Bem vindos, viajantes, andarilhos e peregrinos, à estrada escura! Neste caminho, vocês encontrarão muitas das minhas histórias, algumas reais e outras elaboradas, todas elas presentes no meu estimado diário de viagem, a Lápide. Junte-se a jornada e divirtam-se em meio a esses mistérios.
Coveiro ¤X¤




Deste de 1999, a Paranigma vem sendo a logomarca que acompanha o coveiro em suas rotas virtuais. Entre elas, está a Lápide, o blog que comemora seu "Ano dois".

¤ 28-01-2004





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Coveiro ¤X¤

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Começos e Recomeços
Os Sete Bastidores do Crossing Blogs Saga

Parte 4 – Aquele chamado de Escolhido

“Eu e o Roger acreditamos que entre tantos novatos e experientes, existe um que será especial. Não sabemos o quanto, mas ele será bastante importante. Nós o chamamos de ‘o escolhido’. Desde então, analisamos cada um até encontrá-lo”.
Moderadora Nane, em “Os Moderadores”, CBP#4

   Quando me sentei para fazer a saga pela primeira vez, eu imaginava que temas interessantes eu poderia abordar nessas histórias entre os muitos disponíveis. Entre os que havia selecionado, eu havia separado de lado um em especial: os “Escolhidos”, a lenda que tinha os Moderadores dos Blogs como seus principais guardiões. Sendo esse um tema muito meticuloso a se tratar, eu não gostaria de passar na frente dos autores do blog e determinar quem ou o que é na verdade o “escolhido”. Portanto, o tema seria abordado como um bom pano de fundo, um sustentáculo para criar algumas boas intrigas entre dois personagens da Saga.
    Relembrando ou mesmo recontando a história da “Eleição dos Escolhidos” que ocorreu no blog dos Moderadores para os leitores da Saga, devo voltar no tempo para meados de março de 2004. Naquele momento, os moderadores divulgaram que entre os muitos analisados dele, haveria aquele a ser premiado com o selo “Diamante”, uma espécie de Oscar do Mundo dos Blogs. Esses “campeões” seriam considerados como blogueiros de alto potencial, algo próximo do tão esperado Escolhido o qual eles buscavam. Creio eu que esta tenha sido a maneira deles de alimentar a chama desta lenda.
    Então, veio a primeira eleição e após uma grande disputa acirrada na qual participavam o Coveiro Zé, Val, Mocotó e tantos outros, foi o Blogueiro Soldier que saiu como vencedor. De fato, como sempre digo, o trabalho de “criação” dele em janeiro e fevereiro de 2004 foi mesmo merecedor de um belo prêmio. Alguns meses depois, foi justamente o Coveiro Xis que se viu numa disputa árdua com Selina, Vamp, Electra e as beatas. Pela diferença de um voto, os diários da Lápide levaram o prêmio. E esses foram os únicos “Escolhidos” premiados em 2004.

    “Entre os muitos blogueiros que aqui passam por esta cidade, de tempos em tempos, há uma eleição e dela apenas um é dito como ´o escolhido´. (...) Segundo eu sei, há tempos, os moderadores desta cidade acreditam na vinda de um blogueiro que será conhecido por ser ´o escolhido´ e ele será o responsável por um novo tempo.(...) Ou é mais ou menos isso.
    “ Quantos já foram ´escolhidos´?”
    “ Apenas dois deles. Por alguma explicação que me é inerente, não houve mais eleição para ´escolhidos´.”
O Capeta e Omega, em “Interesses e Motivações”, CBP#9

    O poder potencial dos dois escolhidos obviamente não poderia passar desapercebido pelo grande vilão da Saga. Alguém que desejava reter para si toda energia do Mundo dos Blogs, certamente almejaria começar por dois destes ícones tão aclamados.
    No entanto, há muito mais que um grande acúmulo de poder nos dois “Escolhidos”. Com essa titulação, eu poderia aproveitar muito mais no enredo para novelizar, uma trama paralela à história e ela começou justamente numa brincadeira de MSN.
    Antes de começar a Saga, estávamos eu e o Soldier junto com a Ly conversando distraidamente quando eu comecei a implicar com ele sobre o termo “chefinho” que ela carinhosamente usava com ele. Afinal, sendo eu, um peregrino e ela, uma viajante, nada mais lógico do que essa intimidade ser bem maior comigo. Ainda na brincadeira, começamos a nos utilizar de armas e poderes e disputar assim a atenção da Ly. No final, tudo gerou uma boa idéia para adaptar num futuro não muito distante.
 Por coincidência ou não, eu vi que o personagem do Coveiro Xis e do Soldier ocupavam posições bem opostas no Mundo. Um era conhecido por ser o SOL, enquanto que outro assinava com as SOMBRAS. Amplifiquei isso para os poderes que cada um desenvolveu ali, dando ao Soldado o dom de criar e dar vida momentânea a simulacros feitos a principio de energia verde e brilhante enquanto que o Coveiro retirava suas forças de um mundo vazio, negro e morto.
    Essas disparidades, no entanto só fomentavam algo que era inevitável, dois seres de poderes imensos convivendo num mesmo lugar só podia gerar um luta de egos, mesmo que muito discreta. No caso, tudo teve seu estopim com a morte da viajante em que foi pesado na balança as responsabilidades e capacidades de cada um.

   “Então, se estivesse lá seria diferente? O Grande Soldier teria salvado a vida dela?. Acha então que foi culpa minha, blogueiro? (...) Eu tentei. Supliquei como se vendesse ao demônio a minha alma. Entregaria-me completamente a esta entidade para que eu tivesse a mínima chance de salvar a Ly. Dei tudo de mim. Mas não consegui... era como se a morte dela fosse o preço para ter acesso ao poder. (...) O que ganhei...e o que perdi... não foi escolha minha. Estava além de minhas mãos. – disse me aproximando. – Só que você, talvez, fosse mais capaz, não Soldier?”
Coveiro Xis, em Sol e Sombras, CBP#37

...:::ESTE BASTIDOR CONTINUA LOGO ABAIXO:::...



