
Escritos Antigos:
-
01/05/2006
a
31/05/2006
-
01/04/2006
a
30/04/2006
-
01/03/2006
a
31/03/2006
-
01/02/2006
a
28/02/2006
-
01/01/2006
a
31/01/2006
-
01/12/2005
a
31/12/2005
-
01/11/2005
a
30/11/2005
-
01/10/2005
a
31/10/2005
-
01/09/2005
a
30/09/2005
-
01/08/2005
a
31/08/2005
-
01/07/2005
a
31/07/2005
-
01/06/2005
a
30/06/2005
-
01/05/2005
a
31/05/2005
-
01/04/2005
a
30/04/2005
-
01/03/2005
a
31/03/2005
-
01/02/2005
a
28/02/2005
-
01/01/2005
a
31/01/2005
-
01/12/2004
a
31/12/2004
-
01/11/2004
a
30/11/2004
-
01/10/2004
a
31/10/2004
-
01/09/2004
a
30/09/2004
-
01/08/2004
a
31/08/2004
-
01/07/2004
a
31/07/2004
-
01/06/2004
a
30/06/2004
-
01/05/2004
a
31/05/2004
-
01/04/2004
a
30/04/2004
-
01/03/2004
a
31/03/2004
-
01/02/2004
a
29/02/2004
-
01/01/2004
a
31/01/2004


Agradecimentos a Labellaluna® por disponibilizar os MIDIS tocados na Lápide.
Layout por:
Coveiro ¤X¤
http://lapide.zip.net
In Memorian: Os Garotos da Capital Foi mais ou menos no dia de São Pedro, feriado em muitas cidades do Nordeste, que apareceram meus amigos Guga e Sócrates com a idéia repentina de ir até Vitória de Santo Antão. Fazia tanto tempo que eu não participava de uma festa Junina típica de interior que já não me lembrava direito de como era e aceitei o convite. Arrumei rapidamente as coisas e despedi-me de meus pais e meus tios que nos visitam. - Ei, vocês são de Recife, né?! – falou uma mais ousada quando fui comprar um queijo. – Lá é muito bom, né?! Fim
Crossing Blogs: Algumas Páginas do Diário Uma das coisas mais admiráveis neste mundo dos Blogs é que com o tempo ele se torna uma espécie de comunidade, onde cada um acaba por encontrar seu lugar e função. Em Crossing-Blogs, eu pretendo colocar aqui o meu convívio com essa galera, sempre numa narrativa agradável e confortável Já me preparava está noite para apontar o meu lápis e com ele rabiscar mais alguns trechos de minha passagem nesse mundo. Quando abri meu diário, conhecido por todos como a Lápide, percebi que grande volume de páginas já tinha sua própria história. Voltei algumas delas e comecei a lembrar de cada momento que passei com cada um e comecei a imaginar o que o futuro reservaria para mais adiante. Começo, então, pelo primeiro lugar onde pisei aqui. O Cemitério dos Blogs sempre foi odiado por muitos, porém nos últimos dias passou a quadruplicar os inimigos desde que o Coveiro Zé promovera enterros contra os mais religiosos. Por outro lado, vi que o próprio passou a criar seus contos como se o destino estivesse compensando aqueles meus dias negros. A situação entre Zé e meu neto também passou a melhorar com o tempo, ou ao menos nem todas as noites a pá do Coveiro tentava acertar a cabeça do garoto. Justamente nas mesas desse bar, durante o meu seqüestro, três amigas se uniram de maneira inusitada e formaram o pequeno grupo que passei a chamar numa brincadeira de X-Angels. A Doutora, Paola e a minha irmãzinha Rhiannon acabaram se tornando os meus xodós e, ao mesmo tempo, minha maior dor de cabeça sempre que alguma leitora mais afoita de meu diário tentava falar mais intimamente comigo. No entanto, novela maior é a luta do Mocotó pelo primeiro lugar no TopBr. Mesmo com galinhas, cães virtuais e ajuda divina, ele ainda não chegou lá. Pensei até em sugerir que o meu amigo tomasse umas aulas com os dois maiores competidores deste mundo dos Blogs, a Val e o Renatinho. Todavia, eles me parecem bem sumidos ultimamente. Talvez, tenham alcançado um nível de velocidade que seja impossível de se captada por nossos olhos comuns.
