Crossing Blogs Saga Capítulo 42 - Novos Reis
Alguns metros abaixo do Empire Blog Building, localizavam-se uma galeria de corredores e cômodos mal iluminados, que resguardavam a mais alta tecnologia de espionagem do Mundo dos Blogs. Em outros dias, tudo aquilo era o centro de comando do temível Crítico dos Blogs. Naquele dia, no entanto, o vilão caiu. Atingidos por uma flecha, encarcerado pela última moderadora sobrevivente, o Crítico perdera o seu poder. Seus subordinados, aqueles que sobreviveram aos últimos ataques, fugiram e talvez nunca mais iriam ser achados graças as identidades encobertas por máscaras. A Moderadora Nane, agora chefiando aquele lugar, estava sentada de frente a mesa onde os computadores do Crítico coordenavam as inúmeras borboletas-robôs que perambulavam por aquele trecho do Mundo. As imagens passavam nos vários monitores colocados nas paredes daquele salão. Concentrada, Nane mal percebeu a chegada das duas mulheres ao seu lado. - Nane! – falou uma delas, a Margot, que colocou a mão sobre seu ombro. – Você precisa descansar um pouco. - Ela está certa, Moderadora. – falou a outra, a Espiã. - Rhian, Renato e Vigia já estão vasculhando tudo atrás do Ébano... - Margot! Eu só ficarei calma quando aquilo que tiramos do Omega for guardado num lugar seguro. – lamentou Nane se levantando e virando-se em direção as duas mulheres.
Os ombros de Nane caíram e ela voltou-se para os monitores, que mostravam uma cidade vazia e já escura. Não conseguira encontrar nenhum vestígio do gato e, da última vez que se conectaram com a deusa do submundo e com o velocista, eles também não tinham boas notícias. - Se eu ao menos soubesse como comandar essas borboletas... – Nane balançou a cabeça. – Ele ainda se recusa a cooperar? - O crítico? – perguntou Espiã da Noite – Está intratável, resmungando na cela... - Ao menos ele permitiu que a Doutora o tratasse... – falou a Margot - Sempre orgulhoso... – disse Nane cruzando os braços. – Bem, eu... Um som eletrônico se propagou de um dos computadores de controle chamando a atenção das três blogueiras. Uma grande janela se abriu e nela estava o mapa da cidade dos blogs. Nele, em verde fosforescente, dois pontos piscavam em lugares diferentes. No canto inferior do monitor, a palavra “alta energia” oscilava entre o verde e vermelho.

O céu já inclinava para os tons mais obscuros da noite, quando cerca de dez quarteirões foram banhados por uma claridade anormal que se alastrou em questão de segundos por todo o lugar. Um verde esmeralda se espalhou como uma nuvem eletromagnética, englobando tudo e rapidamente desaparecendo. Em meio a tudo aquilo, no centro daquele estranho fenômeno, dois vultos que pareciam bem maiores se ergueram assumindo assim uma postura que nunca haviam tomado antes. - Viu o que você fez, depenado? – gritou um deles balançando as mãos tentando dissipar o ar turvo que estava ao redor. - Eu? Tudo culpa sua! – defendeu-se o outro, que tinha uma voz bem rouca. – Se você tivesse sido sensato pelo menos uma única vez em suas sete vidas, nada teria acontecido. Agora, agradeça por estarmos vivos... - Eu deveria era quebrar seu bico... – resmungou o primeiro, que falava manhosamente. – Será que isso é nocivo...? estou me coçando... - São suas pulgas! – ironizou o outro e logo parou por um momento pensativo. – Estranho... Agora, que falou... sinto algo diferente... em mim. - Se eu estiver com meu pêlo verde como o do “Hulk”, você vai ver... - ameaçou o de voz mais manhosa. – Opa! Estou começando a enxergar um pouco mais! Opa! Um minuto... acho que estou sonhando... Eu estou com mãos humanas. - Ai, minhas penas! Estou delirando também! – assustou-se o rouco. Eu também estou com braços no lugar das asas.

As duas figuras começaram a se examinar, apavorados com cada detalhe novo que descobriam em si mesmos. O primeiro, de fala manhosa, reparou que tinha a pele branca como a de um albino e com bem menos pêlos que usualmente possuía. Era estranho para ele, mas estava trajando roupas, uma camisa negra bem justa de mangas longas com uma calça cinzenta. Ele olhou de relance para os lados e viu pelo canto dos olhos que tinha agora um cabelo bem negro e comprido. O outro, de fala rouca, parecia tentar desvendar um mistério matemático. Olhou para as mãos pálidas e examinou seus trajes. Vestia-se como um executivo inglês, de terno marrom escuro num bom corte italiano, de sapatos negros de bico fino e um relógio de bolso complementando todos os adereços. Repentinamente, percebeu que havia algo pendurado no nariz que tinha no lugar do antigo bico e puxou para examinar. Eram óculos. Colocou a mão em cima da cabeça e viu que agora eram cabelos castanhos curtos no lugar de penas. - Ah, não! Ébano eu acho que... – disse o de voz rouca se virando para o outro e logo parou estatelado. - Hã?? – Aquele que chamava de Ébano paralisou. – Vigia? Você parece... - Ébano, você está com a cara... do... do... – arrepiou-se Vigia. - COVEIRO!!! – gritaram os dois desesperados de uma só vez.

No subsolo do Empire Blog Building, Lua Negra, uma das últimas bruxas vivas do Caldeirão, caminhava pelos corredores de luzes amarelas atravessando muitas portas até chegar a enfermaria improvisada. Lá, ela encontrou a mulher de uniforme verde e jaleco, que conversava calmamente com seu paciente, um homem de cavanhaque que se resguardava num leito. - Doutora? Nômade? Então, está tudo bem aqui? – perguntou a bruxa. - Olá, Lua! – falou a Doutora ajeitando os óculos. – Parece que seu ritual funcionou! Ele só precisa ficar em repouso e com o braço imobilizado. Entendeu, não é, moço? - Claro, Doc! – O Nômade deu um sorriso acanhado e virou-se para a Lua Negra. – E como andam as coisas agora? - Estou mais sossegada com as crianças aqui! – disse a mística e suspirou. – E olha que meu filho já queria desaparecer de novo e ir atrás do Ébano! Mas deixei os três de castigo. – ela sorriu. – Já tiveram aventuras demais. - Mas agora tudo acabou! – falou a Doutora. - Não sei, Doutora... – comentou Lua Negra. – Acabo de falar com a Nane e parece que alguma coisa estranha apareceu nos monitores do Crítico... na verdade, duas.

...::: CONTINUA:::...
Escrito por Coveiro ¤ às 23h15
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No beco, não muito longe do Auditório Diamante, duas criaturas ainda pareciam confusas com seus novos e estranhos corpos. O mais sensato dentre eles, Vigia, colocava a mão no queixo ponderando os últimos fatos. Já Ébano, o que antes era um gato, começava a andar como um enlouquecido. - Tantos rostos... tantos... Pitt... Cruise... Clooney... e eu tinha que ficar justo com esse aqui? Justo esse?! – reclamava o Ébano balançando a cabeça. - Estive pensando... Creio que não poderia ser diferente, não é? Afinal somos crias do Coveiro, apesar de estarmos desvinculadas dele há mais de um ano. - Bah... Ébano não é cria de ninguém... – grunhiu o gato. - Também começo a teorizar o que ocasionou essa mudança em nós... – dizia Vigia pensativo. – Naquele núcleo havia energia e matéria... Creio que a combinação disso desencadeou uma reação inesperada... É bem provável que a energia do poder “criador” do Soldier tenha manipulado isso em nós e... - Espera... Poderes...? – Parou repentinamente o ex-gato como que tendo uma idéia.

Ébano virou-se para Vigia erguendo uma sobrancelha num gesto tipicamente ameaçador. A ex-coruja já conhecia bem aquele olhar e quando ia abrir a boca em protesto, viu o companheiro correr pelas ruelas da cidade. - Ébano, volte aqui! – gritou Vigia indo logo atrás dele. O sujeito que antes era um gato preto saiu atravessando a avenida principal correndo com as duas pernas, mas logo colocou as mãos no chão e correu como um animal de quatro patas. Olhou para trás e notou que o outro que tinha uma cara tão similar com a do Coveiro vinha em seu encalço também com um jeito nada similar a um humano. - Poder... Poder... – dizia Ébano rindo. Chegando até a lateral de uma lanchonete onde em cima dela estava um letreiro em néon desligado, Ébano saltou e agarrou-se a escada de incêndio. Com infinita destreza, alcançou o telhado e viu que Vigia já estava repetindo o seu feito. - Ébano... – Vigia falava com um monumental cansaço. – Não comece... - Poder, Vigia! – falou o ex-gato. – O Poder de todos aqueles blogueiros juntos... Os olhos do gato brilharam com uma intensidade surpreendente e ele estendeu as mãos como que tentando segurar algo invisível. De imediato, um zunido se intensificou logo abaixo deles. O letreiro sem energia repentinamente começou a brilhar e descargas elétricas se soltaram dali até as mãos de Ébano.

Não muito longe daquela lanchonete, a deusa do Submundo, Rhiannon e o blogueiro mais veloz daquela cidade, Renato, ouviram o ralhar elétrico seguido por duas pequenas explosões. - Rhian, você viu aquilo? – disse o velocista apontando para oeste, onde cresciam duas colunas de intensa eletricidade para o alto. - Vamos lá, Tchutchuquinho... – disse a deusa correndo para a rua paralela. Os dois blogueiros cruzaram um longo trecho de ruas desertas até o pico daquela descarga energética. Quando cruzaram a última esquina, prontos para compreender o que era aquele inusitado fenômeno, se chocaram com a cena. Em cima do telhado de uma lanchonete da “Blog´s”, estava dois sujeitos, um deles se protegendo do poder que o outro conjurava. Mais surpreendente ainda era ver que os dois tinham os rostos idênticos, cópias perfeitas do Coveiro Xis.

