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Agradecimentos a Labellaluna® por disponibilizar os MIDIS tocados na Lápide.
Layout por:
Coveiro ¤X¤
http://lapide.zip.net
E é mais ou menos assim que me contaram aquela história... A idéia de convidar algumas pessoas para escrever na Lápide nessa semana especial nasceu mais ou menos há dois meses atrás, quando originalmente eu convidaria apenas alguns que me conhecem pessoalmente e em diferentes épocas para falar um pouco mais sobre mim. Todavia, as datas que antecipavam o dia de meu nascimento coincidiam perfeitamente com outros momentos importantes como os seis meses de vida deste diário virtual e o aniversário de uma das minhas mais estimadas Angels. Desta maneira, estendi o convite a Nane e a Rhiannon, assim como para dois de meus amigos, Socó e Sétimo. E vejo que fiz boas escolhas. Através de cada um desses textos, eu pude lembrar de detalhes interessantes de diversos momentos que eu sem querer deixei passar. Gostaria, portanto, de agradecer a esses meus amigos que me fizeram reviver cada um destes eventos publicados nesses dias na Lápide. Vou citar um, no entanto, que me muito me surpreendeu. Foi através da retrospectiva da Nane que redescobrir como foi que a Lápide nasceu. Minha mente parecia ter esquecido daquele momento, deixando-o para trás como uma gripe já curada. De fato, olhando para o passado só tenho a dizer que a Lápide mudou muito nesses últimos seis meses. São seis meses que parecem seis anos para mim. Diferente do que acontece no mundo de fora, a Lápide me parece crescer alimentada em um espaço e tempo recriados, próprios, únicos. Enfim, eu estou muito orgulhoso dela... Alguns comentam que eu levo este espaço à sério demais. E de modo algum eles estão errados. Eu me afeiçoei às páginas desse diário como faria com qualquer cão ou gatinho de estimação. Muitas vezes, eu posso estar sem tempo ou enjoado, mas sinto um certo dever em cuidar dela. Citando um caso que me deixou sem jeito, lembro de estar às duas horas da madrugada com a Doutora, minha amiga Jan (desculpe Doc, vou usar seu nome, mas só essa vez) e ela me contar como se reconfortava em ligar o computador todas as manhãs para ver a Lápide, pois se sentia meio isolada na Noruega onde quase não tinha livros ou revistas em português para ler. Imediatamente, me coloquei na posição dela e comecei a digitar um título para um novo conto. E assim aconteceu com muitos daqui. Passados esses seis meses, notei que não só a minha história era contadas nos “In Memorians” como também uma nova era criada nos “Crossing Blogs”. Uma história com ares puramente fictícios, é verdade, mas baseada em fatos que se tornavam reais, laços que se estendiam e quebraram barreiras. Aconteceu de tal forma que amigos meus daqui, hoje se reúnem harmoniosamente com Blogueiros seja por email ou MSN. E essa história cresce, cresce alimentada por todos que aqui visitam e deixam sua marca. Como bem disse, Tolee, juntando as páginas num arquivo de texto, acabaria num livro. E acho que seria um livro tão grande que precisaríamos dividir em diferentes tomos. Mas toda história têm um fim, não tem...? De fato, toda boa história tem que ter um final. Mesmo eu, o senhor dos “To Be Continued” sei que um dia terei que pôr o ponto final num último capítulo. É necessário que eu o faça. Como bem lembrou o menino do pó, Peter Pan, é preciso dar fins, para existir novos começos. Creio que essa seja a lei mais segura do nosso universo. Como biológos, sabemos disso. Portanto, comecei ruminar idéias de um fim para a Lápide. Mas calma, amigos, isso levará tempo. Por enquanto, ainda estou almejando o horizonte mais distante. Bom, o momento de descanso acabou. Estou de volta. Um pouco mais velhinho é verdade, mas com a mesma fome de asfalto. Estou novamente seguindo a Estrada. Coveiro ¤X¤ Nota: Recebi cartões, telefonemas e até presentes via sedex. Pra todos vocês que se ligaram a mim, mesmo estando tão distantes, meu muito obrigado do fundo do coração deste peregrino (citando a Margot! To remendando todo mundo... eheheheheh...). Agora, sim, Sombras.... Até o próximo capítulo da Saga...
In Memorian Especial Bem, como nem todos me conhecem vou falar um pouco ao meu respeito, me chamo Sócrates (Sosó, Socó, Soquinha, Sossa Júnior, Faz tudo, Homem-Suco ou Alma Sebosa...). Eu nasci em Vitória de Santo Antão, cidade vizinha a Recife que por alguns motivos sócio-econômicos e políticos, não faz parte da região metropolitana de Recife, mesmo ficando a 30 minutos de carro. É uma cidade bastante conhecida pela Pitu (cachaça), assim como pelos seus engenhos de cana-de-açúcar; Tivemos uma batalha muito importante e decisiva para expulsão dos holandeses de nossas terras brasileiras, coisa da qual poucas pessoas tem informação; cidade pacata, pouco valorizada historicamente até pelo aspecto cultural. Minha residência em Recife fica no mesmo prédio de Sérgio, somos vizinhos de frente e não tenho certeza a quantos anos nos conhecemos. Sei que éramos crianças e muito bagunceiros, eu e Sérgio tínhamos algo em comum quando éramos crianças, éramos bastante magros. Existia uma tropa de meninos em nosso prédio, muitos dos quais eu não consigo relembrar os nomes, mas os principais eram: Minha irmã Mabel, Meu vizinho da porta de frente Sérgio, Meus vizinhos do segundo andar (que eram primos de Sérgio) Dudu e sua irmã Silvinha, e Dominguinhos e Celina (que também eram primos de Sérgio) que moravam em outro bairro, mas que seus pais sempre vinham passar as noites de Sábado em nosso prédio. Não posso esquecer também de Claudia (atualmente mãe da afilhada de Sérgio) e Miguel que eram irmãos e moravam no quinto andar. Existiam ainda outras crianças que vinham morar no prédio mas que não duravam muito tempo lá.