Soube de alguns problemas que aconteceram na Mansão do Arco da Velha. É verdade que as “titias” sempre foram de armar as piores confusões, mas pelo que me disseram essa foi de colocar o Céu e o Inferno abaixo. Bom, a sorte delas é que Gódi e o Capeta não estão tão longes assim para se fazerem de surdos. E caso os dois não resolvam, sempre podem contar com a Senhora do Céu para um julgamento justo e com a ajuda do Aleixo, o primeiro advogado que virou santo. Afinal, de problemas sempre estivemos rodeados, sejam causados por Bizarros ou pelo Crítico. Todavia, graças aos olhos sempre alertas dos moderadores Nane e Roger, este mundo nunca foi seriamente perturbado. Sem falar no apoio que sempre eles puderam contar através das experiências sobrenaturais do Mack e da discreta vigilância da Espiã da Noite. Enfys, Electra, Lady Esoteric, Sandro, Lua Negra, Rhiannon, todos do núcleo de bruxos e esotéricos trilharam seus caminhos à parte, mas nunca deixaram de prestigiar as noites de lua nas quais se ouviria a frase “Bem-vindos ao caldeirão”.
Fim
Bastidores de uma Saga (6): Molde e Ajustes. Desde que anunciei a Saga, muitos que encontro no MSN tentam a todo custo obter alguma informação antecipada da história. De relacionamentos amorosos até o misterioso vilão que anunciei, muitas são as perguntas que alimentam a curiosidade destes que não vêem a hora de tudo começar. Todavia, a pergunta mais inusitada que me fizeram desde que estreei esses bastidores foi algo do tipo “E aí, X, a saga já está escrita?!”. Não me recordo agora quem me fez esse questionamento, mas confesso que me assustei com a dimensão dele, apesar de poder parecer algo simples. Digo isso porque, faltam aproximadamente uma semana para eu anunciar o dia de estréia da Saga e confesso aqui que não digitei um único capítulo dela. Calma! Não fiquem estarrecidos!! E você que esta pegando essas pedras pode largá-las de volta. Terei que explicar aqui em poucas palavras como mais ou menos funciona meu processo de criação dos Crossing Blogs, o mesmo que utilizarei para esta Saga. Antes mesmo de qualquer desenho ou roteiro digitado, as idéias precisam confluir numa seqüência que chamo de “pequeno cinema mental”. Tudo o que vocês lêem em minhas histórias, passaram por um estágio primário onde um tipo de desenho animado é ensaiado na minha cabeça. Nesta etapa, cria-se uma espécie de molde da história onde eu testo vários eventos possíveis e vejo como confluem. Muitas vezes o que acontece é eu ter três ou quatro cenas engraçadas ou excitantes para serem encaixadas numa história, mas preciso de ligações que dêem uma seqüência lógica aos fatos. E é aí que entra a parte dos ajustes, que acontecem quando já estou sentado digitando toda a história no computador. A principio, todo esse processo pode ser completamente irracional, mas quem já foi um bom Mestre de RPG sabe que o mais importante é ter boas idéias em sua “bagagem” e saber improvisar com elas. E o que posso dizer sobre a Saga é que toda ela está na fase de molde, ou seja, eu tenho inúmeras idéias com diferentes personagens para serem usadas. Cabe, no entanto, em cada capítulo eu me sentar e retirar algumas delas de minha mente, ordená-las e lapidá-las na fase de ajustes. Um bom exemplo da fase de Molde e Ajuste se aplica ao mapa que elaborei inicialmente e a sua segunda versão, confeccionada com a ajuda de vocês. Observem as alterações no Mundo dos Blogs 1.2: Talvez, eu deva deixar claro algumas alterações. Entre muitos pedidos, acatei a presença do Instituto Educacional dos Blogs (onde trabalha a Prof. Cris), o Templo de Hecáte e a Terra do Nunca. Esta última que de todas achei a melhor dica porque me iluminou com algumas cenas curiosas, passou recentemente por uma turbulência. Todavia a pedido do próprio Menino do Pó, ela permanece do jeitinho que sempre foi e sempre deveria ser. Encaixei outros lugares que foram aparecendo em meus Crossing Blogs mais recentes como foi o Auditório do Prêmio Diamante e o Templo Antigo no qual fiquei cativo, próximo às Terras Nômades. Outras mudanças mais claras são as alterações de estradas e formações rochosas, que precisei deixar melhor adaptado para futuros acontecimentos. Mesmo com essas novas mudanças, sinto que falta ainda muito o que incluir neste desenho, mas isso só o desenrolar da Saga dirá. Enquanto, a Saga não começa... mais cinco selos: Breve: Último Crossing Blogs antes da Saga