 Escrito por Coveiro ¤ às 17h48
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    Abrir este rumo na história, me deu margem para tocar no lado mais sombrio de receber o título de “O Escolhido”.  Afinal, ter todo um potencial divino, mas numa mentalidade bem humana, nem sempre são flores. E eu pude apontar ao menos dois pontos cruéis neste tema.
    O primeiro deles refere-se ao peso que se carrega junto com um título, um misto de senso de responsabilidade, dever e esperança depositadas por muitos. Esse é o tema que já é bem batido nas conhecidas histórias do homem-aranha, mas que são bastante similares a qualquer posto superior que se assume, seja o chefe de uma nação, de uma empresa ou mesmo de uma família. No final, mesmo que não seja diretamente cobrado, ter o poder e não conseguir, acaba sendo um dor muito maior do que a que ocorre com os comuns.
    O segundo ponto também pode ser relacionado com pequenos exemplos do mundo real, onde claramente vemos que as facilidades e poderes de um cargo, facilmente corrompem as pessoas. Neste caso, retratei o exemplo com o Coveiro Xis, onde o absoluto poder das Sombras se manifestou de uma forma perigosa, mediado por sentimentos conturbados.  Talvez ainda nem tenha deixado claro no final, mas tentei passar a idéia de que não era a natureza do poder que tornava as atitudes do coveiro erradas, mas sim a grandeza dele.

Se este é o mundo o qual somos aquilo que imaginamos ser, é bom começarmos a ter cuidado com o que desejamos. Temos que tomar cuidado, Soldier, ou nós dois seremos como deuses helênicos que muitas vezes cometem erros. Erros que causam catástrofes, guerras, apocalipses... (...)Não é só o poder da escuridão que corrompe, Soldier. Seja que lado for, Luzes ou Sombras em excesso, nos deixam completamente cegos.
Coveiro Xis, em Legado, CBP#44

    Terminado o terror de Omega, cada escolhido seguiu o seu caminho. De um lado, coloquei o Coveiro Xis seguindo um outro caminho, algo mais solitário, onde ele talvez leve bastante tempo para aprender a conviver com seus novos conhecimentos e o maior controle do poder. De maneira diferente, o Soldier, que por tantas outras vezes já havia desaparecido (Ver Primeiros Crossing Blogs), decidi ficar e se juntar aos demais.
     Assim, mais uma vez esse tema foi empurrado para outra história ou mesmo outro contador. Eu preferi deixar as teorias sobre quem ou o que é a lenda do Escolhido como um mistério seja para mim ou para os moderadores. De fato, se me perguntarem se eu tenho algumas hipóteses, eu vou apenas rir. Sim, tenho e vou guardá-las. Um dia quem sabe, num futuro mais adiante, eu volte a usá-las.

“Segundo uma das histórias deste lugar, há um escolhido entre os blogueiros, Soldier. Por muito tempo, os moderadores vieram procurando-o. Então, um dia eles perceberam que haveria mais de um a receber esse título. Aconteceu uma vez com você e uma vez comigo. E não mais. Mas estive pensando na velha história... Não deveríamos decidir entre nós, qual deverá permanecer?”
Coveiro Xis, em Sol e Sombras, CBP#37

Próximo Bastidor: Mapeando o Virtual



 Escrito por Coveiro ¤ às 17h46
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Páginas Negras:

    Entre Novidades, Homepages e Páscoas...

    Estava olhando um dia desses os arquivos da Lápide e vi que justamente na última Páscoa, eu estava tão cansado e atarefado que eu lembrei das festividades. De ultima hora, no laboratório, fiz uma montagem de um coveiro com olhos profundos e alguns temas com ovos de Páscoa. Bem, passado quase 365 dias depois daquela data, eu me vejo na mesma situação. Mais ocupado com histórias e construção de homepages, ficou bem em cima da hora para fazer algo decente pra cá.

     Sei que ando sumido e a Lápide mostra que a estrada escura está um tanto deserta ultimamente. Isso tudo é reflexo principalmente de um viajante que de fato declarou-se quase uma eterna sombra nos próximos meses. Entendam, no entanto, que é por uma boa causa. Estou cheio de projetos, além daqueles que ocupam a minha vida profissional e alguns deles vocês já devem estar acompanhando a partir de agora.

    Se por um lado a estrada está vazia, a nossa BlogTown restaurada encontrasse movimentadíssima. Lá, além de acompanhar colunas de sete blogueiros, histórias de bastidores, pequenos contos que lembram os Crossing Blogs, estará ocorrendo uma eleição fervorosa. Aconselho que acompanhem os guias eleitorais dos candidatos durante essa semana e que se preparem para que entre o dia 1 a 4 de abril estarão ocorrendo as eleições contando com os votos de todos vocês, Blogueiros, Flogueiros e Internautas que comentam em nossos blogs. 

  Colocando um pouco a cidade de lado, vamos nos concentrar no futuro da Lápide, que depois do seu longo período como uma espécie de Comic-Blog, vive atualmente um recesso de novas histórias. Um recesso que tem seu mérito e está servindo como um período de planejamento. Sim, estamos reservando várias novidades e não apenas vindas de minhas mãos. Curiosos? Bem, desta vez vou dar uma pontinha do que vem por aí...

 Pra começar, eu estive trocando contatos com algumas fontes ocultas, homens e mulheres que não podem ser revelados ao público e que são os principais responsáveis pela existência dos dois mais famosos Moderadores dos Blogs. Graças a eles, chegou a minhas mãos um texto revelador... uma pasta com o nome “Moderadores: a origem”, uma mini-série que ousei meter o bedelho e que deve estar sendo concluída em muito breve.

   Fora isso, temos a introdução de gente nova no pedaço. Assim como ocorreu com os primeiros Crossing Blogs, vamos ter curtas histórias sobre esse novo pessoal. Labelluna, Fox-Lady, Bartender, Cachorrão, Raven, Estrela-Negra e outros mais iniciaram uma serie de prelúdios que desencandearam uma grande Série chamada de “Novos Blogueiros”.


    Outra novidade é a primeira história 100% escrita e desenhada pelo Sétimo, onde poderemos ter a visão de uma pessoa de fora sobre esse personagens fantásticos que iluminaram nosso mundo em 2004. Se tudo der certo, em breve, nosso amigo retornará com uma mini-série mais completa que tem o título provisório de “Soldier: Soldado do Futuro”. Mas como bem diz o título isso é para o futuro... um futuro um tanto distante.