Cada um tinha uma característica peculiar, Mabel e Silvinha eram mais novas e gordinhas, por isso sempre eram café-com-leite em nossas brincadeiras (maneira de dizer que elas podiam participar da brincadeira, mas que faziam papel de coadjuvantes, nunca podiam ser o pega por exemplo). Claudia era magricela e corria muito, Miguel era o menor e mascote da turma, Dudu era o brigão, Dominguinhos era o gordinho bochechudo, Celina era magra e parecia que tinha mais cabelos e olhos grandes, eu era o matutinho (caipira) e Sérgio era o santinho da turma, magrinho, de óculos e aparelho nos dentes, que adorava gatinhos. Ele não podia ver um que logo queria adotar e levar pra sua casa, para tristeza da mãe que tinha que limpar o gato sujo da rua e vacinar. Era justamente nos sábados que a bagunça era generalizada. O barulho era infernal. Era menino para tudo quanto é lado, debaixo de carro, debaixo da escada, dentro do elevador trancado, em cima da goiabeira ou na mangueira, todos tentando se esconder da maneira que podiam. Com o avançar da noite, tínhamos que falar baixo, pois o trio das velhotas não dava trégua. Ficavámos conversando até altas horas. Era quando a galera parava para me escutar. Eles adoravam quando eu contava histórias de fantasmas que eu conhecia de minha terra natal e ficavam atentos ao que eu dizia, até o ponto que ninguém mais queria falar de almas e começávamos a correr pelos corredores do prédio. Não me esqueço de uma brincadeira nojenta que inventei onde eu ficava na escada e o pessoal no corredor enquanto eu ficava cuspindo e o pessoal correndo para não ser atingido. Quando a Celina quis participar, foi dito e feito. Ela não correu e dei uma cuspida bem dada no meio da sua cabeça. Ela não acreditava no que tinha acontecido, parou, todos pararam pra falar a verdade, e ela como se ainda não desse conta do que tinha acontecido, passou a mão na cabeça para confirmar. O inevitável aconteceu, ela abriu o berro e começou a chorar correndo para sua mãe. Nesta mesma noite, acabou tudo mais cedo. Eu fui o primeiro a correr, entrei em casa e fingi que nada tinha acontecido.Quando meus pais me viram entrar não me deixaram sair mais por causa do barulho e, na verdade, achei até bom, pois depois daquela cuspida o melhor que tinha a fazer era tomar banho e dormir. E essas são apenas algumas das muitas histórias que eu fui lembrando para colocar aqui nesta homenagem a Sérgio Coveiro. Algumas muito antigas que quase não lembro mais e outras muito mais recentes. Se juntássemos todas, creio que faríamos um livro. E algumas, pelo que vejo, ele já deve ter contado a vocês. Fim
Páginas Negras Especial: Este poderia ser um post como outro qualquer. Um monte de palavras combinadas para dar sentido, mas escrever sobre o Coveiro X para mim, é muito mais do que isso. Foi um dos primeiros blogueiros que eu tive a oportunidade de conhecer, mas o nossos laços se estreitaram mesmo depois da nova versão do Genêsis postada por Gódi, na qual o Senhor Todo Poderoso diz que venho de uma linhagem nobre, sendo neta de João (uma versão atualizada de Adão) filha de Joaquim, irmã do Mocotó e do Coveiro X. Assim teve início os nossos laços sanguíneos virtuais. Na realidade, só nós dois assumimos o parentesco, já que o Mocotó esqueceu-se por completo que é nosso irmão. Hoje em dia dedica-se a caça constante de votos, noites tórridas com Mortícia e uma forma de ganhar dinheiro sem ser necessário trabalhar. Depois dos apelos comoventes, das discussões acirradas com direito a comentários moderados, o sequestrado percebeu que acabaria gerando uma 4ª Guerra Virtual, e com muita astúcia conseguiu se livrar das garras dos malfeitores. Malfeitores???... Bem isso é uma longa estória, já que os sequestradores não passavam de seus amigos locais mesmo, aliás hoje em dia todos nós mantemos contato e cada um entende o lado do outro. O importante mesmo foi que mais uma vez o Coveiro X voltou ao nosso convívio, e mais uma vez pensei que poderia relaxar e aproveitar... ledo engano... Mais ou menos um mês