In Memorian: Memórias Juninas Infantis
Mesmo morando numa grande capital do Nordeste e num bairro muito central, lembro que não escapei das brincadeiras com fogos durante o período Junino. No meu prédio, era fato que eu, meu primo Dudu e os demais filhos de moradores competíamos para ver quem conseguia levantar latas mais altas com seus rojões ou mesmo armar pequenos “artefatos de guerra” amarrando uma seqüência de bombas-palito, chamadas de “bichas de rodeio”, num cordão afim de causar repetitivos estouros com um único riscar de fósforo. Mesmo naquele meio urbano, ainda ousávamos lançar “vulcões” e “buscapés” alheios aos carros no estacionamento. Cada vez ampliávmos mais e mais nossa pequena “festa junina urbana”. Só dispensávamos a quadrilha e os chapéus de palha. Em determinado ano, eu e meu primo tivemos a brilhante idéia de fazer uma fogueira dentro do prédio. Motivados pelo vigilante que trabalhava no condomínio, convencemos um dos inquilinos a entregar-nos uma porta velha que ele acabara de trocar, catamos toda a tralha que poderia servir de combustível na loja vizinha que estava em reforma e, no final do dia, estávamos com uma considerável pilha para ser incendiada durante toda noite. Demos as honrarias ao vigilante e ele acendeu a nossa fogueira em meio aos gritos e urras. Nosso trabalho foi tão eficiente que a fogueira perdurou toda a madrugada e manhã. Ainda não satisfeitos com nossa vitória, eu e meu primo decidimos procurar mais alimento para o fogo e assim comemorar mais um dia de festa. Fomos à cata de mais material a ser queimado e na busca topei com uma imagem de um São Francisco que tinha o meu tamanho na época. Assustei-me ao virar o corredor daquele andar como sempre acontecia e quando dei as costas tive a brilhante idéia de pegar aquele “santinho” de madeira e levá-lo a fogueira. Dois pontos eram ao meu favor, o dono original do Santo havia se mudado do prédio e a imagem já estava infestada de cupins. O resultado final é que o “Chico” acabou seus dias em nossa pequena “Inquisição”. Minha mãe olhou atravessado pra mim por ter dado aquele fim ao santo e, de fato, acho que paguei meus pecados me tornando biólogo. No fim desta festa de quase dois dias, ávidos por materiais a serem queimados, eu e meu primo nos emburacamos nos fundos do prédio onde havia muita tralha esquecida. Por detrás de um grande bloco de concreto encostado na parede, encontramos pedaços de madeira. Em plena inocência, acreditávamos ser capazes de agüentar aquela enorme pedra e puxamos o bloco. Em questão de segundos, o concreto foi caindo sobre nos dois, prendendo meu primo em baixo dele. Como eu era mais esguio escapei e fui buscar ajuda. Horas mais tarde, eu e meu primo, com o braço engessado, estávamos de castigo, só observando da janela do apartamento a nossa fogueira minguando e aquecendo a noite fria do vigia.
Fim
Crossing Blogs: O que é de Deus e do Diabo. São poucas vezes onde você permanece escondido por detrás do muro de um parquinho, sob o sol quente do meio dia e ainda não sabe o que é que você aguarda. Adicione a isso o fato de ao seu lado estar um homem que se diz o próprio Deus, mas que prefere que o chamem de Gódi na intimidade e têm o temperamento mais difícil que uma velha rabugenta. São fatos como o desse dia que me fazem crer que realmente o divino escreveu torto meu destino. Por um momento, vi que Gódi se agitou e apontou na direção de um homem moreno, de terno cinza e portando uma pasta na mão que se aproximava a distância. Do outro lado, ele me mostrou um outro de aparência estranha, trajando um terno bem alinhado, cabelo eriçado com gel e um sorriso gigantesco na boca. Este estranho dirigiu-se rapidamente para o homem de terno cinza e abordou como se fossem amigos de longa data: - Bom dia, Aleixo! Finalmente eu te encontrei... - Err... desculpe. Mas quem é o senhor mesmo? – falou o tal Aleixo. Tentei apurar os ouvidos para escutar o resto da conversa, mas acabei me surpreendendo com o Gódi pulando o muro e correndo em direção aos dois. Não pensei duas vezes e lá estava eu acompanhando