 Por agora, fiquemos com o presente. A Lápide estará concluindo esses Sete Bastidores da Saga , que serão considerados os oficiais e estarão em breve na Homepage. Este fim de semana tive o trabalho não só de atualizá-la definitivamente com todos os CBs já escritos assim como realocá-la em novo endereço. Agora, com mais espaço, estou me animando para fazer uma brincadeira com a descrição de cada personagem. Confiram em breve...

   Bem, bem, não vou me estender mais. Afinal, resolvi escrever essa Páginas Negras para desejar uma Feliz Páscoa a todos. Um eterno desejo de que os dias sejam iluminados. Ah, e nada de fazer piadinhas com coelhinhos de olhos vermelhos nos comentários, heim? Isso eu deixo pro Ébano, no Criaturas.

     Bem, até o decorrer desta semana com mais um Bastidor...

Sombras...



 Escrito por Coveiro ¤ às 01h53
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Começos e Recomeços
Os Sete Bastidores do Crossing Blogs Saga

Parte 3 de 7 – “Virtualizando” Blogueiros Reais

   “Heróis, (...) são para lutas justas, dignas de almas honradas de ambos os lados. São cavaleiros armados de espadas que fazem acordos antecipados sobre regras da batalha. Tac-ta! Para ser um herói, deve-se ter algo de extraordinário por seus feitos guerreiros, seu valor ou sua magnanimidade. Quase um... kak... paladino. No mínimo, é preciso ter quase a alma fictícia dos personagens shakespeareanos. O tempo para heróis morreu.”
 
Sérgio Fictício/Raí, no projeto censurado Delírios".

 

    Ao escrever o primeiro Crossing Blogs, eu novamente me vi engatilhando uma arma muito poderosa que tempos atrás já havia usado numa brincadeira com amigos. Foi exatamente no final de 2002, que construindo um livro com mais cinco colegas, testei a idéia de colocar os próprios autores como personagens principais das aventuras que eles mesmos construíam. É um artifício envolvente que instigava para que cada vez mais debruçássemos sobre as páginas e fizéssemos a história avançar. Por outro lado, essa proximidade com o personagem acabou por escapar do papel e causar estranhas reações nas reais vidas dos autores. Um fenômeno que me fez fechar o livro assim que chegou ao seu final e nunca revelar aqueles quinze capítulos para nenhuma outra pessoa.
    Desta vez, no entanto, eu estava trabalhando com algumas variáveis diferentes. Primeiro, em meados de fevereiro, eu ainda não tinha o contato tão profundo com os blogueiros e tratar com eles, seria para mim algo bem fora do emocional. Segundo, eu estava disposto claramente a separar bem os personagens por eles criados de seus autores. E por fim, eu acreditava que poderia trilhar um caminho melhor portando comigo a experiência desastrosa do primeiro projeto. Assim, eu esperava afastar o velho fantasma de antes, não tornando os seres reais em personagens, mas sim “Virtualizando” Blogueiros.
   A primeira grande problemática era que eu parcamente conhecia o pessoal do Mundo dos Blogs em meados de março, quando de fato os Crossing Blogs ingressaram de vez como uma sessão da Lápide. Tudo o que eu tinha em mãos para me basear eram alguns emails trocados, conversas em comunicadores e, claro, o próprio blog de onde surgiam os personagens.
   Claramente, ainda era um mecanismo decadente, nunca comparado com uma análise que eu poderia fazer com alguns dias de conversa olho a olho, mas serviu perfeitamente. E, de alguma maneira, foi até mais interessante, pois a partir dele eu poderia dar a personalidade virtual do personagem/blogueiro, que nem sempre é a mesma que a pessoa possui longe de um teclado e um monitor.
    Assim, meu primeiro desafio juntou um blog de tons sepulcrais com um blogueiro de poucas palavras usadas em seu ICQ e fez surgir o Coveiro Zé na história “Dois Coveiros e um Cemitério. Era ainda muito cedo para explorar tudo sobre o “amigo de profissão”, mas tive tempo de retornar em tantas outras histórias e enfatizar ainda mais o lado turrão e cabeça-quente de nosso amigo Zé.

"Então, você queria falar comigo? Você é o novo Coveiro!"
Coveiro Zé, em “Dois Coveiros e um Cemitério” (CBP#1)

   Num efeito inesperado, aquela curta história atraiu a vontade de outros blogueiros participarem e tive que bolar meus próprios meios de otimizar esse “processo de virtualização”. Com poucos dados, tive sorte de dar vida a personagens que misturassem de fato o blogueiro real com parte do que ele desejava mostrar-se aqui, neste mundo. Assim, nasceram uma “Moderadora” altamente disciplinada, uma “Vampira” linha dura, um “Mocotó” muito persistente, uma “Rhiannon” sempre brincalhona, uma “Doutora” bem séria e um “Gódi” de humor negro e autoritário. Todos bem próximo do que eles se mostram em conversas ou em nuances deixadas em seus blogs, mesmo que muitas vezes os próprios não concordem com essas características.
    Algumas vezes, no entanto, o processo de “virtualização” se mostrava falível, principalmente devido à falta de dados iniciais no processo. Exemplos risíveis disto podem ser lembrados por aqueles que acompanham desde cedo as histórias, como na primeira versão de “Sob Olhos Observadores” (CBP#3) onde encontrava-se um Roger cabeludo ao invés do nuca raspada que ele tinha na época. Dificuldades semelhantes eu encontrei ao dar continuidade a personagens como o “Observador” e a “Espiã” com quem tive pouco contato e simplesmente desapareceram do Mundo dos Blogs. Outros blogueiros antigos também se foram, mas apegado a essas personagens nunca fui inteiramente capaz de me desfazer deles.
   Outra parte interessante do processo de “Virtualização” era trabalhar com o mágico e o extraordinário dos Blogueiros. Diferente do que acontece com muitas outras comunidades, tive a sorte de estar entre pessoas que se mostravam em seus blogs como bruxas, outros como deuses e alguns outros como super-heróis. E esse pequeno detalhe foi o que me motivou a criar uma grandiosa Saga num futuro não muito distante, assim que apresentasse boa parte dos personagens em Crossing Blogs normais.
   Motivado pelas histórias em quadrinhos que sempre lia, fui em busca de blogueiros que me dessem margem para bons heróis. Alguém que se denominava “Electra” só poderia ser alguém capaz de controlar relâmpagos aos meus olhos. Um sujeito chamado “Soldier” logicamente deveria ser um grande guerreiro. O nome “Peter Pan” só me fazia relembrar o antigo personagem capaz de voar e de tantos outros feitos surpreendentes.
    Já outros Blogueiros, conquistaram seus dons, não devido a seus nomes, mas sim aos seus feitos durante a nossa longa convivência no Mundo dos Blogs. Um exemplo destacável é a “Val”, que sempre tinha a capacidade de estar em primeiro no momento certo. Já o velocista “Renato” era conhecido por ser o acesso mais rápido em publicações recentes de blogs.
    No final, eu tinha personagens demais para uma só Saga e nenhuma idéia de como trabalhar com tanta gente assim. Num enredo com tantos personagens juntos, eu corria o sério risco de me enovelar completamente na trama e, com isso, dispensar até mesmo alguns leitores não blogueiros que vez ou outra adentrassem curiosos na Lápide. Era um desafio que sempre contra-indiquei em escritos e que acabei eu mesmo duelando. No final, após oito meses de história, consegui concluir o trabalho. Olhando para trás, lá estava o mundo composto por vários personagens, todos oriundos de várias mentes. É, eu consegui. Está feito.

