Bem vindos, viajantes, andarilhos e peregrinos, à estrada escura! Neste caminho, vocês encontrarão muitas das minhas histórias, algumas reais e outras elaboradas, todas elas presentes no meu estimado diário de viagem, a Lápide. Junte-se a jornada e divirtam-se em meio a esses mistérios.
Coveiro ¤X¤




Deste de 1999, a Paranigma vem sendo a logomarca que acompanha o coveiro em suas rotas virtuais. Entre elas, está a Lápide, o blog que comemora seu "Ano dois".

¤ 28-01-2004





Email para Coveiro ¤X¤:
coveirox@hotmail.com



O Portal PARANIGMA engloba sites e blogs no qual o autor criou ou participa. Se desejar adicionar alguns destes links em sua página, mande um email e um codigo será gerado em retorno.
Coveiro ¤X¤

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- 01/02/2005 a 28/02/2005
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Outros caminhos nessa estrada:

- As Beatas - by Chris
- A viajante - by Ly
- Bares - by Labell e Illusion
- Bar Code - Louge and Pub
- Cachorrão - by Rex
- Criaturas - Ébano Vs Vigia
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Agradecimentos a Labellaluna® por disponibilizar os MIDIS tocados na Lápide.


Layout por:

Coveiro ¤X¤
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Papéis e Micos

    Quando você se aventura a transformar a realidade em figuras num papel, na grande maioria das vezes se fixa apenas nos modelos mais comuns e acaba se equivocando em dar certas características ao seu retrato do real. O caso é facilmente observado em muitas concepções artísticas onde os animais são humanizados com direitos a polegares oponíveis e posturas eretas. Tudo é válido, lógico, quando se trata de uma simples cartunização. Contudo, quando se passa para os moldes reais, começa a complicar.
    Quando pela primeira vez tentamos sair do “centrismo” humano nos desenhos, vemos que a diversidade anatômica de todos os demais animais é assustadora e complexa. Assim, até mesmo o mais experiente desenhista de quadrinhos, se vê em apuros diante de seu primeiro esforço em retratar um gato, um porco ou um papagaio. Qualquer um chega a conclusão que terá que voltar ao “abecedário” da anatomia artística toda vez que tentar dar vida a um novo animal diferente no papel. E, mesmo após vários esboços, sempre ficamos um pouco confuso sobre como arquear as pernas de um cavalo ou lagarto. Sem falar nas estranhas anomalias que nos surpreendem vez ou outra, como o elefante que possui mais dois joelhos ao invés do que deveria ser cotovelos.
    Bem, visto um pouco dessa introdução técnica, vem agora o objetivo do texto de hoje, que é um verdadeiro mico. Na verdade, um Sagüi. Para os biólogos, melhor usar o termo Callithrix Jacchus. Se ainda não lhes parece familiar, apresento-lhes o dito cujo em pessoa.

    Em duas situações diferentes, me vi obrigado a de fato dispor um pouco do meu tempo quanto ao desenvolvimento de um concepção artística para esse bichinho. E acreditem, mesmo sendo um pequeno primata, algo que deveria lembrar um pouco mais o ser humano, desenhar sagüi não é fácil.
    O primeiro detalhe é que o rosto não tem a mesma disposição óssea que o homem. O nariz se destaca, mas acaba por se diluir na proeminência da boca. Os membros são longos e fogem completamente a proporção entre braços e antebraços do mesmo modo que entre coxas e pernas. Ainda assim, toda o detalhamento de postura e movimentos de ação divergem de qualquer homem ou mesmo símio similar.
    Detalhes como esses, poderiam passar até facilmente desapercebidos por leitores comuns, mas certamente não seria bem aceitos por olhos mais técnicos. E, muitas vezes, o desenho se direciona exatamente a esse público. Não faz pouco tempo, que meu amigo Sétimo foi escalado para retratar no lápis algumas ações que enquadram características do comportamento dos pequenos Sagüis. Pela sua falta de tempo, restou-me fazer a arte final em cima de seu traço.

Concepção Artística de Sétimo, sob arte final de C.X.

    Sendo ou não ironia do destino, eu estava na mesma época treinando minha mão para essa mesma espécie, mas direcionado a um outro trabalho, um tanto mais leve. Em Engenics, esse capítulo agora lançado, traz a criaturinha caricaturizada chamada de Enge-Um.


Concepção Artística e arte final de C.X.

    Parte Sagüi, parte Morcego, o Enge-um foi uma idéia desenvolvida desde o começo de Engenics, quando eu já pretendia desvincular a noção de que “super” estaria apenas nos três garotos principais da série. Busquei o que seria de mais curioso entre animais tão diferentes e juntei num só, tentando preservar um pouco de cada particularidade. Inevitavelmente, por ser bem mais primata do que quiróptera, ao desenhar o Enge-um sempre terei algumas fotos de pequenos saguizinhos ao lado.

    Bom, então, chega de macaquices na Lápide por hoje!!
     Convido agora vocês para acompanhar o Enge-Um e os demais personagem da série Engenics!!