o meu amigo maluco, assim como Sancho Pança faria com o D. Quixote. - Larga mão, Capeta! O Aleixo é meu!! – gritou Gódi. - Como é que é!? – disse o sujeito estranho que Gódi chamou de Capeta. – Como assim é seu?! Depois de tanto tempo após o mundo ser criado, está ficando gaga, Gódi? O Aleixo é advogado e desde que foi criada essa profissão não houve um que não tivesse passaporte direto pro subsolo. - Mas esse você não leva! O Aleixo vem comigo... – insistiu o Gódi. - Ah, não... Ah, não! Olha, em toda parte do acordo eu sempre me dava mau, quer dizer, levava o que tinha de pior. Poucas coisas das que eram realmente ruins e que ainda assim prestavam para alguma coisa era ter o monopólio sobre os advogados. O resto é tudo uma desgraça pura mesmo, não que os advogados não sejam uns desgraçados, mas ao menos não são umas porcarias... - Errr... Alguém pode me explicar o que está acontecendo? – falou Aleixo perdido na situação. - Eu repito a mesma pergunta! Gódi quem é esse sujeito?! – disse me juntando as dúvidas do advogado Aleixo. - Esse é Capeta, Coveirinho. Minha contraparte maligna- explicou Gódi. - Olha quem está aqui também! Agora, só vejo o Gódi lado a lado com o Covas... hum... sei não! Bem que alguns diabinhos vieram me fofocar algumas coisas... – falou o demônio. - Esse é o diabo?! Bom, eu devia imaginar pelo fedor... – retruquei com um desaforo. - Ensinou ele a latir, Gódi?! Está até bem treinado!! – riu o Capeta. – Eu imagino que se tirarem uma radiografia do saco do Senhor sai em destaque a arcada dentária do Covas nele.
Dizendo isso, o capeta se esbaldou de rir e meu rosto deve ter ficado vermelho de raiva. Quando já me preparava para retrucar, Godi colocou a mão na frente e apontou para o demônio com um ar autoritário: - Chega, Capeta! Eu não estou a fim de perder meu tempo! – disse Gódi e virou-se para o advogado. – Aleixo, nada de assinar os papéis desse sujeito, você vêm comigo. - Como assim vai contigo!? Isso é quebra de contrato, Gódi! Não é bem assim, não... – reclamou o Capeta. – Eu não saio perdendo dessa. Numa quebra de contrato, eu tenho direito a uma compensação... - Bom, em termos isso é verdade... – Aleixo concordou baixinho... - Capeta, esqueceu que eu fiz o contrato?! E lembro muito bem que coloquei compensação nenhuma com a quebra dele. – reagiu Gódi. – Ainda assim, eu tenho direito de apelar. - Em termos, isso também é verdade. – concordou o advogado balançando a cabeça. - Gódi, quem vai te representar? Esqueceu que não existem advogados no céu?! – escarneceu o diabo. - É por isso que o Aleixo vêm comigo! – confessou Gódi. – Já to de saco cheio de gente querendo me processar depois que criei o Blog. Vou tornar o Aleixo um santo só para auxiliar nessa minha causa. - Não! Você não pode fazer isso!! O Aleixo é justamente o caso sub judice e ele não pode ser seu advogado!! – reclamou o diabo. - É claro que faço e já dei início à canonização dele! Não existe aquilo que eu, Gódi, não seja capaz de fazer... – falou o meu amigo em voz triunfante. - ... exceto aquela história de uma pedra impossível de eu carregar, mas tudo bem. - Eu... eu tentei.... tentei... fazer isso segundo as regras... todo mundo aqui é de prova... – disse o Capeta engrossando a voz que aos poucos se tornou um grunhido. - Nem adianta, mostrar tua cara feia que eu já me acostumei com ela desde que te criei. – impôs Gódi e vi seus olhos brilharem.
Num piscar de olhos, os dois cresceram em tamanho. De um lado, vi a pele do capeta desfazer-se o deixando com um tom todo avermelhado, chifres pontudos crescerem não só da testa e asas demoníacas surgirem de suas costas. Como por mágica, o terno do demônio deu lugar a uma estranha roupa, similar a um gênio do deserto. Em contraposição, Gódi tomava a forma de uma espécie de cavaleiro dos céus, com armadura resplandecente, três pares de asas gigantescas e uma auréola brilhante. Ondas de impacto invisíveis se desdobravam por todo o parque e as pessoas corriam às cegas sem saber direito o que causaram aquele estranho fenômeno. Aparentemente, apenas eu e o Aleixo víamos a verdadeira face de cada um dos dois e tentamos nos esconder enquanto o céu disparava inúmeros raios avisando sobre a tempestade que estava prestes a acontecer.