Um planeta, por exemplo, poderia ser o composto por pedaços de terras oriundos de diferentes mentes... Oriundos de vários sonhos numa noite qualquer(...) Tudo é parte do desejo de vocês, os Blogueiros, Senhores de seu Mundo”.
Uma voz, provavelmente do Coveiro Xis, em “Senhores de Seu Mundo” (CBS#41).

Próximo Bastidor: Aquele chamado de Escolhido



 Escrito por Coveiro ¤ às 22h31
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Começos e Recomeços
Os Sete Bastidores do Crossing Blogs Saga

Parte 2 de 7 – A teoria Omega

   Somente agora, depois de terminada toda a Saga, eu posso me sentir à vontade para voltar a alguns temas da Saga que se mantiveram nebulosos por um bom tempo. O principal deles refere-se ao grande vilão, chamado Omega, um ser que entrou na história repleto de interrogações e até hoje parece não estar completamente compreendido.
   Quando conversei com Leonardo sobre a criação de uma ameaça que pudesse fazer frente a blogueiros tão poderosos, chegamos à conclusão de que não poderíamos destiná-lo com um único poder. Foi assim que concordamos que o inimigo teria que ser no mínimo alguém de igual para igual, uma contraparte de cada um, alguém que tivesse os mesmos poderes e quem até usasse os de uma maneira mais arrasadora.
   O grande vilão seria então uma espécie de “vampiro” de dons, alguém que pudesse aprender e sugar a energia particular de cada um. Assim, teríamos vampiros, bruxos, deuses e blogueiros de todas as sortes lutando contra si próprios, só que tudo reunido em um só corpo. Essa idéia se encaixou tão perfeita na história que eu ousei ampliar a extensão desta capacidade a um nível não só energético como molecular. E assim a entidade nasceu, com a junção de milhares de partículas de carbono de uma imensa área, que se aglomeraram e queimaram até nascer um corpo humano e adulto completo em menos de seis minutos e vinte e sete segundos, enquanto o sol se punha no Mundo dos Blogs.

   “Supondo que eu esteja correto, tivemos uma pequena fusão nuclear que levou cerca de... seis minutos e vinte e sete segundos.... e consumiu quase mil metros quadrados de densa matéria viva... de tal modo que alterou momentaneamente os pólos magnéticos do Mundo dos Blogs. (...)E uma energia dessa grandeza foi condensada para gerar ou se transformar numa outra forma... (...) Não há nada que gaste tanta energia quanto a vida. Levamos nove meses só para nascermos... anos para nos desenvolver... se fossemos reduzir isso a um tempo tão curto, teríamos que de fato consumir tanta energia assim...”
 Toleezinho, em Ponto de Origem (CBS#18)

   A fusão nuclear é a força motriz das estrelas, nela ocorre a união de elementos gerando um terceiro mais pesado e liberando no processo grande energia. É assim que as estrelas nascem de nuvens de nebulosas compostas de Hidrogênio e Hélio. De maneira semelhante, surgiu Omega, só que o carbono era o átomo primordial, modelado para dar origem a um perfeito corpo humano.
   Ele surgiu inexplicavelmente com esta forma, ainda confuso por ter tomado um corpo mortal e foi rapidamente aprendendo a lidar com ele. Os primeiros passos, o ato de falar, pensamentos, consciência, tudo ainda é muito novo para ele, mas algo pareceu já estar arraigado a sua natureza, como um velho e primário instinto. O vilão possuía uma insaciável fome por aquele mundo.
   Vagando rumo à cidade, Omega deixou um rastro de mortes e uma amostra de sua capacidade de adquirir não só matéria, como também os pensamentos de suas vítimas e poderes fabulosos. Assim, através dessas propriedades de capturar coisas de diversas naturezas, não foi difícil associar Omega a uma outra forma celeste, um buraco negro.
   O Buraco negro é considerado a fase final de uma estrela de grande massa, sendo chamados, inclusive, de sua "morte". Quando todo o hidrogênio de uma estrela é consumido, ela sofre contrações e eleva a temperatura do seu centro, propiciando o início de reações nucleares envolvendo elementos sucessivamente mais pesados. No final desse processo, ocorre uma explosão, denominada supernova. Essa reação pode resultar em um buraco negro se a massa do caroço remanescente da estrela for superior a três sóis.

Esse Bastidor continua logo abaixo...



 Escrito por Coveiro ¤ às 23h50
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    Nessa perspectiva, Omega surgiu não como uma estrela recente, mas sim como uma estrela já morta, passado pelo seu estágio de supernova e agora consumindo tudo ao seu redor. Assim, por onde passava, Omega levava a destruição e a extinção, assim como apregoa o seu título, ele leva ao fim.