Em Sombras...

C.X.



 Escrito por Coveiro ¤ às 04h21
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Este não é um dia qualquer...

    Era um meio de novembro, mais de quinze dias após o dia dos mortos. O ano era o penúltimo do velho milênio. Estava naqueles intervalos de aulas em períodos irregulares, graças às greves do início de minha vida acadêmica na universidade. Estava com algum tempo de sobra e muita vontade de escrever algo. Desta vez, no entanto, havia algo de novo. Eu queria escrever para ser lido. Eu estava ansioso para isso.
    Estava já a alguns dias sentado no computador, em passo acelerado. Sabia muito pouco de linguagem html, mas seria o suficiente para montar a página e disponibilizar os textos. Corria de um lado para outro, usava um scanner antigo, buscava depoimentos no bom e velho mIRC, lia com cuidado cada matéria. No final de uma sexta-feira, quando era quase noite, eu finalmente coloquei a página no ar.

      Era dia 19 de Novembro de 1999.
      Neste dia, o nome Paranigma veio pela primeira vez ao mundo virtual.

      Desde então, esse termo, que já foi usado por alguns outros, tem me acompanhado em tudo o que faço. Começou apenas com uma criativa junção de duas palavras referentes ao tema principal da homepage, “Paranormalidade” e “Enigma”, mas depois tornou-se o resumo de minhas histórias... principalmente, A minha história.


    Faz seis anos que lancei aquela velha homepage e a grande verdade é que ela foi o marco para que muito mais tarde, eu estivesse novamente aqui trazendo até vocês todas as sortes de histórias que eu sempre tive vontade de contar... e também de ler. Assim, foram abertas as portas para meninos embaixo de pias, diálogos entre raposas e astronautas, InMemorians, aventuras de Coveiros e até histórias de garotos-heróis com poderes miraculosos.
    Hoje, não tem como não olhar aquele simbolozinho no canto de uma página com um coveirinho apoiado em sua pá sem sentir aquela estranha sensação de orgulho e, junto com ela, a vontade louca de produzir mais e mais.

    Bom, mas hoje, de fato não é um dia qualquer...
    Estamos aqui comemorando um outro grande marco...

 
    De forma um tanto curiosa e sinceramente involuntária, apesar de naquela época eu já ter feito vários esboços para um certo gato preto que muito mais tarde batizei com o nome de Ébano, eu elegi tal bichano como mascote da Paranigma. Assim, quando comemoro o aniversário da Paranigma de seis anos, concomitantemente tenho que fazer uma homenagem merecida ao abusado felino de cor preta.
    Então, se de um lado a Lápide faz as devidas homenagens ao selo Paranigma, creio que nada mais justos de cantarmos um caloroso “Parabéns pra você” ao Ébano. Então, aproveitando a data comemorativa, reservei uma surpresa para o bichano e toda a sua turma. A partir de hoje, vocês podem acompanhar a turma do “Criaturas” na sua nova homepage.

www.criaturas-homepage.cjb.net

   Isso mesmo! Esse é o novo espaço! Seu novo endereço! Site e Blog juntos!
         Entrem, aproveitem e riam bastante!

C X



 Escrito por Coveiro ¤ às 15h29
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Crossing Blogs 007 - Terceira Temporada

Crossing Blogs – Salão de Memórias

    Subterrâneos, Velha Grande Cidade
   É impossível determinar o tempo que se passou desde que finalmente voltaram a minha cela, que vivia eternamente iluminada sob fortes luzes fluorescentes. Certamente, aqueles que me detinham sabiam exatamente como me incapacitar. Quase que completamente cego e impedido de alcançar meus poderes, eu era apenas uma vítima a mercê de meus captores.
   Somente sob a vontade deles, é que finalmente eu me vi livre. A porta se abriu, as fortes lâmpadas cessaram e pude ver os dois jovens que me capturaram se aproximando. O menino que vestia-se como um mago vermelho adiantou-se e me ajudou a levantar. Ainda com a visão debilitada, pude ver a garota do outro lado com os braços cruzados.
   - Nosso líder quer que você veja algumas coisas. – disse ela.
   Tentei focar a visão até ela, ainda um tanto turva, e vi que ela se dirigia ao longo de um escuro corredor. O outro garoto me puxou pelo  braço e foram os dois me guiando por uma série de galerias até deparar-me com uma grande e imensa porta. A garota se adiantou, abrindo as pesadas portas e revelando o imenso salão do outro lado.
   - Oh, céus... – disse atordoado.
   Aos meus olhos, depois de muito tempo, surgia pela primeira vez coisas familiares. As memórias confusas de meu passado se lançavam na minha frente, revelando imagens de uma outra vida e nomes estranhos. Aproximei-me com passos absortos das primeiras vitrines daquele lugar. Ali estavam vestimentas do passado protegidas em vidros contra o desgaste do tempo.
   - Você reconhece isso? – falou a menina com um ar curioso.
   - Rhian... – disse quase absorto, quando o nome me veio a cabeça. Voltei-me para a menina e percebi que suas roupas em muito se pareciam com a toga azul unida a armadura que estava presa ao manequim. – Essa é a armadura era de... minha irmã.
   A menina voltou sua cabeça para o lado e olhou efusivamente para o companheiro. Em seguida, aproximou-se de mim erguendo um rosto impetuoso. Sua mão foi até o vidro e tocou-o com bastante respeito.
   - Nas histórias, Rhiannon foi uma grandiosa guerreira e a última líder dos heróis do passado... antes de todos sumirem. – falou a menina. – Com muita honra, eu tento seguir seus passos.
   Voltei-me para o menina e balancei a cabeça. Parecia estar diante de memórias de um passado que parecia ter acontecido ontem para mim e, na verdade, levou dezenas de anos para aqueles garotos. Segui diante das vitrines procurando outras particularidades.