Foi aí que me joguei debaixo de uma moita, me pus de joelhos e dei início a primeira reza que me vinha a cabeça. Cada vez que se aproximavam mais, Capeta e Gódi pareciam dar início à nova orquestra de trovões. Abri um olho e vi o combate se tornar praticamente iminente, se por acaso minhas preces não tivessem sido atendidas: - Acho que já foi suficiente a demonstração de testosterona masculina por hoje. Olhei ao meu lado e vi a nossa salvação. Corri para perto dela e ela trocou rapidamente um olhar. Vestida de azul com um manto longo, cabelos negros com uma tiara de rosas azuis e olhar severo, a Senhora do Céu virou-se para o Capeta e ordenou: - Já pra baixo... - Mas... mas... – gaguejou o chifrudo. - Esqueceu que eu detesto repetir as palavras?! – dirigiu ela ao demônio com um ar duro. - Mulheres! Humf! – disse o capeta antes de se desfazer numa fumaça de enxofre. - Você, Gódi, já lá pra cima!! Eu não posso me desviar um segundo e você já corre pra Cidade dos Blogs afim de se divertir!!! – reclamou Nossa Senhora. Eu vi que o Gódi ainda ia tentar rebater a última palavra dela, porém ela olhou-o com tal frieza que apenas restou ao meu amigo curvar os ombros, resmungar algo e desaparecer como uma estrela se apagando. - Obrigado por me avisar a tempo, Coveiro! – disse ela virando-se pra mim. - Sempre a postos para cumprir meu serviço, Senhora! – falei batendo continência de um jeito divertido. - Err... Com licença. Depois disso tudo, eu fiquei com uma dúvida. Eu fui canonizado e vou pro céu? Ou como todo advogado eu vou pro inferno? – falou Aleixo se aproximando de nós com sua pasta nas mãos. - Aleixo, aqueles dois esqueceram de uma coisa importante. O livre arbítrio. Essa decisão de céu e inferno depende só de você... – falou Maria. - Ah, é?! - falou Aleixo retrucando um sorriso feliz. – Então, quer dizer que posso representar os dois lados e... - Não abuse de sua sorte, também... – interrompeu ela flexionando a sobrancelha. – Bom, agora me deixem ir porque têm uma lista enorme de pedidos acumulados nesse fim de semana e... Como uma miragem, a imagem de Nossa Senhora foi sumindo assim como sua voz foi se tornando perdida. Virei para os lados e todo o parque parecia ter retornado a mesma tranqüilidade de antes. Sorri, coloquei as mãos para trás e iniciei uma canção assobiando enquanto passeava pelo parque. Fim
Páginas Negras: Alteregos Neste mundo em que vivemos, não são poucos aqueles que se conectam e deixam de lado seus nomes de batismos como “Sérgios” e “Alessandras” e assumem as identidades que ilustram blogs e diálogos em comunicadores como MSNs. Todavia, muitos desses alteregos acabam escapando do domínio de seus criadores e tornam-se criaturas misteriosas e desconhecidas para muitos. Alguns acabam causando muita confusão como os bizarros que agem apenas para criar o caos copiando parcamente a forma de blogueiros conhecidos. Outros se escondem em curtos nomes para manter o anonimato e, assim despejar declarações de admiração (algumas vezes estranhas). Todavia, existem aqueles que de uma maneira toda especial, acabam criando uma história paralela nos comentários dos Blogs onde se hospedam.
Eu não poderia fazer esse relato numa Páginas Negras sem citar a mais importante figura misteriosa nesse Mundo Virtual, a anônimA. Pelos recantos mais sombrios dos comentários do Laboratório da Doutora, surgiu essa criatura que a todo custo tenta preservar sua identidade, mas não consegue passar desapercebida em suas falas. Aos poucos, a figura da anônimA foi sendo conhecida e como resultado foi gerando crias. A primeira foi a Oculta, que juntamente com ela divide um amor platônico pelo assistente do Laboratório. Depois, se difunde das sombras daquele lugar o Vulto, que de tão escorregadio torna-se imperceptível para os olhos mal treinados. Pulando para o reino dos Messengers, a primeira a romper barreiras e fundar um pequeno núcleo de identidades não tão secretas de heróis mutantes foi a Paola. Numa saudosa atitude de relembrar suas madeixas ruivas, assumiu o papel de Dra. Jean Grey (apesar de originalmente Jean não ter nada de médica nos quadrinhos). Não preciso dizer que logo foram surgindo outros personagens para compor o enredo como Mística, Nightcrawler (Noturno), Tempestade e Rogue (Vampira). Isso chamou tanta atenção que a nossa conhecida mulher-gato veio inspecionar essa repentina ameaça da Marvel perto de seus domínios. Para complementar essa sandice, em meu mais alto estado de loucura, dei vida ao Teletubbie Amarelo Elfíco nos meus momentos de “energização” no MSN (Não, não é um pixacu e nem poker-món, a fantasia é minha e eu digo q ela é o que eu quero). Por longo tempo ele fez sucesso sozinho, mas logo surgiu seu par, a Hello Kitty Vampiresa. Numa estranha associação, onde o próprio Coveiro Zé, a Mariam e o Peter foram cúmplices, eles vivem agora felizes para sempre entre uma briga e outra.
