Bem vindos, viajantes, andarilhos e peregrinos, à estrada escura! Neste caminho, vocês encontrarão muitas das minhas histórias, algumas reais e outras elaboradas, todas elas presentes no meu estimado diário de viagem, a Lápide. Junte-se a jornada e divirtam-se em meio a esses mistérios.
Coveiro ¤X¤




Deste de 1999, a Paranigma vem sendo a logomarca que acompanha o coveiro em suas rotas virtuais. Entre elas, está a Lápide, o blog que comemora seu "Ano dois".

¤ 28-01-2004





Email para Coveiro ¤X¤:
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Coveiro ¤X¤

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Páginas Negras: O que vêm antes...

   Nada mais propício do que um coveiro morto nesses próximos dias...

   Olá amigos da Lápide! Não podia deixar de vir aqui prestigiar a todos nessa temporada, pior que fossem as minhas condições. Afinal, num lugar com coveiros, lápides e sombras... nada mais justo do que colocar algum texto em comemoração aos “Dias dos Mortos”. E cá estou para falar um pouco do assunto como um prelúdio para a minha verdadeira intenção da publicação de hoje. 

   Nunca foi costume entre nós, ao menos não na minha terra tão tropical, comemorar os feriados e festividades que se prolongam nesses próximos três dias, sendo o principal deles conhecido como o Halloween. Passado o tempo de criança em que eu apenas entendia esta data como sendo uma época para fantasias e abóbadas adornadas, pude conhecer mais desta festa chamada pelas culturas celtas como Samhain (Sou-hen) de uns anos para cá. Creio que alguns já desejarão me corrigir dizendo que o verdadeiro Samhain neste hemisfério de baixo acontece no dia 30 de abril, porém eu sempre bati o pé para dizer o contrário. De fato, não sou merecedor de muito crédito quanto a isso, mas quando me falam desta festa eu tenho que ligá-la diretamente a uma cultura antiga que não é vinculada a este lugar e muito menos a esse clima.

   Num tempo perdido, essa era a época de comemoração da chegada do inverno naquelas terras. Assim, as colheitas eram desfeitas, o gado era sacrificado, o alimento estocado e todos se recolhiam. De fato, era como esperar o fim até surgir um “Ano Novo”.

   Também, era nesta noite o momento em que o véu que separava os dois mundos se tornava tênue, mas tão tênue que se acreditava que os fantasmas caminhavam em nossa realidade (e talvez, nós também estivéssemos em seus domínios). Talvez, de todas as noites do ano aquela realmente fosse a mais especial... magicamente especial

   Todavia, como bem disse, eu prefiro comemorar nessa data as festividades originais do outro pólo e explico porquê. Aqui no sul, excetuando-se parcas localidades, seja da América do Sul, África ou Austrália, não temos as mesmas divisões das estações e muito menos um inverno rigoroso. E como o clima aparece quase amainado nas terras mais distantes, talvez um outro fator deveria ser levado em conta. Foi comparando antigas tradições com o presente que eu pude ver que o Samhain se mantinha maquiado de certa forma mesmo durante a dominância cristã. O dia de finados, que por tantas cidades pequenas parece trazer lendas de mortos caminhando neste mundo, para mim nada mais é do que uma reciclagem do que se mostrava naquele tempo antigo. E assim eu também percebo...

    Mas, este não é o momento e nem lugar para discutir isso... Como disse desde o início, falar do Samhain hoje é como um prelúdio para uma outra história.

    Venho hoje, neste dia 30 de outubro trazer um marco ainda maior, ao menos para a realidade de nosso mundo virtual. Esta é a data de origem de um grande ser que encontrei há quatro anos atrás. Desde que eu conheci sua existência, eu sempre brincava com o seguinte texto:

     “O que vem antes...!! O dia 2 marca a data dos mortos, quando eles comungam em uníssono com aqueles que aqui deixaram. E antes disso, o primeiro dia do mês, é chamado de dia de Todos-os-Santos (All Hallows Even). E sua véspera há o dia das bruxas, ano novo celta chamado Samhain. Mas nada se compara ao que vêm antes... E o que vem antes...”

    ...E antes vem o aniversário de meu fabuloso amigo, que vem se tornando um companheiro nos meus surtos criativos desde que o conheci, responsável também por muitos insights e desenhos da Lápide. Sim, meus caros, hoje, dia 30 de outubro é o Dia de Sétimo, o aniversário de Leo. E deixo aqui registrado minha homenagem a ele.
 
    E neste Domingo, dia 31, teremos um grande marco para dar continuidade a esses dias de festa. Amanhã, estaremos concluindo uma bela jornada com mais de três anos de jogo. O fim de uma campanha intitulada a “Canção do Carrasco”, na qual os destinos antigos de um jovem mago errante, um daemonium num corpo humano e uma imensa criatura bestial se entrelaçaram na iminência do fim de toda existência. Uma história que de tão fantástica merecia ser escrita e até postada aqui para vocês. E como andei conversando com alguns dos envolvidos, isso não parece tão longe de acontecer. Bem, até lá e me desejem sorte (na verdade, desejem para Ishmael!).

      Em Sombras...

PS: Um projeto para o futuro... espero que não tão distante...



 Escrito por Coveiro ¤ às 00h20
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Crossing Blogs Saga
    Capítulo 24 – Peças Caídas

    O verde brilhante mesclado com o vermelho sangue nunca fora tão intenso nos olhos da entidade misteriosa que se proclamara como sendo Omega. Algo tão incomum como uma pira energética parecia sobressair-se dos olhos do vilão, que por alguns minutos permanecera imóvel como que se deleitando com aquele fenômeno.
    Em uma de suas mãos estava o principal motivo de sua glória. Omega erguia pelo pescoço o corpo inconsciente de Soldier, o primeiro escolhido, agora derrotado. O poder que aquele jovem tinha agora também era seu e, em pouco tempo, cuidaria para que ele estivesse eternamente liquidado.

    Com muito esforço, Peter Pan ergueu a cabeça e cuspiu sangue coagulado. Ainda muito tonto, percorreu os olhos ao redor e viu todos os seus companheiros de batalha ainda no chão. Alguns gemiam de dor e outras sequer moviam-se. Ergueu a cabeça à frente e então, viu que o vilão Omega ainda estava de pé e prestes a dar fim a um de seus companheiros.
    - Soldier?? – disse Peter e mais sangue rolou entre seus dentes.
    O vilão baixara a cabeça e seus olhos amainaram. Parecia satisfeito com alguma sensação inerente as pessoas comuns. Por fim, cerrou o punho com força e puxou-o para trás preparando assim o final de sua triunfal vitória sobre os defensores.
    - Nãããããããooooo... – ouviu-se um grito.

    Na eminência do golpe, Omega foi surpreendido por um rasante do Menino do Pó, Peter, que surgiu como um foguete com seus braços à frente e se colocou entre o vilão e o amigo. Omega caiu de costas e mal pode revidar o ataque, pois Peter Pan já alçara novo vôo carregando o soldado para longe, sumindo nas nuvens escuras daquela noite.
    O vilão balançou a cabeça para os lados como se estivesse tonto e ergueu-se vagarosamente. Volveu seu rosto para os céus, aspirou fundo e então disse com toda a sua frieza natural:
    - Não... Não há como fugir... É inexorável. Adiar o inevitável é como perdurar uma dor... um sofrimento. - Omega baixou a cabeça e olhou para as suas mãos. – E este poder... tudo... todo o resto que lhe resta, primeiro escolhido... todo ele deve ser meu. Terei ele até que não lhe reste a energia para respirar...
     Fagulhas de finas energias esverdeadas começaram a envolver o corpo de Omega. Assim como Soldier que acionava seus dons para criar coisas do nada, Omega manipulou essa mesma energia para dar forma a uma indumentária. O que antes era apenas as roupas sujas e rasgadas passaram a ser parte de uma estranha armadura negra com longas riscas vermelhas nas bordas.

    Um grande sorriso cresceu no rosto do vilão ao se admirar com aquele novo traje. Parecia como um rei negro, o arauto do caos e da morte, num porte muito mais digno do que suas antigas vestes lhe definiam.
    Omega virou-se para trás e viu que os demais blogueiros caídos começavam a juntar o máximo de forças para se erguer e continuar a lutar. Entre eles, estava o Coveiro Zé e a Vampira Paola, aparentemente, os mais resistentes deles que se punham de joelhos com as mãos na cabeça.
    - Alguns ainda assim persistem... – disse Omega olhando com desdém para a liga. – Não me ocuparei da carcaça de vocês... É o escolhido que eu quero... os dois...
    Mais uma vez, Omega ergueu os braços para o lado e fagos de energia começaram a surgir e tomar forma. Em poucos minutos, cerca de vinte criaturas que mais lembravam alienígenas tomaram vida e formaram assim uma espécie de exército inimigo. Omega olhou para essas suas criações e novamente moveu as mãos. As criaturas alienígenas se deformaram tornando-se assim maiores, com rostos largos e feições demoníacas. Detento o poder de Soldier, Omega não só podia ter acesso a suas criações como poderia reformulá-las em Aberrações.
    Após concluído seu trabalho, o vilão sorriu e estendeu sua cabeça para o alto. Com um único impulso, alçou vôo e partiu até se perder no horizonte. Deixou para trás as suas aberrações, que soltavam ruídos estridentes e olhavam famintas para os blogueiros caídos.