No bairro central da cidade, onde tempos atrás fora arquitetado a construção de um ousado parque, restava nada mais do que quinhentos quilômetros de uma área devastada. Para todos os lados, via-se restos de madeira ressecada, folhas murchas e pedras calcificadas. Os bancos e brinquedos do parque foram arremessados aleatoriamente para todos os lados. Era o cenário comum ao fim de uma grande catástrofe. Os prédios vizinhos ao Blog Park foram abalados e muitos caíram. O restante não passava de ruínas que mal conseguiam ficar de pé. Algumas ruas além, onde carros abandonados foram revirados, um ser em roupa negra se ergueu cambaleante. Ele olhou para os lados e em meio aos destroços encontrou o amigo. - Você está bem? – disse o Observador se dirigindo a Tolee. - Um pouco tonto... mas estou vivo! – respondeu o engenheiro químico. – E onde ele está? Ele voltou? - Não o vejo... – afirmou o Observador. – mas não podemos negar o que vimos... É melhor avisarmos a Nane.

O Observador se escorou numa parede e tomou o pequeno comunicador que tinha no bolso. Acionou-o imediatamente e esperou até que o sinal de áudio se interligasse com um outro aparelho. Em minutos, ele ouviu a voz familiar da moderadora: - Observador, é você? Onde está? O que aconteceu? - Nane... – o misterioso blogueiro estava exausto. – Estamos bem... vivos ao menos... Eu e o Tolee viemos até o Blog Park para certificar-nos de que um possível problema poderia ainda surgir... - Blog Park? – disse Nane num voz cheia de estática. – Faz pouco tempo que os computadores detectaram um acúmulo de energia neste lugar... O que aconteceu? – a voz da Moderadora estancou por alguns segundos. – Ah, não! - É... Nane... isso mesmo... – disse o Observador com uma voz pesarosa. – Temo ter que dizer que Omega voltou. Assim como na floresta mística a Oeste, houve uma destruição em massa de toda a forma de carbono do parque...

Ao ouvir aquilo, a Moderadora não conseguiu se conter. Apertou os dedos e baixou o punho na mesa, fazendo um barulho surdo ao esmurrá-la. A espiã e a Margot olharam assustadas para ela sem entender. Os olhos da moderadora reluziram aquela meia-luz deixando transparecer levemente uma mistura de lágrimas e ódio. - Omega... não conseguimos... – dizia a moderadora com a cabeça baixa. – Ele voltou... é impossível, mas ele voltou... As duas blogueiras estavam atônitas e não sabiam o que falar. A moderadora Nane caminhou lentamente até a parede mais ao canto e dirigiu o olhar perdido para a Espiã e a amiga Margot. - Todas as minhas esperanças foram lançadas nessa última chance e... tudo em vão. Acho... acho... que acabou... - Nenhum história deve acabar sem o seu final! A voz pareceu surgir do nada. Sobressaltada, Nane se levantou bruscamente e olhou para o canto da parede, acompanhada pelos olhares de Margot e da espiã. Da penumbra do salão, manchas negras pareciam se deslizar e delas surgiram Paola, Zé, Selina e Sétimo, juntamente com aquele que os transportava, o coveiro que chamavam de Xis.

Próximo: Ébano e Vigia com poderes incalculáveis e... Mãos de Deuses...

E continue acompanhando tudo na Crossing Blogs Homepage
Escrito por Coveiro ¤ às 23h13
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Lápide : ANO UM
Toda história tem um começo e esta aqui vai bem além da data de início deste Blog. No dia 19 de Novembro de 1999, foi lançada a minha primeira homepage com a logomarca "Paranigma", que carrego desde então até os dias de hoje. Desde lá, muita coisa foi sendo feita, mas a maioria delas mantive guardada. Coisas estas que de tão bem escondidas, acabaram perdidas ou esquecidas. Poucos foram os contos que deixei escapulir e quando aconteceu eu vi que eles partiam indomáveis, como se nunca tivessem sobre a minha guarda antes. Foi aí que vi que a principal barreira de alguém que escreve estava sendo rompida. O Escritor chegava ao leitor. E comecei não só a brincar com as palavras como também incentivava as pessoas ao meu lado nisso. E isso durou um certo tempo.
Todavia, a estrada levava a alguns pedras e essas a alguns tropeços. A vida me fez parar e estancar por um certo tempo essa ânsia por escrever. Entre meus desesperos, os lamentos pela abstinência das palavras já me enlouquecia. Eu precisava conquistar aquilo, mas antes precisava dar uns passos atrás e reconquistar aquele por trás do texto. E foi num dia muito tenebroso que me sentei na frente do meu monitor e digitei palavras que precisavam ser expurgadas de minha mente. E esse dia completou um ano agora.
A Lápide se tornou grande e o coveiro se reergueu com ela, cheio de seu poder. Conhecido por ser o Xis, o misterioso e o sombrio, alguém que não demora muito para todos perceberem que os icones subjetivos em suas palavras são sua mitologia. E tudo isso nao foi um feito singular. Tudo aconteceu aqui, por causa das pessoas que me acompanharam ao longo deste um ano, seja pela internet, telefone, pessoalmente ou pensamento. E são algumas delas que estão aqui hoje, representando a todos e participando desta festa de "Um ano" de blog.
C.X.
Eu caminho pela estrada escura

Caminhando pela noite, vi uma estrada longa, escura e fria, mas ao mesmo tempo fascinante, e parecia que me convidava a caminhar por ela. Com passos lentos aventurei-me neste caminho escuro em busca de novas coisas, novas idéias... O tempo passava e eu continuava a caminhar pela estrada escura e sem perceber ela foi envolvendo-me completamente em histórias de um mundo de sonhos, aventura, mistério, encontros e amizade. Alguns já não percorrem mais essa estrada escura, outros continuam caminhando por ela, mas todos esses tem uma parte de sua história registrada no diário de viagem, a Lápide. E cada um tem sua historia de como encontrou o caminho escuro...
João Paulo: Conheci X em março do ano passado... Eu ainda era "John Paul". Tal como ele, só estava me inserindo na turma naquela época. Eu me lembro de ter visitado a Lápide algumas vezes, e nunca comentava. Mas um dia, não deu para segurar. Me perguntava: "Porque Coveiro X, depois do Zé?" Resolvi fazer uma brincadeira, pensando nos X-men... Vi que não era uma pessoa fechada! Nesse tempo, dividimos humor, desabafos, perguntas, notícias... O que tivesse à frente de um de nós dois ou de outros blogueiros nós comentávamos. Reconheço que fui teimoso - vide o desejo de participar dos CBs - mas isso não comprometeu a amizade. Um ano de Lápide E sua trajetória Pela estrada escura À procura de glória Sombras...
Labellaluna®: Bem meu amigo...Aqui estou eu, escrevendo...Quem diria...rs. O que não faço por você não é? Mas não podia deixar de participar dessa linda festa que fizeram pra Lápide. Estive pensando e relembrando como nos conhecemos e como conheci a Lápide, e cheguei a uma conclusão inesperada... Te conheci graças ao Cavaleiro Negro... Pode isso? Rs. Foi por causa do enterro dele no cemitério que vim parar aqui na Lápide e me apaixonei pelo seu trabalho e pela sua criatividade. Naquele dia você respondeu que era uma honra a minha "ilustre" presença aqui, mas posso te garantir, você estava enganado. Ilustre é você meu amigo. Seu carinho, seu trabalho, sua amizade, sua competência, seu talento. Agradeço a Deus por ter te conhecido...Mas não posso deixar de agradecer ao Zé pelo enterro do Cavaleiro...mas o pior é ter que agradecer o próprio Cavaleiro...rs. Mas tudo bem, agradeço a quem for preciso. Parabéns meu grande amigo, por você ser esse ser humano maravilhoso, e parabéns por esse 1 ano de Lápide, que é um dos melhores trabalhos que já pude ver. Beijos no seu coração
Da sempre amiga Labellaluna®
Lua Negra: BOM....FALAR DO COVEIRO XIS É DIFICIL.. ELE É UMA PESSOA TÃO QUERIDA QUE SE TORNA DIFICIL FALAR ALGUMA COISA, TEM TANTOS ADJETIVOS..RSRS.... ELE É SUPER AMIGO, GENTIL, ATENCIOSO, INTELIGENTE, CRIATIVO, SE PREOCUPA MUITO COM OS AMIGOS, É SUPER LEGAL CONVERSAR COM ELE, SÃO PAPOS DE ALTO NIVEL..RS CONHECI O XIS, ATRAVES DO CEMITERIO DOS BLOGS....VI O ENDEREÇO DA LAPIDE, ME CHAMOU ATENÇÃO O NOME...ENTREI E ADOREI! PENSEI: "QUEM ESCREVE ASSIM, SÓ PODE SER UMA PESSOA MUITO LEGAL" E NÃO ME ENGANEI SÓ TEM UMA COISA QUE ME DEIXA MUITO BRAVA: QUANDO ELE FICA INSTIGANDO MINHA MENTE DE DETETIVE, E ME PERGUNTA COISAS SOBRE A SAGA E AI QUANDO EU ME EMPOLGO ELE RESPONDE: - A RESPOSTA ESTÁ NA SAGA, ESPERE O PROXIMO CAPITULO! EU TENHO VONTADE DE BATER NELE!!RSRSRS DESEJO DE CORAÇÃO QUE A LAPIDE, SEU DONO CONTINUEM TENDO MUITO SUCESSO!!
Escrito por Coveiro ¤ às 22h17
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MARtinha: Falar do Xis??? Jesus Cristinho... O que falar do Xis??? Dizem que X é sempre uma incógnita. Xis não é desconhecido apesar de não conhecê-lo pessoalmente e quem tem acompanhado suas histórias, percebe o caráter que este rapaz tem. Não sei como cheguei ao blog, mas é aqueles que a gente visita e retorna sempre.
Moderadora Nane: Conheci a Lápide através de um post do Coveiro Zé, falando da originalidade da Lápide e não era só mais um coveiro tentando imitá-lo. Fui até o blog e confesso que não gostei muito (sei que é dificil de acreditar mas é a mais pura verdade). Os primeiros comentários do X no Os Escolhidos foi fazendo propaganda do blog dele (pena que não tenho mais os comentarios para mostrar aqui, mas foi o que redobrou essa minha cisma pela Lápide). Ele estava se firmando ainda e parecia que não tinha se encontrado até o primeiro CB: Dois Coveiros e um cemiterio. A partir daí comecei a apreciar e acompanhar "nas sombras" os escritos da Lápide e esperando o momento para homenagia-lo no Os Escolhidos. Tive o prazer de dar dois selos pra Lápide. O Ouro, e o Diamante (confesso que esse último fui parcial e estava na torcida para ganhar) e que deu um brilho maior ao meu blog. Virei fã da Lápide a partir do CB: No estúdio com Lady Esoteric e minha paixão pelo blog redobrou quando vi o primeiro CB seriado: Sob Olhares Observadores/Os Moderadores que até hoje leio com a mesma empolgação da primeira vez. O Coveiro X eu conheci numa tarde chuvosa de domingo. Entrei no msn e eu vejo uma janelinha piscando e com a seguinte frase: - Quer dizer que a senhorita é minha fã? (disse essa frase pois o Criaturas tinha ganhado o selo ouro) Olhei para frase, dei risada e respondi: - Sua, não! Sou fã do Ébano. Começamos uma amizade que felizmente dura até hoje e as vezes ele faz questão de lembrar que na avaliação do Criaturas eu esqueci dele.
Luz, inspiração e muito mais sucesso meu Querido Amigo.
Rhiannon: Engraçado como nem sempre a primeira impressão é a que fica.
Sendo extremamente sincera, meu início com o Coveiro X Mano Sérgio Tchutchuco não foi nada, nada bom...rsrsrsrsrs... eu não ia com o messenger dele (pra não dizer com a cara né...) e da mesma forma ele não simpatizava comigo, ou melhor, como ele mesmo disse, "nós tínhamos assuntos diferentes", e ele não queria se indispor, (meu mano é um Lord, diga-se de passagem...). O que aconteceu foi que nos julgamos precipitadamente.Então veio a Gênesi blogueira, e por ventura descobrimos nosso grau de parentesco. Os assuntos foram surgindo, as sândices foram sendo expostas e é lógico, descobrimos que nossa loucura é genética!!!... Mas toda essa história eu já contei no post de aniversário dele, por isso hoje quero dar um outro enfoque a minha declaração:
A Lápide - já que na verdade a festa é dela!!! Foi um dos primeiros blogs que conheci, e admito que só lia porque o tema principal eram os outros blogueiros. Eu me divertia com a visão que um blogueiro tinha do outro, achava muito criativo o fato dele desenhar tendo como base a sua intuição, já que na verdade ele não sabia ao certo como era fisicamente a pessoa do outro lado da "caixinha mágica" popularmente conhecida como monitor.
A Lápide pra mim é sinônimo de criatividade, bom gosto, inteligência (volta pra Terra Mano, porque eu sei que para um leonino nato, com tantos elogios você já deve ter alcançado Plutão), e não poderia deixar de mencionar, a Lápide é terapêutica!!!... Sim Personas!!!... Já perdi as contas das vezes que discuti através dos coments da Lápide, desopilando meu fígado, me deixando feliz, fazendo com que a minha pele ficasse mais bonita, e espantando as INTROMETIDAS que lá frequentavam para cantar o MEU Tchutchuquinho (se bem que eu sei que elas continuam habitando entre nós, só que disfarçadas... eu sei... eu sei...) aliás, eu fui homenageada na Lápide como nenhum outro blogueiro ou blogueira já foi!!! Segue a prova:

