Bem vindos, viajantes, andarilhos e peregrinos, à estrada escura! Neste caminho, vocês encontrarão muitas das minhas histórias, algumas reais e outras elaboradas, todas elas presentes no meu estimado diário de viagem, a Lápide. Junte-se a jornada e divirtam-se em meio a esses mistérios.
Coveiro ¤X¤




Deste de 1999, a Paranigma vem sendo a logomarca que acompanha o coveiro em suas rotas virtuais. Entre elas, está a Lápide, o blog que comemora seu "Ano dois".

¤ 28-01-2004





Email para Coveiro ¤X¤:
coveirox@hotmail.com



O Portal PARANIGMA engloba sites e blogs no qual o autor criou ou participa. Se desejar adicionar alguns destes links em sua página, mande um email e um codigo será gerado em retorno.
Coveiro ¤X¤

Alguns dos selos:









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- 01/06/2005 a 30/06/2005
- 01/05/2005 a 31/05/2005
- 01/04/2005 a 30/04/2005
- 01/03/2005 a 31/03/2005
- 01/02/2005 a 28/02/2005
- 01/01/2005 a 31/01/2005
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- 01/10/2004 a 31/10/2004
- 01/09/2004 a 30/09/2004
- 01/08/2004 a 31/08/2004
- 01/07/2004 a 31/07/2004
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- 01/05/2004 a 31/05/2004
- 01/04/2004 a 30/04/2004
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- 01/01/2004 a 31/01/2004



Outros caminhos nessa estrada:

- As Beatas - by Chris
- A viajante - by Ly
- Bares - by Labell e Illusion
- Bar Code - Louge and Pub
- Cachorrão - by Rex
- Criaturas - Ébano Vs Vigia
- Impressões - by Aleixo
- Erva Venenosa - by Rhian
- Jardim Nada Secreto
- Caminhos de Hecate - by Lua
- Mocotó.Zip.Net
- Pura Lua - by Labell
- Os escolhidos
- Perigo Biológico - by Doc
- Folkblogr - by Enfys
- Professora Cristiane
- Raposa Vira Lata
- Tolee - La vie en Belgique
- Bla Bla Bla - by Paola





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Agradecimentos a Labellaluna® por disponibilizar os MIDIS tocados na Lápide.


Layout por:

Coveiro ¤X¤
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In Memorian:
    Aventuras de calça-curtas

   Eu já estava na faculdade quando pela primeira vez comecei a ler os livros de Mark Twain e neles pude voltar no tempo numa das melhores fases da minha vida. Assim como  Huckleberry Finn e Tom Sawyer, eu ainda tive meus tempos de aventuras em sítio, descobrindo as mínimas coisas a cada viagem para Igarassu. A propriedade era herança de meu avô e não passava de uma terrinha de alguns hectares com três açudes onde ele finalmente podia passar o resto de sua vida pescando. Infelizmente, ele aproveitou muito pouco desse benefício, mas deixou nas mãos de meu pai a chance de poder continuar um plantio de cocos e criar umas cabeças de gado.
   A viagem era relativamente cansativa, mas recompensadora. Todo o Sábado de manhã, meu pai acordava cedo para acompanhá-lo. Isso foi acontecendo até os dez anos, idade a qual ele começou a reclamar pelo fato de eu insistentemente não querer usar um jeans em prol das surradas calças curtas.
    Assim como Tom se unia a Finn, lá eu me juntava com os filhos do caseiro e realizávamos diversas proezas pela propriedade. Diferente do que muitas vezes vejo entre os mais novos, eu tive a experiência de poder correr atrás de garnizés ao mesmo tempo que fugia de alguma galinha choca em defesa de seus ovos. Inventávamos excursões pela mata coletando os mais diversos frutos e nos espreitávamos em moitas para aproximar-nos silenciosamente de sagüis. Atentamente, observei os mateiros tirarem Jacás e cocos dos pés e de modo frustrante vi minha inaptidão em subir em árvores.  Coletava besouros e brincava com os estranhos “embuás”. Enfim, pequenas aventuras com gosto de grandiosas.
    Como Sawyer e Huck, as marotagens por muitas vezes saíam do controle e por vezes acabavam com algumas feridas e escoriações. Por vezes, lembro de coisas estranhas e quando volto a contar nos tempos de hoje, muitos não acreditam. Num destes casos, inclui-se o dia em que assim que ponho os pés na terra do sítio, vejo ao longe duas criaturas do tamanho de um pequeno cão. O pêlo era de um branco encardido e todo arrepiado. Os olhos vermelhos fitavam em transe uma jaca já bem roída da qual se alimentavam. As orelhas eram longas e arrebitadas, girando para os lados.
   - Coelhos? – disse em espanto ao ver a novidade.


