Bem vindos, viajantes, andarilhos e peregrinos, à estrada escura! Neste caminho, vocês encontrarão muitas das minhas histórias, algumas reais e outras elaboradas, todas elas presentes no meu estimado diário de viagem, a Lápide. Junte-se a jornada e divirtam-se em meio a esses mistérios.
Coveiro ¤X¤




Deste de 1999, a Paranigma vem sendo a logomarca que acompanha o coveiro em suas rotas virtuais. Entre elas, está a Lápide, o blog que comemora seu "Ano dois".

¤ 28-01-2004





Email para Coveiro ¤X¤:
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Coveiro ¤X¤

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Outros caminhos nessa estrada:

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Coveiro ¤X¤
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In Memorian: Negócios de Família

    Uma das coisas que mais estranho até hoje é como as pessoas costumam conhecer tão pouco suas origens. Se eu paro para perguntar para amigos sobre os antepassados, eu dou muita sorte se por acaso eles sabem quem são os seus avôs. Quem dera se sabem os nomes de seus bisavôs. Não sei se esse costume tende a se conservar mais no nordeste ou se é algo próprio da natureza de minha família, mas acabei me tornando um coletor de dados dos “Souza Leão”, mesmo não mais assinando por esse nome. Esse tradicionalismo que preservamos tem os seus lados bons e ruins. E nestes últimos, o que mais certamente pesa é o repentino orgulho exacerbado que por vezes sobe a cabeça e que algumas vezes cria situações constrangedoras e outras, engraçadas.
    A família é grande e de renome, certamente bem conhecida por quem anda por essas bandas. Faz parte da história do lugar e de tão complicada que é sua genealogia, somos divididos por localidade que diretamente está correlacionada com um engenho de origem. Eu vim da parte mais ao sul do Estado, que dominava pelo menos três municípios: Água-Preta, Barreiros e São José da Coroa Grande. Deste ramo, o cerne que vem do meu avô, deu origem a nove filhos e cada um deles gerou em média duas a três crias. Isso me faz ter cerca de vinte primos legítimos e de mesmo grau.


    Uma família tão extensa, de fato, torna raro acontecer reuniões capazes de integrar a todos, mas elas eventualmente acontecem. Já faz algum tempo, mas acabei me lembrando ao folhear um álbum antigo, que uma dessas reuniões aconteceu muito tempo atrás, num grande hotel de Maragogi (AL). Eu deveria ter por volta de uns seis anos e lembro de estar assombrado ao ver tantos “Souza Leão” juntos.
    Foi a primeira vez que integramos os primos do interior mais afastados com aqueles da capital ou que já estavam em outros estados. Com tantos garotos juntos, não é difícil de imaginar como dominávamos as piscinas, salões de jogos e campos de futebol. E quando uso a palavra “domínio” não estou sendo exagerado de modo algum. A melhor maneira de retratar isso é narrar uma divertida cena no parquinho do hotel.
    Tínhamos acabado de jantar, quando retornamos para os brinquedos e íamos nos reunir na casinha de madeira que tinha um escorregador na entrada. Lá, estava um garoto que acabara de se hospedar com uns outros. Veio da minha prima Ellen, sempre determinada, a idéia de “limpar” o lugar.
    - Sai todo mundo que aqui só entra quem é Souza Leão. – disse ela numa modéstia usual.
    - Eu não vou sair. – disse o garoto novato em sua defesa justa, mesmo todos os outros já caído fora.
    - Eu te boto pra fora. – respondeu ela e sem pestanejar lançou o menino do alto direto para o gramado.
    Ela entrou e finalmente chamou os outros para o nosso “quartel-general”. Enquanto começávamos a planejar nossos próximos passos naquela noite, percebemos a sombra de alguém se aproximando. Deduzindo que fosse o garoto, Ellen e mais dois outros primos se colocaram imediatamente para fora.
 Para surpresa de todos, o vulto que se aproximara tinha o dobro do tamanho, o triplo do peso e um rosto muito menos infantil. O sujeito com cara de poucos amigos bateu a mão com força no telhado da casinha de brinquedo e, com aquele garoto agarrado em sua perna, gritou:
    - Quem é da família Souza Leão aqui?
    Nunca antes eu tinha visto aquela casinha lotada de gente se esvaziar tão rápido. Desordenadamente, meus primos se emburacaram por debaixo de moitas, esconderam-se atrás de latas de lixo e pularam muros. Não me lembro como consegui subir tão rápido as escadarias do hotel rumo o corredor do segundo andar e enfiar a cabeça pela varanda a tempo de ver o homem de mãos dadas com o menino andando pelo parquinho e galhofando:
     - Eram esses os “Souza Leão”?
     Olhei para trás e vi mais outros dois primos que haviam me seguido. Com uma risadinha nervosa, ergui os ombros de um jeito desleixado e voltei o olhar para baixo, observando o pai e o filho de mãos dirigindo-se para um passeio na praia.