depois do sequestro, começaram a aparecer nos comentários da Lápide recados musicais amorosos. ATENÇÃO: Queridas Blogueiras que assediam o meu mano. Venho através desse parágrafo me desculpar publicamente por todas as vezes que eu possa ter sido um pouco mais rude (leia-se ignorante, grossa e estúpida) com vocês. Permitam que eu me explique: Assim que começaram a surgir os comentários musicais, houve da parte das X´s Angels um grande alvoroço. Na realidade pensamos que talvez pudesse ser algum plano ultra mega infalível dos amigos sequestradores. Uma nova forma de roubar a atenção do Xis, mas não passava de fãs insandecidas. Algumas sossegaram logo no início, outras foram além, mas o importante mesmo é que compreendam que tudo não passa de uma gostosa brincadeira. Nos dias em que as X´s Angels se encontram mais tranquilas na vida real, passamos as tardes formulando táticas de proteção. Supondo quais as possibilidades da [.] ser fulana ou beltrana, ou então da “A Sua” ser ciclana. As melhores horas são aquelas que o Coveiro X está conosco no emessene, assim contamos para ele todos os planos desenvolvidos e de vez em quando (quase sempre) ele discorda, e nos pede para irmos com mais calma, mas a verdade é que nos divertimos muito juntos. São horas consecutivas de gargalhadas garantidas, a ponto de: • se eu estiver no escritório, meu chefe me chama de louca; Atualmente nos dividimos em plantões de 8 hs cada uma. Nos revezamos no preparo das suas refeições, no colocar para dormir e principalmente na hora do banho. Interrompemos nossa programação... MARAVILHOSA OPORTUNIDADE!!! Com o apoio de Cintuca amiga local e participante ativa dos "Sequestradores Amigos", estaremos realizando uma pesquisa para conseguirmos localizar o par ideal para o Coveiro X!!!... Participem dessa campanha!!! Interessadas favor enviar email com curriculum para querocoveirox@hotmail.com!!!... Eu já tenho a minha candidata. E vocês???... Vamos lá!!! Disponibilizaremos botons, canetas, bloquinhos de anotação, chaveiros entre outros brindes!!! Brincadeiras a parte, queria deixar registrado aqui o quanto sou feliz por ter a amizade do Sérgio e de todos os heterônimos que seguem junto no pacote: adquira um amigo. Uma pessoa justa, sincera e extremamente amiga. Me sinto muito grata por tê-lo como irmão, mesmo que seja virtual, mas que ele mesmo me ensinou que nós somos muito mais que pessoas digitando por detrás de um monitor, talvez sejam nossos corações digitando, nossas reais intenções. Mano, te adoro muito demais pra caramba a beça e sei que esse gostar parte das minhas amigas X´s Angels também. Conte com a nossa proteção sempre, e pode ter certeza que não é uma proteção virtual. Parabéns!!! Obrigado pela oportunidade de postar aqui na Lápide, aliás AMEI... me comportei tão bem que estou estranhando...hahahahahahahahahahaha... posso postar novamente??? Beijos a todos ~*¥Rhiannon¥*~
Retrospectiva Lápide 2004.01
Eu caminho por uma estrada escura onde sinto Sombras, Sons e Sensações... Eu caminho por uma estrada escura... E é assim que continua esse Blog... Livros das sombras...
In Memorian Especial Esse caso aconteceu há bastante tempo atrás, quando Sérgio Coveiro tinha começado seu estágio em Genética há algum tempo. Lembro-me que, na época, eu explicava para ele a funcionalidade de alguns aparelhos no departamento de genética. Dentre os vários aparelhos estava a autoclave. Para quem não conhece, autoclave é como uma panela de pressão gigante, onde são colocados materiais para esterilização. Isso era particularmente essencial para mim, cujo trabalho envolvia a manipulação de leveduras (um tipo de fungo). As bactérias eram minhas piores inimigas e caso uma delas aparecesse nos meus experimentos, eu chegava a perder o trabalho daquele dia. Desta forma, para me certificar de que meus experimentos não seriam contaminados por bactérias ou outros fungos indesejáveis, eu tinha que sempre autoclavar todo o meu material. A autoclave era indispensável para mim, de forma que eu me valia dela quase todo dia.