   Tão tranqüilamente como sempre fazia com todos os animais, fui até eles pronto para tentar agarrar um deles quando começassem a correr. Todavia, para minha surpresa, ao invés de fugir, um dos coelhos pulou para frente erguendo a cabeça. Parei de imediato com os olhos esbugalhados. Quando fiz menção para dar mais um passo, o coelho que mais parecia ter saído da lata do lixo de um hospício partiu em minha direção. Sem hesitar, disparei no sentido oposto gritando desesperadamente com uma vergonhosa história para contar depois.
    Contudo, langomorfos não foram os únicos animais que atentaram contra minha vida. Numa situação muito pior, eu quase morri pisoteado por dezenas de cascos. Numa das partes do sítio, após um íngreme declive que desembocava nos açudes, eu acabava de voltar de um passeio com meu pai quando decidi por conta própria ir para a casa principal. Fui correndo para a parte superior do terreno quando meus ouvidos captaram tardiamente o som da esposa do caseiro.
    Meu corpo quase gelou quando junto com as sonoras vogais da mulher, ouvi o trotar cada vez mais perto. Em desespero, tentei me afastar aos saltos para longe dali e não faltou muito para que as minguadas cabeças de gado de meu pai não tivessem me atropelado barranco abaixo. Cai de lado já um tanto esfolado, vendo os bovinos mugindo e balançando os chifres enquanto ganhavam o terreno inferior. Com o coração descontrolado, suspirei fundo e me levantei espanando a areia de minha roupa.
   Com essas e outras histórias, eu vou lembrando dos últimos anos de minha infância no velho sítio. Com o tempo, deixei de lado o lugar e meu pai acabou não tendo mais condição de viajar toda semana. Com a cidade de Igarassu crescendo, parte do sítio foi invadida enquanto que outro pedaço ainda se mantém intacto e esquecido, resguardando aquelas memórias de outrora. Por volta dos doze anos, foi-se as traquinagens de criança (ou parte delas), mas o tempo das calças-curtas acabou um tempo antes numa outra inusitada história.
    Lá estava eu numa tarde andando à toa pelo terreno, com minha mais nova aquisição. Já com um pouco de idade, tomei para mim a “peixeira” do caseiro e amarrei a no cinto. A bainha era incompleta e a lâmina um tanto enferrujada ficava exposta. Comparado ao meu tamanho, aquela arma mais parecia uma espada montante balançando rente a minha perna.
    Com um sorriso de orelha a orelha, rondei uns seiscentos metros pela área próxima as plantações de coqueiro quando comecei a sentir minhas pernas pinicarem.  Insistentemente, coçava-as sem parar e quando a agonia parecia insuportável voltei-me para baixo. Meus olhos redobraram de tamanho diante do vermelho do sangue em minha canela e na minha mão. Quando abri a boca, só uma palavra era entendida em meio ao meu grito:
   - Paaaaaaaaaaaiiiii...!!!!
   Desde então, só uso calças compridas... sempre...

Fim

Previsão para Engenics 003: Adiantado para 1/7



 Escrito por Coveiro ¤ às 23h41
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Páginas Negras

         Palavras de novas histórias

    Puxa vida como se passou tanto tempo desde que vim aqui à última vez!!!  Creio que se eu passar o dedo no papel de fundo do Blog, certamente encontraria pó. Não poderia deixar seguir mais um dia sem uma atualização aqui na Lápide! Desde sua criação, este foi o período mais longo entre posts. Algumas pessoas chegaram até mesmo a cogitar que eu fosse despachar esse lugar de vez em prol de minhas novas histórias.

    Não, não ainda.

    Estes últimos dias e, mesmo que alguns não notem, meses até, eu estive ocupado tentando por fim a um ciclo na minha vida e acho que muito em breve estarei de fato concluído esta etapa. Com isso, fui obrigado a deixar minha existência virtual de lado. Mas estou quase de volta e aí poderei com calma contar tudo o que aconteceu nesse meio tempo. Depois do fato passado, vai ser até engraçado criar a “saga real e ilustrada” do Coveiro e seu experimento.