Bom, vamos agora deixar de lado o tema principal e dar dois recados. O primeiro é para o Peter Pan. Mantive-me quieto até então porque achei por bem apenas os mais ligados a ele perturbarem sua privacidade, mas aguarde algo meu em breve em seu email. O segundo é que a linda Mariam está participando do http://bbb3.zip.net e estou juntando toda a comunidade para votar nela. O segundo aviso é sobre a nova sessão no cemitério do meu chefe chamada “Terror no zip.net”. Eu li a prévia do primeiro capítulo e dou meu selo de qualidade (Se bem que nem tenho isso). Acho que nossas noites de Domingo vão ser cheias de Bom suspense. Portanto, não percam por nada isso ainda hoje. E por agora é só... Amanhã têm Crossing... Sombras...
Muito tempo atrás, eu conversava com meu amigo Sétimo sobre como reinventar uma nova mitologia, discuntindo se não surgiria nenhum grande boa idéia depois do que foi feito no universo do Senhor dos Anéis ou mesmo de Star Wars. Foi quando eu estalei os meus dedos com uma idéia derivada de outra, onde um os sonhos de cada um dos personagens se fundia criando assim um mundo misto, que mais tarde o meu amigo denominou de “Quimera dos Sonhos”. Neste lugar, nossos sonhos eram realidade e simplesmente cada um de lá era exatamente o que almejava ser. Em oposição a isso tudo, nossos pesadelos também assumiam formas materiais, sendo o maior de nossos problemas. Essa seria uma idéia guardada para alguma história a ser escrita muito mais tarde. Creio que se passou cerca de um ano até eu arriscar a idéia de ter meu próprio Blog e, um mês depois da Lápide estar pronta, eu fiz o meu primeiro Crossing Blogs. À medida que eu começava a dispor os tijolinhos dessas histórias, fui percebendo que esse Mundo dos Blogs era bastante similar com a idéia original da “Quimera dos Sonhos”. Rapidamente, me veio a idéia de colocar claramente esse “princípio” ou “lei” para os personagens. Nas palavras de Electra, “... imagino quão surpreso ficará quando souber do que você é capaz de fazer.”, e assim somos todos heróis, anti-vilões, bruxas, monstros, deuses, viajantes, enfim, aquilo que desejarmos ser. Tentei firmar ainda mais essa idéia durante as seis partes que compuseram a Mini-Saga Olhos Vermelhos, publicada na Lápide nesta última semana. Nela, o personagem do Coveiro que até então se mostrou isento de qualquer dom nos Crossing-Blogs anteriores, desenvolveu por um breve momento os dons de personagens que compõem alguns de seus próprios contos. Essa repentina alteração pode se repetir com qualquer outro personagem que a principio pareça ser tão simples. Todavia, ao dar deste modo os poderes de cada um, eu não previ de antemão até onde iria os seus limites. Exemplificado pelo próprio Sétimo, o personagem de Gódi é de tal forma invunerável que a princípio não deveria surgir ameaça capaz de derrotá-lo. Além do mais, não demoraria muito para que outros blogueiros iniciassem uma briga de egos se auto-titulando “Seres Supremos” ou “Terrores dos Blogueiros”. Confesso que demorei alguns minutos antes de dar a solução para esse problema ao Sétimo, mas logo despejei essa frase “Nem tudo que reluz é ouro”. Sendo mais específico, eu retruquei ao meu amigo “Não é pelo fato de ele ser o Deus dos Blogs, que é o mais poderoso. Quem sabe qual os poderes escondidos dentro de cada um?”. E entramos em consenso rindo. Agora, mais selos:
Crossing-Blogs: Controle Parte 6 da Mini-Saga Olhos Vermelhos Às seis horas, o assistente começou a guardar seu material de trabalho. Impaciente, a Doutora volvia os olhos para seu relógio de pulso, ansiosa a cada movimento do ponteiro. Não demorou muito para que sua agonia tivesse fim e as duas figuras por quem esperava aparecerem na porta da frente. - Hello, Doc! – cumprimentou uma delas, a vampira ruiva que tinha Paola como sendo seu primeiro nome. - Desculpa os dez minutos de atraso, mas a senhora já conhece como é a Tchu pra se arrumar, né? – falou a outra, a deusa morena denominada Rhiannon. - Tudo bem! Tudo bem! – falou a Doutora