“Se Omega de fato copia os poderes de alguma maneira das pessoas que encontra, não corremos o risco de expor a ele alguém tão poderoso quanto o próprio Gódi.”
“(...)Gódi tem poderes infinitos e inacabáveis. Diante da velha questão filosófica em que se propõe um desafio onde Deus crie uma pedra a qual ele próprio não possa erguê-la, nunca houve uma resposta... até o dia de hoje.
Moderador Roger e Coveiro Xis, em “Todo Poderoso” (CBS#16)

    No decorrer da história, percebe-se que não havia limite para a capacidade de Omega . Não houve ferimento que ele fosse incapaz de restaurar e nem poder impossível de ele acumular. As evidências demonstraram que sua grandeza vinham junto com o que absorvia deste Mundo. Restava saber que física regia esse fenômeno.
    Somente com o revelador capítulo de “Senhores de Seu Mundo”, afirmou-se que Omega seria a força negativa ao mundo que foi criado há um ano atrás por Blogueiros. Ele é como o contrapeso que dá margem a já tão conhecida Teoria do Caos. Se houve criação, em algum momento o destino leva a destruição. É por isso que muitas vezes ele é referido como o averso, ou simples o Mal Puro.

    “Ele é o preço que todos pagarão por este tal Mundo dos Blogs. (...) É a “anti-matéria” do Virtual... do Mundo Imaginário... do Sonho. Ele é aquilo que foi criado para contrabalancear... Ele quer consumir tudo o que foi criado até que volte a ser como antes...”
    “E como era antes”
   “Antes era o Nada...”
 Blogueiros e a estranha voz, em “Senhores de Seu Mundo”, (CBS#41).

    Voltando as analogias com os corpos celestes, a grande verdade mostra que no começo, antes de existirem estrelas, planetas e satélites, o nosso universo realmente era um pleno vazio, um grande buraco negro. Somente após uma grande explosão, que desencadearam a formação de buracos negros menores devido às condições de alta temperatura e pressão. Ou seja, o fenômeno do buraco negro, que é ainda uma incógnita para a Ciência contemporânea, estaria na origem do universo.
    Seguindo a mesma corrente da idéia, eu parti então para extrapolar o que se sabe hoje da ciência e criei uma nova teoria para o destino do vilão. A necessidade inexplicável da entidade Omega em destruir o Mundo dos Blogs, acabaria por ser apenas uma etapa de todo um outro grande processo, um retorno ao ponto de origem de um grande ciclo. Como bem disse o meu personagem, “começos que geram fins e fins que geram começos”..
    Nesse meio tempo, eu já sabia que o vilão que criei era impossível de ser derrotado se junto não acabasse o mundo o qual lhe dá todas as forças. De todos os possíveis finais, escolhi que Omega teria que ser levado ao espaço. Lá, sem ter matéria orgânica para sugar, seu corpo pereceria e sem essa estabilidade, toda a grande energia se dissiparia. Seria esse simplesmente o final de Omega, se o meu conselheiro da Saga, Leonardo, não tivesse chamado a atenção para um pequeno ponto. O que acontece quando um buraco negro morre?
    Assim, me veio a idéia de que se a morte de uma estrela gera um buraco negro, então porque não extrapolar que quando um buraco negro sucumbir, há a formação de uma estrela, galáxia ou algo maior. Existem hipóteses de que exista um buraco negro supermassivo no centro de cada galáxia, inclusive da Via Láctea, onde está o planeta Terra. As hipóteses que explicam tal fato são divergentes: uma delas sugere que o buraco negro seria o responsável pela formação das galáxias, devido à sua alta capacidade atrativa.
    Agarrando-me a essa hipótese, eu e Leo decidimos que este seria um final muito mais digno do que eu planejara inicialmente para Omega. Tornando-o uma grande galáxia, eu estaria fechando todo o arco não só sobre a queda de um vilão, mas começando um novo mundo, e nele, quem sabe novos heróis não se ergam para driblar as próprias ameaças.

Próximo Bastidor: “Virtualizando” Blogueiros Reais



 Escrito por Coveiro ¤ às 23h50
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Começos e Recomeços
Os Sete Bastidores do Crossing Blogs Saga

Parte 1 de 7 – O Novo Mundo Nosso

    A idéia primordial em criar essa nova sessão de bastidores da Saga veio em conjunto com algumas conversas que eu tive com meu amigo Leonardo ou mesmo com alguns leitores via MSN. Nesses papos, eu destrinchava muitas curiosidades que vinham paralelas à construção da história. Instigado por alguns, resolvi delinear as melhores teorias e curiosidades que germinavam em minha cabeça e comecei a escrever algumas linhas. Essas linhas cresceram e geraram sete textos que considero os mais importantes para complementar a compreensão da Saga.
    Eu não poderia iniciar esses bastidores de outra maneira que não fosse firmando o chão onde pisamos, definir de uma vez por todas o Mundo dos Blogs. Todo o conceito que eu tenho sobre esse Mundo, que tomou proporções de um universo no final, foi o mesmo desde que eu criei o primeiro Crossing Blogs, mas nunca se tornou muito claro aos olhos de todos. Ou assim acho.
     Muitas vezes chamado de Mundo Virtual por mim mesmo até, alguns poderiam associá-lo a imagem e semelhança da “Matrix”, mas esse foi já de antemão um conceito descartado por mim. Não gostaria de trabalhar com a idéia de ruas, arranha-céus, árvores e rios formados por dados ou programações de uma máquina. De forma nenhuma, queria dizer que os poderes desenvolvidos por alguns seriam “upgrades”. Eu sei que para alguns, falar em “blogs” e “virtual” teria muito mais sentido associar com “linguagem Java” ou “Tags”, mas para mim a grande força estaria não nos “códigos fontes”. Ela estaria na criatividade de cada texto, algo concebido na mente da cada um, bem antes de usar o teclado para formar as frases. Neste mundo, no mundo que eu imaginei, a força estaria na imaginação e não na razão.

 “Você ainda não acredita no que somos capazes de fazer aqui, não é? Já encontrou tantas coisas por aqui... heróis, vilões, vampiros, deuses, bruxos e ainda continua se surpreendendo? (...) Então, imagino quão surpreso ficará quando souber do que você é capaz de fazer.”
Electra, em “o caldeirão” (CBP#17) 

     Através das palavras da Electra numa das primeiras histórias do primeiro semestre de 2004, foi que pela primeira vez introduzi sutilmente o conceito de que a força deste mundo estaria muito mais dentro de nós do que imaginávamos. Claro que tudo isso ainda estava muito obscuro até para mim no começo, mas logo depois o terreno foi se tornando firme.
    Numa pequena amostra de poder, o Coveiro Xis foi capaz de criar um globo de luz, um mero fogo-fátuo no decorrer dos Crossing Blogs. Essa fagulha conquistada após muita concentração, em nada se comparava ao poder fabuloso que surgiu mais tarde quando o mesmo Coveiro estava sob forte pressão. Quando pela primeira vez o coveiro despontou com seu poder das sombras naquele mundo, ele entrou em torpor logo depois e pela primeira vez tivemos a aparição de seus “fantasmas” internos.