    As imagens das criaturas recriadas sob as mãos de Omega apareciam com detalhes nos monitores de uma fortaleza não muito distante dali. Com um ar curioso, o homem de terno e com máscara conhecido como o Crítico dos Blogs, olhava fixamente para aquelas Aberrações e depois destinou-se ao monitor que seguia o Omega.
    - Muitíssimo interessante! Este ser magnífico e de natureza desconhecida parece não ter limites para sua capacidade de drenar e absorver energia. Até onde meus registros informam, ele além da força de muitos homens, detém os dotes elétricos da bruxa loira, a capacidade de manipular mortal energia negra, a habilidade com armas do Cavaleiro Negro, parte dos poderes onipotentes de Gódi, a energia luminescente da magia de Enfys e, agora, os dons de criação do Soldier. Tal configuração de poderes num só ser é de fato invejável.
   O Crítico dos Blogs deu as costas para seu vasto salão de observação e seguiu por um estreito corredor até deparar-se com uma porta semi-aberta. Adentrou o cômodo e lá se viu dentro de uma grande oficina onde homens igualmente mascarados se dedicavam a um árduo trabalho na construção de uma estranha máquina.
   - Este Omega promoveu o acúmulo inusitado de poderosíssima energia de tal maneira que poderia ser usado sabiamente nas mãos de um hábil escultor. – prosseguiu o Crítico com seus devaneios e ergueu as mãos para frente. – E poucos teriam tal capacidade... poucos entenderiam a grandeza de manipulá-la. – o mascarado virou-se para seus lacaios e gritou – Vamos, suas lesmas! Eu quero está máquina pronta ontem!

...::: Continua logo abaixo:::...



 Escrito por Coveiro ¤ às 23h04
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     No mar, a euforia da batalha persistia e os blogueiros que defendiam o navio contra os piratas fantasmas, estavam alheios às últimas baixas de combate. O cargueiro continuava a ser mais e mais invadido e aqueles zumbis pareciam nascer a cada minuto dos porões daquele navio fantasma. Vinham todos com suas foices, espadas e lanças ora subindo em cordas, ora saltando como macacos ao escalar o casco do navio.
    - Nós temos que dar fim ao barco deles agora!! – gritou Nane apontando na direção à frente. – Jotapê, Lady, me dêem cobertura! Eu vou tentar...
    - Nane, não dá... ! – gritou o Nômade desesperado. – Eles são muitos e formam uma barreira de esqueletos impossível de atravessar...
    - Deixa comigo!!! – disse uma voz vindo da parte mais alta do mastro.
    Os blogueiros voltaram suas cabeças para o alto por um instante e se admiraram com a imagem da mulher ruiva iluminada parcamente pela lua. Ela segurava nas mãos uma das cordas que amarrava as velas e um dinamite com um pavio já aceso. Com toda coragem, aquela mulher tomou certa distância e saltou com a corda, balançando-se até o outro lado como uma mitológica rainha das selvas.
   - Vaaaallll?!??!?! – admirou-se Lady Esoteric ao deparar-se com a amiga no ar.
   - A primeira... – gritava a blogueira em meio a sua acrobacia. - ...e única!

     A Val cruzou os ares sem hesitar, erguendo o explosivo para o alto e deixando para trás o rastro brilhante da faísca. Assim que chegou ao limite que sua corda podia extrapolar, arremessou a dinamite na embarcação inimiga, que quicou no convés envelhecido e rolou até finalmente cair no depósito de cargas.
    - Uma cortesia de Ieeeeuuuuu pra vocês! – disse a Val quando voltou com segurança para o casco.
    As caveiras piratas assim que perceberam as intenções da Val, tentaram evadir desesperadamente o navio fantasma, porém não tinham mais tempo. Em poucos segundos, houve a explosão, cuspindo fogo e pedaços de madeira para o alto e, não demorou muito para toda a embarcação se tornar uma pira em alto mar.
    Os inúmeros piratas começaram a ser consumidos pelas chamas e os outros que se lançavam ao mar afundavam rapidamente. Os demais que estavam no navio cargueiro dos blogueiros, desesperados com a recente perda de seu barco, foram mais facilmente rechaçados e rapidamente o jogo começou a virar.
    Em meio a cabeças cortadas e esqueletos lançados ao mar, os gritos de vitória já se formavam entre os blogueiros voluntários na luta daquele cargueiro. Os últimos piratas foram completamente dizimados, quando um grito desesperado surgiu do fundo do barco:
    - Nômadeeee... Naneeee... – a voz feminina revelou ser da jovem viajante de madeixas loiras que estava com os olhos encharcados de lágrimas.
    - Ly, por Gódi, o que houve? – perguntou Nane se aproximando para aparar a jovem.
    - O Xis... Ele... ele... – a viajante engasgava com o próprio choro. – Ele morreu!
    Aquelas palavras caíram como um trovejar nos ouvidos dos blogueiros. Um silêncio perturbador tomou conta do que antes era só euforia. Os heróis daqueles barcos se entreolharam tentando ainda assimilar a veracidade daquele acontecimento.

     As chamas infernais que ardiam eternamente naquele recinto onde o tempo e o espaço de nada valiam tornavam o ambiente das trevas tão claro que cegaria qualquer um mortal. Todavia, para dois seres onipotentes, aquilo não passava de uma parca iluminação para o embate que travavam. Godi e o Capeta, os dois símbolos opostos das forças do bem e do mal no Mundo dos Blogs, trocaram rápidos olhares diante dos últimos eventos.
    - Como vê, meu velho adversário, você vem perdendo muitas peças rapidamente. – disse o Capeta erguendo as mãos na frente do tabuleiro e mostrando assim a imagem dos heróis mortos em batalha. – Todos eles estão fora do jogo agora e minha peça principal continua firme e vitoriosa. – e o demônio terminou sua frase com sua maquiavélica risada – UHAuahuHAUhauHAUhauHU....

    - Sua peça não joga do mesmo jeito que as minhas, Capeta! Por sinal, ela copia o que as minhas fazem...  – reclamou o Gódi. – As regras desse jogo estão muito mal feitas... Mas isso é claro vindo de você...
    - Economize suas ofensas, Gódi. Não vai conseguir me tirar do sério... – disse o Capeta sem diminuir o sorriso em seus lábios. – Nada me tira a alegria de que finalmente terei uma vitória sobre você...
    - Vitória sobre mim? Num joguinho? – implicou o Deus dos Blogs.
    - Um jogo que pode repercutir muito além... – advertiu o demônio com um ar matreiro. – Façamos um acordo final para um grande prêmio. Se você vencer, todos os caídos nesta batalha estarão em suas mãos... não disputarei nenhum deles sequer. Mas caso eu saía o vencedor, terei todas essas almas no meu reino!
    - É muito para algo que nem posso agir diretamente... – reclamou Gódi. – Mas nunca fui de amarelar, não? Principalmente quando você está no meio. Eu topo!!
    - UAHUhauHAUhauH... – gargalhou insanamente o diabo. – Sinto que já está amarelando, Gódi. E só quero adverti-lo de uma regra. Nunca você poderá interferir até o fim do jogo... Não poderá ajudar nas ações de ninguém... e tampouco poderá ressuscitar um dos seus blogueiros. Roger, Enfys, e nem seu “Santo”, o Coveiro Xis... Todos são peças fora do jogo...
    - Okay, eu entendi! E só um detalhe...Mas tem um “porém”...  eu não podia ressuscitar o Xis nem que eu quisesse... – falou o Todo-poderoso. – Ele está fora de minha jurisdição.
    - Como assim? – perguntou o Capeta flexionando a sobrancelha.
    - Desde aquela confusão com Nossinhora... – tentou explicar o Gódi pegando a peça do jogo que se referia ao Coveiro X. – Eu perdi o poder que tinha sobre ele. O Xis tornou-se uma exceção desde então... Eu não podia mais clicá-lo... Estava livre de qualquer punição minha... porém, agora, também não posso mais ressuscitá-lo... Mesmo que eu quisesse, não tenho mais como trazê-lo de volta ao mundo dos vivos...

 Próxima Quarta: A Liga contra as Aberrações...
 
 E neste Sábado: Um “Samhain” e uma “Homenagem”...


Observação: Tempos atrás, deixei uma pergunta no ar... quem eram as aberrações que ganharam um selo de vilões em meu blog. Sugeri até um prêmio para aquele que acertasse colocando a resposta nos comentários. Pois bem, entre todos, quem chegou praticamente lá foi a Vampira Paola. Todavia, ela entupiu o comentário com tantas outras suposições que ficaria até injusto dizer que ela acertou na mosca (usando tiros de metralhadora). Vamp, vamos discutir “meio” prêmio pela sua vitória. Em breve, estarei postando mais enquetes sobre a saga...



 Escrito por Coveiro ¤ às 23h03
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Crossing Blogs Saga
    Capítulo 23 – Morte

    Nada mais havia naquele lugar distante além da chama de uma tocha que iluminava todo o ambiente. Não havia movimento ou ruído. Qualquer sinal de vida seria descartado se uma voz firme não tivesse sobrepujado aquela quietude:
    - Um sacrifício coube a cada um. – disse um ser encapuzado no canto mais escuro de seu templo. – O destino mesmo que mutável, parece seguir sempre por corredores parecidos. Agora, surge o momento do que a segunda carta me revela. E ela mostra a morte. Nem sempre associada com algo ruim, muitas vezes implica renascimento. Ainda assim, tal imagem me causa repugnância. Ossos, esqueletos, olhar mórbido, dor. Morte.