Quando expliquei a Sérgio sobre a autoclave, informei a ele sobre o relógio que media a pressão interna. A linha de números do relógio tinha três faixas de cores: amarela (que indicava uma pressão fraca), verde (que indicava pressão elevada) e vermelha (que indicava pressão acima da capacidade suportada pela autoclave). É desnecessário dizer que o ponteiro nunca devia chegar ao vermelho, pois caso isso ocorresse, a autoclave explodiria. – E quão forte seria essa explosão? – Perguntou Sergio. Dias depois disso, eu estava no laboratório e já eram 20:00h, sendo que eu ainda tinha que autoclavar alguns materiais para o trabalho do dia seguinte. Às vezes isso acontecia e eu detestava, mas não havia outro jeito. Eram ossos do ofício. Não havia mais ninguém no departamento. Fui até a autoclave, coloquei minhas tralhas, fechei e liguei. Assim como numa panela de pressão, após algum tempo a autoclave começa a soltar vapor. A diferença para a panela é que nós fechamos uma válvula, impedindo que o vapor saia, e deixamos a pressão interna aumentar para níveis pouco maiores que o verde mostrado no relógio (mas nunca deveria chegar perto dos números marcados em vermelho). Como rotina, após o ponteiro mostrar o valor que desejamos para esterilizar o material, é só girar um botão e aquela pressão estabiliza, de modo a não subir mais. – Caramba, Sergio! – Eu exclamei, interrompendo a conversa dele. Corri pelo corredor e olhei para a autoclave. A pressão realmente já havia passado do ponto que eu queria e estava se aproximando vagarosamente do limite vermelho. Nessa situação, o aparelho começou a soltar esguichos de vapor por alguns pontos. Mas graças a Deus esse equipamento vem com um botão cuja função era de minimizar a pressão, para o caso de ocorrerem eventuais deslizes, como o meu. Bom... voltando ao caso: Eu estava perto da autoclave e olhava para o relógio. Disse para Sergio:
Quando eu ia avisar a Sergio de que estava tudo bem e que era só apertar o botão de minimizar pressão... eu tive uma idéia maligna. Olhei para o lado da autoclave e vi uma chapa de metal. Enquanto Sergio gritava, eu apertei o botão minimizador, mas continuei dizendo a ele: – Meu irmão, eu não consigo desligar!! O botão tá duro!!! Não sei o que... Nessa hora eu peguei a chapa com a outra mão e joguei pra cima. Tirei o celular do meu ouvido e o apontei para o local do chão onde a chapa ia cair. E que barulho monstruoso aquilo fez. Nesse momento eu recoloquei o fone no ouvido e vi que estava sem linha. Ele havia desligado? Olhei para a autoclave e estava tudo bem com ela. Coloquei a chapa no seu lugar e deixei passar uns cinco minutos. Depois liguei pra casa dele. Obviamente ele ficou furioso comigo e começou a soltar os cachorros. Me explicou que estava se arrumando nas pressas para ir até o laboratório. Foi quando eu disse: E encerramos a conversa. Ele ainda ficou uns dias meio chateado comigo, mas acho que hoje em dia caso ele se lembre do ocorrido, vai dar algumas gargalhadas. Fim
Programação da Semana Olá, Viajantes, Andarilhos e Peregrinos desta Estrada! Excepcionalmente, a Lápide terá sua jornada guiada por quatro convidados por mim selecionados para fazerem as honrarias de uma semana tão festiva. Como eu já havia alertado anteriormente, teremos uma série de surpresas. E aqui vão elas: Dia 27 de Julho: Nesta terça, teremos um In Memorian especial escrito pelo já conhecido de vocês, Sétimo, o meu amigo Leo. Com a história “Amizade: Profissão Perigo”, ele vai deixar de presentes para vocês um pouco de seu dom literário, o qual confesso, sou também fã. Dia 28 de Julho: Na quarta, em comemoração aos seis meses da Lápide, vamos receber a visita de uma das melhores avaliadoras de nossa comunidade. Convidei a Moderadora Nane, para fazer uma Retrospectiva de meu diário desde sua primeira publicação até os dias de hoje. Dia 29 de Julho: Na quinta, a minha irmãzinha virtual, Rhiannon coloca mais uma velinha no bolo e foi chamada com muita honra pra escrever uma Páginas Negras chamada “Com Grandes Poderes Ganhamos Grandes Responsabilidades”. Dia 30 de Julho: Mais um In Memorian na sexta! E desta vez, meu amigo Sócrates, o sujeito das histórias mirabolantes irá revelar os “Contos do Paris” , o que certamente irá reviver lembranças de um tempo muito saudoso em minha vida. Dia 31 de Julho: Bem, dia 31 de Julho, eu entrarei numa nova fase. Alcançado os meus “um quarto de século”, permanecerei assim por mais uns cinqüenta anos. Manterei-me jovem desta maneira até de fato sumir para o esquecimento. Ah-Ham... Brincadeiras, à parte pessoal, espero que todos vocês compareçam e prestigiem os meus amigos. Desta vez, estarei do mesmo ângulo que vocês, comentando e colocando as palavrinhas chaves. Também estarei fazendo participações no Laboratório da Doc e também na Vida da Mariam. Qualquer coisa, podem dar um alozinho pra mim de lá! Sem mais... Som.... Um minuto!! Tem meu template novo!!! 100% Paranigma!!! Gostaram?!? Acho que estou ficando craque!! Se segura Gódi e Margot!! HAUhuahUA... Agora sim! Sombras...