Já está mais que na hora de você parar de se esconder, garoto!”
            Virei o rosto e finalmente eu vi dois assustadores olhos vermelhos surgindo na escuridão. Recuei abismado e comecei a perceber que aquele dois olhos começaram a tomar a forma de uma raposa.
“Isso é... é... impossível!” falei apavorado.
            “Não, não é... ao menos não nesse lugar”, falou algo que parecia ter mil vozes e quando me virei estava diante de um astronauta prateado com asas de anjo. “Aqui, o imaginário mostra-se tão firme quanto uma rocha.”
 Coveiro, A Raposa e o Astronauta-anjo, em “Torpor” (CBP#29)

   Assim, foi que pela primeira vez surgiu a tão estranha Raposa no Mundo Virtual e junto com ela não só o Anjo Astronauta como também Apneder, William d´Craw, Ishmael, André Mattaglianni e Douglas, todos até então personagens já criados por mim, em textos bem distantes do Crossing Blogs. Para surpresa do “Criador”, suas “criaturas” pareciam mais vivas que antes. Todavia, houve um despertar e o Coveiro talvez por não lembrar de nada ou por considerar tudo um louco sonho ignorou aqueles eventos. Esse erro por ele cometido, todavia, não passou desapercebido pelos olhares de alguém muito mais próximo dele, mas que porém era um “alienígena” do Mundo dos Blogs.

   “Estou falando de muito mais, Gravedigger. Sabe muito bem que alguma força estranha manifestou-se em você dias atrás e isso me foi alertado por “Elas”! (...) Pensei que depois de tudo, você ao menos iria me procurar, mas parece que resolveu deixar de lado e esquecer. Muito infantil de sua parte (...) Fui instruído que esse Mundo começa a alimentar algo grande dentro de você. As suas mudanças comportamentais já são bastante perceptíveis...”
Sétimo, em “Raptado” (CBP#31)

   Inicialmente tido como um raptor e vilão, a entrada de meu amigo pessoal Sétimo nos Crossing Blogs serviu para dar ainda mais força as idéias da natureza do Mundo Virtual. Agora, estava claro que aquele poder podia ser levados para dois pólos, direções bem opostas, negativas e positivas, bem e mal.
    Assim, Sétimo decidiu me retirar daquele mundo, causando uma comoção geral entre os blogueiros e sendo um dos “post” mais visitados em um único dia de Lápide. Do outro lado de tudo isso, o Coveiro Xis entregue a isolação confrontou mais uma vez os vários fantasmas e tendo ciência de algo mais por detrás das cortinas daquele Mundo.

“Existe uma história antiga sobre Coveiros. Uma que mais parece um conto de fadas. Fala de um homem, um dos mais antigos, que um dia foi admirado por velhos espíritos, pois ele os alimentava. Tornou-se assim um ser poderoso. Alguém que era único entre todos os povos. (...)Quando ele morreu, seu poder foi herdado a um outro jovem. E depois a um outro e assim foi se passando esse dom. Diferentes nomes foram dados em diversas épocas e locais para a criatura que o senhor chama de Coveiro.”
“ Isso... isso é apenas uma história para alguns personagens.”
“Uma história que você criou. (...) É a sua também.”
 Diálogos entre o Coveiro Xis e Douglas, em Fantasmas (CBP#32)

...:::CONTINUA ABAIXO:::...



 Escrito por Coveiro ¤ às 23h32
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    Livre do Cativeiro, o poder desenvolvido pelo Coveiro retornou trazendo consigo marcas destacáveis. Ao menos três características se sobressaíam: Os olhos vermelhos, o poder de manipular sombras ao redor e as estranhas vozes vindas do além. Tudo isso, denotava estranhas mudanças comportamentais, que preocuparam não só o próprio Coveiro, mas seus mais próximos amigos Blogueiros.

“ Obviamente que não. Isso está fora de cogitação. Ainda assim,estou realmente preocupada com as mudanças no Senhor Coveiro. (...) Ando me questionando sobre o que exatamente ele é agora.”
“ Como assim, Doc?”.
(...)
“Paola, até onde o Senhor Coveiro te informou, ele adquiriu os poderes da tal entidade representada em um de seus escritos. (...) Todavia, nem todas as alterações estão relatadas naquele seu conto, mas sim em outros. Tomemos como exemplo os olhos vermelhos. Eles não estão presentes na história “origem”, mas sim no personagem de uma raposa. O mesmo deve valer para o poder de manipular as sombras, que está numa outra história. Se eu estiver certa, o senhor Coveiro está assumindo um pouco de cada uma de suas criações para si e isso me faz temer por algo”.

“O que, Doc?”
“Se o senhor coveiro está compartilhando os poderes, o que mais será que ele está absorvendo de seus complexos personagens”.
Doutora, Rhiannon e Paola, em “Controle” (CBP#36)

    Com essas últimas observações da Doutora na Mini-série Olhos Vermelhos, eu já tinha todas as peças encaixadas nos lugares para justificar o que de fato era o Mundo dos Blogs. Só me restava apenas escolher alguém de fora para narrar como um mero espectador todo aquele “quebra-cabeças” praticamente montado.
    Com o passar do tempo, O Coveiro Xis acabou voltando ao normal, seus olhos tornaram-se mais uma vez castanhos e seu poder pareceu desaparecer em conjunto. Assim, a grande explicação para todas essa história foi deixada para mais tarde, no grandioso evento da Saga.
    Após quarenta capítulos, em “Senhores de seu Mundo”, mais uma vez é abordado o tema sobre a natureza do Mundo dos Blogs e sobre o que de fato os personagens são ali. O grande maestro destas revelações nada mais é do que a Raposa de Olhos Vermelhos, a criatura que em um dos meus primeiros contos se mostra como o avatar da “realidade” e da “verdade”, algo que considero muito apropriado para tocar adiante o tema. Ela ali representa os muitos ao redor.
 
