detê-lo seria algo relacionado a este fênomeno. Isso, no entanto, não foi fator determinante para que eu pudesse trabalhar inesperadamente com certos persongens. Sem que eu percebesse, alguns deles tomaram repentino destaque na trama, como aconteceu com o Observador. A principio este blogueiro sequer participaria da história, mas junto com o Mack e o Tolee notei a conjunção de um trio capaz de me ceder diálogos enriquecedores. O mesmo se aplica também ao Renato, que por ter poderes tão únicos me fez cada vez mais encaixá-los em partes da história. O único fato curioso é que ambos já eram blogueiros inativos quando comecei e praticamente posso dizer que eles são muito mais crias minhas do que inspirações em pessoas reais. - Esses dons não me parecem estranhos... – comentou Mack. ...:::CONTINUA LOGO ABAIXO:::...
Infelizmente, no entanto, em cinqüenta capítulos seria praticamente impossível desenvolver relacionamentos entre blogueiros como eu inicialmente desejava. Tive que restringir tudo ao grande arco entre o Coveiro Xis, a Viajante e o Soldier de um lado, enquanto que pincelava sutilmente a amizade entre as X´s Angels e o passado nebuloso entre Nane e o Crítico dos Blogs. Aqueles que por mais tempo conhecem cada blogueiro, talvez tenham captado um pouco de cada um no personagem, mas nada muito além. Para isso, será necessário um pouco mais de parágrafos e histórias. Após inúmeras batalhas mal-sucedidas e várias pistas sobre o que de fato seria o fenômeno Omega, chegou então o momento de encabeçar o final perfeito para a Saga. Diante da hipótese de correlacionar o Omega com um buraco negro, juntei-me com Leonardo mais uma vez para pensar em como dar um fim a isto. A principio, minha idéia mais lógica era levar Omega para um lugar inóspito a vida e que lá ele fosse totalmente “descarregado”. Todavia, esta idéia com o tempo me pareceu simples demais para um final digno de uma saga. Afinal, deste modo, nada impediria o vilão de ressurgiu com a mais ínfima quantidade de energia que viesse aquele local. Uma segunda idéia partiu de Sétimo, onde o uso de uma grande bomba de prótons poderia causar uma reação inesperada em Omega, se ele fosse formado de uma alta concentração de nêutrons. Apesar de cientificamente plausível, achei que aquela ainda não era a resposta e deixei para mais adiante a busca pela resposta. E ela veio em uma tarde, quando fomos nos reunir na casa de uma amiga em comum, sendo este o final que vocês puderam presenciar. Ao reolhar os últimos três capítulos da saga, lembro de estar entre os mais dedicados e estudados de todo o grande trabalho. Nele, tive que mastigar todos os detalhes sobre uma luta no espaço, mesmo que virtual, e selecionar quem seriam os últimos combatentes para estarem numa luta final. Alguns lembram que eu buscava cinco no início, mas vi a necessidade de sete. Entre eles, mesmo que não estivessem na ofensiva, participariam a Nane, por sua liderança quase que unânime na Saga, e o Tolee, por ter sido o cérebro audaz em todos os momentos. Entre o quinteto de combatentes, estariam todos aqueles que já haviam topado com Omega e sobrevivido a isso: Vamp, Zé, Selina, Soldier e o Xis. Juntos, os sete sacrificados. Num momento final, a saga fecha seu arco destacando o seu tema central. Seu início foi impactante e finalizou-se com surpresas. Em seu término, eu deixo margem para a possibilidade de um novo começo. Fins e Começos são palavras que certamente assustam a maiorias das pessoas, mas são as chaves da evolução. Mudanças são assim, cerram as portas para alguns enquanto que outras devem ser abertas. Como Tolee previu, assim que Omega perdesse a sua função, não tendo mais matéria ou energia a acumular a sua volta, reverteria o processo. Agora, Omega era uma bomba prestes a explodir, pronto para atingir uma nova fase, a Alfa. “Começos que geram fins... Fins que geram novos começos...” FIM
Começos e Recomeços Parte 6 de 7 - O Velho Novo Jeito de Contar Histórias Como eu bem costumo dizer, antes de tentar ser um escritor ou arranhar linhas desajeitadas como desenhista, uma coisa sei que já era: um contador de história. De pequeno, já adorava ouvir os feitos de outros, sejam fictícios ou reais. Quando cresci e comecei a acumular certa experiência, queria expor meus próprios contos. Todavia, dar vida a uma história nem sempre se mostra simples e a melhor maneira nem sempre é a que estamos mais acostumados.