Crossing Blogs Saga Ainda era muito cedo, o sol sequer encontrava-se na sua usual posição às sete horas da manhã e a cidade começava a engatar seu agitado ritmo. Alheio as escuras nuvens que se avolumava na direção sul e norte, os primeiros blogueiros já transitavam pelas ruas, dirigindo-se para seus trabalhos em hospitais, lanchonetes, lojas e escritórios. -Oi, pessoal! – falou ele para os amigos. – John! Helena! Os três jovens se viraram e a maioria das crianças que estava no pátio correu em direção aos gigantescos portões da escola. Na frente, os educadores orientavam os alunos para formarem uma organizada fila até a suas respectivas salas. E os três, junto com os demais jovens que estavam perto correram em direção a entrada do Instituto. A professora Cristiane dirigiu um olhar demorado para o céu e viu as negras nuvens se aproximando rapidamente. Seu rosto pareceu contrariado e, por fim, deu as costas rumo para escola. Não muito distante dali, algumas ruas abaixo, bem próximo ao gigantesco Auditório Diamante, havia uma imensa casa cercada por grande muralha de pedras e repleta de dispositivos de segurança. Construída num estilo gótico, aquele casarão poderia ser confundido com qualquer outra das mansões mais ricas da cidade dos Blogs, porém, na realidade, escondia o maior centro de observação daquele lugar. Entre as muitas salas secretas daquela Mansão, uma levava ao subterrâneo, onde existiam imensos computadores ligados a radares, painéis e monitores. Numa das telas verdes, pequenos pontos se distribuíam em lados opostos. - O que foi, Nane? E dizendo isso, o Moderador Roger, atravessou aquele salão, pegando uma arma que estava disposta no balcão e cruzou uma das paredes da Mansão, como se fosse um mero fantasma.
Do lado de fora, as ruas da cidade eram castigadas por intensa ventania. Em meio a jornais que voavam perdidos, algumas pessoas andavam apressadas. O trânsito em uma das avenidas principais já estava completamente estancado, causando completo transtorno entre os veículos. Alguns cães de rua uivavam em desespero para o alto. Um frio persistente da noite passada ainda se mantinha no local. Ao olhar para o céu, seja a norte ou ao sul, não se via nada além do prenuncio de uma das mais aterradoras tempestades que alguém poderia imaginar. Aninha, a menina estrela, caminhava rapidamente rumo a sua empresa. Abarrotada de papéis em suas mãos, ela mal conseguiu ouvir quando pronunciaram seu nome a certa distância. Virou-se para o lado e encontrou uma jovem loirinha que acenava em sua direção.
Afastado algumas milhas daquela grande metrópole, de uma parte mais alta do planalto que margeava a estrada escura, duas figuras observavam a distância. Um deles, o moreno conhecido como o Capeta, admirava a agitação da cidade que despertaou há poucas horas, mas teve nada mais do que um breve vislumbre do sol. Já o outro ao seu lado, permanecia estático e com o olhar fixo para o seu alvo. O ser que se autodenominara Omega desviou brevemente os olhos para aquele que insistentemente se comprometera a ficar ao seu lado e retornou a atenção para a cidade. Seus olhos faiscaram rapidamente e as nuvens negras começaram a disparar reluzentes e constantes raios. Essas mesmas nuvens que vinham de lados opostos logo se juntaram, fazendo um cerco completo na metrópole. Toda a cidade foi coberta por uma imensa sombra, que impedia qualquer passagem da luz sol. Nem mesmo a luz artificial dos postes se fez presente, deixando tudo numa penumbra nunca antes vista por qualquer habitante de lá. Muitos erguiam os rostos admirados, tentando entender que obra de Gódi seria aquela. Entre eles, Mocotó, apressava-se em direção a sua residência, esbarrando em muitos que corriam para o lado oposto. - Mas o que será que deu nesse povo que... – repentinamente, o mais famoso colecionador de votos daquela cidade perdeu completamente as últimas palavras de seu questionamento. – Nooooosssinhora!!!
O caos teve início... e mais destruição estará prevista no próximo capítulo...
Crossing Blogs Saga Por cerca de dezoito minutos, um ponto da floresta mística parecia ser o único alvo dos poderosos raios que nasciam nas escuras nuvem concentradas a oeste. Feixes luminosos repercutiam por curtos espaços de tempo acompanhado de inúmeros estrondos. Muitos pinheiros e araucárias rapidamente deixaram de existir deixando apenas tocos em seu lugar. Apavorados, pássaros e mamíferos lançavam-se desesperados para longe do pequeno incêndio que se formara ali. Subitamente, como que por um comando divino, aquela fúria da natureza se amainou e as nuvens se dispersaram lentamente. Todavia, no centro do incêndio provocado na mata, fortes zunidos e brilho intenso persistia. Dali, uma massa concentrada de raios começou a se mover e, em seu centro, era possível notar a silhueta negra de um ser humano. As energias elétricas foram se dissipando a medida que prosseguia até que só restara o vulto, um homem de cabelos loiros, rosto de traços retos, olhar estranho e com largo sorriso triunfante. Mal apagou as luzes de seu quarto no apartamento que apelidara pelo estranho nome de VampKfofo, Paola foi surpreendida por um grito pavoroso de sua amiga Rhiannon. Retornou rapidamente para o abajur, apertou o botão e voltou-se para a Deusa do Submundo. A mulher de longos cabelos negros estava sentada na cama, com os olhos estatelados mirando o vazio e a boca escancarada de onde o grito já saía sem forças. - Rhian, pelo amor de Gódi, você vai me matar assim... – falou Paola, pulando para a outra cama e colocando-se ao lado da amiga. Num grande salão oval localizado em um lugar impreciso, a única porta de entrada destravou-se automaticamente. Imediatamente, os dispositivos que acendiam as luzes do ambiente forma acionados e inúmeros monitores foram ligados na maior das paredes ao fundo do cômodo. Vestido com um largo roupão negro e com seu rosto mantido incógnito através de uma máscara, o homem conhecido como Crítico dos Blogs adentrou o salão e encaminhou-se até uma suntuosa poltrona de couro no centro. Sentou-se nela e passou a admirar as centenas de televisores que mostravam diversos pontos espalhados no Mundo dos Blogs. Dirigindo brevemente o olhar para alguns monitores a sua esquerda, notou que quatro deles mantinham-se inativos. Contraiu o cenho e dirigiu-se até o seu computador central. Dos quatro monitores defeituosos, pode-se ver as imagens retornando aceleradamente até encontrarem certa definição. O Crítico dos Blogs deixou então a fita correr e observou através dos olhos de suas mariposas a escuridão. Repentinamente, elas pareceram deparar-se com uma enorme carga de energia. Ouviu-se um barulho mecânico e o monitor voltou a ficar em estática. Absorto, o Crítico retornou novamente a fita só que desta vez, um pouco antes da descarga de energia, ele paralisou as imagens. Aproximou-se de um dos monitores e, então, notou que um deles mostrava um ponto distante com dois olhos de brilho incomum, mesclas entre o verde e o vermelho. Aquele misterioso mascarado permaneceu estático com seus últimos pensamentos perdidos naquela imagem.