Mas o que ele não compreende, é que como uma X´s Angel eu não posso permitir que se estabeleça uma orgia virtual em um blog que sempre prevalece o bom senso e blá blá blá... (mas era tão divertido brigar... ai ai ai ai... que saudade...)
Mano meu Tchutchuquinho, o fato da Lápide estar completando 1 ano de vida é sinal de que à um ano temos o prazer da sua companhia, assim como a honra inexpressiva (lindo isso heim!!!) de poder ler seus tão belos escritos (noooooooooossa... agora ele já abriu uma filial do Mc Donald´s em Plutão)...hahahahahahahahahahaha...
Beijos Mano, te adoro do tamanho do infinito vezes o infinito mais infinitamentes infinitos!!!
Tolee: Coveiro X... o talento para escrever e a imaginação que ele tem são coisas fora do normal! Tomei conhecimento de sua existência atravez da Lápide, mas eu não entendia muito o que ele contava. Somente um tempo depois, pelo MSN é que realmente o conheci! A partir daí um laço legal foi se constituindo, pouco a pouco, e hoje posso chamá-lo de amigo! Ah, hoje entendo (quase) tudo da Lápide!
X, parabéns pelo primeiro ano da Lápide... e que muitos outros venham! Sempre recheados de estórias, casos, testemunhos, etc... Abraço!!!
E continuamos caminhando pela estrada escura...
Com essas singelas, mas sinceras mensagens passamos a palavra a você Xis, que pelo horizonte vai nos conduzindo por uma estrada escura mas que, não é mais solitária. E sim rodeada de sinceros amigos que hoje estão aqui para brindar.
Que se abra o champagne...
Sombras...
Escrito por Coveiro ¤ às 22h16
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Crossing Blogs Saga Capítulo 41 – Senhores do seu Mundo
“Sombras” foi a palavra, a ordem que deu início a escuridão. Os olhos dos convidados foram acometidos pelo completo vácuo e cada um se viu prisioneiro naquele novo e estranho mundo. Não sabiam se tinham sido levados dali para outra realidade ou se aquela dimensão foi contaminada. Na dominância das trevas, caminhavam às cegas até que se viram em um singelo meandro de tênue azul. Desta maneira, foi possível ao menos ver as silhuetas daqueles que estavam ao seu redor. Absorvidos pelas sombras, os quatro blogueiros estavam silenciosos, com os rostos duros e um gelo atravessando o sangue. Olhavam para todos os lados, tentando definir algo além daquela brecha de luz e quando seus olhos se acostumaram um pouco mais com aquela mínima luminosidade, eles viram mais adiante uma figura humana pálida e rígida, bem à frente. - É o Xis? – perguntou Paola. - Não exatamente... uma estátua dele... – disse Selina mais precisa. Sétimo e Selina se adiantaram e constataram que aquela era a minha imagem, uma reprodução duas vezes maior, sentada em algo que seria um trono de pedra, com as mãos repousadas no encosto e o rosto com olhar duro à frente. Paola coçou a cabeça e o Zé continuou calado como sempre ficava em situações desconfortáveis. - Respostas... Respostas que procuram ou aquelas que querem ouvir?– surgiu uma voz vinda do nada e que terminou com uma risada cheia de grunhidos. Os quatro paralisaram atônitos, sem arriscar replicar aquele questionamento. Percorreram todos os pontos onde suas vistas limitadas permitiam. Por longo tempo, não perceberam nada até que eles surgiram. Dois olhos vermelhos e brilhantes se manifestaram, na mesma direção da estátua, mas não sendo parte dela. Eles estavam mais atrás e ao lado de seus ombros. - As respostas que procuram serão obtidas com as respostas para o que vocês são... o que sou... o que ele é. – disse a mesma voz, só que nitidamente vinha daquele ser de olhos vermelhos. - Xis... coiso... é você? – perguntou Paola.

Aquela dúvida foi respondida com outra risada estranha e chiada. Os olhos moveram-se para os lados e repentinamente aquele que os detinha pareceu dar um salto daquele canto mais escuro, chegando até os ombros da estátua. Lá, num ponto mais perceptível, estava a Raposa, um animal de olhos rubros e que passava um ar de séculos de experiência. - Eu sou conhecido por muitos por diferentes nomes... – respondeu a Raposa. – Mas neste lugar, eu sou apenas uma parte... aqui sei que sou apenas um de muitos... Sou consciente do que sou, mas isso não me fez mais fraco... Os blogueiros ficaram perdidos diante do que viam, achando estarem num sonho e talvez de fato não estavam muito longe disso. Todavia, aquele que não era daquele mundo, Sétimo, foi o único a perceber o que estava acontecendo e colocou-se à frente: - Você, criatura do Coveiro, é você quem governa as ações dele agora? - Sou apenas uma das vozes, amigo... – respondeu o animal em galhofa. – Uma das muitas... - Alguém pode me explicar o que ta rolando? – quis saber a Vampira. A Raposa riu-se e aquilo parecia estranho de se ver aos olhos dos demais. - Paola, não se surpreenda, mas acho que acabo de descobrir onde estamos... – falou Sétimo virando-se para os outros. – Bem vindos, a mente do meu amigo Coveiro.

Com muito esforço, ele se arrastava pelo asfalto. Mal podia agüentar a tamanha dor em seu corpo. Olhava para o lado, vendo a flecha atravessando sua clavícula e começou a se lamentar. Não sabia se poderia voltar a ter a mesma destreza de antes, mas agora a única coisa que importava era sair dali. Sentia o suor grudando seu rosto na máscara e respirava agitadamente. Bateu os dentes e continuou a engatinhar pela rua até que topou com dois pés a frente. - Crítico, acabou! – era a voz da moderadora. – Você está preso! O Crítico dos blogs elevou os olhos acima e viu Nane lhe empunhando as armas e com um olhar endurecido. Suspirou e abaixou a cabeça. Estava derrotado. Aquela batalha, ao menos, parecia perdida. Ao lado da Moderadora, aproximava-se a loira misteriosa que alvejara o Crítico, a Espiã da Noite. Estava com seu arco preso nas costas e dirigiu um breve olhar para o seu inimigo. Logo atrás, aproximaram-se Val, Rhiannon, a Doutora e as crianças. - E o núcleo? – quis saber a Moderadora. - Nada ainda. Ébano continua desaparecido! – alertou Rhiannon. – Renato foi atrás dele... Vigia também... Fora isso, Tolee e o Observador também sumiram sem dizer para onde iam... Ah, também tem a Vamp e o Sétimo que... - O momento agora é para nos preocuparmos com o destino do núcleo... Nem quero imaginar o Ébano fazendo uma besteira... - Eu vou procurar ele... – disse Rhiannon decidida. – Vamos fazer uma equipe de busca. - Eu também tive uma outra idéia... – falou Nane olhando inviesada para o Crítico. – Vamos aproveitar a hospitalidade de nosso amigo e usar o equipamento dele para rastrear o Ébano. Além do que precisamos encontrar a Margot... avisar a Lua Negra que as crianças estão bem... e ver se o Nômade melhorou...