Edição de como seria um quadrinhos da Saga Quando já me encaminhava fisicamente para o fim da adolescência, vi meu tempo sendo cada vez mais tomado por obrigações, enquanto que os rumos do mercado nacional de quadrinhos para novos desenhistas ia de mal a pior. Tudo isso me fez afastar um pouco, mas não apagar a sede por contar histórias. Foi nessa época que me veio o primeiro rompante de tentar por ordem a minha imaginação em formas de palavras e esta foi inicialmente uma tentativa um tanto desastrosa, particularmente posso lhes contar. Algo que pude lapidar com o bom tempo. Uma outra surpresa involuntária que também presenciei foi a modificação de meus traços. Eu que cresci numa fase onde os garotos se inspiravam no excesso de traços de Jim Lee, Mark Silvestri, Ron Lim e Whilce Portacio. Pegando alguns esboços mais antigos meus, via o molde de corpos carregados de traços e sombras por todos os lados. É uma arte que eu ainda admiro e que alguns de vocês podem comprovar brevemente nos desenhos de Leo (Sétimo), mas que de certa forma dificulta e muito a arte-final onde as cores são inseridas por computador. Anexo: Processamento da Arte – Inicialmente, todo a concepção artística foi realizada a mão, usando o método convencional com lápis carbono e posteriormente arte-finalizado com caneta nanquim de números 0.6 ou 0.2 dependendo da natureza do traço. Por fim, após digitalizada a imagem sofria processo de colorimento e efeitos usando editores gráficos. Por fim, eram selecionados cenários com fundos para as imagens de acordo com o ângulo de vetorização das personagens. Parte Final dos Bastidores: A história que evolue...
Começos e Recomeços Parte 5 de 7 – Mapeando o Virtual Ao conceber uma história, tentamos seguir um roteiro rápido em nossas mentes para definir um esqueleto de toda uma trama a se desenvolver. Na grande maioria das vezes, você pode contar toda a história focando suas atenções apenas nas personagens e suas ações de deixar todo o resto como um mero fundo branco (sem-vida). E mesmo que seja possível prender a atenção de todos se esta for uma trama bem desenvolvida, resta sempre uma falta de um colorido e algo tátil a mais quando não há cenário sendo constituído na história. Foi num final de tarde, não faz muito tempo, que eu adentrei nos portões do Cemitério dos Blogs. O céu estava já escuro, principiando uma chuva horrenda. A terra escura coberta de folhas secas dava a impressão de um lugar maldito. Entre as muitas tumbas, surgiu a sombra daquele ser lendário. Já no caso da Lápide, eu sempre quis focá-la como uma coluna ou mero diário pessoal como originalmente era e procurei adaptar o meu cenário pessoal com uma das frases que me acompanha a mais tempo: “Eu ando por um Caminho Escuro”. Então, imaginei que uma longa estrada e que nela eu pudesse chegar a vários lugares, sendo o primeiro o temível Cemitério. Foi assim feito a união entre dois Blogs, o primeiro Crossing.
No início tratada como uma cidade sem nome, ou melhor, de vários nomes, ela constituía o grande cenário para um vasto aglomerado de blogs. Nela, eu pude retratar a mansão dos Moderadores, a residência de muitos blogueiros, a escola dos mirins, o quartel general de um grande inimigo e até mesmo o maior ponto da cidade, o famoso Bar Code. Banhados pela escuridão, prédios gigantescos se elevavam lembrando pilares negros que sustentavam o céu. O movimento de carros, motocicletas e pessoas era facilmente visto daquela distância. O som estridente de buzinas, cheiro do lixo esparramado pelas calçadas e ligeiras sombras dos ratos pelas ruas era espantosamente similar às grande cidades reais. Maravilhado, eu cruzava as ruas olhando para o alto, examinando cada sinal de vida que dominava nas janelas dos arranha-céus, ainda não acreditando na perfeição de tal lugar. Não demorou muito para a própria cidade ganhar seu Blog numa primeira versão em 2004 e reconstruído agora em 2005. Lá, sob a supervisão de sete blogueiros representando centenas de outros mais, ela ganhou seu nome próprio: BlogTown, e começa a tomar ares cada vez mais próprios de uma cidade real, com prefeitura e guias. O mapa que começou singelo na primeira vez que o construí, foi se ampliando e tornando complexo com a necessidade de encaixar tantos outros cenários. Com a entrada de pontos fictícios como a BlogTech, Empire Blog Building, Blog Park e alguns outros, temos agora algo muito mais rico. E essa diversidade parece não parar por aí. Com a chegada de Novos Blogueiros, a ampliação do mapa tende a não ter limites, sempre em expansão como sugere a filosofia deste universo fictício.
Consegui ir mais além do que as fronteiras do mapa, conquistei larga planície e deparei-me com um caudaloso rio á frente. Consegui ir o suficiente para saber que aquela terra parecia não ter mais limitações, ou elas estavam ainda muito distantes para que uma simples viajante pudesse chegar. Parte 6 de 7: O velho novo jeito de contar histórias...
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