A luz matinal já atravessava a folhagem da copa das árvores, revelando um verde bonito quase sempre acompanhando de cores mais vibrantes das flores das amoreiras e demais arbustos. As plantas tornaram-se mais escassas, um gramado verde se prolongava até certa distância e, por fim, o homem de olhos estranhos se viu ultrapassando a borda da mata. Seu cabelo loiro estava desgrenhado, suas roupas rasgadas, pele cheia de hematomas, mas ainda assim parecia resoluto em sua caminhada. De modo algum mostrava sinais de cansaço, seus olhos mantinham o mesmo brilho da noite que se passou, a mesma fome pelo que o destino lhe proveria. Mais adiante, notou que chegava ao fim do planalto. Mais embaixo, após um declive pouco íngreme, encontrava uma estrada margeada por velhas árvores. Ela parecia se prolongar infinitamente até o horizonte. E, um pouco antes, na mesma direção onde o sol apontava naquela manhã, destacava-se a mais estupenda visão desde seu nascimento. Como um gigantesco castelo de rochas onde inúmeras torres foram erguidas, a Cidade dos Blogs resplandecia a leste. Maravilhado, aquele ser abriu os braços como se fosse capaz de abraçar todo aquele lugar. Ainda perdido sob a beleza daquela cidade, mal percebeu a sutil chegada de um outro naquela pequena parte da mata. De um filete de fumaça que se desprendia de um buraco no chão, uma forma aparentemente humana foi se desenhando no ar. Aos poucos, tornava-se sólido. Moreno, cabelo negro, bem trajado num terno sombrio com uma camisa vistosa vermelha, a entidade conhecida como Capeta manifestou-se com um sorriso ardiloso no ar.
Nosso vilão já tem nome... Omega... e também um conselheiro inusitado...
Páginas Negras: Um dia para agradecer... "Depois de algum tempo você aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias, e o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida." -x- William Shakespeare-x-
Antes de mais nada eu tenho que agradecer a existência deste “post” a minha irmãzinha virtual, Rhiannon, uma das primeiras blogueiras que tive oportunidade de conhecer no Caldeirão. Foi ela que me iluminou com a informação da existência desta data, uma data que de tão especial deveríamos organizar festas para troca de presentes como ocorre no Natal, uma data que chamamos de “Dia do Amigo”. E vou expandir meus agradecimentos aqui para meus velhos companheiros de Blogs, que me aceitaram com tanto carinho neste Novo Mundo (que acabou tomando-se um espaço semi-fisico pra Saga que tenho a honra de escrever). Eu poderia enumerar cada um de vocês aqui, mas acho que por mais meticuloso que eu fosse acabaria esquecendo alguém. Decidi então lotar um desenho com todos os meus queridos personagens (e heróis) como uma forma de retribuição. Sei que acabei deixando de fora tantos outros, mas isso é prova de que por mais espaço que eu disponha, não é suficiente para lá por todos os meus amigos. Aproveitando o momento, posso aqui colocar uma nota digna para os aniversariantes do mês. É de se estranhar que eu faça isso na Lápide, mas julho é uma época especial. É neste mês que os emotivos cancerianos e espetaculares leoninos (ah-ham!) vieram ao mundo para fazer coisas especiais. Portanto, vamos então organizar as coisas:
Parabéns ao Vítor que fez aniversário na terça feira passada completando 11 anos!! Parabéns a Selina que fez a maior festança durante o fim de semana ( eu vi tudinho pela Cam) e que culminou no seu dia, no Domingo 18!!! Parabéns a Cintuca, minha colega bióloga e semi-blogueira, que fez aniversário no dia 19 e estava longe da gente e não pode comemorar!!! Parabéns a Lady Esoteric que está completando aninhos também no dia 21, ou seja nesta quarta!! Agora, urrem os tambores!!! As garras leoninas marcham: Dia 29, minha irmãzinha Rhian, inicia as datas festivas com o dia de seu nascimento. Dia 31, o último dia do mês, marca uma configuração inusitada nos astros... algo especial que irá acontecer... Todavia, só serão dados mais detalhes na semana que vêem. Bom, Coveiro se despede agora... O próximo capítulo da Saga ficou para a madrugada da quinta, assim o pessoal vai ter tempo de ler esse “post”. Também eu estou cada vez com menos tempo para lápide (pior ainda para o criaturas), mas espero colocar tudo em ordem novamente em agosto. Sombras...
