Bem vindos, viajantes, andarilhos e peregrinos, à estrada escura! Neste caminho, vocês encontrarão muitas das minhas histórias, algumas reais e outras elaboradas, todas elas presentes no meu estimado diário de viagem, a Lápide. Junte-se a jornada e divirtam-se em meio a esses mistérios.
Coveiro ¤X¤




Deste de 1999, a Paranigma vem sendo a logomarca que acompanha o coveiro em suas rotas virtuais. Entre elas, está a Lápide, o blog que comemora seu "Ano dois".

¤ 28-01-2004





Email para Coveiro ¤X¤:
coveirox@hotmail.com



O Portal PARANIGMA engloba sites e blogs no qual o autor criou ou participa. Se desejar adicionar alguns destes links em sua página, mande um email e um codigo será gerado em retorno.
Coveiro ¤X¤

Alguns dos selos:









Escritos Antigos:

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- 01/09/2005 a 30/09/2005
- 01/08/2005 a 31/08/2005
- 01/07/2005 a 31/07/2005
- 01/06/2005 a 30/06/2005
- 01/05/2005 a 31/05/2005
- 01/04/2005 a 30/04/2005
- 01/03/2005 a 31/03/2005
- 01/02/2005 a 28/02/2005
- 01/01/2005 a 31/01/2005
- 01/12/2004 a 31/12/2004
- 01/11/2004 a 30/11/2004
- 01/10/2004 a 31/10/2004
- 01/09/2004 a 30/09/2004
- 01/08/2004 a 31/08/2004
- 01/07/2004 a 31/07/2004
- 01/06/2004 a 30/06/2004
- 01/05/2004 a 31/05/2004
- 01/04/2004 a 30/04/2004
- 01/03/2004 a 31/03/2004
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- 01/01/2004 a 31/01/2004



Outros caminhos nessa estrada:

- As Beatas - by Chris
- A viajante - by Ly
- Bares - by Labell e Illusion
- Bar Code - Louge and Pub
- Cachorrão - by Rex
- Criaturas - Ébano Vs Vigia
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Agradecimentos a Labellaluna® por disponibilizar os MIDIS tocados na Lápide.


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Coveiro ¤X¤
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Páginas Negras: Promessas, Campanhas e Ruivas

 

Acho que eu devo ter algum trauma de vidas passados com promessas. É sempre assim, na hora do desespero eu sempre prometo tudo a pessoa e nem mesmo mensuro se sou realmente capaz de honrar minha palavra ou não. Poderia deixar para trás, mas sou altamente neurótico quanto a isso: promessa feita, promessa cumprida. E um dos meus principais problemas quanto a isso no mundo dos Blogs retrata aos prêmios dados ao visitantes que alcançam os contadores com muitos zeros a direita.

 

Aconteceu tanta coisa nos últimos dias que eu esqueci de anunciar o vencedor do meu prêmio “visitante 3000”. Finalmente, encontro agora a oportunidade. Janaína foi a premiada e como proposto poderia escolher algum blogueiro para receber um Crossing! Depois de alguns dias, ela chegou a uma decisão e resolveu presentear o Renato do http://fora.tedio.zip.net como o mais novo aventureiro a encontrar o Coveiro X em sua jornada no caminho escuro. To achando que esse pupilo da Val vai dar trabalho...  Ah vai...

 

E quando penso que estou salvo das premiações, percebi que alcançei o número “4000”!! E agora?! Eu não prometi nada!!! Crossing de novo, não!!! Felizmente, a vencedora foi minha uma das minhas mais atuantes visitantes, a menina de olhos azuis e cabelos vermelhos, Ruivinha. Entrei em acordo com ela, minha auto-denominada fã, para ter um outro tipo de prêmio legal e menos trabalhoso. Ela aceitou e, então, surgiu o seu pedido. E que pedido estranho!! Mas, vamos a ele... Ruivinha, olha aqui para você!!!

 

Ei, calma!! Calma!! Deixem me explicar!! Ela que pediu uma foto comigo e autografada para colocar no muralzinho dos mal-educados em seu Blog. Portanto, aí está como prometido. Xiiiii... acho que perdi metade de meus visitantes com isso aí!! Fazer o que... ela requisitou, não pude negar... Beijos pra você, menina!! Cumpri mais uma ao menos!!

 

E já que falei de Ruivinha, não posso esquecer da enquete de ontem!! Por gosto da maioria, a vitória da Vampira Paola com cabelo ruivo foi avassaladora. Agora, resta convencer nossa amada blogueira, atual líder da Liga Extraordinária dos Blogueiros, a atender o pedido de todos os seus apaixonados fãs. Como comentei com a Val, tratemos de adotar uma campanha para o retorno da “ruivez” da Vamp a partir de hoje!!

 

Isso mesmo, pessoal!! xXx Clique Aqui xXx e pegue o selo semelhante ao que estou mostrando. Façamos “post”, “fowards”, camisa, bottons e cartazes para que a Vamp volte ao ruivo que amamos. Não vamos desistir!!

 

Bom, acho que já falei demais por hoje! Voltemos ao nosso serviço! Agora, só volto a vê-los no domingo com o começo de um Crossing-Blogs Mitológico, com participação de  Rhiannon e Electra. Quero avisar a todos que não estranhem a falta dos olhos vermelhos no desenho dos Crossing, pois todos esses eventos que serão contados se passaram cronologicamente antes de meu sequestro. Enfim, um ótimo fim-de-semana a todos!!! E um Beijo para as todas as demais ruivas de nosso mundo virtual!!



 Escrito por Coveiro ¤ às 00h21
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A Liga

 

Um dia conversando com a Ly pelo MSN soube da história sobre umas tais de Soldier´s Angels,  um trio de blogueiras que era de “propriedade” única de nosso desenhista-mor, Soldier. Lembro de ter resmungado algo do tipo “o que aquele moleque tem para ter isso” e com isso fiz a Rosely rir. Qual é minha surpresa quando, durante o meu seqüestro, três das minhas mais queridas blogueiras se unem de uma maneira inesperada e criam uma verdadeira irmandade na comunidade com o único intuito de me salvar. Puxa, não podia deixar isso passar em branco. Vou falar aqui das fundadoras da Liga, mas saibam que o Coveiro X agradece a todos os integrantes que realizaram o primeiro Grande Crossing Blogs de nossa comunidade nos últimos dias.

 

Puxa vida!! Posso chamar vocês de X-Angels!? Brincadeira!!

(Clica na imagem para ampliar!!!)

 

 

Rhiannon: Eis minha irmãzinha dos Blogs, sob os grafites de meu  lápis, coloquei-a no traje de heroína a “la psilocke”, uma das minhas musas dos quadrinhos, para combinar com o ar sensual e mistério mágico de nossa blogueira guardiã do Cemitério dos Poetas.

 

Doutora: Eis minha colega da ciência, a qual conheci nos comentários de meu Blog e tive o prazer de ver o seu dom da escrita desabrochar e conquistar a todos. Ousei já dar forma a “ELA” mostrando pseudopodes tão mortíferos quanto o de Venom, conjugado ao ar brilhante de Peter Parker.

 

Vampira Paola: Minha amada Vampirinha com jeitão de detetive, que quase enlouqueceu catando as pistas que o insano Ébano embaralhava. Ela, que já foi o meu modelo de “Mary Jane” para os Crossing-Blogs, resolveu mudar suas madeixas para o negro, ainda assim não perdendo a sua graça.

 

Deixo aqui meu muito obrigado a vocês!! E assim agradeço em separado a cada um...

http://ligaextraordinaria.zip.net não pode parar... E ainda tem mais histórias sobre a reunião depois de meu retorno. Vão correndo lá...

 

Ah! Antes eu queria falar sobre o comentário mais divertido de todos que encontrei na liga!! Toleezinho... “Tudo contadinho e calculado: 29 falas da DOUTORA (27,6%), 38 do ÉBANO (36,2%), 9 dAS BEATAS (8,6%) e 29 da Vampira (27,6%)... É, eu sei, não tenho nada o que fazer! Hahaha... mas tô aqui, para o que der e vier!!! Abraço, pessoal!” Cara, você é demais! Eu não me agüentei aqui quando li isso depois da discussão de Ébano com a Liga!

 

 Putz!! O desenho ta demais, né!! Três mulheres de botar qualquer malfeitor no chão! Só que eu ainda não me conformo com a Vamp de cabelo preto!! Resolvi fazer uma versão ruiva?! xXx Clique AquixXx Ficou bem melhor, não é!? Podem dizer aí no comentário!! Vamos fazer um mutirão!!  Paola, você tem que voltar a ser ruiva!! Isso... todo mundo agora indo para http://vamp.zip.net e pede no comentário lá para a Paola voltar a versão “Mary Jane” de novo.

 



 Escrito por Coveiro ¤ às 00h16
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In Memorian: Contos da Genética

 In Memorian é o nome da sessão que eu pretendo armazenar todas as lembranças interessantes que depois de passadas e, agora, recontadas fazem-me ver como a nossa vida é cheia de diferentes tipos de aventuras. No final, cada pequena coisa que acontece tende a relacionar-se com um evento curioso pelo qual passamos. Assim,acabamos nós tornando bons contadores de história.

 

Foi exatamente no segundo ano de faculdade que eu fui aceito no Laboratório de Genética de Microorganismos e foi ali que eu conheci o meu mais curioso amigo de todos os tempos. Chamo-o de Leo, mas muito depois ele assumiria para todos o apelido de Sétimo. Era impossível eu não ter me afinado com ele. Ambos éramos fissurados em gibis, vidrados em livros de suspense e bons criadores de história. Todavia, só alguns meses depois, fui perceber que Leo tinha um outro “dom” que atrairia meu interesse.

      Repentinamente, notei que diferentes pessoas o procuravam no laboratório e isso chamou-me a atenção. Foi quando descobri que ele realizava pequenas consultas místicas. Não só montava mapas astrais como também lia com destreza as mãos (isso, as duas) e puxava cartas. Mais assustado fiquei quando ele disse que nunca poderia cobrar nada e soube pelos outros que ele era bom, tão bom que ninguém precisava perguntar nada... ele por si só respondia. Bruxo, cigano, esotérico, afinal o que era? Nenhum... ele apenas repetia um conhecimento que lhe foi herdado, algo natural e que ele mesmo às vezes observava com um ar de “caçador”. Sobre esse assunto, ocorreram muitas histórias até um evento me fez pedir para ele parar com tudo, mas não é deste assunto que quero contar aqui. Não nestas linhas de hoje.

            Desde que descobri seu envolvimento com o “paranormal”, eu e Sétimo trocamos muitas idéias e teorias. Foi assim que comecei a ter informações sobre as histórias assombrosas que rondavam o Departamento de Genética. De vultos brancos a barulhos estranhos, tudo foi repassado dele para mim. Chegamos até a divertida brincadeira de culpar o falecido professor-fundador da Genética da UFPE como o suspeito de muitos eventos estranhos que acontecia no laboratório. Eu não esperava para ver pela primeira vez um desses fenômenos ali.