“ Eu sou conhecido por muitos por diferentes nomes... (...) Mas neste lugar, eu sou apenas uma parte... aqui sei que sou apenas um de muitos... Sou consciente do que sou, mas isso não me fez mais fraco...  (...)  Sou apenas uma das vozes, amigo... Uma das muitas..
A Raposa, em “Senhores de Seu Mundo” (CBS#41).

     Selina, Zé, Paola e Sétimo são os escolhidos para adentrar um recanto bem particular do Mundo dos Blogs e travar o provável dialogo mais importante da Saga. Aquele que comprova a real condição da existência de cada um ali.

 “Olhe para si, Paola! Olhe para o que é... (...)  Ser Supremo é como chama, não? A idealização perfeita de uma vampira, aquela que caminha de dia ou de noite, possui tudo o que mais admirou nas velhas histórias, possui mais... pode ser muito mais. (...) Ao seu lado, você convive com dois dos componentes mais interessantes já criados por seus donos. Uma é a bruxa, Senhora de toda uma cidade que com um pensamento foi capaz de destruir, anti-heroína da noite com a agilidade felina e fundadora daquela reunião que chamou a atenção de milhares. O outro é o sujeito que sempre se fissurou nas apavorantes histórias de terror e um dia cogitou que podia fazer parte de uma... uma só dele. Todos vocês são o que desejam ser... Aqui, vocês são como nos seus sonhos.”
 A Raposa, em “Senhores de Seu Mundo” (CBS#41).

 Assim como acontece com o Coveiro Xis, é revelado que todos os outros são igualmente manifestações de personagens criados pelos seus próprios criadores. Essa revelação bombástica se estende não só para os “seres virtuais” daquele mundo, mas sim para qualquer objeto, paisagem, partícula do Mundo.

“Se fossemos capazes de imaginar a criação deste mundo, poderíamos fazê-lo com algo bem similar ao que vemos na mecânica que nós é ensinada no surgimento do universo. Todavia, o composto mais básico não seria simplesmente o hidrogênio físico, mas um hidrogênio do nosso imaginário. Assim, formar-se-iam estrelas e planetas moldados pela irrealidade.  (...) Todavia, poderíamos imaginar uma outra formula para a criação. Um planeta, por exemplo, poderia ser o composto por pedaços de terras oriundos de diferentes mentes... Oriundos de vários sonhos numa noite qualquer. Um pedaço poderia ser uma casa dos sonhos ou um lago perfeito para um encontro e este, por sua vez, estaria imediatamente fusionado com um grande parque de diversões, frutos da imaginação mais pura de uma criança. Tudo é parte do desejo de vocês, os Blogueiros, Senhores de seu Mundo”.
Uma voz, provavelmente do Coveiro Xis, em “Senhores de Seu Mundo” (CBS#41).

    Duas dimensões diferentes se revelaram. Numa estão os verdadeiros blogueiros, que sentados em suas cadeiras em frente a um computador dão vida a histórias que construíram o outro plano de existência, o mundo virtual, onde os personagens nasceram oriundos de várias mentes.
    Após um ano de convivência e inter-relações, a história do Mundo dos Blogs ainda é muito obscura e perdida. Não passa de um muro com tijolos ainda por se colocar. Como bem afirmou a raposa em parte dos textos, as linhas temporais seguem os dois sentidos. Elas continuam criando o passado tanto quanto o futuro. As forças do bem e mal ainda não tem barreiras tão claras e oscilam tanto quanto ocorre o reflexo da dimensão real. Assim, com essas novas leis deste universo, o que virá num possível pós-saga é tão desconhecido aos personagens quanto para seus criadores. A única regra certa é que, neste universo, as fronteiras são facilmente rompidas, elas não tem regras matemáticas, são plenamente guiadas pela indomada imaginação.

FIM
Próximo Bastidor: A Teoria Omega

Ainda em Tempo: Queria deixar uma surpresa para meu amigo Guga, que depois de tanto tempo comemora seu aniversário bem longe de nós. Todo carinho especial dos Remanescentes do Paris.



 Escrito por Coveiro ¤ às 23h32
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In Memorian: As Enormes Voadoras

    Acho que se for contar entre os cosmopolitas, não há espécie de rato ou mosca que ganhe a fama mundial como a Periplaneta americana, mais conhecidas pelo curto nome de barata. É quase certo que todas as pessoas que lerem este mesmo texto tenham suas próprias histórias engraçadas com essas criaturinhas.
    Eu pessoalmente tenho algumas reservadas e posso dizer que até realizei um pequeno estudo pioneiro sobre esses insetos, com meu espírito de biólogo ainda quando criança. Nele, pude concluir dentre muitas coisas que esses seres são mais espertos do que muita gente imagina. Além, é claro de um comportamento vingativo fora do normal. Calma, não riam. Eu vou me explicar.
    Gafanhoto, formiga ou barata, qualquer coisa servia para eu testar a durabilidade de um inseto por diversas armas por mim criadas numa química maluca de casa. Foi num destes experimentos que eu topei com a barata mais determinada da minha vida.
    Já era tarde da noite quando vi a pestinha no banheiro. Corri para a despensa, juntando as armas: Álcool, inseticida e um outro produto de limpeza. Preparei a munição e parti pro ataque. Todavia, diferente de todas as outras vezes, a maldita criaturinha parecia ter uma destreza fenomenal e se esquivou de todos os meus ataques. Foi uma luta de cinco minutos que pareciam horas com o resultado final decepcionante. Fiquei “desarmado” e a baratinha conseguiu fugir.
    Desapontado, fui para o meu quarto finalmente dormir. Lá pelas duas da manhã, algo começa a interromper meu sono. Sinto pequenas patinhas deslizando sobre meu braço e logo associo com a absurda e improvável hipótese. “A maldita!!” eu grito enquanto pulo da cama ligando a luz do quarto.
     Olho para baixo e vejo a “cascudinha” olhando para mim. Apertando os olhos, vou deslizando lentamente a mão pelo chão tentando alcançar meu chinelo. Quando finalmente meus dedos deslizam nele, vejo a peste abrindo as asas em desafio para mim. Por mais insano que parecesse, a maldita criou coragem e arremeteu contra mim. Dando um rasante que mal pude desviar. Corri do quarto tentando controlar os gritos e quando finalmente volto a ter coragem para verificar, não há mais sinal dela. Resmungando, pego meu travesseiro e vou para a sala. Desta vez, ela teve sua vingança.