Crossing Blogs Saga Há metros de distância do chão, enquanto galgava por uma corrente de ar, a mulher de cabelos loiros trajando suntuosas vestes de couro, que todos conheciam como a Deusa dos Raios, sentiu pela segunda vez naquela noite um distúrbio em sua mente. Electra baixou a cabeça dolorida, respirou fundo e procurou focar o ponto de onde provavelmente se originara aquele desequilíbrio. Carregada pelo mesmo vento, desceu até seus pés tocaram o solo coberto de folhas daquela floresta e girou a cabeça para os lados. Sentia seu coração perder o compasso, acelerando cada vez mais. Começou a vagar por entre as árvores, guiada por um senso sobrenatural, até que finalmente encontrou um cenário que fez seu estômago revirar. À sua frente, estava algo que outrora fora uma criatura viva e agora estava em pedaços. Um cheiro intenso de sangue estava impregnado por todo o local, nas folhas, cascas das árvores, pedras e no solo úmido. Ali, também podia ser percebidos dor, desespero e medo. Era angustiante para alguém com a sensibilidade mística de Electra estar naquele lugar. Colocou-se de joelhos diante do irreconhecível cadáver a sua frente e passou a examinar os destroços com certo asco. Viu os pêlos grossos espalhados e um pedaço do crânio que parecia ter sido parcialmente devorado. Certamente, aquilo não foi um homem, mas havia algo mais a ser visto ali. Ela tinha certeza disso. Pôs se de pé novamente e começou a trilhar a vegetação que se fechava mais adiante. Viu que alguns galhos de arbustos foram recentemente quebrados. Passou por ele, e encontrou sangue fresco nos espinhos. Mais adiante, mesmo a meia luz, achou uma única bota. Era um modelo feminino daqueles que alcançava até o final da canela. Continuando essa mesma trilha, a tensão aumentava em Electra, mesmo não encontrando qualquer outro vestígio abominável. Repentinamente, viu pequeno feixe de luz mais adiante. Dirigiu-se vagarosamente até lá e começou a discernir os longos troncos de carvalhos à sua frente. Repentinamente, Electra parou e engoliu seco. Viu pés balançando no vazio e precipitou a cabeça para o alto encontrando assim corpos pendurados nos galhos. Desviou os olhos daquela visão horrível e ao girar os calcanhares deparou-se com um vulto, que se mantinha imóvel e quieto a encará-la. Com o avançar da madrugada, as luzes nas ruas e nos arranha-céus da Cidade dos Blogs foi diminuindo. Todo o lugar foi entregue ao silêncio, não passando de uma fortaleza de pedras adormecidas. Repentinamente, um trotar disparou pela calçada até um dos prédios da parte sul da cidade. Qualquer visita seria inesperada naquela hora, mais ainda se ela estivesse cavalgando um belo garanhão branco e o deixasse num canto do estacionamento, subindo os degraus da escada com os pés nus. Diante de cena tão inusitada, o vigilante norturno apenas volveu os olhos esbugalhados, engoliu seco e voltou a se recostar em sua cadeira. Não era um apartamento muito grande. Uma sala de tamanho médio, colada a uma varanda fechada por tela e com uma porta para a cozinha ao lado do corredor. Ao cruzar em direção ao quarto, alguns gatos de estimação da Vampira olharam curiosos para a mulher de cabelos negros que acabara de chegar. Chegando ao quarto, Paola se escorou em uma das paredes, cruzou os braços e olhou para a amiga: - Vamos lá! Porque esse desespero todo?
Há algumas milhas ao sul da grande cidade, o tenebroso lugar, conhecido como Cemitério dos Blogs, foi tomado por um denso nevoeiro. O som do vento ricocheteava entre os troncos das velhas árvores que circundavam o lugar e lembrava o uivo dos lobos. A única pessoa ainda viva naquele lugar, o Coveiro Zé, vagava por entre os lotes mais recentes, cujos buracos foram recentemente abertos. Repentinamente, ele percebeu singela movimentação as suas costas. Firmou a sua pá nas mãos e voltou-se sobressaltado.