Fim



 Escrito por Coveiro ¤ às 21h33
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ATGCGTGACTAGCTAGCTCGCGCGCGCTACAGCATC...

A imaginação humana desde os primórdios tendeu a reinventar tudo ao seu redor, das pequenas coisas, dos grandes cenários e demais complexas criações. Sua mente sempre quis ir mais além e colocava o homem mais do que simplesmente homem. Em suas adorações mais antigas, os humanos inventaram divindades com cabeças de lobos, asas de águia ou mesmo chifres de touros. Essa premissa criadora perdurou por centenas de anos, dando vida a fábulas de monstros e lendas de inúmeras deidades. O mundo repentinamente evoluiu para uma nova era e mesmo a fantasia sendo posta de lado, o desejo pelo amalgama forjador de novos seres se manteve entre homens de ciência. Essa sede persistiu na literatura daqueles que conviviam com os primeiros evolucionistas e, hoje, parece estar cada vez mais próxima com o advento da tecnologia molecular.

Muitos prevêem que a criação de novos homens está para acontecer...

...daqui a um passo...

...poucos sabem que ela já aconteceu...

...alguns anos atrás.


Junho 2005

...ATGCGTGACTAGCTAGCTCGCGCGCGCTACAGCATC



 Escrito por Coveiro ¤ às 11h55
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Páginas Negras
   Silencioso como uma tumba

   No final de fevereiro do ano passado, algo que não faz muito tempo no Mundo dos Blogs, o coveiro e viajante deste lugar que por mais de um ano vocês acompanharam resolveu entrar num período indeterminado de sombras, após o fim de uma grande saga que mexeu com todos.

   Aquele certamente seria o fim de toda aquela história, deixando de lado de uma vez por todas os blogueiros como personagens. A Saga havia sido preparada para ser o grande final e daí, o peregrino que vocês conhecem partiria para uma nova estrada. Todavia, motivado pelo pedido de muitos, ele cedeu a pressão e decidiu planejar um segundo ano de aventuras com aqueles e novos personagens.

   Contudo, o silêncio toma conta cada vez mais da Lápide. Os visitantes da estrada escura começaram a se questionar sobre o futuro e talvez seja o tempo para algumas explicações. Então, surgindo de volta por um breve momento de meu exílio umbral, eu retorno para deixar algumas palavras.

   Infelizmente, eu como blogueiro e autor estou tendo meu tempo quase todo tomado por algumas particularidades da minha vida real. Isso acaba por me impedir de planejar aquilo que outrora eu prometi. Por isso, não só a Lápide como o Criaturas também se encontra quase fora do ar (o gato ta sem acesso a Lan House como a Rhian explicou). Todavia, não posso desculpar a falta das histórias apenas com isso. Existe um algo mais.

   Por vezes fico olhando para a tela do computador pensando nas muitas teorias para histórias mirabolantes no mundo dos blogs, mas elas repentinamente começam a se esvaecer. Quem me conhece e quem me lê fora dos Crossing Blogs sabe que eu tenho um estilo bem mais complexo de escrita. Vindo de uma escola que gosta de amarrar tramas e pontas do começo ao fim, me dedicar exclusivamente a um mundo tão imaginário como aquele estava me deixando “manco”. Não que eu renegue aquilo que foi feito nos Crossing Blogs, pois até onde pude avaliar até o momento foi um trabalho de sucesso para os seus objetivos.  E eles já foram alcançados.

   Em 2005, após o reaprendizado que tive em 2004, eu concluí que estava pronto para voltar a escrever como antes e, desta vez, poderia até contar com que parte do material fosse mesmo divulgada e lida por vocês que me acompanharam desde então. Então, é preciso acabar com qualquer previsão para CBs para que eu volte a “andar firme” como antes. Portanto, enquanto estava em sombras decidi que deveria voltar para escrever meus insólitos contos ao mesmo tempo que poderia paralelamente brincar com um texto mais maduro e divulgável para meus amigos. Os Crossings blogs passariam então a ser esporádicos e sem pretensões como um dia foram.

   E, então, o que será da Lápide?

   Bom, por enquanto, sempre voltarei aqui com In Memorians, Páginas Negras, Criarte X e qualquer outra sessão que eu achar divertida para dividir com vocês. A Lápide não vai se acabar, mas ela vai tornar a ser muito mais um blog do autor do que um lugar para histórias.

   Então, surge a segunda questão... E as histórias?

   Sobre isso tenho pouco a dizer. O que vocês sabem é que estou silencioso. E para quem me conhece, sabe que quando estou silencioso é porque estou aprontando. Meu conselho é que aguardem...

       Em Sombras.... Sempre

C.X.

Acompanhe todos os primeiros CBs e a Saga em:



 Escrito por Coveiro ¤ às 19h39
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