     Procurando em minha mente por outras histórias igualmente risíveis, acabo me lembrando da divertida situação com um parente. Vindo diretamente de São Paulo, um primo de segundo grau teve uma das suas mais inesperadas experiências com a ordem Blattodea quando veio até Recife. Passada algumas noites em meu apartamento, já pelas tantas da noite, ele parece ter tido seu primeiro encontro com uma Periplaneta americana.
    - Primo, uma barata enorme! – disse ele arregalando os olhos.
    - Ah, é! – disse já me preparando para matar, mas errando o alvo dei chance de fuga a ela.
    - A barata ta voando!!! – gritou ele como doido. – Primo, a barata ta voando!!!
    - E... – olhei para ele sem entender o espanto. – Qual o problema?
    - As baratas daqui voam? – admirou-se ele.
    - Claro, ué? – falei ainda mais surpreso. – As paulista por acaso não voam?
    Bem, ele não soube me responder ao certo e eu fiquei na dúvida se meu primo, que na época tinha uns dezesseis anos, era um sujeito com pouca experiência no submundo ou se de fato as baratas do sudeste eram mais preguiçosas que as nordestinas. O fato é que desde desse dia percebi uma certa inquietude vindo deste meu primo, principalmente à noite quando os pequenos seres pareciam ter mais coragem de sair dos esgotos.
    Passado algum tempo, em outras férias que esse mesmo primo retornou para cá a fim de brincar o carnaval, quis o destino que um evento muito engraçado acontecesse entre nós dois. Já era alta madrugada quando eu, como sempre irrequieto, abro os braços me espreguiçando, e sem perceber eu acabo resvalando a ponta dos dedos bem no nariz do meu primo que dormia na cama do lado.
    O resultado disso não podia ser outro. Meu primo estapeia a minha mão e eu abro os olhos assustado. Viro-me pro lado e vejo ele se erguendo depressa para acender a luz. Nessa hora, eu já imaginava o que acontecia em sua cabeça. Cubro o rosto, sufoco o sorriso e finjo dormir. Ele, por outro lado, liga a luz do quarto e, armado com seu chinelo, começa a caçar ao redor a “pseudo-barata”. Intranqüilo, ele fica sobre alerta praticamente todo o resto da noite enquanto que eu me contorcia por dentro tentando não gargalhar.
    Manhã seguinte, enquanto ele narrava toda a aventura da madrugada para a minha mãe durante o café, eu não pude me conter e falei rindo toda a história. E semanas depois, ele voltava para sua terrinha mais ao sul, com um pavor ainda maior de insetos.

Fim



 Escrito por Coveiro ¤ às 23h14
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Páginas Negras - Decisões

    Lembram daquela velha sensação de se ter concluído um imenso trabalho em sua vida e depois você não ter idéia do que fazer? Pois é, isso é mais ou menos como eu me sinto após ter finalizado a história dos Blogueiros contra o Omega. Como bem disse Leonardo, o conhecido Sétimo, eu sofreria de “Ressaca Pós-Saga” no fim. E tenham idéia de que isso dá uma baita dor de cabeça...

    Nem cheguei ao epílogo, mal terminando o capítulo final, fui atacado por uma matilha de pessoas preocupadas com o futuro da Lápide. Todos com medo de que eu, assim como os demais, também “seguissem adiante”. De fato, foi um temor com razão. Eu pensei na minha programação original em acabar a Lápide no dia de seu primeiro aniversário, quando já teria terminado a Saga. Todavia, os atrasos me impediram de ter o capítulo final ainda em janeiro e, em parte, isso me deu o tempo de parar e cogitar uma possível mudança de atitude.

    Conversando com uns e outros, assenti que não vou parar de escrever, pois isso é tão essencial a mim quanto são as necessidades diárias. A grande questão é continuar ou não com os Crossing Blogs, que tanto tomam meu tempo. Por causa deles, passei seis meses sem poder brincar com outros personagens, os quais brigaram em minha cabeça assim como coloquei numa associação muito complicada na própria Saga. Por outro lado, ainda me anima muito mexer com “liga de blogueiros” que tanto restaurou minha alma juvenil de desenhista. Confesso ter passado por um dilema cruel.

   Terminada a Saga, chegou então o momento da decisão. Eu não mais cogitava o fim do blog. A Lápide, portanto, persistirá no mesmo lugar com os In Memorians, Páginas Negras e até aquela pequena sessão que nomeei de Criarte X. Também estou preparando uma espécie de Bastidores Especial explicando alguns detalhes interessantes a serem discutidos num Pós-Saga. Tudo isso continuará normalmente, um pouco menos veemente nesse mês de março e começo de abril que será como uma “meia-férias-bloguísticas” para o Coveiro Xis.

    Mas é claro que a maioria ainda se encontra incomodada e louca para saber do destino das histórias e não vou terminar esse texto sem uma definição sobre isso. Pois bem, eu deveria fazer um discurso agora, não? “Para bem de todos e felicidade geral da nação...” continuarei com os Crossing Blogs. Que puxa!!! Porque será que tenha a impressão de que ainda me arrependerei disto... AHaHAHha...

    Bom, assim que soltarem os fogos e serpentinas, deixem-me adverti-los que não poderei fazer os CBs no mesmo ritmo de antes. Ao menos, não nos próximos meses. Para resguardar meu santo juízo, estarei apenas publicando todo um arco de histórias assim que estiver com ele todo escrito. Quero evitar prazos e correrias, fazer as coisas com calma e mais gosto. E assim será.

   Por fim, antes de terminar essa Páginas Negras, quero convidá-los a visitar a reconstrução de nossa cidade, BlogTown. Acho que agora poderei contribuir muito mais para lá. Ah, o Vigia também me alertou sobre uma votação no Criaturas e se a história escolhida for uma que conheço bem, garanto diversão total. Também soube que o Laboratório da Doutora foi invadido. Enfim, tem muita coisa a se olhar ao redor...

 Bem, alguns questionam por onde anda o Coveiro Xis depois da luta contra Omega... Essa resposta nem eu sei, mas creio que num momento, não muito longe do agora... teremos notícias do peregrino...

Sombras



 Escrito por Coveiro ¤ às 00h08
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