    Sabe que não é má idéia? Hmmm... Aguardem o que vem por aí...

    Enquanto isso, em Engenics, segue como prometido o segundo episódio da série. Tive um dia de atraso, mas acho que foi altamente justificado. Antes, pensei em usar o espaço da Lápide para falar um pouco mais das minhas idéias no projeto, mas como o tempo para isso passou, vou deixar de lado e só falar de Engenics em seu próprio espaço.

    Infelizmente, não dá para se ter um sistema de comentários como eu tinha no blog. O fórum e a sessão de interacter que criei para tentar suprir isso, são complicados para alguns ainda. Portanto, muito do que eu posso saber sobre a opinião das pessoas sobre a nova série vem diretamente de conversas do MSN. Uma delas, por sinal, curiosamente surgiu entre eu e minha amiga nipônica, a Raposa Vira Lata.

   Coveiro: E aí, gostou?
   Raposa: Sim. Só uma coisa. Porque é que o Eric é igual a você só mudando a cor do cabelo para loiro?
   Coveiro: É porque ele é descendente de alemão e eu não.
   Raposa: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...

Piadas a parte, infelizmente, eu não poderei avançar a história num período menor do que os quinze dias entre episódios como alguns vem pedindo. Acho que esse é o tempo certo para mesmo aqueles que demoravam e muito para ler a Lápide, consigam acompanhar a série.

Quanto aos Blogs, eu espero que muito em breve eu possa voltar com atualizações duas vezes por semana como antes na Lápide. O Criaturas também sofrerá uma recauchutada muito em breve e finalmente colocarei os capítulos já prontos de “Criaturas Zero”. O destino da Town já deve estar na mente de muitos, mas espero que isso não simbolize o fim das inter-relações entre comunidades. Quero também estrear o “Espírito do Lobo” na Terra dos Olhinhos Puxados. Outras idéias em mente, mas claro... vamos dar tempo ao tempo.

Coveiro X

No Limiar  entre a Sombra e a Luz.

Junho de 2005



 Escrito por Coveiro ¤ às 12h53
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ATGCGTGACTAGCTAGCTCGCGCGCGCTACAGCATCGCTAGCTCGC...

"Mas então surge a dúvida: poderá a mente do homem, a qual foi, como eu acredito plenamente, desenvolvida a partir da mente de animais inferiores, ser assim acreditada quando ela tira conclusões tão grandiosas?"
Charles Darwin

...ATGCGTGACTAGCTAGCTCGCGCGCGCTACAGCATCGCTAGCTCGC


"Nós vivemos em um mundo cheio da miséria e do ignorancia, e o dever maior de cada um de todos nós é tentar fazer que cada pequeno canto que possamos influenciar se torne um tanto menos miserável e um tanto menos ignorante do que era antes de entrarmos nele."
Thomas Huxley

ATGCGTGACTAGCTAGCTCGCGCGCGCTACAGCATCGCTAGCTCGC...

"As leis da natureza e a contingência histórica devem operar como parceiras iguais na nossa busca pela resposta "o que é a vida?". Pois um antigo profeta uma vez disse (Amos, 3:3): "Caminham duas pessoas juntas sem que antes tenham combinado?".
Stephen Jay Gould

...ATGCGTGACTAGCTAGCTCGCGCGCGCTACAGCATCGCTAGCTCGC

“o mistério da criação sempre foi o maior desafio dos homens. E uma vez engajado nessa jornada cientifica, não há como voltar até compreendermos o real sentido de tudo. E se não há compreensão, devemos construir uma.”
Hans Patrick Ward

ATGCGTGACTAGCTAGCTCGCGCGCGCTACAGCATCGCTAGCTCGC...

Neste primeiro de Junho...

...ATGCGTGACTAGCTAGCTCGCGCGCGCTACAGCATCGCTAGCTCGC

...Começa uma nova jornada quinzenal onde ciência e ficção mais uma vez andarão juntas.

Acompanhe em http://engenics.com.br

ATGCGTGACTAGCTAGCTCGCGCGCGCTACAGCATCGCTAGCTCGC...

A nova série criada por Sérgio Roberto Campos

...ATGCGTGACTAGCTAGCTCGCGCGCGCTACAGCATCGCTAGCTCGC



 Escrito por Coveiro ¤ às 00h40
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