Bem vindos, viajantes, andarilhos e peregrinos, à estrada escura! Neste caminho, vocês encontrarão muitas das minhas histórias, algumas reais e outras elaboradas, todas elas presentes no meu estimado diário de viagem, a Lápide. Junte-se a jornada e divirtam-se em meio a esses mistérios.
Coveiro ¤X¤




Deste de 1999, a Paranigma vem sendo a logomarca que acompanha o coveiro em suas rotas virtuais. Entre elas, está a Lápide, o blog que comemora seu "Ano dois".

¤ 28-01-2004





Email para Coveiro ¤X¤:
coveirox@hotmail.com



O Portal PARANIGMA engloba sites e blogs no qual o autor criou ou participa. Se desejar adicionar alguns destes links em sua página, mande um email e um codigo será gerado em retorno.
Coveiro ¤X¤

Alguns dos selos:









Escritos Antigos:

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- 01/09/2005 a 30/09/2005
- 01/08/2005 a 31/08/2005
- 01/07/2005 a 31/07/2005
- 01/06/2005 a 30/06/2005
- 01/05/2005 a 31/05/2005
- 01/04/2005 a 30/04/2005
- 01/03/2005 a 31/03/2005
- 01/02/2005 a 28/02/2005
- 01/01/2005 a 31/01/2005
- 01/12/2004 a 31/12/2004
- 01/11/2004 a 30/11/2004
- 01/10/2004 a 31/10/2004
- 01/09/2004 a 30/09/2004
- 01/08/2004 a 31/08/2004
- 01/07/2004 a 31/07/2004
- 01/06/2004 a 30/06/2004
- 01/05/2004 a 31/05/2004
- 01/04/2004 a 30/04/2004
- 01/03/2004 a 31/03/2004
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- 01/01/2004 a 31/01/2004



Outros caminhos nessa estrada:

- As Beatas - by Chris
- A viajante - by Ly
- Bares - by Labell e Illusion
- Bar Code - Louge and Pub
- Cachorrão - by Rex
- Criaturas - Ébano Vs Vigia
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Agradecimentos a Labellaluna® por disponibilizar os MIDIS tocados na Lápide.


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Coveiro ¤X¤
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Páginas Negras: Promessas, Campanhas e Ruivas

 

Acho que eu devo ter algum trauma de vidas passados com promessas. É sempre assim, na hora do desespero eu sempre prometo tudo a pessoa e nem mesmo mensuro se sou realmente capaz de honrar minha palavra ou não. Poderia deixar para trás, mas sou altamente neurótico quanto a isso: promessa feita, promessa cumprida. E um dos meus principais problemas quanto a isso no mundo dos Blogs retrata aos prêmios dados ao visitantes que alcançam os contadores com muitos zeros a direita.

 

Aconteceu tanta coisa nos últimos dias que eu esqueci de anunciar o vencedor do meu prêmio “visitante 3000”. Finalmente, encontro agora a oportunidade. Janaína foi a premiada e como proposto poderia escolher algum blogueiro para receber um Crossing! Depois de alguns dias, ela chegou a uma decisão e resolveu presentear o Renato do http://fora.tedio.zip.net como o mais novo aventureiro a encontrar o Coveiro X em sua jornada no caminho escuro. To achando que esse pupilo da Val vai dar trabalho...  Ah vai...

 

E quando penso que estou salvo das premiações, percebi que alcançei o número “4000”!! E agora?! Eu não prometi nada!!! Crossing de novo, não!!! Felizmente, a vencedora foi minha uma das minhas mais atuantes visitantes, a menina de olhos azuis e cabelos vermelhos, Ruivinha. Entrei em acordo com ela, minha auto-denominada fã, para ter um outro tipo de prêmio legal e menos trabalhoso. Ela aceitou e, então, surgiu o seu pedido. E que pedido estranho!! Mas, vamos a ele... Ruivinha, olha aqui para você!!!

 

Ei, calma!! Calma!! Deixem me explicar!! Ela que pediu uma foto comigo e autografada para colocar no muralzinho dos mal-educados em seu Blog. Portanto, aí está como prometido. Xiiiii... acho que perdi metade de meus visitantes com isso aí!! Fazer o que... ela requisitou, não pude negar... Beijos pra você, menina!! Cumpri mais uma ao menos!!

 

E já que falei de Ruivinha, não posso esquecer da enquete de ontem!! Por gosto da maioria, a vitória da Vampira Paola com cabelo ruivo foi avassaladora. Agora, resta convencer nossa amada blogueira, atual líder da Liga Extraordinária dos Blogueiros, a atender o pedido de todos os seus apaixonados fãs. Como comentei com a Val, tratemos de adotar uma campanha para o retorno da “ruivez” da Vamp a partir de hoje!!

 

Isso mesmo, pessoal!! xXx Clique Aqui xXx e pegue o selo semelhante ao que estou mostrando. Façamos “post”, “fowards”, camisa, bottons e cartazes para que a Vamp volte ao ruivo que amamos. Não vamos desistir!!

 

Bom, acho que já falei demais por hoje! Voltemos ao nosso serviço! Agora, só volto a vê-los no domingo com o começo de um Crossing-Blogs Mitológico, com participação de  Rhiannon e Electra. Quero avisar a todos que não estranhem a falta dos olhos vermelhos no desenho dos Crossing, pois todos esses eventos que serão contados se passaram cronologicamente antes de meu sequestro. Enfim, um ótimo fim-de-semana a todos!!! E um Beijo para as todas as demais ruivas de nosso mundo virtual!!



 Escrito por Coveiro ¤ às 00h21
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A Liga

 

Um dia conversando com a Ly pelo MSN soube da história sobre umas tais de Soldier´s Angels,  um trio de blogueiras que era de “propriedade” única de nosso desenhista-mor, Soldier. Lembro de ter resmungado algo do tipo “o que aquele moleque tem para ter isso” e com isso fiz a Rosely rir. Qual é minha surpresa quando, durante o meu seqüestro, três das minhas mais queridas blogueiras se unem de uma maneira inesperada e criam uma verdadeira irmandade na comunidade com o único intuito de me salvar. Puxa, não podia deixar isso passar em branco. Vou falar aqui das fundadoras da Liga, mas saibam que o Coveiro X agradece a todos os integrantes que realizaram o primeiro Grande Crossing Blogs de nossa comunidade nos últimos dias.