e logo se virou para o assistente fazendo sinal pra que saísse. – Já tem idéia do motivo desta reunião? - O xis... – adivinhou a vampira. - Acho que vou acabar adotando o título de X-Angels de verdade... – brincou Rhian. - Agora, não é a hora para brincadeira, Rhian. Creio que não fui a única a receber um estranho e-mail avisando-nos o perigo acerca da tal “entidade” que se apossou do Coveiro. - Sim, Doc, também recebemos o email do tal guardiani. – confirmou Rhiannon. – Só que é claro que não vamos entregar meu Mano para esse grupo de pesquisas ocultas, não é? - Obviamente que não. Isso está fora de cogitação. Ainda assim,estou realmente preocupada com as mudanças no Senhor Coveiro. – virou-se a Doutora tirando os óculos e limpando as lentes no jaleco. – Ando me questionando sobre o que exatamente ele é agora. - Como assim, Doc?- estranhou Paola. Os mesmos questionamentos feitos pela Doutora passavam por minha mente naquela noite, assim como acontecia na noite anterior e todas as noites desde o dia em que mudei. Alheio a cor escarlate dos olhos ou das vozes assomando repentinamente a minha mente, me sentia cada vez mais atraído pela noite, sentindo-me recarregado com uma energia anormal. Tornara-me bem mais quieto. Distanciei-me dos demais. Parei até de escrever por um tempo. É tanto que só voltei as páginas de meu diário para contar esses relatos muito tempo depois disso tudo ter ocorrido. Distraído em meus pensamentos, vagava por ruas desertas da Cidade dos Blogs. Com as mãos nos bolsos e cabisbaixo, não era mais que um mero vulto. Minha companhia era nada mais que os gatos e ratos que reinavam nos becos ao redor e aquela seria mais uma noite de paz se eu não tivesse escutado um distante grito adiante. Instigado pela minha curiosidade, aproximei-me sorrateiramente e deparei-me com uma jovem que se debatia nos braços de um mascarado. Mantive-me estranhamente calmo e a minha única reação foi apenas andar lentamente até o bandido e me colocar estagnado com os braços cruzados a sua frente. Surpreendido, ele largou a mulher e puxou uma afiada lâmina em sua defesa.
Na reunião do laboratório, a vampira Paola levantou-se impaciente da cadeira e bateu as mãos na bancada, olhando firme para a Doutora. Rhiannon assustou-se com a reação, mas logo sorriu com o olhar atacado de sua amiga. - Doc, fala logo! Você me deixa impaciente!! – falou a vampira em voz alta. - O que a senhora sabe sobre a transformação do Xis? - Calma, Tchu! Senta aí! – Rhiannon puxou a amiga de volta. - Paola, até onde o Senhor Coveiro te informou, ele adquiriu os poderes da tal entidade representada em um de seus escritos. – disse a Doutora retomando as explicações. – Todavia, nem todas as alterações estão relatadas naquele seu conto, mas sim em outros. Tomemos como exemplo os olhos vermelhos. Eles não estão presentes na história “origem”, mas sim no personagem de uma raposa. O mesmo deve valer para o poder de manipular as sombras, que está numa outra história. Se eu estiver certa, o senhor Coveiro está assumindo um pouco de cada uma de suas criações para si e isso me faz temer por algo. - O que, Doc? – falou Rhiannon erguendo uma sobrancelha. - Se o senhor coveiro está compartilhando os poderes, o que mais será que ele está absorvendo de seus complexos personagens. – falou a Doutora concluindo assim os seus pensamentos naquela noite. Enquanto isso, eu estava prestes a confrontar com as mãos nuas um vil rapaz que tentara minutos atrás se aproveitar de uma garota. Por sorte, eu estava o suficientemente perto para impedir. Esperava que o malfeitor recuasse com minha súbita chegada, todavia era alguém jovem e disposto a obter a qualquer custo sua diversão naquela noite. Sem nada dizer, girou sua faca num golpe rápido e investiu resoluto em minha direção. Diante de tal ato, dei apenas dois passos para trás e assim mantive-me numa parte mais escura da rua. Porém, ao ganhar a penumbra eu sumi completamente e tal foi a surpresa do bandido que simplesmente baixou a guarda e começou