    Aquela era a imagem da morte. Uma caveira e ossos cruzados desenhados numa bandeira negra. Mesmo tomado pela escuridão, tal figura era inconfundível. Era um navio pirata, certamente. Uma embarcação tão medonha que me causava transtornos. Suas velas eram escuras e esfarrapadas, toda a madeira parecia comida por fungos e uma áurea invisível de maldade parecia rodear o veículo.
    A distância entre ele e nosso navio não era muita. Estávamos todos na proa com o olhar firme naquela direção, indo de encontro ao misterioso inimigo. Voltando o meu rosto para trás, era possível ver os outros tantos barcos que nos acompanhavam seguindo sua rota original para o norte.
    - Nane, tem certeza do que está fazendo?– falou o Nômade para a moderadora.
    - Sim, JP! Vamos precisar sacrificar um barco nesta luta para que todos os outros tenham a chance. – respondeu a Moderadora. – Ao menos conseguimos transferir todos os blogueiros inocentes para outros barcos e juntar aqui apenas gente disposta a lutar.
    - Nem todos! – retruquei. – Ly deveria ter ido junto com os demais.
    - E porque eu não posso ficar e você pode? Nem poderes você mais tem... – reclamou ela. – Xis, a gente é uma dupla... como o Batman e Robin. Se você fica, eu fico.
    - Xis, a Ly está ciente dos perigos assim como você, a Lady, Val e todos os demais voluntários daqui. – retrucou Nane. – Cada um sabia dos riscos e agora o que precisamos é saber como agir...
    A moderadora finalizou sua opinião, virando o rosto de volta para frente e firmando os olhos no barco pirata. Engoli seco e senti o meu coração acelerar as palpitações a cada minuto que nós aproximávamos.

   Naquela noite, o vazio da cidade dos blogs transformou-a num campo fantasma. Apenas em um único ponto, bem ao centro daquela metrópole, havia vida, mas aos poucos elas também começavam a se apagar. O homem de olhos verdes avermelhados erguia a cabeça vitorioso, estendendo a frente uma das suas mãos iluminadas magicamente. Na outra, este ser segurava pela gola do vestido, o corpo caído de uma das defensoras do lugar, Enfys, que recentemente fora por ele abatida.
   - Meu Deus... Paola, eu não sinto a Enfys... – gaguejava Sandro ainda descrente no que via. – Ela... Ela...
   - Peter... Renato... afastem o Omega da Enfys! – gritou a líder da liga – Rápido.

    Como um raio, o jovem Renato cruzou as ruas em direção ao Omega deixando para trás uma leve silhueta azul que se perdia. Não demorou muito para um outro se juntar a ele. Após deixar a abatida Rhiannon num lugar seguro, Peter Pan desceu dos céus e seguiu o amigo velocista lado a lado. Juntos, formavam uma das mais fortes e rápidas frentes de ataque da Liga.
    - Não há como derrotar... Não há poder que me detenha... Tudo o que movem ante a mim, recebem com igual intensidade...  – dizia Omega ao ver os dois combatentes se aproximando. – Eu sou o destino final de cada um.
    Omega apenas largou a tombada Enfys e direcionou sem nenhuma hesitação contra os seus dois opositores. Quando o primeiro deles estava já ao alcance de seus braços, ele atacou. Empunhou um violento soco contra o corpo de Renato levando-o imediatamente ao chão. O veloz garoto caiu atordoado aos pés do inimigo e tinha dificuldades em se levantar.

    Ao virar-se, Omega já estava com os punhos de Peter Pan sobre seu rosto. Conseguiu se esquivar para a direita evitando um ataque direto e ergueu suas mãos acima, acertando o jovem de cabelos loiros no ar. Com tamanho impacto, Peter girou para trás, caindo a metros dali se arrastando pelo duro asfalto.
   Omega voltou-se para os demais com os olhos ainda mais iluminados e um ar doentio em seu sorriso. Levantou as suas duas mãos para os lados e uma descarga elétrica partiu do ambiente ao redor e envolveu-se por entre seus dedos.
   - Meu Deus! – surpreendeu-se Vampira. – Liga, vamos investir tudo...
   - Nada! Nem ninguém! Não há ser algum capaz de me impedir o fim. – vociferava Omega com palavras abrasadoras. – Nenhum de vocês é nada para comigo.

    Movendo os braços à frente, Omega disparou uma tormenta de inúmeros raios que se alastrou por vários metros adiante atingindo os seus inimigos. Vampira, Coveiro Zé, Sandro e mesmo a Ameba foram molestados por intensa energia até perderem completamente os sentidos.
   - Nenhum... – disse por fim Omega ao ver os combatentes no chão.
   - Omega!!! – gritou alguém as costas do vilão. – Ainda não acabou.
   Surpreso, Omega virou o rosto para trás e deparou-se com um jovem blogueiro que ainda estava de pé. Não sabia como, ele passara desapercebido pelo seu ataque. Parecia ser apenas mais um, trajando roupas militares e com o cego olhar confiante. Todavia, havia algo mais nele, um poder que se espalhava fortemente ao seu redor.

    De fato, eu não podia imaginar algo tão horripilante, por mais que os pescadores fossem detalhistas em suas histórias. O navio pirata parecia uma barca abandonada milênios atrás. Era velha, deteriorada e inspirava um terror desmedido a medida que se aproximava. Quando faltou pouco mais que alguns metros para os dois veículos se cruzarem paralelamente, pude ver então a tripulação composta por figuras inumanas. Eram seres de pele acinzentada, carcomida e repugnante, com vestes que mais parecia farrapos e com olhar perdido como meras imagens de um quadro.
    No momento em que um navio se pôs do lado do outro, dezenas de cordas com ganchos se lançaram em direção a nós. E logo atrás delas, vinham os piratas-fantasmas armados com machados e espadas. Soltaram urros diabólicos e assim que perceberam que a tripulação de todo o navio consistia apenas do pequeno grupo de blogueiros o qual fazíamos parte, seus olhos vazios se direcionaram com ira até nós e começaram a gritar com as armas em riste.

...:::: Continua Abaixo ::::...



 Escrito por Coveiro ¤ às 19h21
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   - Vamos rechaçar!!! – gritou a moderadora dando o primeiro tiro.
   A bala partiu com um ruído seco da pistola de Nane, projetou-se com um zunido característico e terminou sua trajetória na cabeça de um dos piratas, que jogado para trás pelo impacto, caiu no mar. Acompanhando a moderadora, gritamos em uníssono e disparamos de encontro a todos. Vi o Nômade com sua longa arma lutando contra os inimigos e junto com ele, foram a Lady Esoteric lançando magias, a Val que movia-se com destreza assustadora e muito outros blogueiros com armas incomuns. Junto a eles, lá estava este coveiro que vos escreve, armado unicamente com um pedaço de madeira que pude improvisar.

   No centro da cidade, apenas dois se mantinham de pé dispostos a ir até o final da batalha. Inicialmente, houve apenas uma troca de olhares. Omega mantinha o semblante imutável sobre o seu inimigo blogueiro, o jovem que muitos se referiam como sendo o Soldier.
   - Você... assim como o outro...– falou com a voz profunda o vilão. - é... um escolhido! O primeiro... escolhido...
   - E também serei o último a você ver antes de ser derrotado, Omega. – falou o soldado com o olhar enfurecido.

    De maneira surpreendente, bem na frente de Omega, a imagem do Soldier começou a se replicar. Inicialmente, silhuetas de verde intenso começaram a tomar formas idênticas a do soldado até que tomaram cores e substância. No final, estavam cinco Soldados idênticos que começavam a criar armas em suas mãos.
    - Poder impressionante... – admirou-se Omega e logo um sorriso se esboçou em seu rosto. – Nada comparado às limitações dos demais...
    Sem hesitar, os cincos soldiers se lançaram para cima do inimigo com as armas em punho. Vindo de diferentes lados, aquelas cópias cercaram Omega, que em resposta promoveu acúmulo da intensa energia negra e começou a disparar sobre os soldados.

    Mesmo sendo atingido por aquelas muitas armas, Omega não se curvava. A cada novo disparo da energia negra de suas mãos, um dos soldados era atingido e se revelava como sendo apenas mais uma cópia criada pelo blogueiro. Um a um foi tombando até que o último deles arriscou um golpe final, tentando trespassar o vilão com uma espada recém-criada.
    - Você acaba agora! – gritou Soldier firmando a arma.
    - Não. – Com uma das mãos, Omega segurou o braço do soldado. – Eu só acabo quando o último tiver seu fim...
     Com a outra mão, Omega afundou o seu mais brutal golpe no soldado, que saiu cambaleando alguns metros além. Soldier tentou se por de pé, mas um novo soco lhe foi desferido acertando o rosto e mais um outro rachando o capacete. E cada vez que o blogueiro tentava se por de pé e lutar, era atingido pelas mãos de titã do Omega. Por fim, um último golpe em seu estômago, deixou-o imóvel por completo.
     Omega aproximou-se lentamente, parando bem à frente do corpo inerte do blogueiro. Seus olhos pareciam intensificar de brilho e ele deleitava-se com um sorriso diabólico em seu rosto. Baixou a mão até o soldado desacordado e levantou-o pelo colarinho. Sem qualquer piedade, preparava o último golpe para exterminar a sua almejada vítima.