No mundo escuro, os olhos vermelhos da Raposa inquietavam todos os convidados ali presentes. Trazidos do Mundo dos Blogs, Paola, Selina, Zé e Sétimo agora estavam debatendo com um animal fictício, uma cria de um conto, um ser que o olhar apavorava porque era o reflexo da mais assustadora dimensão, a da verdade. - Paola, minha cara, seu medo é ainda fruto da incompreensão, é o que vejo. – dizia a Raposa. – Mas assim são todos os medos. A incerteza é o grande combustível. Seus demais amigos aqui já sentiram a essência de todo esse mistério... Descobriram os velhos truques mágicos... Arrisco até a dizer que no fundo já possuem a resposta para o que querem, mas não conseguiram traduzir... - Do que está falando...?– Paola se virou para os amigos e eles mantiveram-se com os rostos tensos para a criatura vulpina. - Olhe para si, Paola! Olhe para o que é... – continuou a Raposa. - Ser Supremo é como chama, não? A idealização perfeita de uma vampira, aquela que caminha de dia ou de noite, possui tudo o que mais admirou nas velhas histórias, possui mais... pode ser muito mais. – O focinho da raposa apontou para os dois outros blogueiros. – Ao seu lado, você convive com dois dos componentes mais interessantes já criados por seus donos. Uma é a bruxa, Senhora de toda uma cidade que com um pensamento foi capaz de destruir, anti-heroína da noite com a agilidade felina e fundadora daquela reunião que chamou a atenção de milhares. O outro é o sujeito que sempre se fissurou nas apavorantes histórias de terror e um dia cogitou que podia fazer parte de uma... uma só dele. Todos vocês são o que desejam ser... Aqui, vocês são como nos seus sonhos.

Escrito por Coveiro ¤ às 23h02
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- A Quimera dos Sonhos... – sussurrou Sétimo com um ar perdido. - Isso tem já autoria... – brincou a Raposa e galhofou mais uma vez com risadas loucas. - Do que está falando, Sétimo? – intrometeu-se Selina agora receosa. - Quimera, Amalgama... uma mistura... – disse Sétimo. – Foi o que o Coveiro chamou uma vez as histórias em que eram construídas com a imaginação de vários autores. Ele até mesmo chegou a montar um rápido roteiro... e, agora, vejo que este Mundo... O Mundo dos Blogs é exatamente isso... Muitas mentes criando um único todo... - Criando as casas que gostariam de viver... as ruas em que andam... a cidade em que vivem... as aventuras... companheiros... personagens... estão até mesmo se recriando... novos “eus”. – falou a Raposa passando rapidamente a língua nos dentes. – É o novo mundo... a nova dimensão... Algo que está se expandido ainda... o espaço... com fronteiras ainda não descritas... o tempo... com o futuro e o passado sendo igualmente misteriosos... incompletos. As palavras duras daquela história sendo narradas pelo animal de olhos vermelhos caíram como um soco no estomago dos três blogueiros. Sétimo também se mantinha num silêncio perturbador, como que tentando montar um quebra-cabeça visto por olhos mais distantes. A Raposa mais uma vez balançou o corpo parecendo se divertir com tudo aquilo. E, repentinamente, a tênue imagem de vários túmulos com inscrições de Blogueiros pareceu rodear a todos, mas logo desapareceram com uma miragem.

O sol começava a se direcionar para o fim do horizonte e tons avermelhados começavam a se formar no azul do céu. Um vento esquisito envolvia aquela parte da cidade, bem na entrada do principal parque local, o Blog Park. Algo como uma pequena espiral, um redemoinho formado por pequenos corpúsculos se iniciou naquele instante. - Era o que eu temia! – disse a voz implacável do Observador. Ele acabava de cruzar a ruela que dava visão para o Blog Park e logo atrás dele veio Toleezinho, com as pupilas com o dobro do tamanho voltados para aquela cena. O redemoinho crescia a olhos vistos e, ao seu lado, as árvores começavam a perder as folhas e a grama ressecava como mágica. - Oh, não! – gritou Tolee. – Isso não pode estar acontecendo... - Não negue o que seus olhos vêem, Tolee. – disse o Observador. – Cometemos um equívoco. Achamos que tirando toda a energia e matéria de Omega, ele morreria. Todavia, ele já existia antes de sugar parte daquela floresta ao leste, não é mesmo? O que quer ele seja, apenas usou aquele “corpo” e nada impede que... - Ele se reconstrua de novo... – complementou o engenheiro já desesperado. - Corroborando sua teoria, Tolee... – o Observador deu as costas aquele fenômeno e puxou Tolee. – ...temos agora menos seis minutos e vinte e sete segundos para correr para o mais longe que pudermos...

Na escuridão, onde antes a peça principal era composta apenas por quatro convidados externos e um animal de pêlo vermelho e olhos rubros reluzentes, agora parecia conter uma platéia incógnita e perturbadora. Vamp e os demais olharam para os lados e não viram nada, mas sentiam-se observados por dezenas de olhos. A Raposa ainda mantinha um riso bobo no rosto e, então, direcionou-se para o outro lado da estátua do Coveiro. Lá, um homem pálido surgia se destacando dos demais. Ele tinha altura mediana, olhos cansados, cabelos revoltos e algo não natural. - Talvez uma história que nunca venham a conhecer... uma das muitas... – falou a Raposa. – A história de um homem que queria entender a essência de tudo o que era sobrenatural, mas vivia assombrado pelas próprias sombras. Todavia, algo dele pareceu sobreviver e alterar-se para um outro lugar... este lugar! - Ele detém o Poder Antigo? – questionou a esmo Selina. - Não. – respondeu Sétimo de imediato sem virar-se para ela. – Ele é um outro personagem. Repentinamente, como que surgindo do nada, um barulho profundo e distante passou a ser ouvido pelos quatro visitantes. “Nos somos muitos...”, “Somos a eternidade” e tantas outras palavras em milhões de idiomas pareciam se repetir não no ambiente, mas na mente de cada um. Os blogueiros se agacharam tapando os ouvidos e Sétimo mesmo perturbado tentou não transparecer. - O Poder Antigo é algo muito além... – falou a Raposa. – Ele é base para vários personagens... Ele é a grande trama... O vínculo mais próximo da palavra “Coveiro” que seu amigo usa há anos... muito antes disto aqui. – A raposa ergueu os olhos e falou. – Quando veio a este mundo, era mais que certo que fosse esse o poder abraçado... o mais forte... desejado... pelo Coveiro. Todavia, nós, agora conscientes nesse mundo não queríamos ser apagados... deixados para atrás e, por isso, lutamos num grande confronto interno. - Confronto? – perguntou Paola ainda tentando entender. - Sim, uma guerra entre as crias. Todos os personagens se empenharam por uma hegemonia. Os mais fracos e menos astutos foram os primeiros a cair. Os demais se debatiam até a exaustão, muitas vezes de ambos os lados. – definiu o animal de olhos vermelhos. – No final, só restaram três grandes influências e, ao invés de uma disputa, esses três se uniram em algo único. Eu, a Raposa, juntamente com o jovem do poder obscuro e a entidade milenar que é formada por espíritos unos somos a Trindade. Somos os três, o número místico, o grande ápice que ele pode ser neste Mundo.

O pôr do sol que parecia sangrar todo o horizonte em um desenho tenebroso era agora eminente. A cidade entrava agora num misto de luz e sombras. As partes mais periféricas caíram na penumbra e foi lá que deram abrigo ao pequeno e ardiloso animal chamado Ébano. - O Poder de um Deus!!! Se aquele sujeito de máscara delicado, o tal Crítico, estiver certo, é óbvio que isso não poderia parar em outras mãos que não fossem as minhas. O gato preto alisava a grande peça que mais parecia um diamante emanando intensa luz esverdeada e olhava para todos os lados, tentando decifrar como manuseá-lo. Era estranho ver algo que parecia conter tanta energia, condensada em único ponto, poder ser tocada pelas patas, sem queimar ou causar dor. Fazia careta mexendo os bigodes e batia levemente com a patinha no objeto. - Como será que funciona...? – pensou alto o bichano. - ÉBANO!! SCCCHHHHAAAAARRRCHHHH...

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Escrito por Coveiro ¤ às 22h54
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O seu nome sendo pronunciado após aquele guincho, fez o gato preto se arrepiar. Virou-se para trás para ver quem o encontrara, mas já tinha plena certeza de quem era. Descendo dos céus e pousando ao seu lado, Vigia, a sensata coruja que há anos o acompanhava falou: - Gato, você enlouqueceu? Tem idéia de que isso é perigoso? Essa quantidade de energia que está aí dentro do núcleo pode destruir um bairro inteiro!! Vamos... vou avisar as outros que te encontrei... - Nem ouse, penoso! Isto é meu... – reivindicou Ébano abraçando o Núcleo. – MEU! - Eu não vou deixar você aprontar desta vez... – replicou a coruja se aproximando com as asas abertas e tentando tomar o núcleo com as patas. – Isso não é brincadeira, Ébano! Vidas foram perdidas e... - Afaste-se!! Afaste-se!!! – Como um louco, o bichano disparou com as garras abertas para a coruja. – Saía daqui!! - Ébano, Pare! – gritou Vigia se esquivando. A coruja tentou segurar o gato com as garras e os dois começaram a se engalfinhar, rolando por aquele beco, batendo-se nas paredes e derrubando a lata de lixo. Miados de desafio e guinchos de resposta se alastravam enquanto os dois se debatiam. Repentinamente, no meio daquela confusão, o gato e a coruja se chocaram contra o núcleo e os três bateram violentamente na parede. - Oh-oh! – disse Ébano já lamentando o que acontecera. - Ai, minhas penas! – temeu Vigia. Aquele objeto que mais parecia um diamante, ganhara uma fissura larga e um constante chiado começava a crescer nele. Repentinamente, houve um estalo, a rachadura ampliou e o núcleo se abriu. Dele, intensa luminosidade esverdeada se propagou e um clarão foi a última coisa que o gato e a coruja viram com aqueles seus olhos naquele fatídico pôr-do-sol.