 

Puxa vida!! Posso chamar vocês de X-Angels!? Brincadeira!!

(Clica na imagem para ampliar!!!)

 

 

Rhiannon: Eis minha irmãzinha dos Blogs, sob os grafites de meu  lápis, coloquei-a no traje de heroína a “la psilocke”, uma das minhas musas dos quadrinhos, para combinar com o ar sensual e mistério mágico de nossa blogueira guardiã do Cemitério dos Poetas.

 

Doutora: Eis minha colega da ciência, a qual conheci nos comentários de meu Blog e tive o prazer de ver o seu dom da escrita desabrochar e conquistar a todos. Ousei já dar forma a “ELA” mostrando pseudopodes tão mortíferos quanto o de Venom, conjugado ao ar brilhante de Peter Parker.

 

Vampira Paola: Minha amada Vampirinha com jeitão de detetive, que quase enlouqueceu catando as pistas que o insano Ébano embaralhava. Ela, que já foi o meu modelo de “Mary Jane” para os Crossing-Blogs, resolveu mudar suas madeixas para o negro, ainda assim não perdendo a sua graça.

 

Deixo aqui meu muito obrigado a vocês!! E assim agradeço em separado a cada um...

http://ligaextraordinaria.zip.net não pode parar... E ainda tem mais histórias sobre a reunião depois de meu retorno. Vão correndo lá...

 

Ah! Antes eu queria falar sobre o comentário mais divertido de todos que encontrei na liga!! Toleezinho... “Tudo contadinho e calculado: 29 falas da DOUTORA (27,6%), 38 do ÉBANO (36,2%), 9 dAS BEATAS (8,6%) e 29 da Vampira (27,6%)... É, eu sei, não tenho nada o que fazer! Hahaha... mas tô aqui, para o que der e vier!!! Abraço, pessoal!” Cara, você é demais! Eu não me agüentei aqui quando li isso depois da discussão de Ébano com a Liga!

 

 Putz!! O desenho ta demais, né!! Três mulheres de botar qualquer malfeitor no chão! Só que eu ainda não me conformo com a Vamp de cabelo preto!! Resolvi fazer uma versão ruiva?! xXx Clique AquixXx Ficou bem melhor, não é!? Podem dizer aí no comentário!! Vamos fazer um mutirão!!  Paola, você tem que voltar a ser ruiva!! Isso... todo mundo agora indo para http://vamp.zip.net e pede no comentário lá para a Paola voltar a versão “Mary Jane” de novo.

 



 Escrito por Coveiro ¤ às 00h16
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In Memorian: Contos da Genética

 In Memorian é o nome da sessão que eu pretendo armazenar todas as lembranças interessantes que depois de passadas e, agora, recontadas fazem-me ver como a nossa vida é cheia de diferentes tipos de aventuras. No final, cada pequena coisa que acontece tende a relacionar-se com um evento curioso pelo qual passamos. Assim,acabamos nós tornando bons contadores de história.

 

Foi exatamente no segundo ano de faculdade que eu fui aceito no Laboratório de Genética de Microorganismos e foi ali que eu conheci o meu mais curioso amigo de todos os tempos. Chamo-o de Leo, mas muito depois ele assumiria para todos o apelido de Sétimo. Era impossível eu não ter me afinado com ele. Ambos éramos fissurados em gibis, vidrados em livros de suspense e bons criadores de história. Todavia, só alguns meses depois, fui perceber que Leo tinha um outro “dom” que atrairia meu interesse.

      Repentinamente, notei que diferentes pessoas o procuravam no laboratório e isso chamou-me a atenção. Foi quando descobri que ele realizava pequenas consultas místicas. Não só montava mapas astrais como também lia com destreza as mãos (isso, as duas) e puxava cartas. Mais assustado fiquei quando ele disse que nunca poderia cobrar nada e soube pelos outros que ele era bom, tão bom que ninguém precisava perguntar nada... ele por si só respondia. Bruxo, cigano, esotérico, afinal o que era? Nenhum... ele apenas repetia um conhecimento que lhe foi herdado, algo natural e que ele mesmo às vezes observava com um ar de “caçador”. Sobre esse assunto, ocorreram muitas histórias até um evento me fez pedir para ele parar com tudo, mas não é deste assunto que quero contar aqui. Não nestas linhas de hoje.

            Desde que descobri seu envolvimento com o “paranormal”, eu e Sétimo trocamos muitas idéias e teorias. Foi assim que comecei a ter informações sobre as histórias assombrosas que rondavam o Departamento de Genética. De vultos brancos a barulhos estranhos, tudo foi repassado dele para mim. Chegamos até a divertida brincadeira de culpar o falecido professor-fundador da Genética da UFPE como o suspeito de muitos eventos estranhos que acontecia no laboratório. Eu não esperava para ver pela primeira vez um desses fenômenos ali.

            Foi justamente numa chuvosa manhã de Domingo que me vi obrigado a realizar um trabalho urgente no laboratório. Era muito cedo e o departamento estava vazio. Entrei calmamente arrumando a bancada, o microscópio e comecei a analisar meu trabalho. Algum tempo depois, eu escuto a tranca da porta do laboratório mexer. Viro-me na direção e não vejo ninguém pelo vidro da porta. Vale ressaltar aqui que o vidro ocupava quase toda a porta de tal forma que eu seria capaz de ver a pessoa dos joelhos para cima. Ergui a sobrancelha imaginando se estava enlouquecendo e quando volto a me ocupar com o meu trabalho, escuto novamente a tranca ser mexida. Virei-me e não vejo nada pelo vidro. Engoli seco.

            Não esperei a terceira vez, levantei-me e fui verificar a fechadura. Aparentemente, ela estava sem problemas. Decidido, fui realizar uma excursão rápida em todo o departamento. O clima do lado de fora já não era belo, céu escuro com a chuva caindo sem muito barulho deu um aspecto repugnante aos corredores. Fui espreitando laboratório por laboratório, Genética Animal, Genética Humana, Genética Molecular de parasitas e, por fim, Genética Vegetal. Nada, ninguém, tudo no mesmo sepulcral silêncio.