     Em alto mar, nossa luta continuava acirrada. Apesar da grande diferença de número, nós, blogueiros defensores daquela esquadra marítima, estávamos combatendo de igual para igual. Inúmeros corpos de mortos-vivos eram lançados para fora do nosso barco graça a ação dos projetéis da arma de Nane, a espada do Nômade poeta, a magia de Esoteric e o esforço em conjunto de muitos outros. Entre esses, lá estava eu, equilibrado na murada e alvejando com minha arma cada novo pirata-fantasma que tentava subir novamente o casco do navio.
    Nesse meio tempo, pude notar na euforia da luta, uma voz feminina já bastante familiar para mim. Olhei para trás e pude ver a pequena Ly tentando afastar uma das criaturas fantasmagóricas com o que parecia ser um esfregão.
   - Sai pra longe, bicho feio! – gritava a viajante.

    Bati os dentes e resmunguei algo de que não lembro, antes de correr pela mesma murada para perto da menina viajante. Com o impulso da investida, girei o braço e atingi com o pedaço de madeira a cabeça do pirata, separando o crânio do esqueleto.
    - Xis!!!! – gritou a viajante assim que me encontrou. – Eles são tantos. Acho que deve ter mais de mil...
    - Não é hora para contar, Ly. Vem, essa parte do convés logo vai ser tomada... – mal pude concluir e ouvi os guinchos assustadores do Inimigo. – Ly, sai daqui!
    Estávamos para ser cercado por cinco piratas fantasmas armados com foices e outras armas maiores. Adiantei-me para cima deles, pulando novamente na murada e tentando chamar o máximo de atenção para dar fuga a Ly.
    - Vai, Ly! – gritei.
    A viajante deu passos indecisos para trás, mas não fugiu de imediato. Permaneceu mais distante observando. Eu tentava manter o equilíbrio no limiar do navio enquanto derrubava os inimigos um por um, quebrando os ossos velhos desprotegidos de carne. Estava a um passo de derrotar o último daquele pequeno grupo quando senti aguda dor no peito.
    - Xiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiisssssss... – ouvi a Ly gritar.

 Abaixei lentamente os olhos esbugalhados e vi que meu corpo estava trespassado pela ponta ensangüentada de um arpão. O sangue escorria rapidamente de meu corpo abundantemente, molhando minha camiseta branca. Girei os olhos para o lado e vi meu opositor, uma velha caveira em trapos batendo os dentes como que gargalhando. Mais atrás estava a Ly com os olhos já encharcados de lágrimas. A minha vista começou então a embaçar. Senti frio repentino e uma fraqueza incalculável nos músculos. Perdi o controle de tudo e apenas tombei a frente. Já quase inconsciente, encontrei o mar e afundei nele.

 - Morte! – repetia o ser sob o velho capuz, observando sua carta mística e vendo como que um espelho do mundo nela. – O último passo, a queda, o descanso. Tido para muitos como algo irrefreável. Talvez o ponto de tudo. E depois disso, não há como prever novos começos...

Surpresa!!Acho que deixei bocas abertas... mas aguardem!!
Próximo: Peças Caídas... Quem sobreviverá contra Omega?



 Escrito por Coveiro ¤ às 19h18
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Criarte X - Traços para o Angra

    Bem, como prometido venho trazer até vocês o trabalho final, ou quase final, de minha concepção artística para os integrantes do Angra. Resolvi até criar uma sessão à parte da Lápide, batizada primariamente de “Criarte X”, para colocar aqui alguns desenhos que me empolguei em dar vida e futuramente estarei postando num futuro ainda incerto.

    Todo o grande trabalho para conceber o Angra sobre o meu traço, estava em dar características que pudessem marcar cada membro e ao mesmo tempo se mantivesse num desenho simples, muito longe do padrão “caricatura”. Então, tentando manter o estilo “paranigma” dos meus desenhos, sentei-me na hora do almoço com uma revista especializada de rock e tentei pegar ao menos três marcas constantes no rosto de cada um.

   Edu Falaschi é o novo vocalista da banda e já é de agrado unânime do público. Para seus desenhos, tive que pensar em detalhes além do cabelo loiro para destacar em seu rosto. O primeiro deles são os olhos profundos, que realcei com uma cor mais escura do tom de pele. Também me certifiquei de sempre destacar uma testa larga e, por fim, o formato do rosto, meio que triangular.

   O Rafael Bittencourt, guitarrista responsável pela banda, é bem distinto dos demais. Seu rosto é oval, com cabelos lisos, olhos pequenos e bem próximos ao nariz. Em alguns casos, é possível ver que ele cultiva um pequeno cavanhaque, ora tão singelo que não passa de uma única listra. E, como Guga me salienteou, ele prefere camisas com desenhos elaborados.

   Para o guitarrista Kiko Loureiro, tive que dar preferência principalmente ao traços fortes. Suas sobrancelhas são grossas, o rosto quase quadrado, com uma marca nítida no queixo e cabelos bastante longos. Se ainda assim houvesse dificuldade em desenhá-lo, qualquer um o localizaria pela altura.

    O Felipe Andreoli, baixista atual da banda e ex-Karma, tornou-se o personagem mais reconhecível, principalmente pelos seus característicos cabelos encaracolados, rosto redondo e sobrancelhas finas, que sempre quando contraídas passam uma expressão de fácil caricaturização.

     Por fim, o Aquiles Priester, o genial baterista do grupo, foi e ainda é o mais complicado para se pôr em traços. Não que ele tenha um rosto comum, mas não encontrei algo tão extremo que facilitasse a construção do personagem. Pude aproveitar um pouco do formato de seu rosto que é bem delineado, o osso zigomático (acima das bochechas) um tanto proeminente, nariz fino e os cabelos nem lisos e nem encaracolados.

     Depois de ter me acostumado com cada um, passei então a me dedicar a montar em separado cada personagem em alguns ângulos diferentes e selecionar quais deles tornava a imagem mais próxima do real. Assim, escolhi para cada um deles um desenho onde estivessem retratados com trajes normais da banda de rock e outro usando armaduras medievais de cruzados ou cavaleiros templários, visto que esse é o tema principal do novo CD, Temple of Shadows.

    Como a maioria de vocês bem sabe, ainda sou um desenhista medieval, tendo como armas principais o lápis e a caneta nanquim. Meu traço é no estilo riscado (diferente do traço único visto na maioria dos desenhos) e se faz necessário uma arte-finalização com nanquim para que apenas as linhas mais relevantes sejam captadas pelo scanner. Depois de digitalizados, o processo todo vai para um editor de imagens dos mais rústicos, onde eu tenha liberdade de alterar e preencher qualquer parte do esboço como se tivesse fazendo isso no papel.

    Logo que foram realizados os acertos necessários no desenho preto e branco, eu uso o mesmo editor para colorir as figuras com os principais tons de cada. É assim o procedimento usado em quase todos os desenhos feitos para as minhas histórias na Lápide. Todavia, neste caso, decidi complementar um pouco mais fazendo um efeito de sombras,  um pequeno diferencial de cores que varia de acordo com a incidência da luz que posicionamos. Neste caso, a luz incidia do canto direito do monitor para o esquerdo, fazendo com que um leve tom mais claro surgisse nas roupas e mais escuros em algumas partes do rosto.

 

    Bem,confesso não ter paciência para trabalhar com sombras (sou melhor em perspectivas), mas ao menos pude notar que os desenhos ganharam muito mais vida e complexidade com isso.

     A etapa seguinte consistia em unir todos os desenhos em separados dos integrantes, o que facilmente pode ser feito com figuras salvas no formato bitmap. Tive que realizar pequenas correções de alturas, mas já estava praticamente todo o trabalho grosso feito. Restava agora, colocar um fundo ideal para a imagem. O grande problema é que não encontrei ainda papel de parede com a capa do CD novo e, portanto, tive que improvisar com algumas outras imagens. Por enquanto, vou manter desta maneira, mas se de fato tiver que enviar as imagens para o site oficial, vou ter que arrumar uma figura do CD novo com formato gigante o quanto antes. Alguém me ajuda?

Cliquem nas imagens para ampliar:

Bem, acho que por hoje é só... Mais adiante, quem sabe não arrisco fazer o mesmo com o Shaman...

    Em Sombras...

Observação: Agora não tem mais desculpa, próximo post será um capítulo da Saga!!



 Escrito por Coveiro ¤ às 01h36
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Páginas Negras: Angra em traços e cores

 

 

     Reenergizante! É assim que posso definir a minha sensação assim que sai do Show de Angra, aqui em Recife, neste último Domingo. Apesar de todos os contratempos e atrasos, não há como dizer que o Show paga tudo. E é através dessa energia revigorada que me senti estimulado a dar continuidade ao projeto de semanas atrás, transformar os integrantes do Angra em personagens sob a minha simples arte.