- Sou eu , Zé. – disse a voz na escuridão. Aquele era um trecho da floresta ainda mais sombrio, onde as copas das árvores se entrelaçavam tornando assim o interior livre de qualquer luz do luar. Era impossível, até mesmo aos olhos mais treinados, identificar qualquer coisa adiante. Se não fosse dotada de dons incomuns, Electra não conseguiria identificar aquele ser que se mantinha a poucos passos de distância. - Então, é você? – falou a Deusa dos raios apertando os punhos. – É você o causador disso tudo? Por um breve espaço de tempo, o estranho ser manteve-se imóvel diante daquela mulher. Aos poucos, seus olhos foram tornando-se ainda mais vivos e aquela foi a primeira vez que Electra viu o estranho amalgama do verde e rubro daquela íris. A Deusa dos Raios começou a sentir uma leve pressão em sua nuca o que culminou num prenúncio de uma vertigem. Assustada, ela afastou-se do seu inimigo, meneando a cabeça e ergueu os braços que começaram a acumular eletricidade. Repentinamente, duas nuvens negras se colidiram no céu e como resultado um imenso relâmpago desabou, partindo o horizonte em dois e acertando em cheio o lugar onde antes estava o estranho ser de olhos verde-avermelhados Ao se espatifar no solo, três árvores imediatamente se incendiaram sendo rapidamente consumidas pelo fogo. Tudo se tornou muito claro e quando a visão de Electra pareceu retornar, ela mal podia acreditar no que seus olhos viam. Entres os restos calcinados da vegetação ao redor atingida pelo raio, o misterioso vulto permanecia de pé e aparentemente ileso. Fora seus cabelos loiros desalinhados e suas roupas agora em estado deplorável. Para surpresa ainda maior da loira, intensa eletricidade começou a se acumular em seus dedos e como numa brincadeira, começou a passar essa energia de uma mão pra a outra. - Curioso... – falou o ser abrindo um sorriso maligno e iluminado pela intensa luz dos raios em sua mão. Enquanto falava, mais carga se concentrava em suas mãos até que todo o seu corpo parecia brilhar. Uma nova fagulha nasceu de um de seus olhos e ruidosos estrondos de trovões repercutiram nos céus. Uma saraivada de relâmpagos cortou a negritude da noite e todos se direcionavam para o mesmo lugar. Antes daquela noite, ninguém nunca tinha visto uma tempestade tão repentina e voraz como aquela. Próxima Quarta: Capítulo 5 – Poder e Conquista
Finalmente, depois de árdua espera, no dia cinco de Julho de 2004, com a precisão exata, às 0hs00 da segunda-feira, foi lançada a tão aguardada Saga. E para o espanto de muitos, ela começa não com um capítulo, mas sim com um prelúdio... o prelúdio que, segundo a boca miúda dos comentários, mostra o fim. A retratação de um cenário dantesco, onde o personagem Coveiro X caminha entre um gigantesco monte de supostos ossos e vestígios de seus amigos chocou toda a comunidade. Um detalhe a chamar a atenção é que seu rosto não aparece, não se sabe o que realmente causou aquela catástrofe e, por fim, o diário pessoal é atirado longe. Para dar mais remendos a esse pequeno quebra-cabeças inicial, aparecem três vultos que recuperam a Lápide e começam a ler tudo desde o começo para tentar entender o que aconteceu. É assim, começa a história. Já passado três capítulos, eu creio que a maioria das atenções ainda se volta para o misterioso prelúdio. Confesso que essa grande sacada não estava em meus planos até a viagem. Foi justamente nas noites isoladas de meu quarto no hotel que pensei em adiantar uma das cenas mais chocantes do futuro. Imaginei que se apenas começasse com o capítulo um, os leitores poderia até gostar, mas não teriam o mesmo interesse em procurar os detalhes para entender aquilo que ainda iria acontecer. Ao dar um vislumbre daquele massacre, todos agora operam como detetives nas histórias. Procuram pistas, prestam a atenção nos diálogos e começam a sugerir fatos ainda incógnitos da trama. Fazem de tudo para saber como tudo irá desencadear nas cenas mostradas no prelúdio. Entre as divagações, alguns começaram então a cogitar se aquele é mesmo o final. Poderia ser um final alternativo? Ou uma visão!? Afinal, seria um fim abominável para a saga. Certamente, que eu não adiantarei nada daquela cena. Não posso dizer porque exatamente eu a escolhi entre muitas para ali estar, mas é óbvio que quando a adaptei para o prelúdio deixei algumas pistas, principalmente nas falas. Para os mais curiosos, acho que vai ser delirante ver mais para frente esse mesmo trecho sendo recontado sobre nova ótica e com todas as informações que o originaram. Bom, lançadas três peças chamadas “Maus presságios”, “O Mal Puro” e “Novas Descobertas”, creio que algumas mentes já podem delinear hipóteses para tudo o que ainda está preste a rolar. Agora, vou deixar de dar dicas muito claras e passar para os próximos cinco selos:
Crossing Blogs Saga Com a crescente umidade, não demorou muito para que uma cerração forte descesse pela alta montanha e cobrisse por completo a mística floresta. Protegido do frio, aquele ser recém-chegado começava a notar que outras necessidades se faziam necessárias. Acometido por estranhos movimentos em sua barriga, sentia a necessidade de algo. Através de um conhecimento recentemente observado nos olhos de sua primeira vítima, sabia que precisava encontrar alimento. Após vagar por quase meia hora na escuridão daquela trilha, escutou pequeno ruído indefinido. Girou o rosto para um ponto a sua esquerda e desviou da trilha, seguindo o estranho som. Não chegou sequer a ir muito além de onde estava e logo se deparou com um bicho de porte médio, peludo e de dentes avantajados que guinchava irritantemente ao tentar quebrar duras sementes caídas ao pé de uma árvore. Um sorriso largo se esboçou em todo o seu rosto e adiantou-se até o animal. &n |