            Voltei pelo mesmo caminho e recomecei minhas analises no microscópio quando novamente a tranca se mexeu e ainda mais violenta. Pulei na cadeira e joguei meu corpo para trás. Nunca tinha visto algo tão violento antes. Meu coração disparado me pedia para fugir dali, porém sempre fui teimoso. Fui até a porta e passei a chave trancando-a. Voltei para a bancada com um mistura de raiva e temor e mal me concentrei no microscópio, ouvi a porta se esmurrada violentamente. Minha reação foi única me joguei no chão, ficando de joelhos e com os braços juntos em pânico. Quando finalmente abro os olhos e miro o vidro da porta, surgem essas palavras em minha boca:

- Filho de uma puta!

            Lá estava, parado no vidro, com a capa de chuva ensopada, mãos na cintura e com um sorriso de um canto da orelha a outra, Sétimo. Sim, era o meu amigo e colega de laboratório gargalhando divertido ao me ver de joelhos e olhos arregalados diante dele. Ele me pegou naquela, mas teve troco. Ah, teve!

           



 Escrito por Coveiro ¤ às 00h34
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Páginas Negras: Ressurgido das Sombras

 

Creio que, depois de tanto tempo ausente e de tamanha confusão causada por trechos de vídeos cheio de lacunas sobre meu desaparecimento e ressurgimento, eu devo dedicar algumas palavras a meus visitantes da Lápide. Então, assim que me sentei na frente deste computador, tentei relembrar todos os eventos ocorridos e que continuam embaralhados em minha mente.

 

Pouco me lembro do exato momento em que fui capturado. Acordei horas depois com a cabeça dolorida num lugar escuro, fedido e desconhecido até então para mim. As portas foram abertas e, então, Sétimo revelou-se junto não só com “estrelinha” e a “mudinha”, mas tantos outros amigos e amigos de meus amigos que conheci no mundo real. Eles sentaram-se ao meu lado e revelaram-me os planos que tinha em mente, mesmo sabendo que eu me oporia a tais atos. Sétimo mostrou um semblante triste e deu inicio a gravação divulgada naquela quinta-feira.

 

Fui deixado sozinho onde meus lamentos eram meus únicos companheiros. A escuridão começava a me enlouquecer e, com o tempo, o efeito dos medicamentos em meu organismo começavam a desnortear minha mente. Foi quando me vi em meio a visões de criaturas, fantasmas ou qualquer outra entidade que eram inerentes ao meu conhecimento. Corria para os cantos apavorado, chorando angustiado pela insanidade que tomava conta de mim e, então, o silêncio veio.

 

Meu corpo exauriu as forças e  fui tomado pela demência da derrota. Já estava entregue quando ouvi um chiar que me era tão comum quando criança. Pela única fresta que permitia a passagem, vi a figura da coruja Vigia descer farfalhando as asas e vindo até mim. Sim, olhei para o animal e vi que o poder dela, a verdade mesmo na escuridão, seria a minha salvação.

 

Foi através dela que soube da formação da liga e sorri alegremente por ver que realmente meus companheiros de Blog não haviam de desistir, não só de mim, mas também do mundo que criamos. Uma questão, no entanto, abalaria tudo. Um confronto entre dois grupos muito estimados por mim, Blogueiros e Velhos amigos, estava prestes a ocorrer e eu nada poderia fazer. Vigia, a coruja, me alertou que nesse embate não haveria ganhadores e, no final, seria eu aquele que iria mais perder.

 

Questionei a injustiça proposta pelo destino ao me colocar em tal situação, onde os eventos se desenrolariam sem minha participação efetiva. E foi aí que lembrei-me que poderia sim voltar ao jogo, desde que libertasse algo. E assim foi feito. Minha consciência já estava no limiar entre esse e o outro mundo. Posso dizer que só não havia me entregado a morte, por um desejo ávido por voltar a ver a lua, sentir o vento em meu rosto e escutar o cricrilar dos insetos na noite. Fechei os olhos e aceitei a vinda de algo antigo. Renasci.  E vieram os eventos divulgados na madrugada deste Domingo.

 

Sim, houveram conseqüências. Percebo isso a cada momento. Repentinamente, imagens passageiras surgem sem explicação. Pensamentos inerentes a minha pessoa criam vida. Minha visão vê aquilo que não está lá. E estranha energia floresce em mim quando a noite cai. Sim, é magnífico, mas também é assustador. Eu creio ainda que isso tudo seja passageiro e, com o tempo, tudo sumirá. Assim eu espero.



 Escrito por Vigia a mando do Coveiro ¤ às 19h58
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Bastidores de um cárcere

 

Bom, creio que eu deva deixar de lado um pouco das histórias do Coveiro de lado e contar um pouco do que aconteceu nesses dias durante os tais misteriosos eventos de meu “seqüestro”. Tudo começou na segunda-feira quando chega ao laboratório meu amigo Sétimo e a menina que vocês chamam de “Estrelinha” avisando que outros amigos meus estavam para chegar do Ceará e que seria interessante realizarmos algumas reuniões e pequenos passeios pela cidade. Concordei sem muitas delongas, mas então me veio a mente que eu teria que avisar de meu “recesso” repentino no Blog e precisava de uma boa desculpa. Disse-lhes que eu simplesmente não poderia sumir sem qualquer aviso, pois isso assustaria os meus árduos leitores de Crossings e In Memorian. Iriam pensar que algo grave teria acontecido. Foi ai que entreolhamos e resolvemos criar o tal “seqüestro”. 

Coloquei meus dois amigos para escrever as palavras daquela “Páginas Negras Extra Edition” enquanto já me concentrava nos desenhos. Publiquei na madrugada da quinta-feira sem avisar nada a maioria (Claro, afinal, não poderia esconder de Deus) e fui me divertir com o pessoal. Não demorou muito para eu conferir como andavam as visitas e me apavorar (e me emocionar, porque não?) com a criação da Liga Extraórdinária e todas as referencias ao meu sumiço em Blogs Pessoais de meus amigos. Por sinal, Dra e Paola, não só este Coveiro como também Sétimo (que escreve muitíssimo bem ao meu ver) queremos lhes dar os parabéns pelo Blog da Liga. 