 

     Acho que poucos são os que não sabem que sou um fã incondicional do tão agora popular Metal Melódico (ou como alguns insistem, o Power Metal). Foi por volta do final do milênio passado que acabei conhecendo o Angra, justamente na estréia do último CD com os integrantes originais, FireWorks. Guga, meu velho amigo da Tríplice, foi o principal responsável pela minha introdução a essa nova realidade, apresentando-me toda sua  coleção de CDs do Grupo. Desde, então, tenho sido seu principal companheiro em todos os shows do Angra e afins, como o Shaman (formado por ex-integrantes da banda).

 

      Do Angra, obviamente, meus conhecimentos se alastraram por outras tão curiosas bandas como a Therion, Stratovarious, Seven Witches, Kamelot e, é claro, NightWish. Posso dizer que para cada música em especial, há uma cena sempre formada em minha cabeça para um bom escrito no qual ela se encaixa como trilha sonora. No final, não se admirem que eu acabe tendo um CD completo que sirva para acompanhar um conto ou livro por mim criado (pois já aconteceu).

 

      Neste último show de Angra, também pude me surpreender com uma nova geração que começou a se formar. Um pessoal jovem que começou a conhecer o grupo com essa nova formação. E, de fato, acabamos nos tornando um tanto diferentes. O Angra feito por Edu, Aquiles e Andreolli começa a tomar um rumo novo neste CD, Temple of Shadows. Nada melhor ou pior do que o trabalho de André Matos, apenas diferente. No final, creio que os velhos fãs acabam só ganhando. Com Shaman e Angra, temos em dobro.

 

     Bom, agora que o Show se foi, o resto do entusiasmo fica com os desenhos. Inicialmente, pensei em levá-los para o concurso de cartoon promovido pela banda, mas indiferente a isso, estou me dedicando a eles. Durante essa semana, estarei otimizando minha arte com um ar ingênuo de caricatura. Depois, vou arriscar mexer com sombras. Quero ousar mais nesses desenhos. No final, mostrarei o resultado aqui , desejando ouvir críticas e sugestões dos meus amigos.

 

 

Bom, o trabalho está em andamento...

 

         Até o fim dele... Em Sombras...


PS: Nas horas vagas, também faço template! E desta vez resolvi presentear um amigo! Entrem no Blog do Rex e confiram!!!



 Escrito por Coveiro ¤ às 02h28
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Parte 3 – Crítico, Inimigo Meu.

     Naquela noite, poucos metros da Estrada Escura era o que separava a minha pessoa do Crítico-dos-Blogs. Vestido com seu terno, usando sua máscara negra e com um peculiar jeito no andar, aquele homem incógnito se aproximou de mim, sendo rodeado por inúmeras borboletas. Para minha surpresa, seu discurso começou assim:

 “Algo muito impróprio ocorre comigo. Teoricamente era para eu detestá-lo, assim como detesto 99,999% do restante da natureza. Eu não gosto de homens,células, bancos, moda, cristais, blogs, internet, televisão... Mas, infelizmente, comecei a ter afinidade com  você. É um sentimento inapropriado e antiético de acordo com meus dogmas de guerra, mas não dá pra achar muito defeito no seu humor e estilo. Você é intelectualizado o suficiente, mas não excessivamente. É bom escritor, mas sem ambições arrogantes de literatura. É um bom ser humano, equilibrado. Sendo que equilíbrio aqui não é relativo a um comportamento ponderado, mas refere-se a uma qualidade muito mais ampla: refere-se a interagir da melhor forma possível com os elementos de seu ambiente. Simplesmente a impressão que fica é que você se encaixa com perfeição em todo tipo de ambiente virtual e psicológico. É como Richard Gere em um filme romântico. Sabe... eu me arrependo um
pouco de tê-lo ofendido no passado. "Um pouco" apenas!”

 Confesso que fiquei receoso com tal reconhecimento, voltei-me para ele e disse no mesmo tom: “Crítico, posso dizer que de todos da nossa galeria de super-vilões (...), você é o que tenho mais consideração. Seu egocentrismo que beira a alucinação da realidade e tentativa (sempre infrutífera) por procurar falhas nos seus inimigos fazem de você uma caricatura interessante para minhas histórias. Eu vejo você como uma versão mais simples de Victor Von Doom. O único problema até, então, é que você não possui nenhum Blog, email ou Base física para interagir conosco, sendo, portanto, apenas algo vazio, no qual apenas me concede 5 min de desafio para responder seus desvairados comentários (mesmo que usando outros alteregos). É de meu sincero coração, que peço que seja mais atuante e crie um Blog na Comunidade, para que você tenha um melhor destaque do que tem agora.” Falei e logo fiz um adendo “Só estranhei essa do Richard Gere, o jeitão dele têm mais a ver com você do que comigo”.

 Com um sorriso, o Crítico logo justificou-se: “Infelizmente não poderei atuar devidamente, no curto prazo. Eu sou um perfeccionista, e para mim não basta entrar no processador de blogs da UOL e usar alguma fórmula pronta. Eu gostaria de aprender design gráfico, aprofundado até o nível intermediário, para somente então criar meu próprio blog. Se eu fosse criar algo teria que ser algo do melhor. Assim como você, sou criativo, mas meu procedimento de criação é lento, porém definitivo. Como você percebe, apesar de todos os erros que já cometi, mesmo eles foram calculados com antecedência e visando algum plano superior de refinamento. Como Von Doom (só não compreendi bem o simples) não basta aniquilar, a própria destruição deve ser uma estratégia de ligação entre o mundano e o divino. Assim como as catedrais góticas que elevadas ligavam o céu à Terra, eu quero transcender os limites temporais do mundo mortal e pecaminoso dos blogs, para que com minha sede de destruição alcance uma maior proximidade do verdadeiro Deus."

 Pelo desafio aceito, vibrei sutilmente e disse em resposta: “Caro Crítico ou Borboleta, fico muito entusiasmado em saber que você atendeu meu pedido e em breve estará atuando no mundo dos Blogs, mesmo que se opondo a nós. Entendo perfeitamente que necessite de tempo para desenvolver com perfeição o seu "hideout". (...) Até que estejas pronto, estarei aqui esperando e escrevendo na Lápide (...).

 Desta vez, senti que o Crítico torceu um pouco o nariz, mas mesmo assim replicou com disposição: “Borboleta é o vaga-lume da sua progenitora! Se você notar eu usei o termo "Borboleta do Caos", que foi muito mais um conceito embutido do que um significado quanto à minha personalidade.

 Não pude deixar de rir ao ver que contrariei o nosso vilão. Virei a cabeça de lado para esconder o sorriso e, então, controlei-me para responder “Calma, Crítico!! Eu não tava querendo ofender, nem você e nem a borboleta. Eu achei até interessante você ter usado esse termo, apesar de não achar que sua ação tivesse a mesma repercussão da teoria do "bater de asas da borboleta no mundo". Olha, não quero te contrariar, mas pense bem. É uma boa marca, não? Nem se preocupe que quando retratar seu personagem, eu coloco ela com um conceito "embutido" em você nas histórias do meu diário.”

:::::CONTINUA NO POST ABAIXO:::::



 Escrito por Coveiro ¤ às 22h42
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 Tentando convencer-me de sua importância como vilão, ele continuou “Não me caricaturize de forma muito estúpida. E eu explico o porquê: você sabe que eu sou o único inimigo oficial da "Federação dos Patetas Amigos", portanto, não seria inteligente descaracterizar seu único inimigo. Pense que quanto mais grandiosamente maligno eu for, maior unificação eu causarei a seu grupo contra minha pessoa. Se você respeitar meu biótipo real e destacar minha inteligência pervertida, fatalmente isso criará um efeito psicológico de respeito e temor "pelo inimigo", que resultará num sentido mais emergencial de unificação. (...) Pense também que o valor de um guerreiro não é medido apenas pelos seus próprios dotes mas também pela envergadura de seus inimigos.”

 Respondi de imediato seu pedido, mas colocando condições: “Pode deixar, Crítico, eu vou colocar um vilão tão interessante, tão medonho, tão invejado, que a maioria nem vai conseguir associar a você. (...) MAS... claro, tem que ter o MAS... eu quero que você arrume um jeito de ter um Blog. O porquê?! Bem, porquê é regra que todo o personagem principal de minhas histórias tenha um "Blog". Todos da "Federação dos Patetas Amigos" possuem e não posso abrir essa exceção para você.”

 Ele assentiu e antes de partir deixou essas palavras: “não espere que eu me manifeste oficialmente em um pedaço de tempo estrito. Mas o que podemos ter certeza é que existe uma alta probabilidade de que um dia, sem aviso, eu esteja lá. Absolutamente armado e fortalecido, dono de algo grandioso e talvez acompanhado de 1 ou 2 aliados extremamente qualificados(detesto esses círculos de amizades sem filtragem que vocês praticam, isso danifica o fator-qualidade das alianças - tornando-as apenas espécies de albergues filantrópicos). É bom que você se mantenha incorporado nesse grupo de blogueiros amistosos, porque apesar de você não ser o líder é o mais qualificado de todos. Será o único que poderá, em termos "qualitativos", criar-me alguma dificuldade em minha saga de purificação do pecado da desqualidade que reina nos blogs. Em um horizonte de tempo, eu serei a Cruzada e você a Jihad. Só que desta vez, a cruzada será praticada com ordem e moralidade absolutas e nenhum blog ou homem poderá efetivamente impedir meus desígnios...”