            Foi justamente numa chuvosa manhã de Domingo que me vi obrigado a realizar um trabalho urgente no laboratório. Era muito cedo e o departamento estava vazio. Entrei calmamente arrumando a bancada, o microscópio e comecei a analisar meu trabalho. Algum tempo depois, eu escuto a tranca da porta do laboratório mexer. Viro-me na direção e não vejo ninguém pelo vidro da porta. Vale ressaltar aqui que o vidro ocupava quase toda a porta de tal forma que eu seria capaz de ver a pessoa dos joelhos para cima. Ergui a sobrancelha imaginando se estava enlouquecendo e quando volto a me ocupar com o meu trabalho, escuto novamente a tranca ser mexida. Virei-me e não vejo nada pelo vidro. Engoli seco.

            Não esperei a terceira vez, levantei-me e fui verificar a fechadura. Aparentemente, ela estava sem problemas. Decidido, fui realizar uma excursão rápida em todo o departamento. O clima do lado de fora já não era belo, céu escuro com a chuva caindo sem muito barulho deu um aspecto repugnante aos corredores. Fui espreitando laboratório por laboratório, Genética Animal, Genética Humana, Genética Molecular de parasitas e, por fim, Genética Vegetal. Nada, ninguém, tudo no mesmo sepulcral silêncio.

            Voltei pelo mesmo caminho e recomecei minhas analises no microscópio quando novamente a tranca se mexeu e ainda mais violenta. Pulei na cadeira e joguei meu corpo para trás. Nunca tinha visto algo tão violento antes. Meu coração disparado me pedia para fugir dali, porém sempre fui teimoso. Fui até a porta e passei a chave trancando-a. Voltei para a bancada com um mistura de raiva e temor e mal me concentrei no microscópio, ouvi a porta se esmurrada violentamente. Minha reação foi única me joguei no chão, ficando de joelhos e com os braços juntos em pânico. Quando finalmente abro os olhos e miro o vidro da porta, surgem essas palavras em minha boca:

- Filho de uma puta!

            Lá estava, parado no vidro, com a capa de chuva ensopada, mãos na cintura e com um sorriso de um canto da orelha a outra, Sétimo. Sim, era o meu amigo e colega de laboratório gargalhando divertido ao me ver de joelhos e olhos arregalados diante dele. Ele me pegou naquela, mas teve troco. Ah, teve!

           



 Escrito por Coveiro ¤ às 00h34
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Páginas Negras: Ressurgido das Sombras

 

Creio que, depois de tanto tempo ausente e de tamanha confusão causada por trechos de vídeos cheio de lacunas sobre meu desaparecimento e ressurgimento, eu devo dedicar algumas palavras a meus visitantes da Lápide. Então, assim que me sentei na frente deste computador, tentei relembrar todos os eventos ocorridos e que continuam embaralhados em minha mente.

 

Pouco me lembro do exato momento em que fui capturado. Acordei horas depois com a cabeça dolorida num lugar escuro, fedido e desconhecido até então para mim. As portas foram abertas e, então, Sétimo revelou-se junto não só com “estrelinha” e a “mudinha”, mas tantos outros amigos e amigos de meus amigos que conheci no mundo real. Eles sentaram-se ao meu lado e revelaram-me os planos que tinha em mente, mesmo sabendo que eu me oporia a tais atos. Sétimo mostrou um semblante triste e deu inicio a gravação divulgada naquela quinta-feira.

 

Fui deixado sozinho onde meus lamentos eram meus únicos companheiros. A escuridão começava a me enlouquecer e, com o tempo, o efeito dos medicamentos em meu organismo começavam a desnortear minha mente. Foi quando me vi em meio a visões de criaturas, fantasmas ou qualquer outra entidade que eram inerentes ao meu conhecimento. Corria para os cantos apavorado, chorando angustiado pela insanidade que tomava conta de mim e, então, o silêncio veio.

 

Meu corpo exauriu as forças e  fui tomado pela demência da derrota. Já estava entregue quando ouvi um chiar que me era tão comum quando criança. Pela única fresta que permitia a passagem, vi a figura da coruja Vigia descer farfalhando as asas e vindo até mim. Sim, olhei para o animal e vi que o poder dela, a verdade mesmo na escuridão, seria a minha salvação.

 

Foi através dela que soube da formação da liga e sorri alegremente por ver que realmente meus companheiros de Blog não haviam de desistir, não só de mim, mas também do mundo que criamos. Uma questão, no entanto, abalaria tudo. Um confronto entre dois grupos muito estimados por mim, Blogueiros e Velhos amigos, estava prestes a ocorrer e eu nada poderia fazer. Vigia, a coruja, me alertou que nesse embate não haveria ganhadores e, no final, seria eu aquele que iria mais perder.

 

Questionei a injustiça proposta pelo destino ao me colocar em tal situação, onde os eventos se desenrolariam sem minha participação efetiva. E foi aí que lembrei-me que poderia sim voltar ao jogo, desde que libertasse algo. E assim foi feito. Minha consciência já estava no limiar entre esse e o outro mundo. Posso dizer que só não havia me entregado a morte, por um desejo ávido por voltar a ver a lua, sentir o vento em meu rosto e escutar o cricrilar dos insetos na noite. Fechei os olhos e aceitei a vinda de algo antigo. Renasci.  E vieram os eventos divulgados na madrugada deste Domingo.

 

Sim, houveram conseqüências. Percebo isso a cada momento. Repentinamente, imagens passageiras surgem sem explicação. Pensamentos inerentes a minha pessoa criam vida. Minha visão vê aquilo que não está lá. E estranha energia floresce em mim quando a noite cai. Sim, é magnífico, mas também é assustador. Eu creio ainda que isso tudo seja passageiro e, com o tempo, tudo sumirá. Assim eu espero.



 Escrito por Vigia a mando do Coveiro ¤ às 19h58
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Bastidores de um cárcere

 

Bom, creio que eu deva deixar de lado um pouco das histórias do Coveiro de lado e contar um pouco do que aconteceu nesses dias durante os tais misteriosos eventos de meu “seqüestro”. Tudo começou na segunda-feira quando chega ao laboratório meu amigo Sétimo e a menina que vocês chamam de “Estrelinha” avisando que outros amigos meus estavam para chegar do Ceará e que seria interessante realizarmos algumas reuniões e pequenos passeios pela cidade. Concordei sem muitas delongas, mas então me veio a mente que eu teria que avisar de meu “recesso” repentino no Blog e precisava de uma boa desculpa. Disse-lhes que eu simplesmente não poderia sumir sem qualquer aviso, pois isso assustaria os meus árduos leitores de Crossings e In Memorian. Iriam pensar que algo grave teria acontecido. Foi ai que entreolhamos e resolvemos criar o tal “seqüestro”. 

Coloquei meus dois amigos para escrever as palavras daquela “Páginas Negras Extra Edition” enquanto já me concentrava nos desenhos. Publiquei na madrugada da quinta-feira sem avisar nada a maioria (Claro, afinal, não poderia esconder de Deus) e fui me divertir com o pessoal. Não demorou muito para eu conferir como andavam as visitas e me apavorar (e me emocionar, porque não?) com a criação da Liga Extraórdinária e todas as referencias ao meu sumiço em Blogs Pessoais de meus amigos. Por sinal, Dra e Paola, não só este Coveiro como também Sétimo (que escreve muitíssimo bem ao meu ver) queremos lhes dar os parabéns pelo Blog da Liga. 

Sétimo, então, me aconselhou a dar mais pano para a brincadeira e foi às pressas que criei a “Páginas Negras Extra Edition 2”, que tanto me divertiu. Na sexta, Sétimo me avisa, então, que deixou algumas mensagens para tornar a brincadeira mais divertida. Começaram, então, as trocas de comentários que a principio não faziam mal a ninguém, mas que com o tempo foram piorando... piorando... piorando... até que começou a extrapolar. Tive que apelar para Vigia (visto que o danado do gato não estaria nem aí para isso) para começar a censurar aquelas intrigas. Percebi ali que não ficaria tão ausente do Mundo dos Blogs quanto eu imaginava.

Outro problema surgia, então, se houvesse mesmo um confronto da Liga com Sétimo, um dos lados apareceria, então, como perdedor. Mesmo sabendo que meu amigo não estava nem aí com o fato de bancar o vilão, tinha certeza que “Estrelinha”, “Mudinha” e as demais “vilãs” que não apareceram não estavam a fim de sair “derrotadas” e “humilhadas”, ainda mais depois de algumas farpas trocadas.

Tive que agir antes da Liga e meus Raptores se confrontarem e, então, mais uma vez recorri a Vigia e a uma antiga história, lenda por mim criada, que está lá no meu segundo dia de “post”, nos meus arquivos.

Então, a Lápide voltará ao normal, como era antes... mas também com algo mais...



 Escrito por Vigia a mando do Coveiro ¤ às 19h55
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Páginas Negras – Extra Edition 3

>>>>>>>Iniciando a Transmissão

 

Sétimo: Como assim ele sumiu? é Impossível?! Vasculharam realmente tudo?! Ele não pode ter simplesmente saído desta sala! Eu mensurei cada detalhe: Nenhuma janela, uma única porta de tranca inviolável e única passagem de ar numa altura inalcançável para que ele pudesse ter acesso ao mínimo de ar e luz do sol. Em nenhum momento, ele esteve livre de amarras ou sem o efeito dos calmantes. Eu fiz com que tudo funcionasse como uma sinfonia perfeita na orquestra, nenhum erro. Portanto, não me venha simplesmente dizer que o Coveiro X desapareceu.

 

Estrelinha: Sinto te informar, mas é justamente o que aconteceu. Ontem,  ele parecia estar na mesma alienação de sempre e, hoje, quando abrimos a cela... ela estava vazia. Teria a tal Liga Extraordinária dos Blogueiros agido sem sabermos?

 

Sétimo: Impossível! Os batedores mostraram que eles ainda não tem idéia precisa deste lugar. Ainda assim, caso eles tivessem, mantive um agente infiltrado para que nos adiantasse tudo. Eu estaria sempre um passo a frente. Já havia reservado outros esconderijos onde provavelmente... Um momento... Quem ligou a câmera?

 

Voz profunda...: Hi hi hi hi hi hi...

 

Sétimo: Mas que diabos...

 

Voz profunda...: Salve, Sétimo, meu velho...

 

Sétimo: Ah, não! Essa voz e esse tom eu reconheço... e não gosto nem um pouco. Como você...?

 

 

Voz profunda: Como eu sai daqui? Ora, meu amigo, eu fiz mágica... como sempre costumo dizer. E porque esse espanto, oras. Acha mesmo que manteria o velho Coveiro aqui preso por muito tempo? Quem diria? Estou aqui batendo palmas! Parabéns!! Manteve-me cativo por quanto tempo? quatro dias? Devo estar ficando bobo ou velho. Os dois quem sabe. Não esperava mesmo isso. Eu me afasto por um instante e mal percebo as consequências que foram deixadas para trás. Que feio... EH eh eh eh... Bom, acho que já pode tirar essas ridículas máscaras e parar com a brincadeira de bandido e mocinho.

 

Sétimo: Agora, creio ser impossível, Coveiro. Seus amigos blogueiros já me determinaram como vilão, e agora é o que sou para eles. Quando pensei que eles iriam te esquecer, eles reagiram de maneira inesperada e criaram essa tal "Liga Extraordinária".