Sétimo, então, me aconselhou a dar mais pano para a brincadeira e foi às pressas que criei a “Páginas Negras Extra Edition 2”, que tanto me divertiu. Na sexta, Sétimo me avisa, então, que deixou algumas mensagens para tornar a brincadeira mais divertida. Começaram, então, as trocas de comentários que a principio não faziam mal a ninguém, mas que com o tempo foram piorando... piorando... piorando... até que começou a extrapolar. Tive que apelar para Vigia (visto que o danado do gato não estaria nem aí para isso) para começar a censurar aquelas intrigas. Percebi ali que não ficaria tão ausente do Mundo dos Blogs quanto eu imaginava.

Outro problema surgia, então, se houvesse mesmo um confronto da Liga com Sétimo, um dos lados apareceria, então, como perdedor. Mesmo sabendo que meu amigo não estava nem aí com o fato de bancar o vilão, tinha certeza que “Estrelinha”, “Mudinha” e as demais “vilãs” que não apareceram não estavam a fim de sair “derrotadas” e “humilhadas”, ainda mais depois de algumas farpas trocadas.

Tive que agir antes da Liga e meus Raptores se confrontarem e, então, mais uma vez recorri a Vigia e a uma antiga história, lenda por mim criada, que está lá no meu segundo dia de “post”, nos meus arquivos.

Então, a Lápide voltará ao normal, como era antes... mas também com algo mais...



 Escrito por Vigia a mando do Coveiro ¤ às 19h55
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Páginas Negras – Extra Edition 3

>>>>>>>Iniciando a Transmissão

 

Sétimo: Como assim ele sumiu? é Impossível?! Vasculharam realmente tudo?! Ele não pode ter simplesmente saído desta sala! Eu mensurei cada detalhe: Nenhuma janela, uma única porta de tranca inviolável e única passagem de ar numa altura inalcançável para que ele pudesse ter acesso ao mínimo de ar e luz do sol. Em nenhum momento, ele esteve livre de amarras ou sem o efeito dos calmantes. Eu fiz com que tudo funcionasse como uma sinfonia perfeita na orquestra, nenhum erro. Portanto, não me venha simplesmente dizer que o Coveiro X desapareceu.

 

Estrelinha: Sinto te informar, mas é justamente o que aconteceu. Ontem,  ele parecia estar na mesma alienação de sempre e, hoje, quando abrimos a cela... ela estava vazia. Teria a tal Liga Extraordinária dos Blogueiros agido sem sabermos?

 

Sétimo: Impossível! Os batedores mostraram que eles ainda não tem idéia precisa deste lugar. Ainda assim, caso eles tivessem, mantive um agente infiltrado para que nos adiantasse tudo. Eu estaria sempre um passo a frente. Já havia reservado outros esconderijos onde provavelmente... Um momento... Quem ligou a câmera?

 

Voz profunda...: Hi hi hi hi hi hi...

 

Sétimo: Mas que diabos...

 

Voz profunda...: Salve, Sétimo, meu velho...

 

Sétimo: Ah, não! Essa voz e esse tom eu reconheço... e não gosto nem um pouco. Como você...?

 

 

Voz profunda: Como eu sai daqui? Ora, meu amigo, eu fiz mágica... como sempre costumo dizer. E porque esse espanto, oras. Acha mesmo que manteria o velho Coveiro aqui preso por muito tempo? Quem diria? Estou aqui batendo palmas! Parabéns!! Manteve-me cativo por quanto tempo? quatro dias? Devo estar ficando bobo ou velho. Os dois quem sabe. Não esperava mesmo isso. Eu me afasto por um instante e mal percebo as consequências que foram deixadas para trás. Que feio... EH eh eh eh... Bom, acho que já pode tirar essas ridículas máscaras e parar com a brincadeira de bandido e mocinho.

 

Sétimo: Agora, creio ser impossível, Coveiro. Seus amigos blogueiros já me determinaram como vilão, e agora é o que sou para eles. Quando pensei que eles iriam te esquecer, eles reagiram de maneira inesperada e criaram essa tal "Liga Extraordinária".

 

Coveiro: Ah, claro, como poderia me esquecer. Quantos fazem parte disto uns... uns quinze... vinte? Bom, não podemos fazer com que eles venham aqui em vão, não é? Eles não vão desistir até encontrar o Coveiro de volta. E um Coveiro eles terão. Sabe... amanhã será um dia interessante, bastante interessante...

(As figuras podem ser ampliadas clicando nelas)

 

>>>>>>>>> Fim da Transmissão

 



 Escrito por Vigia a mando do Coveiro ¤ às 00h01
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Páginas Negras – Extra Edition 2

>>>>>>>>>>Início da Transmissão

>>>>>>>>>>Incoming vídeo file...

 

Tape 1 Loading...

Sétimo: Vamos lá, diga seu nome!

Coveiro: Meeee Nooomme? É?

Sétimo: Seu nome, ouviu? Diga quem é você!!

Coveiro: Eu!? Ah... ieeeu?! Eeeeu sou Ébano!!! Éééebano!!

Sétimo: Não, não é Ébano! Ébano é um gato. E você não é um gato!

Coveiro: Nãããão? Aaaah, eeeeu! Então, eeeeu é Vigia!!

Sétimo: Também, não!! Você é o Co... digo, Sérgio! Sérgio Campos, entendeu?!

Coveiro: Aaaah, éééé!! Eeeeu... Eeeeu é Sérgio Campos!?

Sétimo: Sim, é. Agora, diga quem sou. Ei, quer olhar para mim. Para de brincar com as pedras. Quem sou eu?

Coveiro: Uh?! Aaaah, você! Você é a Vaaaaaallllll...

Sétimo: Quem? Que Val, maluco?!