     Floresta Negra, bem distante dali.
    Ao calor da fogueira, um homem de barba fechada e vestes medievais assava um pedaço de carne de coelho num espeto enquanto assoviava uma canção qualquer. Com um sorriso feliz no rosto, ele virava-se para o seu mais novo companheiro e oferecia um pedaço do seu jantar.
   - Isso está quase cru!!! – falou o que lhe acompanhava.
   - Você até não parece um gato... – reclamou o homem.
   - Vindo de humano da sua estirpe semi-pré-histórica... – respondeu o bichano. - ... posso até considerar elogio, Francesco.
   - É DanteZco... com um Z. – replicou o sujeito e mordeu com gosto a iguaria. – Hmmmm... sangrenta e deliciosa. Tem certeza de que não vai querer, Ébano?
   - Ugh... não... – o gato preto colocou a língua pra fora enojado. – Deixe o meu pedaço no fogo ainda. Quero bem passado! Ah, e onde você guardou o tempero...?
    O homem chamado DanteZco ignorou o gato e continuou a saborear sai carne. Em certo momento, voltou os olhos pro céu e viu que uma lua cheia começava a subir até seu ponto mais alto. Olhou ressentido ao redor e encaminhou-se até uma árvore de tronco grosso que estava perto.
    - O que você está fazendo? – perguntou o gato erguendo a sobrancelha.
    - Uma precaução... – disse DanteZco pegando correntes no chão e dando voltas na árvore.- Só mantenha uma certa distancia essa noite, Ébano. – além de prender-se no tronco, o homem também enfiou os braços em algemas um tanto grandes para seus braços. – Lembre-se que a curiosidade matou o gato.
    - Amigo... – Ébano, sem perder a oportunidade, voltou a provocar. – Você não faz parte daqueles grupos sexuais-sadicos-masoquistas, faz?

   Num grande Salão nos Subterrâneos, Velha Grande Cidade
   Mais uma vez parei diante de novas vitrines e enquanto retinha os olhos sobre aquelas preciosidades guardados do passado. Mais adiante, estava as roupas de outros bruxos de um culto que em minhas memórias se chamava de “Caldeirão”. Mais adiante, a espada e parte de uma armadura de um cavaleiro. Num canto, um violão que pertencera a um poeta Nômade. Aquele museu era o conjunto de todas as histórias de meu passado distante. Mais a frente, eu parei diante de uma outra caixa de vidro com um capacete verde parcialmente rachado.
   - Soldier... – falei quase num sussurro e mais uma vez ouvi os dois meninos cochicharem.
   - Talvez... – disse a menina. – você queira ver uma coisa em particular.
   Segui a jovem até o fundo da sala e lá encontrei fixadas na parede uma série de armas um tanto familiares. Entre todas elas, no entanto, uma se destacava aos meus olhos. Era a pá metálica que parecia ter bordas tão afiadas como uma espada. Ergui a mão levemente para tocá-la mas ela apenas manteve-se livre no ar.
   - É... é essa a pá que usei contra Omega... quando ele...
   Antes que pudesse terminar minhas divagações, aquele salão foi governado novamente pela grave voz que me interrogara dias atrás. Voltei-me para trás e vi o homem de porte austero, olhar profundo e mecha branca na frente dos cabelos aproximar-se.
   - Se você é uma farsa, foi bem treinado, homem. Poucas pessoas tem acesso a essa sala e quase todas elas são meus subordinados. Saber de tais detalhes é ainda uma incógnita para mim. Assim como é uma incógnita como sobreviveu ao deserto e como seu rosto se parece tanto com o dele... – o homem meneou a cabeça. – Eu não entendo...
   - Eu, menos ainda... – falei. – Tão familiar, mas tão diferentes... Quem são vocês?
   - Somos os que sobraram do velho mundo... os que lutam para tê-lo de volta... – respondeu ele. – Meu nome é Christopher Morgan, o líder dos Sobreviventes.

Próximo: Quem são os Sobreviventes? E o qual o mistério de DanteZco?



 Escrito por Coveiro ¤ às 16h27
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