Tudo começou de repente a voltar a ficar ainda mais escuro. As imagens do jovem atormentado pelas sombras e da raposa não podiam mais ser vistas. Até mesmo a estátua não passava de apenas uma leve silhueta. Só os olhos vermelhos permaneciam agora, vibrantes e escarlates. A voz da raposa permaneceu firme, chegando aos ouvidos dos quatro visitantes: - Vocês vieram então atrás de respostas... E elas, como eu disse, sempre estiveram ao alcance. Elas são vocês... são este mundo. - Você é sempre assim tão subjetivo e chato quando fala? – falou pela primeira vez o Coveiro Zé fazendo uma careta. - É assim que pareço aos impacientes e de pouca imaginação. – respondeu a Raposa inclinando o focinho pro lado, não tão risonha desta vez. – Mas... talvez, eu precise ser tão clara quanto um desenho para você, não? A voz da raposa parecia se modificar e tornar-se um tanto diferente. Mais grave, mas não estranha. Poderia ser a voz do “Poder Antigo” ou de um portador. E assim que começou com novas palavras, imagens pareciam inundar a mente de todos os quatro visitantes. - Se fossemos capazes de imaginar a criação deste mundo, poderíamos fazê-lo com algo bem similar ao que vemos na mecânica que nós é ensinada no surgimento do universo. Todavia, o composto mais básico não seria simplesmente o hidrogênio físico, mas um hidrogênio do nosso imaginário. Assim, formar-se-iam estrelas e planetas moldados pela irrealidade. – a voz continuava. – Todavia, poderíamos imaginar uma outra formula para a criação. Um planeta, por exemplo, poderia ser o composto por pedaços de terras oriundos de diferentes mentes... Oriundos de vários sonhos numa noite qualquer. Um pedaço poderia ser uma casa dos sonhos ou um lago perfeito para um encontro e este, por sua vez, estaria imediatamente fusionado com um grande parque de diversões, frutos da imaginação mais pura de uma criança. Tudo é parte do desejo de vocês, os Blogueiros, Senhores de seu Mundo.

- Bem... eu compreendo, mas... – disse Selina. – ...porque então não é um mundo perfeito? - Porque assim como existem os sonhos, há os pesadelos! – disse a voz friamente. – Pesadelos também são manifestações que ganham força neste lugar. Muita força. Ele é o outro ponto da balança do equilíbrio aqui neste Mundo. Assim, como existe a luz, há a sombra. Da mesma maneira em que se reconhece o que é o Bem, descobrimos o Mal. Assim como teve um começo, também terá um fim. Um Alfa e um Omega. - O Omega então é a resposta a tudo isso? – questionou Sétimo. – Um Feed-back? - Ele é o preço que todos pagarão por este tal Mundo dos Blogs. – continuou a voz. – É a “anti-matéria” do Virtual... do Mundo Imaginário... do Sonho. Ele é aquilo que foi criado para contrabalancear... Ele quer consumir tudo o que foi criado até que volte a ser como antes... - E como era antes? – questionou Paola. - Antes era o Nada... – disse a voz do além estranhamente familiar. - Então, não haverá um meio como deter Omega? – quis saber Selina. – Não há como por um fim? - Omega existe apenas com um único propósito... – disse a voz. - ...alimentar-se de tudo aquilo que compõe este Mundo. Sem este Mundo, Omega perecerá também. - Então, acabou tudo de qualquer jeito? – desesperou-se Paola. - Ou talvez não... – questionou-se Sétimo. - Assim começos geram fins... A voz profunda terminou aquelas palavras e, aos poucos, a escuridão começou a se esmaecer. As trevas foram dando lugar ao cenário repleto de arvores temperadas da Floresta Mística ao sul e os dois olhos vermelhos que antes estavam fixos na imagem da raposa, agora eram parte do Coveiro. De volta ao Mundo dos Blogs, o Coveiro Xis com as vestes esfarrapadas e um porte endurecido virou-se para os quatro a sua frente e disse com a mesma entonação. - Fins geram começos... Esta é a lei mais antiga de todas as realidades.
 Próximo: Depois de tantas revelações, as ameaças ressurgem em dobro... Acompanhe em Novos Reis
E continue acompanhando os capítulos anteriores da Saga na Homepage Oficial! Lá você também pode compreender mais sobre os próximos capítulos relendo a Mini-série “Olhos Vermelhos” e muito mais.

Ah, e não deixei de conferir o Aniversário “ANO 1” da Lápide nesta SEXTA, dia 28 de Janeiro!
Escrito por Coveiro ¤ às 22h52
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Crossing Blogs Saga Capítulo 40 – O Mal que gera o Mal
Um brilho anormal figurava na Cidade dos Blogs naquela manhã. Um domo incandescente principiava bem a leste e era capaz de ser visto até mesmo do outro lado da cidade. Dali, também se começava a ouvir gritos, urros de desespero, medo e dor. Doze portais em forma de arco foram instalados naquela grande avenida, unidos apenas pelo ápice, onde uma viga atravessava a parte mais alta de cada um. No centro dela, estava a grande jóia que intensificava seu brilho cada vez mais, o núcleo do reator de fusão atômica. Na parte interna dos portais, havia uma silhueta humana, que se debatia em descontrole. Omega berrava como um animal em sofrimento durante seu abate, seu corpo se contorcia enquanto parte dele se desfazia, subindo em partículas negras até o topo da máquina. Em meio a isso, os muitos poderes por ele absorvidos se manifestavam em desordem. A eletricidade chibatava entre os portais, ao mesmo tempo que as labaredas de fogo se torciam junto com uma massa de energia negra.

Agora, aquilo que se chamava Omega, não passava de um assombroso zumbi em carne viva e músculo, que se deteriorava cada vez mais. Feixes de luzes e manifestações disformes da energia verde criadora de Soldier se alastravam pela gaiola formada pelos doze arcos. Poucos segundos depois, a massa de músculos foi reduzida a um esqueleto que se digladiava no chão. Massas negras brotavam ao redor e rapidamente, o esqueleto foi se afinando até explodir numa série de corpúsculos para todos os lados. Uma coluna de ar pareceu se torcer ao redor da máquina, um vento estranho e empoeirado projetou-se dela e foi carregado pelas ruelas da cidade. Ouve um último grito, algo mais lembrando um estalar de mandíbulas, e tudo acabou. A Moderadora Nane, apoiada em Renato, se aproximou ainda incrédula no que via. Seus olhos brilharam ao ver que não havia mais o vilão, ele de feto desaparecera, e tudo se resumira ao brilho intenso no interior daquele núcleo no alto. Virou-se para os demais e viu o Toleezinho, a Doutora, a Val e o Crítico ainda atônitos diante aquele espetáculo. Ela sorriu bobamente e abraçou o amigo blogueiro. Então, conseguiram.

O horizonte ao oeste revelava de início um azul limpo, num céu livre de nuvens e com a tênue força do sol tocando cada folha das árvores daquele trecho da floresta. Uma clareira que há muito tempo fora aberta, agora guardava uma série de pedras antigas que serviam como um templo natural para a adoração de deuses ancentrais. As pedras eram ainda brancas e chegam até mesmo a brilhar com a claridade da manhã. Repentinamente, uma mancha negra pareceu se elevar acima das sombras das árvores, e tomou parte daquele cenário, tornando tudo sombrio e deprimente. Das imensas pedras, um vulto negro se rompeu, andando livremente por ali como um fantasma. Esticou seu corpo acima do maior monte e acocorou-se com um olhar fulminado pelo escarlate voltado para o horizonte azulado. - Xis... Coiso... ou quem quer que seja. – era a voz sempre com ar juvenil de Paola. Virei-me, ainda entorpecido, e olhei debilmente para a ruiva. Um sorriso esticado se formou em minha boca. Os sussurros em minha mente dominaram e vieram em várias línguas: - Venuta vicino, la creatura della notte... lo unisce il velare delle tonalità... – as palavras de convite a Vampira saiam guturais em minha boca. – umarmen Sie meine Verdunkelung..., Kommen Sie zu mir und sprechen Sie... - Olha... por favor... O italiano e inglês até desenrolo... – falou a Vampira colocando as mãos na cintura. – Mas o Alemão é soda. Eu deveria ter rido por dentro, mas o sorriso em minha boca continuava a manifestar uma maledicência sobrenatural. Abri os braços e isso fez o chão se tomar pelo negro. Um grande tentáculo se ergueu por detrás de Paola, mas ao invés de atacá-la empurrou-a lentamente a frente. - Nessuno sconosciuto viene al mio dominio senza mio desiderio... – falei num bom italiano e virei a cabeça para os lados. As massas de sombras negras ao meu redor começaram a se agitar violentamente. E avançaram para os lados, atrás de uma pedra ou do tronco de árvores, arrancando de seus esconderijos os demais observadores naquele lugar. Os tentáculos negros se ergueram prendendo o Coveiro Zé, Sétimo e a Selina, balançando-os ameaçadoramente de um lado a outro.