Coveiro: Valllll... prrrimeeeeirraa e úúúúúnica! HAhaHahaHAha...

Sétimo: Não, não tem nenhuma Val, aqui!! Deixa para lá, eu volto depois...

 

Tape 2 Loading...

Sétimo: vamos tentar de novo! E aí, está ao menos me reconhecendo...?

Coveiro: Ssssimmm...

Sétimo: Que ótimo, quem eu sou?

Coveiro: Meeeeu... amigoooo... Meeeelhooorrr amigoooo...

Sétimo: Ah, mesmo?! E como se chama esse seu melhor amigo aqui!?

Coveiro: Crítico.

Sétimo: QUEM?

Coveiro: Crítico-sem-conteúdo... É a BoRbOleTa!!! HAhaHAHahHAha...

Sétimo: Deus meu!! Dê-me paciência! Sabe ao menos quem é você?

Coveiro: Seeeei... Sooou o Pai do Zé, Avôôôô do John, irrrmmãooo do MOcotó... rhiannnnonnnn... e filhooo dooo EEEElllviiiis...

 

Tape 3 Loading...

Sétimo: Estou feliz com seu progresso, Sérgio. Venha cá! Pare de comer esse tijolo! Já disse que faz mal.

Coveiro: Má diiiiigestão...

Sétimo: Isso mesmo, ele dá má digestão! Quero que preste atenção em alguns nomes que vou dizer e diga se reconhece algum deles, entendeu?

Coveiro: Siiiimmmm...

Sétimo: Vamos, lá: Selina, Mariam , Nane, Paola e Leopolda. Reconhece?

Coveiro: Connnhece... É as Spiiiice Girrrls...

Sétimo: Hã!? Não, não exatamente...

Coveiro: Roooougggeeeeeee...?

Sétimo: Esquece!

   

Sétimo: Saudações mais uma vez, amigos virtuais do Coveiro. Como podem ver o processo de restauração do nosso velho Coveiro é lento, penoso, exaustivo para ambos os lados, mas aos poucos seus efeitos têm o esperado sucesso. Apesar de toda a desorientação inicial, não demorará mais que cinco dias para termos nosso velho amigo. Agradeço a preocupação de todos, até mesmo o empenho desta tal liga que se forma contra mim, mas sinto lhes informar que o destino dele é inexorável. O Coveiro X não mais figurara o mundo do Blogs.

 >>>>>>>>>>Fim da Transmissão



 Escrito por Raptores do Coveiro ¤ às 12h47
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Páginas Negras - Extra Edition

 

>>>>>>>>>Iniciando a trasmissão...

 

 

 

Sétimo: Saudações a vocês, que tanto visitam a Lápide! Antes de qualquer coisa, permitam que me apresente: Sou o Sétimo, aquele que o maluco do Coveiro insiste em chamar de “o guia espiritual”. As notícias que trago certamente não serão muito bem recebidas por vocês, mas é meu dever encaminhá-las. Recentemente, tenho observado que o Coveiro está dedicando-se demais aos blogs e ao mundo virtual que cerca esse assunto. Embora tal ato, no começo tenha passado como apenas mais um passa-tempo, notou-se um gradual mudança comportamental, ao longo dos meses, neste rapaz. Isto começou a preocupar amigos, familiares e seres sobrenaturais presentes no mundo espiritual. Desta forma, para bem da sanidade mental do Coveiro (que nunca foi boa é verdade) me vi na obrigação de dar uma cacetada na cabeça dele e trancafiá-lo num calabouço frio, escuro e sem eletricidade. Agora ele permanecerá lá sem luz, sem contatos com o mundo e SEM COMPUTADOR!!! Terá direito apenas a pão e  água até começar a dar sinais de que esteja voltando a se integrar ao mundo normal, esquecendo definitivamente vocês. Espero que minha lavagem cerebr... quer dizer, minha ajuda faça o coveiro recuperar a razão. Acreditem! Isso fará bem a ele.

 

Estrelinha: Chega de monopólio, o Coveiro agora é nosso! Depois que a desbloguização estiver completa, aproveitando a chegada tão esperada de nossas ilustres comparsas do Ceará, nosso amigo Coveiro vai voltar ao que era antes. É isso mesmo! Vamos reunir a galera novamente, os amigos não-virtuais contra atacam. E não pedem resgate!!!! Sinto muito para aqueles que vão sofrer com sua ausência, mas não se preocupem pois cuidaremos direitinho dele quando voltar ao normal:  vamos levá-lo a praia, tomar caldinho à beira mar, comer pizza na casa de nossos amigos... Também discutiremos o que fazer com essa nova Lápide...Bom, não pensamos direito nisso ainda... Mas como prova de que não somos tão malvados, vou permitir que ele deixe aqui suas últimas palavras.

 

 Coveiro X espancado: ...zzxxzzxxx...  “O cabeçudo se ferrou nessa” diria o Ébano. Eu, Raptado?! Isso parece até piada de comentário! ...Schheerrrkkk... Pessoal, como vocês podem ver alguns de meus amigos parecem ter surtado de vez. Não sei o que deu neles para bancarem os enciumados vilões de histórias em quadrinhos e me raptarem. Tinha que ser algo forçado, mesmo. Nunca pensei que isso pudesse acontecer, não depois de ter lutado tanto para outros companheiros não deixarem nossa comunidade. ...zzxxzx...   Mas, não quero ver o desespero em nenhum de vocês. Estou aqui amarrado, impossibilitado, mas vocês não. Gódi, Sel, Zé ...zzxxzzxxx...    Soldier, Mocotó, Nane, Roger, ...zzxxzx... Paola, Maninha Rhian, Dra, Val, Margot, meu neto Legis ...zzxxxx... e todos os demais, quero que escutem bem. Eu não sei quanto tempo ficarei assim, mas enquanto estiver fora quero que continuem firmes ...Schheerrrkkk... deixando essa comunidade viva. Quero encontrá-la ainda mais forte quando eu retornar. , ...zzxxzzxxx...Eu sei que voltarei. Talvez, leve um dia, dois ...Schheerrrkkk...  cinco, não sei ao certo. Só peço que vocês acreditem no meu retorno... eu preciso que vocês acreditem para que eu tenha forças para crer também. Eu ...Schheerrrkkk... Eu ...Schheerrrkkk...  vocês, ouviram? Eu... ...zzxxzzxxx...  ...zzxxzzxxx... 