a girar o corpo a minha procura, sempre com a faca em riste. Aos poucos, percebi a tensão tomando conta dele. Creio até que poderia sentir a pulsação intensa em seu coração. Seus olhos eram o espelho de seu medo, intensificado pelo meu silêncio e pelo choro cadenciado da jovem mulher. Quando ele estava perto o suficiente de mim, deixei as sombras e o ataquei. Num único movimento meu, agarrei-o pelas costas e puxei-o para a escuridão. Ali, ele não mais teve como gritar e sua ameaça cessou naquela noite. Horas mais tarde, eu estava de volta ao quarto do hotel que aluguei nos últimos dias na Cidade dos Blogs. A cabeça doía bastante e me sentia cansado. Com os pensamentos ainda mal intricados, deitei-me e na manhã do dia seguinte tive a maior das surpresas dos últimos dias. O reflexo no espelho mostrava que a cor de meu olhos voltara o natural. Fim Veja o que ocorreu no dia seguinte lendo o Crossing Blogs Especial
Crossing-Blogs: Dominado Parte 5 da Mini-Saga Olhos Vermelhos
Durante a noite, as ruas tornam-se mais silenciosas na Cidade dos Blogs, as sombras são mais perigosas e nosso coração pulsa mais forte ao andar pelas ruas cercadas por arranha-céus. No alto dos prédios, tinha a sensação de uma deliciosa soberania. Ao mesmo tempo, o topo dos edifícios era meu refúgio, um dos poucos lugares em que eu ainda podia me sentir isolado, como desejava. Passada uma semana desde o fim de meu seqüestro e as repentinas mudanças em meu estado, eu era apenas um vulto naquela cidade. Ouvia os rumores sobre minha procura, mas não deixava traços por onde passava. Por sete dias consegui conviver no anonimato, até que numa noite, senti um olhar às minhas costas. Virei-me numa mistura de raiva e medo e percebi que a vampira italiana camuflava-se na escuridão. Notei que ficou surpresa com a facilidade com que a descobri, apesar de todo o cuidado com que se colocou perto de mim. - Vai ficar aí só me olhando... – falei volvendo os olhos pra ela. - Você não nos procurou. Têm procurado se afastar até... – falou Paola deixando as sombras e permitindo-me que enxergasse suas madeixas sob a luz natural da lua. - Eu não sou uma companhia segura esses dias. – falei secamente e me virei mirando as ruas que ficavam tão pequenas aquela altura. - Porquê?! Se tiver acontecendo alguma coisa...- reclamou a vampira. - Não há nada que você possa fazer, Vamp. – disse de costas. - Quer parar de bancar o durão?! Não custa nada... – a Vampira parou de imediato ao notar que eu pendia a cabeça pra o lado com as mãos cobrindo os olhos. - nous le dominons – repeti as palavras que chacoalhavam em minha mente num dialeto que eu mal dominava e repeti a mesma frase em outra língua. - lo dominiamo... - Que isso!? – Paola recuou absorta. – Você sabe italiano? - Não. Ao menos, não até alguns dias atrás... – falei com os dentes trincados, tentando me controlar. – Só repeti as muitas vozes em minha mente. Torna-se inevitável às vezes. - Que vozes, Coveiro!? – Vamp insistiu e isso deixava minha cabeça ainda mais perturbada. - As vozes do poder antigo... Espíritos muito velhos... – falei tentando me concentrar alheio a toda loucura que passava em minha cabeça. - Espíritos?! Eu li essa história nas primeiras páginas de seu diário... – disse a vampira aproximando-se de mim. – Só que eu pensei que não passasse apenas de uma... história.
- E a princípio era... – falei e suspirei alto. Como explicar que quando desenvolvi esse dom por mim criado, também incorporei a maldição. - Coveiro, explica direitinho o que é essa coisa que... – Paola deteve-se ao se deparar com meu rosto frio e olhos quase em chamas voltando-se para ela. - wir... Legion... wir sind viele. – as vozes saíam subseqüentes de minha boca em outras línguas. - legión... nosotros somos muchos... legione... noi siamo molti - Ai, escuta aqui, Sr. Coiso ou quem quer que seja... o que exatamente você quer, heim?! Porque ta fazendo isso com o Xis!? – indagou a vampira na defensiva. - Vamp... eu... – tentei impedir de ser controlado pelas v |