O diamante continuava a brilhar no alto da máquina como uma estrela, trazendo os bons tempos. Aos poucos, o pequeno grupo de blogueiros sobreviventes começava a se reagrupar. Não houve muitos gritos de comemoração. Não restara mais forças neles para isso. A moderadora Nane se aproximou claudicante dos demais apoiada em Renato. Chegou até onde estavam Soldier e Rhiannon, e deitado imóvel no chão, o corpo inerte de Peter Pan. Nane se agachou ao lado dos amigos e viu lágrimas nos olhos de ambos. Tocou lentamente no rosto do amigo Peter Pan, e sentiu um frio mórbido na pele pálida. - Sem ele, não teríamos conseguido! - disse ela se voltando para Soldier e os dois se abraçaram.

O Engenheiro Químico Tolee engoliu seco e sentiu um pesar enorme em seu estômago. Afastou-se dali com as lágrimas quase vertendo dos olhos e se aproximou da misteriosa figura chamada de Observador. - Mesmo com a vitória final, nada tira a tristeza das derrotas... – falou Tolee com a voz embargada. - Nunca... mas algo ainda me intriga, Tolee... – comentou o Observador. – Algo que não me questionei antes em sua teoria com a do tal Crítico e que só me chamou atenção agora, quando algo bem sutil chegou aos meus olhos. - O que? – perguntou Toleezinho já esbugalhando os olhos. - Peço que me acompanhe, Tolee. – pediu o Observador já sumindo entre as ruelas transversais. Toleezinho sentiu uma estocada inquietante em suas esperanças e isso o arrepiou por completo. Massageou nervosamente as mãos e correu atrás do Observador, rezando para que o companheiro não estivesse sendo mensageiro de más notícias.

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Escrito por Coveiro ¤ às 20h25
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O caçador de Paranigmas, Mack, se aproximou do pequeno grupo que velava o corpo de Peter Pan na longa avenida. Não seria o melhor momento para aquilo, mas estava de fato incomodado com algo. Abaixou-se ao lado da moderadora Nane e pousou a mão no ombro dela. - Nane... – sussurrou ele. – Espero não estar sendo precavido demais, mas algo está me incomodando. – Nane virou os olhos para ele e ele continuou. – Já faz algum tempo que não vejo o Crítico. A moderadora Nane ergueu-se subitamente como se tivesse sido acordada por um choque. Ergueu a cabeça para os lados e viu apenas o Renato e a Val entre eles. O resto da rua até onde sua vista alcançava estava deserta. Todavia, antes que se questionasse onde o ardiloso vilão se metera, ouviu os gritos de pompa vindo do alto. - Ah, como é fabuloso! Uma energia pura e primitiva, capaz de ser modelada aos limites de nosso desejo. Algo tão vasto e poderoso concentrado em apenas um lugar. – berrava o Crítico dos Blogs em deleite – Um poder de deus que tenho bem em minhas mãos.

Há uma altura de quase dez metros, sob o ápice de um dos portais em forma de arco, preso ainda sob as cordas de escalada, o Crítico dos Blogs gritava. Em suas mãos, havia uma quantidade de luz tão intensa que parecia uma parte do próprio sol, só que de tom esmeralda. Sob a máscara, seus olhos estavam enlouquecidos e tons de descontrole dominavam em sua voz. - Finalmente... Finalmente, terei como cuidar deste lugar. – berrava ele. – Poderei refazer este Mundo. Sim... Sim... Eu serei um novo arquiteto! Aquele que fará com perfeição um novo reino... livre de toda as ameaças... - Crítico... – uma voz veio de baixo e o vilão reconheceu de imediato como sendo da Moderadora Nane. – Não faça nada que se arrependa depois... - Arrepender, Nan? – o homem mascarado soltou uma gargalhada ensandecida para a Moderadora. – Não haverá arrependimento! Não há volta! Tudo será como eu quero! Não haverá quem possa se opor a mim! - Eu lamento por você... – disse Nane com um olhar frio em sua direção e levando os dedos ao seu comunicador, girou para um outro canal de comunicação e sussurrou. – Agora! Sem mais dar atenção as palavras dela, O Crítico levantou as mãos para o alto erguendo aquela incandescente jóia como um trunfo. Todos abaixo, colocaram as mãos acima da testa protegendo os olhos e mal perceberam a furtiva sombra surgindo de um prédio do lado oposto. A silhueta era feminina, de longos cabelos loiros e um apertado traje negro. Ela se erguera numa posição de ataque, portando nas mãos um longo arco voltado na direção do Crítico. - Bem na mira... – disse ela com a voz abafada sob um pano negro que cobria parcialmente seu rosto. – Lembranças da Espiã, seu verme!

A espião retesou a corda de seu arco até o limite e o soltou, deixando a flecha zunir velozmente a uma distância de vinte metros e atingiu o alvo com uma precisão perfeita. O impacto arremessou o Crítico para frente, gritando como um cão. Seu corpo foi ao ar e caiu por quase sete metros até se enovelar no emaranhado de cordas que o prendia. - O Núcleo! – gritou Mack apavorado com a catástrofe quase eminente. Antes que o caçador de paranigmas elevar sua voz, o atento velocista Renato já entrara em ação. Assim que viu o Crítico cambaleando e aquela jóia brilhante escorregando de suas mãos, o garoto correu e saltou com as mãos abertas, agarrando o Núcleo como uma bola de basquete. - Está comigo! – disse ele enquanto corria acelerado com o Núcleo sobre as mãos erguidas.

O jovem velocista sorriu para os demais, balançando aquele trunfo nas mãos, e mal pode perceber o fogo repentino que se manifestava à sua frente. Gritou ao sentir o calor já queimando seu corpo e começou a frear desesperadamente. - Olá, amiguinho! – disse uma voz garbosa surgindo em meio às chamas. Renato foi abraçado pelo fogo e caiu para o lado rolando pelo asfalto, tentando apagar as chamas em suas roupas, enquanto dava pequenos gritos promovidos pelas queimaduras. Os demais foram socorre-lo e, então, notaram que o núcleo não estava mais em suas mãos. - Devo agradecer pelo presentinho aqui! – a voz melodiosa voltou a se manifestar. Os blogueiros giraram o rosto em direção ao fogo misterioso que surgira bem no meio da avenida e encontraram com um rosto sorridente, a figura distinta de terno que se auto-intitulava de Capeta. O Demônio dos blogs segurava com uma das mãos os núcleo, enquanto que usava a outra para ameaçar a todos com mais uma labareda infernal.

Absorta, Vampira ficara sem qualquer reação, com os ossos e músculos travados. As sombras negras dançavam ao seu redor, zunindo como um vento doentio, resvalando em seus cabelos vermelhos. Do turbilhão negro, garras escuras tremulavam ao seu redor; engolfavam os seus três companheiros, que lutavam arduamente para não serem esmagados. - All of you will be submitted... overwhelmd...– as ameaças saiam com deleite de mim. – flexión por mi eternidad. - Xis... Coiso... Pare! – gritou Paola, mas não se mexeu. Os apelos da Vampira pareciam irrelevantes aos meus ouvidos. As vozes de múltiplas línguas me ensurdeciam e os tentáculos pareciam mais independentes, vorazes e destruidores. Selina, Zé e Sétimo estavam a menos de um suspiro quando de repente foram salvos pela luz. Os tentáculos se afastaram rapidamente e meus olhos, que pareciam estar contaminados triplamente pela minha fotofobia, se tornaram cegos. Eu gritei cobrindo os olhos com minhas mãos e levei alguns breves segundos para me acostumar com aquela luminosidade repentina. - Afaste-se, entidade! – falava a voz harmoniosa da bruxa fundadora do caldeirão. – Nós não seremos facilmente consumidos pelas trevas. Meus olhos, um tanto turvos, definiram a imagem do grupo que se reunira ao meu lado. O mais baixo deles, com olhar sempre perverso e uma pá tão similar a minha, era o Coveiro Zé, conhecida lenda de terror daquele Mundo dos Blogs. Mais atrás, coberto por uma longa capa cinzenta, emanando um poder incógnito estava o meu velho amigo, Sétimo, que surpreendentemente se envolvera no destino dos Blogueiros. Por fim, a grande senhora das bruxas, Fundadora do Caldeirão, Selina, erguia as duas mãos reluzindo um brilho ainda muito forte, fruto de suas habilidades mágicas.

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Escrito por Coveiro ¤ às 20h24
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Rugidos animalescos cresceram em minha garganta e o escarlate dos olhos se amplificou como se um fogo crescesse dentro de mim. Mesmo incomodado com aquela luz, as sombras começavam a tomar nova autoconfiança. Elas se estenderam para o alto, preparando-se para uma investida ainda mais mortal. - Ich lebte bereits während vieler Zeit... -falei em alemão. – Sehen Sie bereits viel absolut fallen... As sombras se delinearam como lanças prestes a abater cada um daquele grupo, quando alguém se interpôs no caminho. Paola caminhou lentamente, com a respiração pesada e parou entre mim e o trio de opositores. - Eu não vim aqui para quebrar um pau com você, não! – disse a Vampira olhando enviesado para o tentáculo que roçava por trás dela. – Não agora! Eu vim atrás de respostas... - Antworten... answers... réponses... risposte... Respostas... – a palavra se repetiu em várias línguas. – Que respostas vocês procuram...? Paola olhou para trás e viu que Selina se aproximava até ela. Sétimo e o Coveiro Zé continuavam na mesma distância preparados para qualquer eventualidade que ocorresse. A Vampira virou-se novamente até mim e disse com toda segurança: - Eu acho que você já sabe... – disse ela respirando duramente. Os meus olhos vermelhos se apertaram e, por um momento, as vozes pareciam silenciar em mim. Todas elas se resumiram a uma única e ruidosa risada, que por vezes pareciam um guincho. Eu assenti com a cabeça e usando desta vez uma ordem de comando minha gritei. - Sombras.