 

Sétimo: Chega, Coveiro! Agora tome esse comprimido! Vamos... Abra... Ei, desliguem essa câmera!!

 

>>>>>>>>>>Fim da Transmissão!!



 Escrito por Raptores do Coveiro ¤ às 00h13
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In Memorian: Sombras, Sons e Sensações

 In Memorian é o nome da sessão que eu pretendo armazenar todas as lembranças interessantes que depois de passadas e, agora, recontadas fazem-me ver como a nossa vida é cheia de diferentes tipos de aventuras. No final, cada pequena coisa que acontece tende a relacionar-se com um evento curioso pelo qual passamos. Assim,acabamos nós tornando bons contadores de história.

 

Se já não lhes foi introduzido antes, ressalto que um dos meus melhores amigos, aquele que chamo em meus escritos de Júnior ou Socó, é alguém de histórias fantásticas, um prato cheio na época em que eu era um moleque metido a caçador de paranigmas. Entre muitas de suas situações inusitadas, tive a sorte de estar bem perto em algumas. Apesar de "cego" e "surdo" para tais fenômenos, era através de Júnior que pude ter contato com muitas das coisas estranhas que rondavam o ambiente ao meu redor. Estou aqui sentado escrevendo para revelar uma dessas histórias, a que me sinto mais tranqüilo em revelar, sem envolver terceiros ou coisas do passado de sua família.

            Tudo começou quando cheguei tarde da universidade, por volta do meio do ano de 2000. Mal cheguei em casa, lá estava Júnior em minha porta pedindo para que eu fosse até o apartamento vizinho, onde ele morava sozinho na época. Confessei-lhe meu cansaço, mas diante de sua insistência aceitei o minuto de conversa que ele requeria. Junto comigo, acabou indo minha mais velha amiga de infância e atual mamãe de minha afilhada, que chamo carinhosamente de Cau.

            Chegando na sala de seu apartamento, percebi Socó que estava meio desorientado e sem um papo definido. Perguntei-lhe o que houve e ele disse que somente que queria que nós ficássemos ali conversando um pouco com ele. Mesmo com o pé atrás da orelha, não quis ainda saber um porquê. O papo foi se encaminhando meio sem sentido até que coloquei as minhas mãos sobre os olhos e comentei que minha vista vislumbrava "sombras" toda vez que girava os olhos naquele dia. Deixe-me abrir um parênteses aqui para explicar que essas "sombras" são conseqüência de meu problema com fotofobia que parece piorar quando passo de minhas horas de sono ou estou muito cansado. Portanto, algo nada anormal e clinicamente explicável. Todavia, ao relatar isso notei que meu colega entrou em desespero.

            "Não fala isso que eu estou sentindo algo de estranho nessa casa desde ontem." disse-me ele exaltado.

            "Não, mais... isso é problema da minha fotofobia que..." tentei explicar

            " Ontem tinha alguma coisa no meu quarto que não me deixou dormir, Sérgio" falou ele e atiçou minha curiosidade. Como sempre, requeri detalhes.

            Com os olhos brilhando, Socó confessou-me que a noite anterior algo lhe atormentava. Fora uma sensação horrível, escutava alguma zoada no quarto , alguém gruindo perto dele, ora embaixo de sua cama, ora distante, impossível de definir. Vi que ele ficava cada vez mais angustiado ao contar o caso e em poucos minutos eu sabia que ele estava realmente falando sério. Como Socó diz, sou o único fora a irmã dele que consegue separar uma mentira de uma verdade absurda dele. E isso eu percebo no olho. Insisti em mais detalhes e ele adiantou que sua mãe, que também estava dormindo no apartamento no dia, teve a mesma sensação.

            A história foi se desenrolando até que ele chegou na parte da história onde ele afirmou que me chamou até ali não só para conversar, mas porque não queria ficar sozinho lá, não naquela noite. Isso deve ter demorado poucos minutos e no meio da conversa, Cau tremendo de medo confessou:

            "Eu não to me sentindo bem!" disse olhando arregalada para mim.

            "É! Eu estou com a mesma sensação agora" falou Júnior respirando fundo e olhando para mim " a mesma sensação ruim!É como se houvesse alguém mais aqui!"



 Escrito por Coveiro ¤ às 00h13
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Dito isso, Júnior pareceu sentir um arrepio e disparou de olhos esbugalhados até a cozinha, chamando a mim e minha amiga para lá. Cau obedeceu de prontidão, ficando atrás dele, enquanto que eu permaneci lá na sala, parado sem sentir ou entender nada do que estava acontecendo. Eles insistiam para que eu fosse para perto deles, mas teimoso como sempre fui estaquei dizendo que não. Rodei os olhos por toda a sala e não percebia nada além, com exceção das "sombras" de minha vista cansada. Também me perguntava o que fazia da cozinha algo seguro para meu amigo Socó. Talvez, como ele é um cozinheiro nato, seja esse o lugar de maior prazer para ele.

           "Qual foi o quarto onde você dormiu?" Perguntei rispidamente.

            "Sérgio, não vai para lá!" pediu ele.

            "É o da frente, né!?" disse já me dirigindo para lá.

            Disparei para o tal quarto onde ele supostamente ouviu coisas e comecei a revirar roupas, observar debaixo da cama e prestar atenção em qualquer barulho que pude ser associado com um guincho.

            "Não acredito!! Acha que vai encontrar o que um rato?!" disse Socó chegando na porta e olhando-me com certa raiva.

            "Onde exatamente você ouviu o ruído..." fui perguntando mas ele não quis saber.

" Sérgio, eu to sentido aqui! Agora!" disse de supetão.

            Vendo que eu não ia sair dali, ele girou os pés e correu para a cozinha novamente me deixando sozinho ajoelhado no chão. Nessa hora, percebi o quanto estava ansioso pela minha curiosidade pelo "sobrenatural" e havia deixado de lado a preocupação com o bem-estar de meus dois colegas. E,do nada, comecei a fazer algo que raramente fazia naqueles tempos. Fechei os olhos e rezei em silêncio.