 

Coveiro: Ah, claro, como poderia me esquecer. Quantos fazem parte disto uns... uns quinze... vinte? Bom, não podemos fazer com que eles venham aqui em vão, não é? Eles não vão desistir até encontrar o Coveiro de volta. E um Coveiro eles terão. Sabe... amanhã será um dia interessante, bastante interessante...

(As figuras podem ser ampliadas clicando nelas)

 

>>>>>>>>> Fim da Transmissão

 



 Escrito por Vigia a mando do Coveiro ¤ às 00h01
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Páginas Negras – Extra Edition 2

>>>>>>>>>>Início da Transmissão

>>>>>>>>>>Incoming vídeo file...

 

Tape 1 Loading...

Sétimo: Vamos lá, diga seu nome!

Coveiro: Meeee Nooomme? É?

Sétimo: Seu nome, ouviu? Diga quem é você!!

Coveiro: Eu!? Ah... ieeeu?! Eeeeu sou Ébano!!! Éééebano!!

Sétimo: Não, não é Ébano! Ébano é um gato. E você não é um gato!

Coveiro: Nãããão? Aaaah, eeeeu! Então, eeeeu é Vigia!!

Sétimo: Também, não!! Você é o Co... digo, Sérgio! Sérgio Campos, entendeu?!

Coveiro: Aaaah, éééé!! Eeeeu... Eeeeu é Sérgio Campos!?

Sétimo: Sim, é. Agora, diga quem sou. Ei, quer olhar para mim. Para de brincar com as pedras. Quem sou eu?

Coveiro: Uh?! Aaaah, você! Você é a Vaaaaaallllll...

Sétimo: Quem? Que Val, maluco?!

Coveiro: Valllll... prrrimeeeeirraa e úúúúúnica! HAhaHahaHAha...

Sétimo: Não, não tem nenhuma Val, aqui!! Deixa para lá, eu volto depois...

 

Tape 2 Loading...

Sétimo: vamos tentar de novo! E aí, está ao menos me reconhecendo...?

Coveiro: Ssssimmm...

Sétimo: Que ótimo, quem eu sou?

Coveiro: Meeeeu... amigoooo... Meeeelhooorrr amigoooo...

Sétimo: Ah, mesmo?! E como se chama esse seu melhor amigo aqui!?

Coveiro: Crítico.

Sétimo: QUEM?

Coveiro: Crítico-sem-conteúdo... É a BoRbOleTa!!! HAhaHAHahHAha...

Sétimo: Deus meu!! Dê-me paciência! Sabe ao menos quem é você?

Coveiro: Seeeei... Sooou o Pai do Zé, Avôôôô do John, irrrmmãooo do MOcotó... rhiannnnonnnn... e filhooo dooo EEEElllviiiis...

 

Tape 3 Loading...

Sétimo: Estou feliz com seu progresso, Sérgio. Venha cá! Pare de comer esse tijolo! Já disse que faz mal.

Coveiro: Má diiiiigestão...

Sétimo: Isso mesmo, ele dá má digestão! Quero que preste atenção em alguns nomes que vou dizer e diga se reconhece algum deles, entendeu?

Coveiro: Siiiimmmm...

Sétimo: Vamos, lá: Selina, Mariam , Nane, Paola e Leopolda. Reconhece?

Coveiro: Connnhece... É as Spiiiice Girrrls...

Sétimo: Hã!? Não, não exatamente...

Coveiro: Roooougggeeeeeee...?

Sétimo: Esquece!

   

Sétimo: Saudações mais uma vez, amigos virtuais do Coveiro. Como podem ver o processo de restauração do nosso velho Coveiro é lento, penoso, exaustivo para ambos os lados, mas aos poucos seus efeitos têm o esperado sucesso. Apesar de toda a desorientação inicial, não demorará mais que cinco dias para termos nosso velho amigo. Agradeço a preocupação de todos, até mesmo o empenho desta tal liga que se forma contra mim, mas sinto lhes informar que o destino dele é inexorável. O Coveiro X não mais figurara o mundo do Blogs.

 >>>>>>>>>>Fim da Transmissão



 Escrito por Raptores do Coveiro ¤ às 12h47
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Páginas Negras - Extra Edition

 

>>>>>>>>>Iniciando a trasmissão...

 

 

 

Sétimo: Saudações a vocês, que tanto visitam a Lápide! Antes de qualquer coisa, permitam que me apresente: Sou o Sétimo, aquele que o maluco do Coveiro insiste em chamar de “o guia espiritual”. As notícias que trago certamente não serão muito bem recebidas por vocês, mas é meu dever encaminhá-las. Recentemente, tenho observado que o Coveiro está dedicando-se demais aos blogs e ao mundo virtual que cerca esse assunto. Embora tal ato, no começo tenha passado como apenas mais um passa-tempo, notou-se um gradual mudança comportamental, ao longo dos meses, neste rapaz. Isto começou a preocupar amigos, familiares e seres sobrenaturais presentes no mundo espiritual. Desta forma, para bem da sanidade mental do Coveiro (que nunca foi boa é verdade) me vi na obrigação de dar uma cacetada na cabeça dele e trancafiá-lo num calabouço frio, escuro e sem eletricidade. Agora ele permanecerá lá sem luz, sem contatos com o mundo e SEM COMPUTADOR!!! Terá direito apenas a pão e  água até começar a dar sinais de que esteja voltando a se integrar ao mundo normal, esquecendo definitivamente vocês. Espero que minha lavagem cerebr... quer dizer, minha ajuda faça o coveiro recuperar a razão. Acreditem! Isso fará bem a ele.

 

Estrelinha: Chega de monopólio, o Coveiro agora é nosso! Depois que a desbloguização estiver completa, aproveitando a chegada tão esperada de nossas ilustres comparsas do Ceará, nosso amigo Coveiro vai voltar ao que era antes. É isso mesmo! Vamos reunir a galera novamente, os amigos não-virtuais contra atacam. E não pedem resgate!!!! Sinto muito para aqueles que vão sofrer com sua ausência, mas não se preocupem pois cuidaremos direitinho dele quando voltar ao normal:  vamos levá-lo a praia, tomar caldinho à beira mar, comer pizza na casa de nossos amigos... Também discutiremos o que fazer com essa nova Lápide...Bom, não pensamos direito nisso ainda... Mas como prova de que não somos tão malvados, vou permitir que ele deixe aqui suas últimas palavras.

 

 Coveiro X espancado: ...zzxxzzxxx...  “O cabeçudo se ferrou nessa” diria o Ébano. Eu, Raptado?! Isso parece até piada de comentário! ...Schheerrrkkk... Pessoal, como vocês podem ver alguns de meus amigos parecem ter surtado de vez. Não sei o que deu neles para bancarem os enciumados vilões de histórias em quadrinhos e me raptarem. Tinha que ser algo forçado, mesmo. Nunca pensei que isso pudesse acontecer, não depois de ter lutado tanto para outros companheiros não deixarem nossa comunidade. ...zzxxzx...   Mas, não quero ver o desespero em nenhum de vocês. Estou aqui amarrado, impossibilitado, mas vocês não. Gódi, Sel, Zé ...zzxxzzxxx...    Soldier, Mocotó, Nane, Roger, ...zzxxzx... Paola, Maninha Rhian, Dra, Val, Margot, meu neto Legis ...zzxxxx... e todos os demais, quero que escutem bem. Eu não sei quanto tempo ficarei assim, mas enquanto estiver fora quero que continuem firmes ...Schheerrrkkk... deixando essa comunidade viva. Quero encontrá-la ainda mais forte quando eu retornar. , ...zzxxzzxxx...Eu sei que voltarei. Talvez, leve um dia, dois ...Schheerrrkkk...  cinco, não sei ao certo. Só peço que vocês acreditem no meu retorno... eu preciso que vocês acreditem para que eu tenha forças para crer também. Eu ...Schheerrrkkk... Eu ...Schheerrrkkk...  vocês, ouviram? Eu... ...zzxxzzxxx...  ...zzxxzzxxx... 

 

Sétimo: Chega, Coveiro! Agora tome esse comprimido! Vamos... Abra... Ei, desliguem essa câmera!!

 

>>>>>>>>>>Fim da Transmissão!!



 Escrito por Raptores do Coveiro ¤ às 00h13
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In Memorian: Sombras, Sons e Sensações

 In Memorian é o nome da sessão que eu pretendo armazenar todas as lembranças interessantes que depois de passadas e, agora, recontadas fazem-me ver como a nossa vida é cheia de diferentes tipos de aventuras. No final, cada pequena coisa que acontece tende a relacionar-se com um evento curioso pelo qual passamos. Assim,acabamos nós tornando bons contadores de história.

 

Se já não lhes foi introduzido antes, ressalto que um dos meus melhores amigos, aquele que chamo em meus escritos de Júnior ou Socó, é alguém de histórias fantásticas, um prato cheio na época em que eu era um moleque metido a caçador de paranigmas. Entre muitas de suas situações inusitadas, tive a sorte de estar bem perto em algumas. Apesar de "cego" e "surdo" para tais fenômenos, era através de Júnior que pude ter contato com muitas das coisas estranhas que rondavam o ambiente ao meu redor. Estou aqui sentado escrevendo para revelar uma dessas histórias, a que me sinto mais tranqüilo em revelar, sem envolver terceiros ou coisas do passado de sua família.

            Tudo começou quando cheguei tarde da universidade, por volta do meio do ano de 2000. Mal cheguei em casa, lá estava Júnior em minha porta pedindo para que eu fosse até o apartamento vizinho, onde ele morava sozinho na época. Confessei-lhe meu cansaço, mas diante de sua insistência aceitei o minuto de conversa que ele requeria. Junto comigo, acabou indo minha mais velha amiga de infância e atual mamãe de minha afilhada, que chamo carinhosamente de Cau.

            Chegando na sala de seu apartamento, percebi Socó que estava meio desorientado e sem um papo definido. Perguntei-lhe o que houve e ele disse que somente que queria que nós ficássemos ali conversando um pouco com ele. Mesmo com o pé atrás da orelha, não quis ainda saber um porquê. O papo foi se encaminhando meio sem sentido até que coloquei as minhas mãos sobre os olhos e comentei que minha vista vislumbrava "sombras" toda vez que girava os olhos naquele dia. Deixe-me abrir um parênteses aqui para explicar que essas "sombras" são conseqüência de meu problema com fotofobia que parece piorar quando passo de minhas horas de sono ou estou muito cansado. Portanto, algo nada anormal e clinicamente explicável. Todavia, ao relatar isso notei que meu colega entrou em desespero.

            "Não fala isso que eu estou sentindo algo de estranho nessa casa desde ontem." disse-me ele exaltado.

            "Não, mais... isso é problema da minha fotofobia que..." tentei explicar

            " Ontem tinha alguma coisa no meu quarto que não me deixou dormir, Sérgio" falou ele e atiçou minha curiosidade. Como sempre, requeri detalhes.