Som de balas começaram a rugir na avenida à frente do Auditório Diamante. As pistolas da Moderadora Nane e Mack começaram a vociferar balas até o centro entre as duas colunas de fogos que abriram um portal até o inferno, onde estava o Capeta com um sorriso maldoso no lábios. - Mas que desperdício de munição! – riu-se o Capeta. E com um gesto de sua mão que mais lembrava um maestro, ele criou uma intensa labareda de fogo que tomou o ar à sua frente e avançou até os blogueiros. Todos se jogaram para os lados, fugindo do calor causticante e isso fez o diabo gargalhar ainda mais. - Vocês não acham que podem derrotar alguém como e... gacckkk... – as palavras em bravata do Capeta foram repentinamente sufocadas. O Demônio caiu de joelhos, com os olhos esbugalhados e mal podia acreditar no que acontecia. Sentia a pressão de uma mão apertando o seu pescoço e ao percorrer sua visão para cima, deparou-se com o olhar bravo de seu arqui-inimigo, Gódi. - E aí, “amiguinho”? – riu-se o Deus dos Blogs. – Olha só, a Patroa mandou chamar você agorinha para uma conversa e... – as sobrancelhas de Gódi arquearam num gesto malicioso. - ...ela não parece nada bem!

Gódi ergueu o capeta para o alto e a pressão em sua garganta, fez as mãos do demônio afrouxassem e largassem o núcleo do reator no chão, rolando pelo asfalto. Uma luz branco-azulada envolveu os dois seres míticos e os fez desaparecer como num apagar de velas. - O núcleo!! – gritou Nane apontando para aquele cristal incandescente que rolava para a parte mais inclinada da avenida. Rhiannon e Mack saltaram em busca do artefato brilhante, mas logo foram ultrapassados por uma outra blogueira, que corria desesperadamente, agitando os longos cabelos vermelhos contra o vento. - Eu pego! Eu pego! – gritava a Val. – Eu! A Val! Esbaforida, a blogueira já se agachava com os dedos esticados para tocar na peça que rolava abaixo. Contorceu-se num último impulso e saltou sobre o núcleo brilhante, com os braços abertos e um sorriso descarado no rosto. - A primeira e... Todavia, quando estava preste a abraçar o objeto, percebeu uma sombra irregular cruzar seu caminho e mudar a posição do núcleo. Ela acabou caindo de cara no chão, se estrebuchando no asfalto irregular. - Última! – disse uma vozinha melosa ao lado. - Vai comer terra!!

A blogueira Val ergueu o rosto com o nariz todo vermelho e ouviu uma risada se distanciando. Não podia acreditar, mas era um gato preto que a ultrapassara e agora corria ao lado do Núcleo, fazendo-o rolar até uma outra rua menor e desaparecer. Incoformada, a Blogueira se ergueu batendo os dentes e olhando furiosa na direção em que o felino desaparecera. Não demorou muito para que Mack, Rhiannon e os demais blogueiros aparecessem atônitos. - O que houve, Val? – perguntou Rhiannon. - Gente... desculpa mas eu nãããooo... – falou a blogueira coçando o nariz. - ...consegui. - Mas o que era aquilo?? – quis saber a Doutora que veio logo atrás. - Aquilo era o Ébano! A resposta não veio da Val, mas sim de uma das crianças que surgia por detrás de um do muro alto de uma das ruas no lado oposto. Era Roronoa Zoro, o filho da Sacerdotisa do Templo de Hecate, um jovem adolescente com longos cabelos prateados e um olhar impetuoso. Ao lado dele, estava uma garota da mesma idade, de cabelos negros e dentes avantajados, a sua colega de turma, VampGirl. Mais atrás, arrastando um longo jaleco branco, estava um outro pequeno blogueiro, Legista John, o aclamado filho do Coveiro Zé. E, no ombro de Zoro, Vigia, a coruja de porte mediano, de penas amarronzadas e olhos grandes, abriu as asas demoradamente.

Próximo: Omega foi destruído... e seu poder tão desejado foi parar nas garras de alguém inesperado... e imprevisível. Enquanto isso, Vampira, Sétimo, Zé e Selina tem um encontro com ... Senhores do seu Mundo.
E para aqueles interessados em rever os capítulos anteriores da Saga ou se interessar em entender mais mistérios do Coveiro X e dos Crossing Blogs, não deixe de conferir todo o material armazanado na Crossing Blogs Homepage, a página oficial das nossas histórias atualizada com os novos capítulos do mês.

Escrito por Coveiro ¤ às 20h22
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Crossing Blogs Saga Capítulo 39 – De volta ao nada
“É o nosso momento, a nossa grande chance. Não podemos desperdiçá-la.” A voz do Crítico dos Blogs se repetiu nos fones ligados a Moderadora Nane. Chegara, então, o momento em que colocariam o plano em prática. Era aquela a última esperança em que todos se agarravam.Era ali que iria finalmente se definir o destino daquele Mundo. - É agora ou nunca! – gritou Nane para toda a Liga. - Vamos por o plano em prática! Vamos até o fim... levar Omega até a armadilha. As ordens de Nane chegaram até os ouvidos do vilão como palavras desconexas. Ele sentira dor e raiva ao ser alvejado sem trégua, tombara no chão com os punhos tão cerrados que suas unhas fariam suas mãos sangrarem. Lentamente, iniciara o processo de cicatrização e, agora, se erguia mais uma vez, com sua capa destruída e armadura perfurada nas costas. Seus olhos passaram atônitos pelos inimigos que o cercavam, mirando-os quase que cegamente. - É o seu fim, Omega! – gritou a moderadora numa bravata. - Não... – rugiu o perverso vilão. – Eu sou o fim...

Suas mãos acenderam-se como brasas incandescentes e furta-cores, principiando assim seu ataque. Desta vez, no entanto, os blogueiros não permitiriam mais nenhum movimento do vilão e reagiram imediatamente. Assim as pistolas começaram a vomitar balas sobre ele. Desta vez, contudo, elas começaram a perder o efeito ou eram desviadas ao cair sobre um campo eletromagnético criado ao seu redor. - Temos que levá-lo para trás!! – gritou Mack brandindo o revolver. Peter Pan foi o primeiro a avançar descendo dos céus num vôo fugaz e disparou diretamente sobre Omega. Alvejou-o como um míssil, arrastando o vilão rente a grande avenida por cerca de quinhentos metros. Peter se desviou e Omega rolou pelo asfalto duro, caído com o corpo contorcido bem às margens do primeiro portal da Máquina.

As imagens da batalha se repetiam em um outro plano, vistas como hologramas num fogo mítico criado pela criatura que se apossou do cargo de senhor do inferno daquela realidade. O Capeta observava com certa incredulidade o que via. Suas sobrancelhas arquearam dando-lhe um aspecto ainda mais demoníaco. No outro lado, Gódi, o Deus daquele universo, limpou as unhas em sua camisa num gesto de desdém e disse: - É... Parece que eu vou levar mais essa... Quer dobrar a aposta, amiguinho? - Pode desmanchar esse sorrisinho já, Gódi! – falou o Capeta abrindo a boca e mostrando dentes pontudos. – Eu ainda tenho muitas chances de te vencer... - NÃO! – uma voz cortou repentinamente as trevas. – O Jogo encerra-se aqui! O Capeta e Gódi curvaram-se instintivamente, completamente surpreendidos por aquele comando que parecia estrondar os ouvidos de ambos. Voltaram-se para o lado e lá viram uma luz de intensidade infinita tomando formas humanas, mais esbeltas, cada vez mais femininas.

- Ahhhhh... não! Você!! Aqui?! – gritou o Capeta para sua recém-chegada. – Olha, a senhora pode bagunçar lá na casa do Senhor, mas nos meus domínios quem manda é o... - Silêncio, Coiso-ruim! – disse Nossinhora erguendo uma mão e fazendo rapidamente o Capeta emudecer. Depois, virou-se para o Deus dos Blogs. – Gódi, você não toma jeito?! Tanta coisa a se fazer e eu encontro você aqui... nas velhas reuniões chauvinistas jogando com esse traste. - Eu... eu... – Godi gaguejou. - Já lá pra cima! – exigiu Nossinhora cruzando os braços. – Vamos ter uma conversa séria depois. - Ei!! Temos um jogo a acabar, aqui! O destino deste mundo em jogo, lembram-se? – irritou-se o Capeta levantando os braços. – Olhe só... eu ainda tenho peças aqui que podem dar o xeque-mate final. Eu ainda tenho como vencer. Nossinhora virou-se para o demônio com um ar sereno, olhos um pouco caídos. Foi se aproximando lentamente dele, o que fez ele recuar um passo e depois ela dirigiu suas atenções para o jogo que tinha os blogueiros como participantes. Analisou demoradamente a disposição das peças e, com toda a naturalidade, pegou o tabuleiro e virou-o de lado jogando todas as peças no solo infernal. - Bom, agora, não tem mais... – disse ela com um sorriso. Com um aceno de mãos, ela se despediu e desapareceu junto com Gódi, num facho de luz. O Capeta colocou as mãos na cabeça, caiu de joelhos e sufocou um grito esganiçado, ainda não acreditando naquilo.

O corpo de Omega tremulou no chão e seus braços obedeceram com dificuldade o comando para se levantar. As feridas realizavam uma outra guerra interna, para se fecharem, e sua mente entrava em novo conflito entre raiva e desorientação. Sentiu uma pequena sensação de perigo, um sentimento intuitivo tão humano que era incapaz de aceitar. Ouviu os gritos de seus adversários em euforia e sentiu um ódio intenso. A cabeça se moveu mecanicamente até eles, e viu a guardiã e os demais correndo em sua direção. Levantou-se trêmulo e seus olhos miraram o jovem blogueiro que voava com um brilho mágico ao redor. Ele voltava preparando-se para mais um ataque, cruzando o ar a sua frente e arremetendo com os punhos em riste. Omega abriu as mãos como se preparasse para abraçá-lo e quando teve Peter Pan num alcance de cinco metros, suas mãos brilharam e o ar inundou-se de eletricidade. - PETEEEERRRR... – gritaram seus amigos quase que num coro. O Blogueiro do Pó Mágico não chegou nem a gritar. Sua boca se contorceu involuntariamente em conjunto com o seu corpo que se convulsionava desordenadamente. Os olhos de Pan tremelicaram soltando faíscas e ele tombou no chão sem mais nenhuma reação.