 Com aquelas últimas palavras, engoli seco e vendo o Crítico se afastar pela parte mais sombria da Estrada, encerrei o embate dizendo “Todos aqueles que estão comigo, têm um brilho muito peculiar e valoroso e que se torna muito intenso graças a nossa união. Não se preocupe, eu estarei com eles, e vou rir quando você perceber quão fortes cada um deles são.”

 E assim teve fim o grande e primeiro confronto que tive com o Crítico-dos-Blogs. Desde, então, ele voltou aparecer com menos freqüência. Mesmo sem conseguir montar um Blog, ele continuou atuando, seja no Cemitério dos Blogs quando se aliou a fanáticos religiosos para mais uma vez tentar derrubar o Zé ou quando seqüestrou a Val, história contada em outra parte do meu diário. Em determinados períodos, o Crítico desaparecia, mas não tardava muito para vermos mais uma vez suas maquinações em andamento, sempre preso na eterna tentativa de derrubar mais um dos blogueiros.

Fim...???


Bastidores da Minissérie

    Toda a Minissérie do Críticos-dos-Blogs foi baseada em comentários reais que foram resgatados do Cemitério dos Blogs, Lápide, Blog de Deus e alguns outros. Muitos diálogos tiveram que ser cortados, mas a essência de tudo permaneceu. Os méritos desses diálogos até hoje se mantiveram no anonimato e, por mais que este coveiro fosse insistente em manter algum tipo de contato direto com o ser por detrás da máscara, foi tudo em vão. A principal conseqüência disto tudo é que o Crítico estaria sendo sujeito a obra de “bizarros” e qualquer um poderia assumir hoje esta alcunha e dar continuidade aos seus intuitos. Sem essa autenticidade, a “entidade” Crítico cedo ou tarde perderia seu valor.

    Todavia, mesmo sem ter meu pedido atendido, resolvi encaixar o vilão pela primeira vez num Crossing Blogs e acabei me tornando o primeiro a divulgar oficialmente o Crítico. Associando isso ao fato de que seus comentários mais antigos no “Cemitério dos Blogs”, “Blog de Deus” e tantos outros foram recentemente apagados, o primeiro registro da menção deste personagem está na Lápide. Isso faz de mim a pessoa mais próxima a ter a chamada “propriedade intelectual” sobre esse ser, segundo algumas pessoas com quem estou recentemente tratando para ter os direitos sobre os meus textos e desenhos sem custo (ou custo mínimo). Ou seja, no final, ao tirar a máscara não se admirem se a única pessoa a aparecer for alguém de cabelos revoltos, branquelo, olhar inquieto e jeito brincalhão.

Ainda em Sombras... mas não tardará para a Saga continuar...



 Escrito por Coveiro ¤ às 22h42
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Parte 2 – Crítico, Flagelo de Gódi.

     Mesmo saindo derrotado e zombado do cemitério, o Crítico viu que ainda restava poder em suas palavras o suficiente para trazer a balbúrdia para outros. Decidido a expandir o caos para os demais, o Crítico-dos-Blogs começou a invadir outras partes do Mundo Virtual. Cruzou assim o caminho da Vampira Paola, da Mística Electra, do Mestre Gráfico Publius, dos Moderadores Nane e Roger e até mesmo um certo blog de algumas criaturas.

    “Típico blog sem grandes ambições. A humildade fica esclarecida, e as boas e más qualidades não são ferrenhamente combatidas ou justificadas. De um ponto de vista apenas humano é admirável, mas quando cinzel é estocado no diamante bruto, as deficiências tomam proporções monumentais. (...) achei um crítico bastante refinado, e ainda por cima judeu como eu - o que o torna por uma questão quase genética, altamente qualificado. Penso em usar seu blog como um quartel-general temporário, um ponto de encontro entre nós e futuros adeptos; um local onde nos organizaremos e armaremos matilhas de caça ao mau gosto e desqualidade. Quem sabe conosco aqui seu blog receba mais do que uma média de um visitante por dia...” atacava ele com toda prepotência e sua língua venenosa.

     Não podia demorar muito para que ele surgisse pela primeira vez na estrada escura, criticando assim meus escritos da Lápide, promovendo o nosso primeiro confronto. Sorrateiramente, ele veio com as seguintes palavras assim que teve acesso a um de meus textos. “Toda originalidade se desbota nas "limitações estéticas". Você, de fato, elabora textos subjetivos, e até complexos, mas falha em torná-los atraentes. Logicamente que com apelo à subjetividade e relativismo pós-modernista se salva qualquer tralha da mediocridade; por isso a arte contemporânea possui tantos admiradores. Mas se engatilhamos critérios menos relativistas, podemos chegar a certas conclusões. Na verdade é complicado fazer crítica ao seu blog, pois os defeitos dele são estruturais, e o pior: sua estruturalidade está intimamente ligada à psiquê de seu construtor. Por isso, retificar as deficiências desse blog implicaria em metamorfosear a matriz criadora dele. Aperfeiçoar seu blog implicaria em replastificar toda sua teia psicológica. Por isso não vejo utilidade imediata em minha crítica. Apesar de tudo, você é criativo, principalmente dentro da conceituação de criatividade contemporânea".

Diante de texto tão estapafúrdio, tive que responder com um gracejo: “Interessante! Quer dizer que o defeito na estrutura de meus textos está intimamente ligado a minha psiquê? Faz sentido porque creio que não poderia estar ligado ao meu fisiológico. (...) E concordo plenamente com o perigo em remodelar minha teia psicológica! Já tentaram até surra com corda de violão para curar meu problema mental e acho que houve conseqüências piores. Mas se você diz que sou criativo, então acho que vou acreditar. Não sei se boto fé nisso, mas quem sabe você tem razão? Afinal, quando você escreveu aqui que "Por isso não vejo utilidade imediata em minha crítica" , eu concordei de imediato. Afinal, não vi utilidade desde o dia em que você apareceu!”

    Depois desse dia, o Crítico misteriosamente desapareceu por semanas. Houve um tempo de calmaria por essas bandas, mas eu mal imaginava que a pior das artimanhas do Crítico ainda estava por vir. Nesse tempo, para aqueles que já leram outras páginas deste diário, sabem que eu fui o blogueiro escolhido para tratar da delicada situação que colocou Gódi afastado de seus blogueiros fiéis. Tornei-me profeta naquele tempo e fiz um apelo aos céus para tentar convencer a “Nossinhora” da importância daquele deus maluco para seus amigos mortais. Passei praticamente uma semana inteira em dialogo com a Santinha até que finalmente consegui convencê-la a mudar seus planos. Gódi voltaria ao Mundo dos Blogs, mas eu seria agora Santo e o principal vigia do Senhor.

   Eu e Gódi retornamos felizes para a Terra e já planejávamos uma verdadeira reconstrução do Blog Divino, quando fomos surpreendidos por uma manifestação inusitada. Uma imagem ainda indefinida que surgiu nos céus bem diante de nós e se apresentou como sendo a “Borboleta do Caos”.

    Para minha surpresa aquela entidade até então estranha para mim, começou a recitar um texto com uma quantidade enorme de palavras desabrochadas questionando diretamente a “Nossinhora” se de fato não era “um verdadeiro teste de amor para o Gódi, ele abandonar o seu Blog tão ilustre em prol de atender a vontade de sua Noiva”. Entre muitas frases perdidas, a “Borboleta” colocava que aquele diário virtual poderia ser um meio de afastamento do casal onde Gódi buscaria desafogar suas mágoas sempre que conviesse e, portanto, o princípio de um fim. Fiquei estarrecido.Depois do longo trabalho de uma semana, tudo poderia vir abaixo graças aquele ser incógnito que surgira do nada. Olhei para Gódi que parecia igualmente sem ação, juntei minhas forças e em questão de minutos elaborei minha contra resposta:

 Inicialmente, brinquei com o ser misterioso e perguntei sobre sua falta de fé e falta de roupa para lavar. Depois, consertei o riso e iniciei com as seguintes palavras: “Cara Borboleta, não esqueça que eu recebi a missão por Nossa Senhora de gerenciar certas condições neste Blog. Então, vim responder por ela. Caso não tenha percebido antes, o efeito deste Blog depois de excluído gerou uma reação diferente em cada um de nós. (...) Nossa Senhora compreendeu que diferente dos demais Blogueiros, Deus e sua "máfia" faz tudo isso não apenas por ele, mas para uma infinidade de pessoas que procuram este lugar para ter uma boa diversão e momentos prazeirosos. Quando ela afastou o Senhor, se comoveu por ver que existiam reais sorrisos por detrás das telas dos monitores. Com sua infinita bondade, a qual tive prazer de conhecer pelo Emmessennne, ela não só liberou o retorno deste Blog, como também deseja fazer parte dele agora. Assim, como seu Noivo, ela quer criar alegria e sorrisos. Portanto, diferente do que você sugere, ela não impôs trocas ou divisões, mas optou por somar, algo bem mais perto daquele sentimento que eu conheço como  amor. (...) Eles voam juntos, compartilhando ainda mais as alegrias de cada um. Espero que o exemplo dela, sirva de aprendizado para você. Assim, diz o Coveiro X, o devoto de Nossa Senhora.“

     Assim, fui feliz em minhas palavras convencendo ainda mais Nossinhora em sua decisão e  venci o misterioso ser lepidóptero. Finalmente, Pude voltar com um gigantesco sorriso para a minha estrada escura e assim que cheguei nela, qual foi minha surpresa, ao encontrar a figura do Crítico se revelando como sendo o “Borboleta” disfarçado e,  dando início ao um grande embate.