            Com os olhos brilhando, Socó confessou-me que a noite anterior algo lhe atormentava. Fora uma sensação horrível, escutava alguma zoada no quarto , alguém gruindo perto dele, ora embaixo de sua cama, ora distante, impossível de definir. Vi que ele ficava cada vez mais angustiado ao contar o caso e em poucos minutos eu sabia que ele estava realmente falando sério. Como Socó diz, sou o único fora a irmã dele que consegue separar uma mentira de uma verdade absurda dele. E isso eu percebo no olho. Insisti em mais detalhes e ele adiantou que sua mãe, que também estava dormindo no apartamento no dia, teve a mesma sensação.

            A história foi se desenrolando até que ele chegou na parte da história onde ele afirmou que me chamou até ali não só para conversar, mas porque não queria ficar sozinho lá, não naquela noite. Isso deve ter demorado poucos minutos e no meio da conversa, Cau tremendo de medo confessou:

            "Eu não to me sentindo bem!" disse olhando arregalada para mim.

            "É! Eu estou com a mesma sensação agora" falou Júnior respirando fundo e olhando para mim " a mesma sensação ruim!É como se houvesse alguém mais aqui!"



 Escrito por Coveiro ¤ às 00h13
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Dito isso, Júnior pareceu sentir um arrepio e disparou de olhos esbugalhados até a cozinha, chamando a mim e minha amiga para lá. Cau obedeceu de prontidão, ficando atrás dele, enquanto que eu permaneci lá na sala, parado sem sentir ou entender nada do que estava acontecendo. Eles insistiam para que eu fosse para perto deles, mas teimoso como sempre fui estaquei dizendo que não. Rodei os olhos por toda a sala e não percebia nada além, com exceção das "sombras" de minha vista cansada. Também me perguntava o que fazia da cozinha algo seguro para meu amigo Socó. Talvez, como ele é um cozinheiro nato, seja esse o lugar de maior prazer para ele.

           "Qual foi o quarto onde você dormiu?" Perguntei rispidamente.

            "Sérgio, não vai para lá!" pediu ele.

            "É o da frente, né!?" disse já me dirigindo para lá.

            Disparei para o tal quarto onde ele supostamente ouviu coisas e comecei a revirar roupas, observar debaixo da cama e prestar atenção em qualquer barulho que pude ser associado com um guincho.

            "Não acredito!! Acha que vai encontrar o que um rato?!" disse Socó chegando na porta e olhando-me com certa raiva.

            "Onde exatamente você ouviu o ruído..." fui perguntando mas ele não quis saber.

" Sérgio, eu to sentido aqui! Agora!" disse de supetão.

            Vendo que eu não ia sair dali, ele girou os pés e correu para a cozinha novamente me deixando sozinho ajoelhado no chão. Nessa hora, percebi o quanto estava ansioso pela minha curiosidade pelo "sobrenatural" e havia deixado de lado a preocupação com o bem-estar de meus dois colegas. E,do nada, comecei a fazer algo que raramente fazia naqueles tempos. Fechei os olhos e rezei em silêncio.

            "Você está rezando?!" surge socó de repente com rosto curioso.

"Sim" falei me questionando como ele adivinhou.

            Ele balançou a cabeça desconcertado e sumiu pela porta. Coloquei as mãos no chão e ergui meu corpo. Fui até a cozinha e me deparei com ele começando a cozinhar algo e falando sem parar com minha amiga Cau. O chiado de uma frigideira parecia ter um efeito tranqüilizador para ele. Nesse momento, enquanto eu observava os dois quietos conversando, ouvi um barulho seco vindo do interior do apartamento. Voltei-me assustando mirando o corredor e Socó esticou o pescoço na mesma direção.

            "Você ouviu essa, não ouviu?!" falou ele.

            Voltei-me para os quartos e nada de anormal. Volvi minha cabeça de um canto a outro e nada pude identificar. Foi quando pensei no banheiro e chegando lá deduzi que podia ser a água residual que vez ou outra escapa dos canos. Comentei com Socó e nós dois fomos atestar. Os azulejos do box do chuveiro estavam secos. Fechamos bem a válvula, tiramos a água residual e retornamos. Mal retornamos e o mesmo barulho, corremos para identificar o que era e tudo continuava o mesmo.

            "Viu só!!" brigou Socó comigo.

            A noite continuou até cansarmos nossos corpos naquela noite. Quando finalmente eu e Cau estávamos sonolentos, perguntei a Socó se teria algum problema irmos embora. Ele disse que não, que a casa parecia silenciosa agora. Então, nos despedimos, a porta se fechou e assim encerrou os acontecimentos daquela noite.



 Escrito por Coveiro ¤ às 00h13
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 Crossing-Blogs:  Sete Senhoras e um Segredo

 PARTE 3

 

            Foi a pedido de Belmira, a viúva que nunca casou, que conseguimos convencer cada uma daquelas religiosas senhoras a por em prática um dos mais antigos modos de adivinhação: a comunicação com os mortos. Já estavam todas dispostas na mesa redonda quando eu me aproximei sem fazer muito alarde.

            - Saiba, Senhor Xis, que essa isso contraria meus votos religiosos que desde... – logo protestou Dollores.

            - Senhora Dollores, gostaria de lhe explicar que esse tipo de “prática” já era bastante usado por católicos em toda Europa antes mesmo de o fundador do espiritismo nascer. Não com copos é verdade, mas a base é a mesma.  – falei de tal modo que ela não teve argumento.

            - Então comecemos logo isto. – reclamou a matriarca.

            - Como quiser, Dona Leopolda. – falei com um sorriso seco. – Peço que cada uma pegue nas mãos da pessoa ao seu lado...

            - Eu quero sentar ao lado de você, Xis da titia. – interrompeu Pureza me lançando um olhar efusivo.

            - Err... bem, eu não vou participar diretamente da sessão. – falei já me livrando da situação embaraçosa. – Nunca participo! Sente-se aqui ao lado da Carmela. – disse encaminhando a beata enquanto ela fazia cara feia para a irmã.

            - Pois bem, o processo é simples. Primeiro...  – continuei.

            As beatas seguiram todos os processos que fui explicando, enquanto eu distribuía as cartelas com letras e números na grande mesa onde estavam sentadas. Realizaram as devidas preces que aqui não relatarei por fins lógicos e, por fim, todas colocaram o dedo apontador em cima do copo de vidro emborcado. Passados alguns minutos, percebi a impaciência aumentando entre elas.

            - Sempre demora assim?! – perguntou Himengarda.

            - As vezes, sim. – retruquei - Aguardem!!

            - Talvez, ele prefira falar de outro jeito.  – questionou a Carmela. – Já vi num filme que os espíritos se comunicavam com batidas. Quando ocorria uma batida, era um “sim”. Quando duas, era “não”.

            - Pode ser! – comentou a Pureza e olhou provocadora para a Belmira. – O venerando tinha cara mesmo de que não gostava de escrever.

            - Ou talvez, esse processo só funcione com espíritos desencarnados e por isso... AAAAIIII – gritou a Jupira no meio de sua fala e arregalou os olhos. – Aí, meu Deus! Eu senti!! Senti uma batida no meu joelho!! Será que foi um “sim”??

            - Não sua tonta!! – resmungou Leopolda – Fui eu quem lhe chutou para você deixar de falar tanta besteira.

            Jupira fez cara feia para a matriarca e virou o rosto aborrecida. Não demorou, muito e então o copo começou a deslizar, fazendo todas aproximarem o rosto incrédulas.

            - Deixem ele correr... vamos ver que letras ele vai usar. – falei.

            - É um L! Foi um “L”! – gritou Carmela e continuou a seqüência. – L-E-O-P-O-L-D-A! Leopolda!! Ele falou o nome de Leopolda.

            - Venerando deve ter uma mensagem para ela!! – exaltou-se Jupira.



 Escrito por Coveiro ¤ às 01h59
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            - L-E-O-P-O-L-D-A... – Carmela foi lendo enquanto o copo formava as palavras. – S-U-A-VA-C-A. – Carmela arregalou os olhos. – Caramba! Ele chamou a Leop de Vaca.

            - Vaca é você, sua piranha!! – exaltou-se Leopolda.

            - Que isso, Leop! – Belmira levantou-se da mesa. – Não fale assim com meu amado Venerando. Venerando, meu amor, eu ainda lhe amo, viu?

            - C-A-L-A-B-O-C-A!! – Carmela continuou lendo e não agüentava segurar o sorriso. 

            - Venerando, meu amor, está me mandando calar a boca!? – replicou Belmira.

            - Não é o Venerando!! É a Florência!!! – gritou Leopolda e parecia olhar para alguém no vazio que também segurava o copo.

            - Florência?! Mas onde está o meu amado Venerando?! – choramingou Belmira.

            - V-E-N-E-R-A-N-D-O-N-O-P-O-R-Ã-O!! V-E-N-E-R-A-N-D-O-N-O-P-O-R-Ã-O!! –  Carmela foi repetindo enquanto o copo formava a frase. - V-E-N-E-R-A-N-D-O-N-O-P-O-R-Ã-O!!

            - Segurem esse maldito copo!! – berrou Leopolda desesperada se agarrando com o copo. – E quer calar a boca, Carmela?!

            - O que? Venerando no porão!! Ai, meu Deus!! – gritou Belmira. – Vocês o enterraram lá?

            No meio da confusão, Leopolda puxava o copo de um lado enquanto o espírito que ela diz ser chamado de Florência puxava do outro. As demais beatas assustadas se afastaram da mesa, enquanto que Belmira pulou em cima de Jupira.

            - Me dá essa chave aqui!! – disse a beata agarrando o chaveiro do bolso da irmã mais gorda e disparou pela sala. – Venerando, meu amor?! Já estou indo...

            Belmira destrancou o porão e partiu escada abaixo. Jupira e Pureza tentaram impedi-la, mas não conseguiram chegar a tempo.  Acabaram se esbarrando antes de alcançar a porta e caíram no chão.

            Minutos depois, surge Belmira chorando com várias cartas antigas na mão. Abria cada uma delas e soluçava ainda mais. Havia fotos amareladas entre elas e até pétalas de flores ressecadas.

            - Eu nunca vi essas cartas!! Vocês esconderam tudo de mim!! Ele me amava!! – dito isso Belmira chorou alto e saiu correndo para seu quarto.

            Carmela disparou em seu auxílio enquanto que as outras se entreolhavam ressabiadas. Leopolda se aproximou de mim com a testa franzida, os olhos apertados e, então, disse:

            - Senhor Coveiro X, a chuva já passou! Creio que pode continuar sua viagem agora.

            - Com certeza, senhora! – falei me distanciando até a mochila que deixei encostada numa cadeira. – Acho que já me intrometi demais na vida desta mansão. – E, então, dirigi-me até a porta e parti.

            -  Depois de tudo o que ele aprontou vai deixar ele ir, Leop? – falou Dollores com ira na voz.

            - Sim. O que adianta agora? – falou Leopolda pegando sua gata no chão e se dirigindo até a porta. – Dollores, qual era mesmo o sobrenome que esta escrito no cartão que ele deixou?

            - Campos! Têm escrito “Campos”. – respondeu Dollores.

            Leopolda e Dollores entreolharam-se por longo tempo e só depois fecharam a porta da velha Mansão.