            "Você está rezando?!" surge socó de repente com rosto curioso.

"Sim" falei me questionando como ele adivinhou.

            Ele balançou a cabeça desconcertado e sumiu pela porta. Coloquei as mãos no chão e ergui meu corpo. Fui até a cozinha e me deparei com ele começando a cozinhar algo e falando sem parar com minha amiga Cau. O chiado de uma frigideira parecia ter um efeito tranqüilizador para ele. Nesse momento, enquanto eu observava os dois quietos conversando, ouvi um barulho seco vindo do interior do apartamento. Voltei-me assustando mirando o corredor e Socó esticou o pescoço na mesma direção.

            "Você ouviu essa, não ouviu?!" falou ele.

            Voltei-me para os quartos e nada de anormal. Volvi minha cabeça de um canto a outro e nada pude identificar. Foi quando pensei no banheiro e chegando lá deduzi que podia ser a água residual que vez ou outra escapa dos canos. Comentei com Socó e nós dois fomos atestar. Os azulejos do box do chuveiro estavam secos. Fechamos bem a válvula, tiramos a água residual e retornamos. Mal retornamos e o mesmo barulho, corremos para identificar o que era e tudo continuava o mesmo.

            "Viu só!!" brigou Socó comigo.

            A noite continuou até cansarmos nossos corpos naquela noite. Quando finalmente eu e Cau estávamos sonolentos, perguntei a Socó se teria algum problema irmos embora. Ele disse que não, que a casa parecia silenciosa agora. Então, nos despedimos, a porta se fechou e assim encerrou os acontecimentos daquela noite.



 Escrito por Coveiro ¤ às 00h13
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 Crossing-Blogs:  Sete Senhoras e um Segredo

 PARTE 3

 

            Foi a pedido de Belmira, a viúva que nunca casou, que conseguimos convencer cada uma daquelas religiosas senhoras a por em prática um dos mais antigos modos de adivinhação: a comunicação com os mortos. Já estavam todas dispostas na mesa redonda quando eu me aproximei sem fazer muito alarde.

            - Saiba, Senhor Xis, que essa isso contraria meus votos religiosos que desde... – logo protestou Dollores.

            - Senhora Dollores, gostaria de lhe explicar que esse tipo de “prática” já era bastante usado por católicos em toda Europa antes mesmo de o fundador do espiritismo nascer. Não com copos é verdade, mas a base é a mesma.  – falei de tal modo que ela não teve argumento.

            - Então comecemos logo isto. – reclamou a matriarca.

            - Como quiser, Dona Leopolda. – falei com um sorriso seco. – Peço que cada uma pegue nas mãos da pessoa ao seu lado...

            - Eu quero sentar ao lado de você, Xis da titia. – interrompeu Pureza me lançando um olhar efusivo.

            - Err... bem, eu não vou participar diretamente da sessão. – falei já me livrando da situação embaraçosa. – Nunca participo! Sente-se aqui ao lado da Carmela. – disse encaminhando a beata enquanto ela fazia cara feia para a irmã.

            - Pois bem, o processo é simples. Primeiro...  – continuei.

            As beatas seguiram todos os processos que fui explicando, enquanto eu distribuía as cartelas com letras e números na grande mesa onde estavam sentadas. Realizaram as devidas preces que aqui não relatarei por fins lógicos e, por fim, todas colocaram o dedo apontador em cima do copo de vidro emborcado. Passados alguns minutos, percebi a impaciência aumentando entre elas.

            - Sempre demora assim?! – perguntou Himengarda.

            - As vezes, sim. – retruquei - Aguardem!!

            - Talvez, ele prefira falar de outro jeito.  – questionou a Carmela. – Já vi num filme que os espíritos se comunicavam com batidas. Quando ocorria uma batida, era um “sim”. Quando duas, era “não”.

            - Pode ser! – comentou a Pureza e olhou provocadora para a Belmira. – O venerando tinha cara mesmo de que não gostava de escrever.

            - Ou talvez, esse processo só funcione com espíritos desencarnados e por isso... AAAAIIII – gritou a Jupira no meio de sua fala e arregalou os olhos. – Aí, meu Deus! Eu senti!! Senti uma batida no meu joelho!! Será que foi um “sim”??

            - Não sua tonta!! – resmungou Leopolda – Fui eu quem lhe chutou para você deixar de falar tanta besteira.

            Jupira fez cara feia para a matriarca e virou o rosto aborrecida. Não demorou, muito e então o copo começou a deslizar, fazendo todas aproximarem o rosto incrédulas.

            - Deixem ele correr... vamos ver que letras ele vai usar. – falei.

            - É um L! Foi um “L”! – gritou Carmela e continuou a seqüência. – L-E-O-P-O-L-D-A! Leopolda!! Ele falou o nome de Leopolda.

            - Venerando deve ter uma mensagem para ela!! – exaltou-se Jupira.



 Escrito por Coveiro ¤ às 01h59
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            - L-E-O-P-O-L-D-A... – Carmela foi lendo enquanto o copo formava as palavras. – S-U-A-VA-C-A. – Carmela arregalou os olhos. – Caramba! Ele chamou a Leop de Vaca.

            - Vaca é você, sua piranha!! – exaltou-se Leopolda.

            - Que isso, Leop! – Belmira levantou-se da mesa. – Não fale assim com meu amado Venerando. Venerando, meu amor, eu ainda lhe amo, viu?

            - C-A-L-A-B-O-C-A!! – Carmela continuou lendo e não agüentava segurar o sorriso. 

            - Venerando, meu amor, está me mandando calar a boca!? – replicou Belmira.

            - Não é o Venerando!! É a Florência!!! – gritou Leopolda e parecia olhar para alguém no vazio que também segurava o copo.

            - Florência?! Mas onde está o meu amado Venerando?! – choramingou Belmira.