Este Confronto com o Crítico continua na “Parte 3 – Crítico, Inimigo Meu".



 Escrito por Coveiro ¤ às 20h26
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Parte 1 – Crítico do Cemitério.

    Era por volta da primeira semana de Março, quando pela primeira vez, nos portões do Cemitério dos Blogs, em meio a movimentação usual de pessoas que ora se colocavam contra e ora a favor dos enterros, surgiu uma voz garbosa, recitando o primeiro dos muitos textos que o tornaria uma figura anônima popular:

    “Destruir é algo infinitamente mais fácil que construir. Um palácio exige a maestria de dezenas de homens talentosos e mais alguns gênios da arquitetura e da engenharia. Talvez alguns pintores, quem sabe bons decoradores também. - Para destruir esse mesmo palácio basta apenas um canhão bem apontado. O canhoneiro não precisa ter grande instrução, apenas ser hábil na busca de centros de sustentação arquitetônica; o canhoneiro também não precisa ter surtos de genialidade, inspiração ou ter desenvolvido proficiência em múltiplas disciplinas. Ele não precisa compreender as relações de gravidade, estética e padrão matemático que um arquiteto precisa para construir: basta saber onde apontar para destruir. Não existe arte na destruição, nem gênio; apenas necessita-se de bestialidade. O homem que no futuro destruir a Mona Lisa, com certeza estará a milhares de ordens de distância da grandeza de Leonardo da Vinci. Zé Coveiro não passa literalmente de um coveiro.”

    Com esta primeira crítica, um homem mascarado e de gestos delicados chamou a atenção do Zé Coveiro e seus amigos que visitavam o cemitério. Éramos ainda incapazes de entender suas razões, mas ele aos poucos tentava colocar mais e mais pessoas contra o coveiro. “Zé Coveiro está depredando a propriedade humana, se rimos com ele é porque também somos vândalos” falava ele em um de seus muitos discursos. “Não vejo diferença entre o que acontecia no Coliseu romano, e o que acontece aqui. Nem noto qualquer discrepância entre o prazer e felicidade que sentimos, com o que sentiam os inquisidores ao imolar bruxas. Não se enganem meus caros, isso não é uma brincadeirinha inocente, queremos e nos alimentamos do mal do outro...”

    Os argumentos pesados do Crítico acabavam aos poucos a dividir o público que estava naquele dia nas portas do cemitério, principiando um dos maiores conflitos daquele lugar. “Por favor, não me considerem algum tipo de cancêr ou tumor; considerem-me uma contra-gravidade que esporadicamente surge onde exista o caos. Nós, os críticos, somos forças abstratas que existem desde da elaboração das primeiras Artes de Deus. Se não fosse eu, outro assumiria meu lugar, da mesma forma que o Zé emergiu como um força solidificada da necessidade. Se não fosse ele, eu estaria combatendo outro, e se não eu, ele teria que sobrepujar outras muralhas humanas” continuou o Crítico explicando sobre suas atitudes.

    Alguns questionaram o fato de ele manter a máscara do anonimato e ele de imediato se defendeu com as seguintes palavras: “o peso do anonimato independe de suas ordens psicológicas (covardia, por exemplo), e também não interfere na legitimidade das palavras. Basta observarmos que muitas obras-primas da literatura, poesia e máximas não possuem autores.(...) A ausência de nome historicamente jamais interferiu na apreciação de uma arte ou literatura, por isso, anônimo ou não, as críticas estão feitas e são cabíveis com ou sem a identidade de seu autor: queiram ou não engulam meu anonimato.”

     No segundo dia, após uma longa discussão que se estendeu por toda uma tarde, o Coveiro Zé promoveu o “enterro” do Crítico-dos-Blogs. Estaria assim, tudo terminado, mas para toda a nossa surpresa, o vilão ressurgiu ainda mais soturno e abusivo. “Acredito que consegui incomodar mais você, do você a mim. No final, você apenas me atacou com o que você pode, com difamação, letras em destaque e com o apoio de sua irmandade (formada das classes C e D). Seu golpe não foi muito profundo. Sou um anônimo e não preciso temer pelo meu nome, e meu orgulho a única coisa que estava em jogo aqui, permanece ileso. (...) Qualquer que seja a atitude do Zé, eu sempre venço. Não pode me enterrar definitivamente, teme enfrentar-me no fórum, se preferir o silêncio terei também conseguido meu objetivo, pois sei que é um silêncio que eu lhe impus; e caso me impeça de me expressar, todos saberão que está havendo uma espécie de censura. - Todos os caminhos levam ao cheque-mate perfeito...” deleitou-se o mascarado.

   No auge de sua glória, o Crítico dos Blogs estendeu sua ameaça a todos, dizendo “Pessoas como eu somente são atingíveis por conceitualizações muito boas, acumular mil críticas ruins não sucede o mesmo efeito de uma crítica feita por um autêntico pensador. Por isso, currar-me com frasezinhas raivosas e injúrias não perfura minha couraça de orgulho. O ataque tem que ser centralizado por alguém realmente bom... mas quem será esta pessoa? Que indivíduo das classes C e D poderá me perturbar? A Loba, o Coveiro Jr... se eles forem as últimas possibilidades sinto-me invulnerável.”

     O Crítico já se dava como vencedor, mas foi surpreendido por um simples comentário. Aos seus ouvidos, chegou a mensagem de que alguém, com o nick singelo de “Mickey Mouse” passara a seguinte mensagem ao Zé: “Ae, Coveiro, Beleza? Mano, peguei o Ip desse mala. Entre em contato comigo! Estarei no icq! Agora, ele está em suas mãos... se você precisar estamos aí. FaloU, Coveiro, enterrou bem enterrado. Esse cara é estúpido”.

     Isso foi o suficiente para colocar o Crítico contra a parede: “Mickey Mouse, cuidado! (...) faça algo e eu acabo com sua vida. Pense bem, sou um homem vingativo. Enquanto tudo for questão de ideologia eu aceito qualquer tipo de infâmia. Faça algo, e eu aciono juridicamente a Uol para me dar seu IP, e conseqüentemente aciono as devidas medidas jurídicas criminais e civis. (...)Qualquer coisa que acontecer você será total e completamente responsabilizado moral, criminal e socialmente.”

    Todavia, mal sabia o crítico que a intenção do Mickey Mouse era tirá-lo do sério e fazer graça de seu discurso logorréico. Começaram então a surgir as piadas espirituosas que detonaram toda a moral do vilão naquele dia. “O Mickey Mouse é inocente,assim como o Pateta, Pato Donald e o Pluto. Isso é coisa dos Irmãos Metralhas!” brincava um. “O Crítico processa o Mickey Mouse... e logo agora que a diretoria está despedindo o Michael Eisner? Acho que é uma revolta de todo o Parque!” gracejava outro. E assim surgiram outros tantos comentários de igual teor cômico que acabaram por tornar vazios todos os argumentos do vilão.

“Pretendo ir embora, já percebi que as brincadeiras tomaram um rumo imprevisível.” Terminou ele despedindo-se de todos naquele dia. Voltando, não muito tempo depois, com outros Planos.

Continua quarta, em: “Parte 2 – Crítico, Flagelo de Gódi”



 Escrito por Coveiro ¤ às 23h08
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 Bastidores de uma Saga:
     
Personae Dramaticae: Crítico-dos-Blogs

       Algumas pessoas mais novas que lêem a Saga, certamente estranham a presença de alguns dos vilões que se contrapõem aos heróis da Liga. Muitos cogitam até que são todos criados aleatoriamente da minha cabeça. Todavia, devo informar que muitos destes de fato são baseados em pessoas ou casos reais. O mais infame de todos estes exemplos refere-se a um incógnito ser que vagava pelos comentários dos nossos diários virtuais, utilizando-se de uma alcunha bastante peculiar: o Crítico-dos-Blogs.
       A primeira aparição do Crítico dos Blogs ocorreu no Cemitério dos Blogs, quando ele fez uso de seus discursos ferinos não só contra o Coveiro, mas também contra muitos de seus visitantes. Não contente com esse seu ataque, que por muito pouco saiu como vitorioso, o Crítico decidiu invadir o espaço de outros Blogueiros, deixando em seus comentários sempre sua opinião destrutiva e sarcástica. Assim, em meados de março e abril, o Crítico dos Blogs levou a fama do vilão mais odiado de todos a comunidade.
       Sua intriga chegou até mesmo ao Blog de Deus, quando viu que através de um ponto fraco, poderia afastar definitivamente o Todo-poderoso para sempre de seus amigos. Usou um novo pseudônimo, “Borboleta do Caos”, e assim praticou um discurso demoníaco e perigoso. Por mero acaso, eu acabara de me tornar Santo naqueles dias e pude interceder contra o inimigo. Depois de um curto duelo de palavras, consegui vencer e até ganhar o reconhecimento do Crítico, que além de ter saído derrotado, acabou ganhando o pitoresco apelido de “Borboleta”.
       Algumas curtas trocas de insultos ainda perduraram durante o decorrer de abril e acabei convidando-o para participar das minhas histórias. Tornou-se, portanto, o meu vilão preferido e, apesar de suas longas ausências, seu personagem ainda marcará presença constante na Lápide com todas as suas artimanhas, mistérios e, claro, textos rebuscados.