FIM...  POR ENQUANTO...



 Escrito por Coveiro ¤ às 01h57
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Crossing-Blogs:  O Mistério das Beatas

PARTE2

 

Relâmpagos iluminaram a grandiosa sala da Mansão do Arco da Velha e logo em seguida uma série de trovões ribombaram fazendo os telhados tremerem. Lá fora, parecia que um novo dilúvio iniciara, porém creio que eu estava correndo maior perigo ali, dentro da casa. Após todos se recolherem, acabei por um motivo ou outro realizando uma pequena excursão noturna naquela casa cheia de mistérios e suas moradoras ditas beatas ainda mais estranhas. Foi quando vi com meus próprios olhos o quadro da sala de estar se mover e dois minutos depois, escuto uma voz por trás de mim.

            - Fale, senhor Coveiro, o que está bisbilhotando?! – insistiu Dollores

            - Calma, aí, Dolores!! Não fale com ele desse jeito!! Não vê que ele é sonâmbulo?! – falou outra beata que só podia ser a Carmela.

            - Será?! – questionou outra, provavelmente a Pureza.

            Foi, então, a partir da idéia delas que estiquei os braços para frente e com os olhos espremidos comecei a andar como uma múmia pela sala. Buscando o meu melhor dote artístico, fui andando de um canto a outro, ate esbarrar na quina de uma porta.

            - Coitado! Ele é meio cegueta! – falou Carmela se pondo na frente. – Melhor levarmos para o quarto.

            - Ta! Deixa que eu levo!! – falou Pureza.

            - Não seu quarto, sua safada!! O quarto onde ele está hospedado!! – brigou Carmela

            - Shhh... vocês duas, quietas! – falou Dollores.

            - Isso mesmo, Pureza! Sabe que não pode acordar pessoas sonâmbulas!! – falou Carmela

            - Não estou preocupada com ele!! – retrucou Dollores. – Estou preocupada com o tamanho barulho que vocês estão fazendo! Vão acabar acordando a Leopolda!! Vamos, logo... Levem ele lá para cima.

            E assim, Carmela e Pureza me encaminharam pela escada até o andar superior e continuaram me conduzindo pelo corredor. Em dado momento, Pureza passou direto do quarto de hospede e foi em direção ao dela, mas não dei dois passos além e retornei o caminho. Dirigi-me de braços estendidos até meu quarto, entrei e tranquei-o. E assim acabou aquela primeira noite na Mansão das Beatas.

            Manhã seguinte, a chuva torrencial não diminuíra e toda mansão parecia continuar na mesma penumbra anterior. Levantei-me da cama e troquei minhas roupas, voltando a usar o velho traje de viagens. Destravei a porta e fui me encaminhando sorrateiramente não encontrando ninguém. Fui passando pela sala de jantar, quando repentinamente topei com duas das velhas senhoras da mansão. Rapidamente, me coloquei por trás de uma coluna e comecei a observá-las.

            - Você quer ficar quieta!? – resmungou Jupira andando na frente com um passinho apertado.

            - Deixa eu dar uma olhadinha antes, Jupira! – pedia a Pureza logo atrás.

            - Não! Silêncio! Quer que a Bel nos escute? – retrucou a mais gorda das beatas enquanto escolhia em especial uma das chaves de um pesado chaveiro.

            Pureza desistiu de suas reclamações e ficou parada de braços cruzados. Jupira destravou uma estreita porta que ficava embaixo da escadaria e começou a descer uma escadaria que só poderia levar para o porão da Mansão. Alguns minutos depois, lá estava ela de volta batendo o pó das mãos e trancando tudo com o maior cuidado.



 Escrito por Coveiro ¤ às 02h12
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            Finalmente, quando as duas se afastaram, sai de meu esconderijo e me encaminhei sorrateiramente até a porta do porão.  Coloquei a mão na maçaneta e girei sem ter sucesso. Fui me agachando para olhar pelo buraco da fechadura, quando finalmente ouço um pigarro forçado. Quase de imediato, meu corpo se retesou e desviei meus olhos para o lado. Foi quando enxerguei a velha matriarca da família, Leopolda Apolinária de Campos, com seu longo vestido escuro e rosto frio.

            - Está procurando alguma coisa aí dentro, Xis? – questionou a velha senhora.

            - Err... sim... digo... não... – gaguejei dois minutos antes de ter uma idéia perfeita. – Estava querendo usar o banheiro. Não é aqui?

            - Voltando pelo corredor a segunda a esquerda. Pensei que já tivesse compreendido isso ontem. – ironizou ela levantando a sobrancelha.

            - Ah, claro. Como sou bobo. Obrigado, Dona Leopolda... – disse me dirigindo o mais rápido para o lugar.

            - Senhor Xis! – disse ela e eu travei meu corpo. – Quando encontrar portas fechadas nesta casa, não tente abri-las. Não faça isso, que eu não gostoooo...!

            Acenei rapidamente com a cabeça, e meti rapidamente minhas pernas para longe dali. Chegando para longe do corredor, recostei-me na parede e comecei a arfar preocupado. Havia algo de muito estranho naquelas senhoras, um mistério a ser descoberto. Ao mesmo tempo que meu gosto pela aventura cresceu em meu coração, a cabeça começou a dar idéias claras de que minha vida poderia estar sendo seriamente ameaçada.

            Foi em meio a esses, pensamentos que repentinamente senti meu braço sendo agarrado e fui lançado em um outro quarto daquela mansão. Quando me viro, vejo que estou numa espécie de sala de costura e a beata chamada Belmira tranca a porta com todo cuidado para que ninguém percebesse que estávamos ali.

            - Senhor Coveiro, ainda bem que estava sozinho, pois não encontrei outro momento sem estar minhas outras irmãs por perto para falar com você. Prestei muita atenção sobre suas experiências com coisas do além no jantar de ontem e gostaria de lhe pedir um favor! – disse Belmira com as mãos apertadas. – Toda as noites eu sinto que meu amado Venerando está aqui, perto de mim, mas não consigo falar com ele. Será que o senhor não poderia me ajudar nisso?

            - Bom, eu... eu não sou um médium, Belmira. Só fui um moleque curioso no assunto. Tudo que vi e experimentei até então foi mais observando de fora do que interagindo diretamente com espíritos. – expliquei. –Todavia, eu ontem presenciei algum muito estranho na casa. Um fenômeno que certamente eu diria ser paranormal.

            - Bem, seu Coveiro, coisas normais nunca foram as mais freqüentes nessa casa. – confessou ela.

            - Estou certo disso. – falei sorrindo. – Mas, se o Venerando está realmente aqui, existe um meio sim de você falar com ele.

            - Como? Diga-me como?! – suplicou ela.

            - Bom, eu não sei se suas irmãs estariam de acordo. São todas católicas e isso foge um pouco do padrão que se espera... – continuei.

            - Quanto as outras não se preocupe. Eu convencerei todas elas. Pode deixar!! – disse-me ela com os olhos arregalados. - O que pretende fazer?

- Bem já ouviu falar numa brincadeira comum entre adolescentes onde usa-se um copo emborcado... – comecei então minhas explicações.

To be continued... Again...

(Matei de novo, mas prometo terminar na próxima!! Sete Mulheres e um Segredo!!)



 Escrito por Coveiro ¤ às 02h11
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Crossing-Blogs:  A Mansão do Arco da Velha

PARTE 1:

 

A primeira vista não passaria de um velho casarão de velho estilo colonial, daqueles construídos no século XVII, mas que vez ou outra recebeu uma pequena reforma aqui e ali, evitando assim que a primeira chuva o derrubasse. Seria um cenário perfeito para rodar uma filmagem caseira de terror, com os janelões abertos deixando esvoaçar parcialmente as cortinas para o lado de fora. Mesmo depois de entrar em lugares assim desde os doze anos, um repentino calafrio tomou meu corpo e nunca fiquei tão receoso em pedir abrigo por uma noite.

Já era o final da tarde e o céu já arroxeava por completo no horizonte. Para piorar, nuvens negras assomavam indicando uma chuva daquelas.  Coloquei-me de frente a pesada porta de mogno e bati três vezes deixando um som rouco soar internamente. Alguns minutos depois eu escuto passos, um resmungo e, então, o barulho da porta se destravando.

- Olha pode voltar com seus produtos da Herbalife! – disse-me uma senhora de óculos, cabelos grisalhos e de vestido roxo com bolinhas lilás que se metera na frente da porta. – Eles não ajudaram em nada a Jupira.

- Errr... eu não... – disse recuando assustado para trás.

- Dollores, não seja estúpida! – falou uma outra mais gorda, cabelo curto branquinho e vestido verde. – Não fale assim com o moço! Desculpe, minha irmã, meu jovem. O que você têm para vender...?

- Eu? Não, não sou vendedor de nada. – falei – Só um viajante de passagem. Andei algumas milhas até aqui e a única casa que encontrei nas redondezas foi essa. Foi quando pensei...

- Oh, você veio da cidade até aqui?! Deve estar exausto!! – falou ela com um sorriso e pegou no meu braço me puxando para dentro. – Você deve estar faminto, não?! Logo, logo, sai o jantar e...

- Jupira, você não pode sair convidando qualquer estranho assim! – resmungou a Dollores. – Não sem antes perguntar a Leop.

- Ora, não é nenhum estranho... ele é... é... – disse a mulher me guiando pela enorme sala.

- Coveiro X! – falei me apresentando enquanto era puxado.

- Olha só, deve ser irmão do Zé Coveiro. – falou a Jupira. – Não é nenhum desconhecido. Bom, X deixa eu te apresentar a toda a casa. Eu sou a Jupira e essa mal-humorada que atendeu a porta é a Dollores. Aquelas duas ali  são minha irmãs Belmira e Carmela. Bel, dá um alozinho pro Xis!!

- Oi!! – disse a tal Belmira e despejou um olhar receoso para mim.

- Olá! Seja bem-vindo, Sr. X! Quase nunca recebemos visitas aqui. – falou Carmela com um ar risonho. – Acho que as últimas que passaram por aqui perdemos no porão e nunca mais encontramos. – e dito isso soltou uma alta gargalhada e quando viu meu olhos arregalados tentou amenizar. – Foi uma brincadeira.

- Não ligue para a Carmela, Xis, ela é boba assim sempre. Olha, lá vem a Pureza. – falou a Jupira. – Pureza, olha só que surpresa!

- Surpresa?! É meu presente de aniversário atrasado!? É bonitinho ele... – falou a tal Pureza, sendo a mais nova, com olhos brilhando e estendendo a mão para mim. – Prazer, Pureza.

- Apague esse fogo que está assustando o rapaz. – falou a Jupira não mentindo de modo algum. – Ah, faltou apresentar minha filha... Himemgarda, venha conhecer o Xis!!

- Estou aqui, mamãe. – disse a mulher com roupas de noviça vindo em nossa direção. – Olá, sou Himengarda! – ela estendeu as mãos. – Hímen, para os íntimos!

- Mas nada de intimidade com o moço, não! Tá doida!! – replicou a Jupira.



 Escrito por Coveiro ¤ às 03h16
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- Jupira!!!!! Dollores!!! – ouvi uma voz profunda.