            - V-E-N-E-R-A-N-D-O-N-O-P-O-R-Ã-O!! V-E-N-E-R-A-N-D-O-N-O-P-O-R-Ã-O!! –  Carmela foi repetindo enquanto o copo formava a frase. - V-E-N-E-R-A-N-D-O-N-O-P-O-R-Ã-O!!

            - Segurem esse maldito copo!! – berrou Leopolda desesperada se agarrando com o copo. – E quer calar a boca, Carmela?!

            - O que? Venerando no porão!! Ai, meu Deus!! – gritou Belmira. – Vocês o enterraram lá?

            No meio da confusão, Leopolda puxava o copo de um lado enquanto o espírito que ela diz ser chamado de Florência puxava do outro. As demais beatas assustadas se afastaram da mesa, enquanto que Belmira pulou em cima de Jupira.

            - Me dá essa chave aqui!! – disse a beata agarrando o chaveiro do bolso da irmã mais gorda e disparou pela sala. – Venerando, meu amor?! Já estou indo...

            Belmira destrancou o porão e partiu escada abaixo. Jupira e Pureza tentaram impedi-la, mas não conseguiram chegar a tempo.  Acabaram se esbarrando antes de alcançar a porta e caíram no chão.

            Minutos depois, surge Belmira chorando com várias cartas antigas na mão. Abria cada uma delas e soluçava ainda mais. Havia fotos amareladas entre elas e até pétalas de flores ressecadas.

            - Eu nunca vi essas cartas!! Vocês esconderam tudo de mim!! Ele me amava!! – dito isso Belmira chorou alto e saiu correndo para seu quarto.

            Carmela disparou em seu auxílio enquanto que as outras se entreolhavam ressabiadas. Leopolda se aproximou de mim com a testa franzida, os olhos apertados e, então, disse:

            - Senhor Coveiro X, a chuva já passou! Creio que pode continuar sua viagem agora.

            - Com certeza, senhora! – falei me distanciando até a mochila que deixei encostada numa cadeira. – Acho que já me intrometi demais na vida desta mansão. – E, então, dirigi-me até a porta e parti.

            -  Depois de tudo o que ele aprontou vai deixar ele ir, Leop? – falou Dollores com ira na voz.

            - Sim. O que adianta agora? – falou Leopolda pegando sua gata no chão e se dirigindo até a porta. – Dollores, qual era mesmo o sobrenome que esta escrito no cartão que ele deixou?

            - Campos! Têm escrito “Campos”. – respondeu Dollores.

            Leopolda e Dollores entreolharam-se por longo tempo e só depois fecharam a porta da velha Mansão.

FIM...  POR ENQUANTO...



 Escrito por Coveiro ¤ às 01h57
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Crossing-Blogs:  O Mistério das Beatas

PARTE2

 

Relâmpagos iluminaram a grandiosa sala da Mansão do Arco da Velha e logo em seguida uma série de trovões ribombaram fazendo os telhados tremerem. Lá fora, parecia que um novo dilúvio iniciara, porém creio que eu estava correndo maior perigo ali, dentro da casa. Após todos se recolherem, acabei por um motivo ou outro realizando uma pequena excursão noturna naquela casa cheia de mistérios e suas moradoras ditas beatas ainda mais estranhas. Foi quando vi com meus próprios olhos o quadro da sala de estar se mover e dois minutos depois, escuto uma voz por trás de mim.

            - Fale, senhor Coveiro, o que está bisbilhotando?! – insistiu Dollores

            - Calma, aí, Dolores!! Não fale com ele desse jeito!! Não vê que ele é sonâmbulo?! – falou outra beata que só podia ser a Carmela.

            - Será?! – questionou outra, provavelmente a Pureza.

            Foi, então, a partir da idéia delas que estiquei os braços para frente e com os olhos espremidos comecei a andar como uma múmia pela sala. Buscando o meu melhor dote artístico, fui andando de um canto a outro, ate esbarrar na quina de uma porta.

            - Coitado! Ele é meio cegueta! – falou Carmela se pondo na frente. – Melhor levarmos para o quarto.

            - Ta! Deixa que eu levo!! – falou Pureza.

            - Não seu quarto, sua safada!! O quarto onde ele está hospedado!! – brigou Carmela

            - Shhh... vocês duas, quietas! – falou Dollores.

            - Isso mesmo, Pureza! Sabe que não pode acordar pessoas sonâmbulas!! – falou Carmela

            - Não estou preocupada com ele!! – retrucou Dollores. – Estou preocupada com o tamanho barulho que vocês estão fazendo! Vão acabar acordando a Leopolda!! Vamos, logo... Levem ele lá para cima.

            E assim, Carmela e Pureza me encaminharam pela escada até o andar superior e continuaram me conduzindo pelo corredor. Em dado momento, Pureza passou direto do quarto de hospede e foi em direção ao dela, mas não dei dois passos além e retornei o caminho. Dirigi-me de braços estendidos até meu quarto, entrei e tranquei-o. E assim acabou aquela primeira noite na Mansão das Beatas.

            Manhã seguinte, a chuva torrencial não diminuíra e toda mansão parecia continuar na mesma penumbra anterior. Levantei-me da cama e troquei minhas roupas, voltando a usar o velho traje de viagens. Destravei a porta e fui me encaminhando sorrateiramente não encontrando ninguém. Fui passando pela sala de jantar, quando repentinamente topei com duas das velhas senhoras da mansão. Rapidamente, me coloquei por trás de uma coluna e comecei a observá-las.

            - Você quer ficar quieta!? – resmungou Jupira andando na frente com um passinho apertado.

            - Deixa eu dar uma olhadinha antes, Jupira! – pedia a Pureza logo atrás.

            - Não! Silêncio! Quer que a Bel nos escute? – retrucou a mais gorda das beatas enquanto escolhia em especial uma das chaves de um pesado chaveiro.

            Pureza desistiu de suas reclamações e ficou parada de braços cruzados. Jupira destravou uma estreita porta que ficava embaixo da escadaria e começou a descer uma escadaria que só poderia levar para o porão da Mansão. Alguns minutos depois, lá estava ela de volta batendo o pó das mãos e trancando tudo com o maior cuidado.



 Escrito por Coveiro ¤ às 02h12
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