Primeira concepção do Crítico, para o Crossing Blogs Saga.

        Em minhas histórias, quando decidi dar vida ao personagem do Crítico, pensei na melhor representação que poderia associar a sua imagem. Tinha que ser alguém misterioso e elegante, que transparecesse um ar respeitoso. Meditei um pouco sobre o assunto e logo decidi que ele deveria ser um mascarado de identidade desconhecida, sempre bem vestido com um terno, de gestos delicados e voz profunda. Isso logo me fez lembrar do vilão “Rosa” da Marvel, porém ao invés da flor, seriam borboletas o símbolo de nosso vilão.
       Falando em borboletas, a idéia de utilizar esses pequenos insetos como espiões organo-mecatrônicos se encaixou perfeitamente com o apelo do personagem. O Crítico, que se diz conhecedor de tantos blogs, deveria ser alguém com acesso a imagens de todos os lugares do mundo virtual. Para isso, ele deveria ter câmeras por toda parte... ou câmeras que pudessem acessar qualquer parte deste mundo. Assim, acabei dando-lhe essa característica incomum (e cômica de certo modo).
       As intenções do Crítico, no entanto, não se mostram claras ainda, seja na saga ou seja no propósito real. Para muitos, ele não passa de um louco invejoso e incapaz de sequer criar um blog, para outros, é apenas um ser introspectivo cujo único divertimento é repudiar as pessoas ao redor. Suas motivações também estão igualmente nebulosas na Saga e, só o tempo poderá mostrar o que de fato esconde o homem por trás daquela máscara.

 Concepção criativa do Crítico – Sétimo

 Concepção criativa do Crítico – Coveiro X

    Ainda não acabou! Eu teria muita coisa para trabalhar em cima deste vilão, mas creio que a melhor maneira de expô-lo, é colocar aqui tudo o que aconteceu durante aquele tempo de crise em que ele se colocou do lado oposto ao nosso. Resolvi, portanto, “homenagear” o Crítico dos Blogs com um Mini-série em três partes, destacando suas principais ações maquiavélicas nos meses de Março e Abril de 2004. Todo o texto trata-se de uma narrativa adicionada com comentários reais do próprio Crítico, expondo de vez para o público essa negra lenda virtual. Portanto, não percam de modo algum o calendário abaixo:

Minissérie: Crítico dos Blogs!
    Parte 1 – Crítico do Cemitério – 10/Outubro (Domingo)
Minissérie: Crítico dos Blogs!
    Parte 2 –  Crítico, Flagelo de Gódi – 13/Outubro (Quarta)
Minissérie: Crítico dos Blogs!
    Parte 3 – Crítico, Inimigo Meu. – 15/Outubro (Sexta)

E aguarde mais In Memorians e um novo capítulo da saga, que não deve demorar  para sair...

          To postando, mas... continuo em Sombras...



 Escrito por Coveiro ¤ às 22h17
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"Onde está o coveiro?"

          A pergunta não cala...

    Parece que a pergunta se estende semana a semana."Onde está o Coveiro?". Agora, vejo publicado na página do BlogTown em letras garrafais mais questionamentos sobre minha ausência. Sei que de fato a quebra da rotina da Lápide e suas costumeiras histórias imensas tem desagradados muitos, mas fico feliz que a maioria tenha compreendido minha situação.

    Não há previsão de retorno, mas creio que a estabilidade que estou mantendo atualmente não poderá piorar. Vejam que mais um capítulo da Saga saiu neste Domingo e ele foi fruto de um trabalho feito com muito mais esmero e que levou uma ou duas horinhas de cada dia até levar ao acabamento final na noite do Sábado. Isso me fez provar que eu posso de fato continuar o Crossing Blogs Saga, mesmo que leve um prazo de quinze dias para cada novo capítulo.

     Assim, creio que todos serão atendidos. Eu terei um pouquinho de distração a cada noite sem correrias e vocês terão a continuação da história, sem grandes interrupções. Excepcionalmente, nesta sexta-feira, estarei publicando o Bastidores da Saga com o Crítico dos Blogs, que falara um pouco da concepção criativa que decidi dar ao nosso anônimo vilão de língua venenosa e trejeitos delicados. E as homenagens ao nosso vilão continuarão mais adiante, com uma série dividida em três partes, na qual resolvi sintetizar as principais desventuras do Crítico-Borboleta que ocorrerão no passado.

      Essa minissérie deve começar a partir da próxima semana e será totalmente baseada em "comentários reais" feitos nos blogs já invadidos por nosso conhecido vilão. Essa foi uma maneira de ilustrar a todos os novatos os acontecimentos que envolveram este personagem e que até hoje repercurtem nos Crossings e na Saga. Espero que eu agrade a todos é claro e até, quem sabe, o próprio Crítico.


Bem, antes que eu me esqueça, vamos as respostas comentadas do Quiz deixado semana passada aqui:

A primeira pergunta tinha uma dificuldade muito baixa e a resposta foi unânime. Afinal, ninguém deve ter mais dúvidas que foi o COVEIRO ZÉ o primeiro ser deste mundo virtual com o qual mantive contato. Foi através do ICQ que trocamos algumas idéias sobre os blogs e conquistei minha ponte para todos os demais integrantes do caldeirão.

A segunda questão requeria um pouco mais de conhecimentos fora da Lápide e somente os mais curiosos que leram meus textos em PDF, presentes apenas no vestigial link de minha homepage secreta sabem de fato que é a RAPOSA um dos animais mais presentes em minhas histórias, cada qual com um significado bem peculiar.

A terceira pergunta também parece bastante complicada, mas a informação não era tão secreta assim. Para aqueles que lêem o criaturas, devem saber que o dia 19 DE NOVEMBRO é o aniversário de criação do gato Ébano e, da mesma maneira, da Paranigma, minha primeira homepage oficial que tinha como tema principal a "parapsicologia clássica".

Já a quarta pergunta enganou a maioria das pessoas que leu apressadamente o texto. Eu fiz questão de salientar que no ano passado, eu havia de fato me fantasiado. E foi exatamente no aniversário de minha afilhada em Dezembro, que eu apareci como PAPAI NOEL na festa. É fato que poucas pessoas tiveram acesso a essa foto, mas eu fiz questão de divulgar para muita gente com quem falei no MSN.

Por fim, a última e quinta questão deste Quiz, certamente parece ser a mais surpreendente de todas. Todo mundo deve achar que o rock rola solto no meu celular, mas na verdade a musiquinha nada mais é do que o funk UM MORTO MUITO LOUCO. Sei que vejo olhos assustados do outro lado, mas já falei que não devem esperar nada previsível deste Coveiro.

Bem, parece que não houve nenhum grande vencedor desta vez! De qualquer forma, acho que foi interessante trocar um pouco mais de informações sobre o (nem tanto) misterioso autor deste Blog com vocês. Até o próximo post.

                 Ainda em Sombras...

                                        Coveiro X. 



 Escrito por Coveiro ¤ às 00h10
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Crossing Blogs Saga
Capítulo 22 – Face a Face

    O movimento das ondas abrilhantado pelo sol poente transpareceu naquela tarde uma paz momentânea, onde o tempo parecia ter parado. A imagem de inúmeros barcos singrando aquelas águas rumo ao sul lembrava pinturas antigas de cruzadas épicas. À frente de todos, a maior das embarcações, um velho cargueiro que se encontrava já em bom estado de uso, guiava todos os demais, como a ponta de uma titânica flecha.
    Na proa do cargueiro, admirando o pôr do sol, encontrei a Moderadora Nane com um pensamento perdido. Aproximei-me lentamente e hesitei as palavras que deveria usar. Não demorou muito para que ela percebesse minha presença e enxugasse rapidamente os olhos.
    - Falta menos de três horas para alcançarmos a Terra do Nunca! – disse ela tomando de antemão o rumo de nossa conversa. – Creio que conseguiremos chegar em tempo. Só espero que a liga agüente firme até eu voltar, quando todos estiverem seguros...
    - Eu queria ajudar... dar todo o meu potencial...  – falei meio desiludido. – Mas...
    - Todos estamos dando o máximo, Xis... – falou a Nane. – Cada um sabe seu papel... sabe os riscos que há de correr...

     Com a mudança do dia para a noite, o vento começa a mudar de rumo. Encabeça uma rota rápida para o leste fugindo do mar e rumando para a maior metrópole blogueira, entregue nos últimos dias ao total caos. Onde antes havia o mais intenso tráfico de pessoas, não passava agora de um lugar vazio e esquecido. Fora o movimento de roedores nas ruas, nada mais parecia estar vivo naquela cidade. Ali, era uma terra de ninguém e o único ser que a admirava a certa altura, considerava-se o seu rei.
      Com um planar lento, Omega sobrevoava os arredores tentando compreender a repentina calmaria que dominava ali. Fechou seus olhos e sentiu uma mudança no ambiente. De alguma maneira, todo o lugar havia se transformado num território fantasma, onde restava apenas uma vaga sombra da energia das milhares de pessoas dali.
      Repentinamente, O corpo de Omega, pendeu para baixo e seus pés alcançaram rapidamente o solo. Passou a andar bem no meio do asfalto de uma das avenidas principais, volvendo o rosto curioso de um lado a outro. Ele es