    As duas senhoras tremeram na hora e trocaram olhares apavorados. Depois, a Jupira me pegou pela manga e foi me arrastando para o fim da sala, enquanto que Dolores resmungava repetidamente um “Eu disse! Eu avisei!”. Chegando perto da mesa de jantar, podia-se ouvir um ranger de cadeira de balanço. Havia pouca luz, mas podia-se enxergar o vulto da velha senhora balançando para frente e para trás. Um relâmpago titubeou pela janela, fazendo Dolores e Jupira tremerem e pude enxergar com precisão a mais velha delas, me fuzilando com um olhar bravo enquanto coçava a cabeça de uma gata no seu colo.

- Leopolda, foi culpa da Jupira! – choramingou a Dolores. – Eu ia dispensar ele.

            - Quieta!! – gritou a velha chamada Leopolda. – Aproxime-se, meu rapaz!

            Obedeci sem hesitar, mas sentia meu corpo tremer. A antiga opção de ficar do lado de fora na tempestade pareceu-me repentinamente atentadora. Parei diante da tal Leopolda, ela me olhou de um canto a outro e disse:

            - Você é um pouco diferente do que me falaram, Coveiro X. – disse ela me olhando de cima a baixo. Ao mesmo tempo fiquei me perguntando como ela sabia de mim. – É, é diferente! – Depois, voltou-se para a janela. – A chuva não vai parar hoje. Talvez, nem amanhã.  – coçou a cabeça da gata novamente e disse. – Dollores vai lhe arrumar o quarto de hospede para esta noite, enquanto isso vamos jantar. 

            O jantar transcorreu com uma animação única, todas as senhoras muito curiosas em saber de minhas histórias pelo mundo dos Blogs ou mesmo antes, na época da Paranigma. Ali, cada uma era mais curiosa que a outra. Dollores se entupiu de remédios antes e depois da refeição. Carmela sempre alfinetava as outras com comentários embaraçosos e dava-se muito bem com a Belmira, que aparentava um pouco de tristeza. Pureza vez ou outro parava para me olhar deixando muito encabulado. Já Jupira e sua filha demonstravam alegria e muito interesse em tudo o que eu falava. Apenas, a mais velha, Leopolda se monstrava um mistério, quieta quase o tempo todo.

            Algumas horas depois, todos nos recolhemos nos devidos quartos. Um velho pijamão foi deixado em cima da cama e fiquei imaginando quem teria sido seu antigo dono. Deitei-me, mas o sono custava a chegar. Vendo que não adiantava ficar deitado, pensei em descer para a cozinha e conseguir um copo de água.

            Abri a porta e sai pelo corredor vazio. Estava tudo muito escuro e uma sensação esquisita de que algo estava para acontecer me dominou. Fui andando pé ante pé até que ouvi um som por trás de uma das portas. Aproximei-me e escutei o choro de Belmira, clamando por um tal de “venerável” ou “venerando”.  Decidi não me envolver e descer rapidamente as escadas. 

            Chegando até a sala, fui um pego de supetão por uma pequena criatura passando entre minhas pernas e quase gritei.  Tapei a boca com minhas mãos e vi que foi a estranha gata de olhos vermelhos da Leopolda que quase me atropelou. Todavia, percebi que ela apresentava um comportamento anormal. Olhava assustada e fixamente em direção a um ponto. Volto-me na mesma direção em que ela observava e assim vejo um dos quadros da parede balançar de um lado a outro. O quadro parou bruscamente e, então, a minha velha curiosidade obrigou-me a examiná-lo.

            - O que você está fazendo aqui! – a voz de Dollores congelou meu sangue.

 

TO BE CONTINUED

(Isso mesmo, até amanhã)



 Escrito por Coveiro ¤ às 03h10
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Páginas Negras:  Cidade das Pontes

 

Esses dias eu estive matutando sobre o tal encontro a ser realizado lá em São Paulo. Isso mesmo, eu usei um “lá”. Falo isso porque muitos pensam que eu moro na Grande Sampa e se assustam quando eu aviso que não irei ao encontro por falta de quem me pague a passagem. A reação seguinte é o povo ficar curioso sobre  a minha terrinha, cheio de dúvidas,  imaginando um cenário mais exótico do que a realidade daqui é.  Ás vezes, fico até apavorado com algumas perguntas. Portanto, meu tema de hoje nesta sessão é tirar as duas principais ilusões que se criam de Recife e mostrar a verdadeira Cidade das Pontes.

 

Recife, a Terra do Cangaço.

É fato em todo lugar, seja no Rio Grande do Sul ou Brasília, quando falo que sou do Nordeste, têm sempre aquele que diz um “Ai, coitado” e pergunta como eu faço na época da seca. Sendo espirituoso, eu digo que “a gente se vira, mas não é muito bom andar de automóvel em minha terra”. Eles perguntam “Porquê?! Eles roubam o carro?!?!” e eu respondo “Bem, não exatamente, eles roubam a água do carburador”. Não dêem risadas, teve um que me perguntou ainda se era sério. De vez em quando, dá vontade de vestir o chapéu de couro e o gibão só para usar a peixeira.

 

Recife, a Terra dos Tubarões Assassinos

Aqui existe uma meia verdade, que a televisão ajudou a misturar. Até me assustei quando estava em Gramado e um gaúcho perguntou a explicação do tal emergente fenômeno dos Tubarões Assassinos. Ressaltei que era tudo por conta das mudanças ecológicas depois da ampliação do novo pólo portuário, exaltando que a praia ainda era segura se os limites fossem respeitados, pois é impossível tubarões ultrapassarem os arrecifes. Quero deixar isso bem claro porque já vi uma mamãe turista gritar pro seu filho turistinha que estava apenas molhando os pés na água: “Menino, sai desse mar, não ouviu eu dizer que têm tubarão”. E enquanto ela arrasta o menino para um lugar que acha seguro na areia eu e meus amigos aconselhamos “ Senhora, um pouco mais para trás porque têm uns tubarões mais espertos que jogam um anzol para pescar meninos”.

 

Recife, a cidade das Pontes

Agora, sim! Essa é a idéia que quero passar para vocês. É a minha cidade das Pontes, onde Capibaribe e Beberibe realizam tantas proezas e reviravoltas, que Recife parece ser formada por várias ilhotas, enlaçadas pelas famosas pontes. Essa é a minha Veneza Brasileira, maior que muita gente imagina e com um ar diferente a cada momento do dia. É sob o sol forte das manhãs corridas, que o convivemos com um povo de sotaque arrastado e gingado nos pés. É nas noites do Recife, que muitos dizem ser boêmia (e eu sou um deles), que você têm vontade de andar sem destino e às vezes até dançar sozinho na calçada. É aqui que tenho meus amigos, nascidos nesta terra ou que se apaixonaram pelo lugar. É aqui que já vi nascer inúmeras vezes o pôr-do-sol na praia ou no Marco Zero. É Recife, o meu lugar, que um dia vou me afastar, mas sempre será parte de mim.

 

 

Continuemos o tour...

 

 

 

 

Puxa, só de fazer esse "post" me deu uma angústia em pensar em sair daqui!! Bateu até uma tristeza! Bom, isso aqui foi em especial pro pessoal do encontro. Já que vocês estão fazendo eu ter inveja por um dia, eu vim descontar um pouco. Bom, curtam muito que eu vou também dar uns giros por aqui. Esse fim de semana é o Abril Pro Rock! Yeah!! Acho que tenho um bom consolo! Beijos e Abraços devidamente distribuídos a todos!



 Escrito por Coveiro ¤ às 01h21
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ATENÇÃO: Antes de ir quero avisar do Crossing seriado das beatas que começa no Domingo!! E para aqueles que adoram um prêmio, aí vai mais uma chance. Aquele que me mandar uma confirmação (leia-se printscreen) que é o visitante 3000 vai poder presentear qualquer Blog com um Crossing e ainda fazer uma breve participação especial nele. Só um pedido, sejam bonzinhos e presenteiem quem ainda não apareceu aqui!!



 Escrito por Coveiro ¤ às 01h18
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O ENCONTRO:

 

E, obviamente, não podia deixar de falar do esperado encontro que infelizmente eu vou perder. Sim, o primeiro ( de muitos espero) encontro de Blogueiros da UOL. Que vai ser realizado Get Back - Rua Darzan, 191 - Santana – Sampa , neste sábado (17/04/2004). Bom, eu não tenho a mínima idéia de onde isso fica, mas estou pedindo a todos que levem máquinas, fotográficas ou digitais, tirem muitas fotos e mandem para esse Coveiro aqui ficar com inveja. E para aqueles que não sabem porque o Xis vai faltar, não percam minha páginas Negras de amanhã!! Muitas explicações... E quero ver quem ainda vai me chamar de misterioso.



 Escrito por Coveiro ¤ às 00h36
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Amigos desblogados Vs Amigos blogueiros

Realmente, foi uma goleada. Tirando a safadeza do Gódi, os quatro primeiros lugares foram perfeitos. Débora, Sétimo, Cintuca e meu primo  preencheram o questionário sem titubear e mostraram que conhecem de tudo do Coveiro, virtudes e fraquezas. Mas para trás, ficamos com os Blogueiros que demonstram mais carinho por esse Coveiro (e o carinho é recíproco!!): Nane, Jan e Naty (ainda ruivinha).  Todos os demais até que me surpreenderam, mas teve alguns que colocaram cada absurdo...!! Aí estão as respostas...

 

1 Como se chamava a primeira Homepage do Coveiro e atual logomarca dele?

Bom, indiscutivelmente, a “lápide” tornou-se o maior sucesso. Todavia, meu primeiro site e atual logomarca sempre foi e sempre será minha amada “PARANIGMA”. Já o “Danblogueando” foi  o Blog  que ajudei a enterrar, a pedido de Deus. 

2. Qual o animal que o coveiro detesta?

Praticamente não tenho nojo ou aversão a nenhum animal, exceto “TARTARUGAS”.  O mesmo vale para cagados, jabutis e outros quelônios. Não têm explicação lógica, detesto desde pequeno o animal em si.. “Formigas” me chatearam um pouco quando comeram a placa de meu antigo CPU, mas ainda não odeio-as. Muita gente votou no “Crítico-sem-conteúdo” mesmo sabendo que simpatizo por ele. Disseram-me depois que foi um ato de protesto por convidá-lo para um Crossing assim que ele tiver um Blog!

3. Qual o Signo e Ascendente do Coveiro respectivamente?

Como eu brinco com meu amigo Sétimo, “o guia espiritual do Coveiro”, sou a Sombra e a Escuridão, signo de "LEÃO" com ascendente em "GÊMEOS". Complicado, né!? Então, imaginem a lua em Libra.

4. Em que curso o Coveiro é formado?

Muita gente achando que eu, o senhor dos Crossings, misterioso escritor de lápides, era algum “Doutor das Letras”. Pois não, “BIÓLOGO” e com prazer. Escrever pra mim ta mais na veia do que na cabeça.  Já o “coveirismo” é desde moleque, só que não é profissão.