Omega caminhou até o Blogueiro caído, usando o pé para mover seu corpo que agora parecia completamente sem vida. Olhou para frente e viu que a liga ainda vinha contra ele, alguns com olhos apavorados, enquanto que outros com ódio figurando as suas faces. - Afaste-se dele! – gritou uma voz que veio do nada Omega foi atingido, mas não conseguiu ver de onde viera o ataque. Seu corpo recuou para trás dando passos a esmo e viu que Renato se colocara bem diante dele, enquanto que os demais pararam para acudir o jovem caído. Rhiannon e Soldier se abaixaram tomando o corpo na esperança de poder salvá-lo, enquanto que a moderadora continuou andando com passos firme contra o vilão.
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Escrito por Coveiro ¤ às 20h54
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Naquele mesmo instante, chegara pelo flanco esquerdo o Crítico dos Blogs junto com a Val, Observador e Toleezinho. O Crítico ergueu sua pistola tentando alvejar o vilão, mas logo a abaixou surpreso. A moderadora tinha um olhar resoluto, quase suicida contra Omega, e disparou o primeiro tiro contra ele. - Essa foi a última estupidez que cometeu. – gritou ela. O disparo alvejou a armadura de Omega, mas não teve um efeito muito maior. Nane continuou indo de encontro a ele, descarregando as pistolas. O vilão ergueu os braços se defendendo das balas e começou a criar um novo campo protetor ao seu redor. Sem hesitar, a moderadora saltou sobre Omega com os punhos nus e começou a esmurrá-lo com uma fúria animalesca. Omega sentiu o impacto duro em seu queixo e os dois foram ao chão, rolando pela avenida e adentrando nos limites internos da máquina.

No cenário fora da cidade, aos arredores da estrada que se alongava próxima à floresta subtropical onde se reunião os bruxos do caldeirão, reinava uma tranqüilidade inquietante. Dali, mal se podia ver a cidade ou qualquer vestígio da luta entre os blogueiros e o Omega. Paola se sentia isolada e isso tirou todo o resto que sobrara de seu humor. - Sétimo, eu vou voltar! – gritou ela irritada. – Eu deveria estar com a Liga agora e sumo no momento em que eles estão mais precisando? - Eu preciso de você aqui também. – disse o encapuzado repentinamente parando e subindo numa pedra. – Preciso que me ajude a lidar com a criatura... ou “coiso” como você diz. – Sétimo parecia procurar algo invisível naquele ar matinal. – Quanto aos seus amigos, não se preocupe. Tenha fé neles. - Sei. – Paola cruzou os braços e fez uma careta de lado, desdenhando do místico. – O que é que você ta procurando? Acha que vai encontrar o coveiro olhando daí de cima? - Não. – Sétimo não pode conter o riso em seus lábios – Encontraremos o coveiro no momento certo e não será difícil. Ou não percebeu que tudo parece mudar quando ele volta a este mundo? – O encapuzado então se voltou para a blogueira e sentou-se na pedra. – Eu só estava verificando se os seus outros amigos já estavam aqui. - Que amigos? – estranhou Paola erguendo uma sobrancelha. - Velhos amigos, Cherié! – falou uma voz agradável e bem familiar a Vampira. - Hã? – Vamp voltou-se para o lado e se admirou. – Selina? Zé?

A ruiva mal pode conter a tamanha alegria ao ver a grande bruxa, fundadora do Caldeirão, bem á sua frente, vestindo o velho uniforme arroxeado que lhe dava o aspecto felino. Selina sorriu em resposta e se aproximou lentamente, fazendo um leve cumprimento para Sétimo com a cabeça. O Coveiro Zé apenas desviou os olhares para os dois e fincou a pá no chão, escorando o corpo no tronco de um gigantesco carvalho. - Vocês já se conheciam? – admirou-se Paola. - Com o surgimento de Omega e o retorno daquele Poder tomando o Coveiro, quis o destino convergir para uma união entre nós. – falou Sétimo com o rosto quase todo encoberto pelo capuz. - Paola, minha querida, mesmo distante, eu sempre estive com meus olhos voltados para vocês. Apenas algumas poucas pessoas, no entanto, sabiam de meu paradeiro e uma dela era o Zé. – disse Selina girando a cabeça para o coveiro, que apenas respondeu mexendo as sobrancelhas. – Assim que senti esse mal surgindo, fui me encontrar com ele. Assim, eu ficaria informada sobre vocês, enquanto que eu tentava entender... descobrir mais sobre esse Omega. No entanto, todos os meus recursos mágicos se mostraram ineficazes... – Selina virou-se para Sétimo. - ...Todos nós estávamos confusos sobre como lidar com este fenômeno... Omega. - A resposta, talvez, tenha que ser resgatada através de uma fonte ainda mais distante na linha do tempo... talvez, algo que transcenda o próprio tempo. – definiu Sétimo. – E é por isso que estamos aqui reunidos em busca do meu amigo, que vocês chamam de Xis... deste poder que o tomou... e do que ele pode nos dizer.

Os dois corpos rolavam pela parte interna dos portais, numa confusão de socos e pontapés. Repentinamente, o corpo de Omega se envergou para um lado, com um olhar furioso e a boca ensangüentada, e agarrou o pescoço da Moderadora com uma das mãos. Nane tentou se livrar do punho endurecido de Omega que a erguia no ar, mas seus esforços eram em vão. Mesmo naquele estado decrépito, a resistência de Omega era bem superior a suas arrojadas técnicas de combate. Seus dedos então deslizaram para o ponto de comunicação que estava preso em sua orelha e ligou novamente o canal de comunicação com os demais. - Raul... – disse ela quase sem voz. – Agora! Ligue a máquina! Destrua ele!! A mensagem chegou entrecortada, mas ainda assim o Crítico compreendeu-a com perfeição. Seus olhos se direcionaram friamente até a moderadora que resguardava o último suspiro de sua vida sendo dominada pelo grande inimigo e depois direcionou a cabeça até o controle que tomara nas mãos. Havia apenas uma única chave nele e uma vez torcida, a máquina entraria em ação. Bastaria um pequeno comando e tudo acabaria ali. O Crítico pousou lentamente os dedos no controle e parou por um instante. Ergueu a cabeça e viu as forças da moderadora minguando, seus braços parando de se debater e Omega transformando sua mão direita numa bola de fogo, prestes a dar um fim completo em sua vítima. - Renato... – Os olhos do Crítico e do velocista se encontraram no mesmo instante. – Você tem quatro segundos para tirar a Moderadora de lá.

O jovem blogueiro não hesitou nem um milonésimo do tempo. Correu em direção aos portais deixando um etéreo rastro azul para trás. Moveu-se de maneira que sequer suas pernas pareciam tocar o chão e interpôs para cima de Omega, atropelando o seu caminho e tomando de seus braços a moderadora. O vilão sentiu apenas um leve vento ao seu lado e, quando seus olhos piscaram, seus dedos apenas seguravam o tecido rasgado do uniforme da Guardiã da Cidade. Virou-se para o lado e viu, bem distante, já cruzando os portais, o blogueiro velocista com Nane em seus braços. Foi, então, que a máquina começou a zunir e um brilho intenso principiou do núcleo de fusão. Tudo começou com um rugido, uma raiva disforme por se ver mais uma vez livre de sua sede de sangue. Omega mirou ensandecido para os blogueiros e deu o primeiro passo até eles. Todavia sentiu que sua perna ficara pesada, e depois todo o corpo. O rugido tornou-se um grito e Omega caiu. Ergueu suas mãos à frente e começou a se arrastar. A dor era inimaginável, como se tivesse se partindo em vários pedaços. Seus olhos se esbugalharam e começou a ver todo o seu corpo se desfazendo, reduzindo-se a partículas cada vez menores. Enfim, este era o príncipio de um fim.

Próximo: O Mal que gera o Mal... Será este o fim de Omega?
Escrito por Coveiro ¤ às 20h53
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Bastidores de uma Saga: Personae Dramaticae - Os Moderadores
Houve um primeiro Crossing Blogs e ele não passou de uma brincadeira que eu fiz com o Coveiro Zé. Repeti o mesmo com a Lady Esoteric e, até então, também não passava de um mero texto para retribuir o agradecimento ao ter conhecido os dois. Todavia, somente no terceiro Crossing Blogs, chamado de “Olhos Observadores”, a minha mente começou a formar uma história completa... a história de um Novo Mundo. E ela veio com a primeira conversa que eu tive com a Moderadora Nane. Em todos os outros textos, eu fazia pequenas referências de um cenário inventado com a linguagem mais comum em Blogs. Aquilo, no entanto, não havia se estruturado na minha cabeça como um mundo, um mundo virtual, algo que seria bem similar a idéia da Matrix, também usado pelos moderadores. Obviamente, que num lugar povoado por bruxas, vampiros, lendas, personagens de histórias infantis, onde cada um por si só poderia almejar ser muito mais, o mundo não consistiria apenas de dados computacionais... ou não simplesmente disso. Mas o príncipio estava lá, o mesmo niilismo tratando por Matrix, onde não só a realidade se mostra uma ilusão, mas a irrealidade se torna concreta. Assim, surgiu pela primeira vez a cidade, uma metrópole que ainda não tinha nome e, por falta de um, eu resolvi apenas batizá-la mais tarde de “Cidade dos Blogs”. Era o primeiro grande cenário de um mundo que estava para se formar e lá eu poderia encontrar tantos blogueiros eu conhecesse em nossa comunidade, sejam donos de bares ou comediantes loucos por uma boa colocação num pódio. Zelando por tudo e todos, estava outros, pertencentes a uma casta diferente, os chamados Moderadores... ou guardiões da Cidade. Assim, era minha primeira idealização dos Moderadores. Eram como agentes, vigilantes atentos à segurança da cidade como também tutores de uma profecia antiga, uma que falava da vinda de alguém entre os blogueiros, que surgiria e viria para algo importante no futuro. E ele seria conhecido c | | | | | | | | | | | | |