5. De onde veio o apelido do Coveiro na vida real?!

Definitivamente, meu pai não é dono de funerária, nem foi por causa de um livro e muito menos eu era um garoto que enterrava os binquedos. Ganhei esse apelido “POR CAUSA DE UM DITO POPULAR” de minha região. Dizem que eu costumo fingir de morto para “atacar” o Coveiro pelas costas. Em sumo, Guga e Sócrates resolveram reduzir para o famoso “Coveiro”. Já quem marcou a última alternativa “por causa do nome do meu cachorro” deve estar vendo muito Indiana Jones.

6. Como o Coveiro se refere a sua cidade natal?!

Todas as denominações serviriam muito bem, todavia eu só uso o “CIDADE DAS PONTES” para falar de minha Recife. Quem aqui visitar, vai ter uma boa idéia do que falo. Já Praia dos Cocais é fruto de uma brincadeira de dois primos paraibanos que visitaram a Praia de Boa Viagem logo após uma noitada de Carnaval. Quem conhece, sabe como fica!!

7. Qual a origem do amuleto do Coveiro?

Foi fácil!! Quem lê meus In Memorian sabe que minha sementinha da proteção é um amuleto “FUNIORI”. E ainda teve maluco que achou que eu fui até os Estados Unidos falar com um xamã “Apache”!!! Pode?!?

8. Essa é fácil!! Qual o segundo nome do Coveiro?

Todos com “Erres”, mas o único que é sagrado é “ROBERTO”. Brincadeira! Porém, brincadeira maior foi colocarem “Roberval”. Esse traste da UFRPE deve estar ficando famoso.

9. Qual a primeirona banda de Rock preferida do Coveiro?

Que se lixem os que me acham um babaca, mas eu sempre fui e sempre serei um fã do “GENESIS”, principalmente na fase altamente marketeira que Phil Collins assumiu. Todo o resto são bandas boas, mas não foram marcantes.

10. Qual a série de filmes preferida do Coveiro?

Sem sombra de dúvidas, basta entrar no meu quarto e uma criaturinha sorridente e estranhamente assustadora irá pular para cima de você. “ALIENS” tem toda a temática que o pequeno coveiro-astronauta sempre sonhou.



 Escrito por Coveiro ¤ às 00h36
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In Memorian : Três Noites de Chuva.

 

O cenário onde eu estava antes de ter a idéia de escrever este In Memorian era o campus universitário onde me formei e continuo vinculado através do curso de pós-graduação em Genética. Já era tarde da noite, acabara de ministrar uma das aulas pra a graduação e retornava por um real caminho escuro até a parada de ônibus mais segura. A partir das  nove horas da noite, toda a universidade praticamente transforma-se numa cidade fantasma, onde sua própria sombra é a melhor companhia. Estava chovendo forte e lá estava eu caminhando com minha velha e longa capa de chuva que tantas histórias já teve. Qualquer um acharia que eu estaria apavorado, mas não. Um sorriso gostoso acompanhava meu rosto, pois aprendi não só a conviver com tais momentos como também a admirá-los. Fico fascinado com as gotas finas caindo do céu, aconchegando nas lentes de meus óculos e adoro o jeito com que minha capa aberta move-se para um lado e outro, dançando ao vento. Vez ou outra, passo a mão rapidamente no cabelo, começo a arrepiá-lo lançando gotas para todos os lados e aquele que me observar de longe me tomara como louco por estar até rindo no final.

 

Hoje, é tudo bastante divertido, mas houve um tempo em que caminhar pelo Campus à noite parecia a aventura mais tenebrosa de minha carreira. Esta aventura aconteceu no ano de 1999, no mês de Abril. Eu não passava de um calouro assustado que logo de cara foi meter-se no Congresso Regional de Genética realizado no Centro de Ciências Biológicas da UFPE. Seriam três dias numa universidade quase vazia, num longo feriado, onde eu estaria em apuros no meio de palestras sobre "Marcadores Moleculares em peixes amazônicos" ou "Descrições de heranças de famílias acometidas com X-fragil". Não olhem estranho para esses nomes, pois na época eles eram tão assustadores para mim quanto são hoje para vocês. 

 

Terminado o primeiro dia de Congresso, percebi quão tarde estava e meus olhos ergueram-se aos céus esperando que a chuva forte que caía fosse passageira. Passados vinte minutos, tive que optar por chegar ensopado em casa ou perder o jantar. A alternativa dois pareceu-me mais assustadora, principalmente por estar sozinho no pátio do evento. Então, fui andando na escuridão, protegendo-me como podia da chuva e infiltrando-me pelos prédios. No meio do percurso, tinha que atravessar um longo gramado, atolando meus pés na lama. Repentinamente, escuto um som a me chamar "oi... oi... oi... oi... oi...". Virei-me para trás e nada via na escuridão. Acelerei o passo, mas aquele barulho cada vez mais se tornava constante e cadencioso, de tal forma que minha mente foi tomada por descontrole. Não olhei para trás e corri como um desesperado. Alcancei um outro bloco de prédios e tentei me controlar. Foi então que meu cérebro voltou a funcionar e analisar o estranho "oi... oi... oi... oi... oi...".

 

- Sapos!! - Gritei comigo mesmo e comecei a rir sem parar até chegar no ônibus.

 

No segundo dia, terminada as sessões, a noite se mostrava com uma chuva ainda mais pavorosa, reduzindo ainda mais meu ânimo para enfrentá-la. Já prevendo que não adiantava nada esperar, lá vou eu apressado pelo meu caminho, tentando não escutar os medonhos "ois..." que maquinavam em minha imaginação. Cheguei rapidamente no portão que levava à minha parada, mas fui acometido por um choque: Um cadeado impossibilitava a minha passagem. Fiquei estático por longo tempo, deixando a chuva escorrer pelos meus cabelos pretos e tentava imaginar o que fazer. Na época, aquela era minha única saída conhecida e comecei a vagar como um zumbi pelo lugar suplicando por encontrar um outro caminho. Não lembro ao certo, mas creio que levei uns vinte minutos até achar uma porta aberta que me levasse até uma outra parada.

 

No terceiro e último dia, eu estava decidido a não ser o último a deixar o lugar. Era um Sábado e assim que a sessão de Encerramento do Congresso teve início, eu escapuli do auditório e fui realizar o novo caminho que aprendera. Momentaneamente, o céu estava limpo e a noite bonita, deixando uma lua linda figurar na negritude. Cheguei finalmente no portão e ao tentar abrir não consegui. Meus olhos se exaltaram e entrei em desespero. Atraquei-me com a porta, apoiei os pés na grade e comecei a puxar. Nenhum efeito.

 

- Não! Hoje não! - pensei alto e com raiva.

 

Joguei a mochila para o outro lado, comecei a escalar a grade que cinge o campus e lá do alto inspirei fundo. Já havia saltado muros maiores quando guri e então me joguei. Creio que até foi um salto bonito, daqueles que lançamos a mão e damos meia volta, mas a aterrisagem foi um desastre. Meus joelhos fraquejaram e caí de bunda no chão. Resmunguei meias palavras ao tentar tirar a terra da roupa e meus ouvidos escutaram vozes. Olhei para aquele lado e vi outros participantes do congresso aproximarem-se da saída. E para minha surpresa, eles simplesmente abriram o maldito portão sem dificuldade alguma e se encaminharam para a mesma parada onde eu estava. Soltando demônios pela boca, fui conferir se estava louco. Forcei com uma única mão e, realmente, aquela grade poderia ser aberta facilmente por qualquer criança. Levantei os ombros e segui meu caminho de volta para casa. 



 Escrito por Coveiro ¤ às 23h38
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Por amor a arte!!

Não poderia colocar outro título que não fosse esse nessas Páginas Negras. Era assim que eu defeniria o principal motivo de me empenhar tanto não só no meu trabalho nos dois Blogs que mantenho como também no incentivo que dou para manter outros amigos blogueiros ativos. Como insisto em repetir, não sou daqueles que aceita fácil o abandono das histórias sem um devido fim e algo assim estava prestes para acontecer com o Blog de Deus. Lá vocês terao idéia do quanto eu e o Gódi batalhamos por trazê-lo à tona para felicidade de nossos amigos visitantes e infelicidade dos inimigos. O bom é que tudo voltou ao normal e ainda sai ganhando não só uma canonização por Deus como uma beatificação pelas beatas.

Esse meu empenho, recentemente, se mostrou ainda mais justificado quando soube que nossos Blogs estão servindo de referência por alguns professores de ensino fundamental. Isso mesmo, vocês não leram errado. Tudo começou quando o nosso Edu "Legista John" e seus amigos entraram em contato com Gódi, Zé e Eu através da sugestão do professor de história deles que comentou sobre alguns Blogs da nossa comunidade na sala de aula. Isso apenas me cutucou na hora, porém, deixei de lado. Recentemente, todavia, conheci a Cristiane, professora de português e redação, que numa conversa de MSN disse ter feito o mesmo e recomendado nossos Blogs aos alunos. Estou meio bobo, ainda tentando medir a dimensão disto, mas não estou conseguindo.

Bom, deixando de lado esse papo, vamos falar de algumas otimizações de meu Blogs. Lápide: Estou tentando colocar os Crossing-Blogs durante os fins de semanas, sempre postando aos Sábados a noite. Casos especiais com crossings seriados, seguiram no sdias subsequentes, mas isso será raro. Portanto, confiram o Crossing das Beatas já no Sabado, Domingo e Segunda que vêm.  Já os In Memorian, serão nas quartas. Criaturas: Todo domingo com nova história. Nas quartas, divulgaremos as respostas para as melhores perguntas ou comentários.

Por fim, quero agradecer a todos o carinho enorme que recebo seja nos comentários, emails e MSNs. O coveiro nem sempre têm tempo de visitá-los como queria, mas tenta. Agora, vou deixar um teste para as minhas "fãs" auto-proclamadas. Quero ver quem conhece mais esse errante. Acesse aqui e responda o que sabe de mim:

http://coveirox.friendtest.com

Até Breve!! Sombras...



 Escrito por Coveiro ¤ às 00h05
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Crossing-Blogs: Se Gódi fosse um de nós...

  

            Meus pés mal esperavam pelos novos caminhos adiante, acordaram aquela manhã com uma disposição jovial por encontrar a estrada novamente e mesmo depois de seis quilômetros de caminhada, pareciam prontos para o triplo disto. No entanto, foi a cabeça, ainda cheia de lembranças dos últimos dias, que me fez retornar os olhos para aquela cidade monumental. Foi ali que acabei fazendo amigos, alguns muito estranhos até, e vivendo aventuras que preencheriam com emoção as páginas de meu diário de viagem. Balancei a cabeça, deixando de lado a saudade, e segui em frente. Era uma manhã ensolarada e o amor pela peregrinação foi mais forte.

            Quando o sol alcançou o meio dia, figurando em destaque sobre minha cabeça, procurei me distanciar da pista e me abriguei na sombra de uma gigantesca árvore. Sentei-me na relva, esticando os pés e relaxando ao recostar no caule. Suspirei longamente e passei um certo tempo apenas vagando meus pensamentos por distantes memórias. Meu estômago reclamou do longo período vazio e, então, comecei a desembrulhar o sanduíche de patê de atum que preparei naquela manhã. O cheiro forte fez minha boca salivar e já estava pronto para abocanhá-lo quando ouvi um grito bem atrás de mim:

            - Posso sentar aí do seu lado!!?

            Sobressaltado, perdi a coordenação das mãos e acabei por largar o sanduíche. O pão rolou na grama e seu conteúdo se espalhou para os lados. Olhei amuado para o meu almoço perdido e, depois, me voltei irado para aquele que estava atrás de mim. A primeira vista, era nada além de um trintão com roupas comuns, branco, cabelo castanho claro cheio, jeito meio caipirão e olhar completamente desvairado.

          - Você não devia estar jejuando, não?! – falou ele já sentando ao meu lado e reparando no sanduíche que estava no chão.

            - Eu passei já a manhã toda de jejum. – respondi olhando-o atravessado.

            - Mas, é Páscoa! É para jejuar, mesmo. – replicou sem hesitar.

            - Só que hoje é o Domingo de Páscoa... – falei me levantando para catar as sobras do sanduíche. - ... e minha refeição não tinha carne vermelha.

            - Ah, sim. – falou ele sem dar muito caso. – De qualquer forma é questão de moda, houve uma época em que matavam cordeiros e jogava-se o sangue deles nas portas.

            - Que?! – exaltei-me enquanto, de joelhos, tentava salvar o que sobrou meu almoço.

            - Isso foi antes do JC. Agora mudou tudo. – disse ele com um ar natural. – Sabe, também deu fome. Reparte um pedaço desse pão de atum!

            - Você é louco? – disse montando o meu almoço. – Você primeiro estraga a minha comida e agora quer dividi-la.

            - Sim! Qual o problema?! Mas será possível que vocês não aprenderam nada do que ensinei. – ele balançou a cabeça inconformado. – Cadê sua aula de catequese?! Repartir, lembra!? Se não esqueceu daquele texto que falava que renegar a mão a um mendigo é o mesmo que estar dando as costas à Deus, saiba que está tendo um exemplo claro disto agora.

            - Cara, quem é você?! – perguntei.

            - Eu esperava que não soubesse, mesmo. – falou ele com certo menosprezo. – Bom, eu sou Deus.

            - Ah, Deus?! – indaguei com escárnio.

            - É, o Senhor, o Todo-Poderoso, aquele para quem todos rezam a noite. Mas pode me chamar de Gódi, também. Gostei desse nomezinho que me deram.



 Escrito por Coveiro ¤ às 02h05
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            Eu devo ser um para-raio para doidos mesmo. De todos os malucos que já presenciei no mundo dos Blogs, obviamente que restava alguém que se achasse o Deus. Levantei-me sem falar mais nada e comecei a caminhar novamente pela estrada mordiscando o pão.

            - Ei, ei. Você está indo para o sul?! Eu também vou! – falou ele correndo atrás de mim. – Posso te acompanhar?

            - A estrada é livre! Tenho como evitar?! – respondi desviando o olhar para ele.

            - Legal! – disse ele e ajeitando a mochila nas costas, se pôs do meu lado.

            Não demorou muito para aquele maluco novamente abrir a boca e começar a cantar aquela velha canção de sucesso das rádios de Joan Osbourne, com um sotaque enraizado do interior de São Paulo “Whati if Gódi was one of usss... Just a slobi laike one of usss... Just a stranger on the bussss... Trying to make his way hoooome... He's trying to make his way hoooome... Backi up to heaven all alooooone...”

            - Ei, maluco! Toma! – entreguei um pedaço do meu sanduíche. – Feliz Páscoa. Agora, come e cala a boca.

            Com isso , consegui fazer com que ele ficasse calado um bom pedaço da caminhada, mas mal terminou o último pedaço já estava ele falando de seus desvarios como quem fosse realmente o Nosso Senhor.

            - Coveiro, to precisando ir no banheiro! – falou ele como um menino pequeno que pede permissão à mãe.

            - E?! – questionei sem dar muita importância.

            - E que precisamos achar um!! – falou ele.

            - Já que você é Deus, porque não estala os dedos e cria um? – ironizei.

            -  Não dá! – disse e logo explicou. – Não têm encanação aqui. Não ia adiantar nada criar um banheiro se não têm água encanada para a descarga.

            - Okay, okay! – disse parando. – Vai atrás daquela mangueira ali. Eu espero.

            - Ali. – questionou esbugalhando os olhos. - Ao relento?

            - É. Ali! – respondi sem paciência. – Houve uma época onde não existia banheiros e tínhamos que nos virar detrás das árvores. Isso foi antes do JC, lembra não?!   

       Desta vez, ele riu que nem um boboca e correu até o local indicado. Desapareceu por debaixo da folhagem, enquanto eu fiquei chutando pedras a esperar. Repentinamente, escutei um barulho de motor distante. Ergui a cabeça e vi que uma camionete aproximava-se distante. Gritei para o louco do Gódi e comecei a fazer sinal de carona para o motorista. O automóvel veio se aproximando, mas sem reduzir a velocidade e eu e o doidinho começamos a fazer sinal para que ele parasse. Nossas expectativas sobre encurtar a viagem acabaram-se quando a camionete cruzou o caminho sem diminuir, deixando apenas uma gigantesca nuvem de poeira para trás.



 Escrito por Coveiro ¤ às 02h04
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            - Filho de uma... – e vi meu companheiro descarregar uma infinidade de insultos para o motorista, a mãe dele, o pai, mulher e filhos.

            - Para Deus, você até que têm uma boquinha bem suja, viu?! – falei.

            - Ah, não vem com essa, não! – respondeu ele mal-humorado. – Tive que criar todos esses palavrões desde que inventei mulher e ela inventou de me desobedecer comendo o fruto proibido. Foi o melhor relaxante natural por mim criado.

            - Tá certo! – disse rindo. – Agora, não adianta fazer mais nada. Continuemos a caminhada.

            - Nada disso. Aquele miseravelzinho renega uma carona para Deus e acha que vai sair assim?! – percebi que o humor do Gódi realmente mudara. – E logo na Páscoa!!! Vai levar “Click”!!

            - Vai o quê?! – indaguei confuso.

            Sem me dar resposta, vi o maluco apontar o dedo na direção onde à camionete sumiu como se fosse uma arma em suas mãos e, por fim, apenas soltou um “click” estalando a língua nos dentes. Em seguida, fez cara de desdém e continuou a andar.

            - Que insanidade foi essa agora? – questionei.

            -  Dei um “click” no sujeito. – falou Gódi com um ar superior. – Agora, foi para a terra dos pés juntos.

            - Ah, claro! Você matou ele com um “click”. Têm sentido!! – disse com sarcasmo.

            - Você não acredita ainda, não é?! – falou o Gódi me olhando pelo canto do olho.

            - Obviamente. Essa do “click” foi a pior de todas. Quer que eu acredite nisso?! – falei cruzando os braços e pondo-me na frente dele. – Então, vamos lá! Dê-me um “Click”.

            - Mas eu não quero te dar um “Click”. – falou o Gódi. – Se você morrer agora, vou continuar a viagem sozinho.

            - Ora, sendo você Deus, você me dá o Click e depois me ressuscita. Que tal? – desafiei.

            - Ta bom! Já que insiste... – ele estalou os dedos e repetiu. – “Click”!

            Continuei parado observando a cara sorridente de Gódi, esperando cinco minutos sem acontecer nada, como já previra. Depois, repuxei as sobrancelhas e ironizei:

            - Demora muito para fazer o efeito do Click!? Quando vou morrer???

            - Ora, já morreu, Coveiro!! – falou ele abrindo os braços. – E meio milésimo de segundo depois eu te ressuscitei.

            - Heim?! – recuei a cabeça para trás. – Eu nem percebi.

            - É que eu notei que as ressurreições deixam algumas seqüelas se demorar algum tempo. Sabe o Lázaro?! – Gódi começou mais uma de suas histórias e eu fui me afastando. – Ele nunca ficou muito certo da cabeça depois de...

            - Gódi, só existe você mesmo! – falei continuando pela estrada, pondo as mãos no bolso e assoviando uma velha cantiga.

 



 Escrito por Coveiro ¤ às 02h01
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            Passamos boa parte da tarde caminhando, quase todas às vezes, o Gódi falando suas novas idéias para as mudanças no céu ou outras maluquices sobre um Antigo Testamento que ele inventou. Com o avançar da noite, percebi que ele também se calara e isso me chamou a atenção.

            - Cansou a língua? – resenhei.

            - Foi por causa da Lhama, não foi? – perguntou ele do nada.

            - Como é que é? – estranhei mais ainda essa nova insanidade.

            - Você não conversa mais direito comigo por que não lhe dei a Lhama. Foi isso! Seu pai foi para São Paulo, você louco para ele comprar uma Lhama do Jardim Zoológico, rezava toda noite para chegar o dia em que ele voltaria com o animal. – disse Gódi com um ar meio melancólico. – Foi uma das suas maiores decepções no aeroporto. Eu lembro. Mas, convenhamos, Coveiro, uma Lhama!? Você era uma criança muito esquisitinha, viu...

            - Olha, você deve estar com sono e eu também. – disse tentando cortar o papo.

            Caminhei para fora da estrada e procurei um lugar onde a relva fosse mais macia, joguei a mochila no chão e deitei-me usando ela como travesseiro. Olhei para o lado e vi o Gódi sentando num canto e me observando daquele jeito de doido dele. Virei para o outro lado resmungando e caí no sono.

            Horas depois, acordei com o Sol  em meu rosto. Tapei as minhas pálpebras com o braço e virei de lado. Levantei metade do corpo, sentando e espanando os pedaços de mato de minhas roupas. Foi quando percebi que o Gódi não estava mais ali. Girei para todos os lados e nenhum sinal dele. Quando me preparava para levantar, apoiando as mãos no chão, ouviu um grunhido por detrás de mim. Pulei para o lado, com os olhos esbugalhados e foi, então, que eu vi um animal de pêlo grosso pardo, pescoço longo, orelhas abanando e com a boca sorridente mostrando largos dentes brancos. O bicho de grandes olhos negros adiantou a cabeça para perto de mim e lambuzou-me com a língua. Era Páscoa, época dos milagres, e lá estava a minha lhama dos sonhos.

           

 


            -x- E foi assim que pela primeira vez encontrei o nosso Deus, o Gódi. Mal saberia eu que voltaria  a encontrá-lo tantas outras vezes, seja para ajudá-lo na luta do TopBr contra o DanBlogueando ou mesmo na ressurreição de seu próprio Blog. Para quem não conhece ainda, não perca tempo e visite http://deus.zip.net, agora com Novo Template e com a participação de Nossa Senhora. -x-



 Escrito por Coveiro ¤ às 01h57
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Páginas Negras: Então, é a Páscoa...

Foi somente quando cheguei ao laboratório nesta manhã, vendo o departamento vazio, que percebi que já era o "fim da semana" e estavamos nas vésperas da Sexta-feira da Paixão. Já é Páscoa e eu não preparei nada ainda. Sentei na cadeira da sala de computadores do laboratório e com os olhos embaçados de sono e cansaço, tentei imaginar o que criar. Bati a cabeça na mesa e me entreguei. Estou esgotado. Desisto.

Perdoem-me aqueles que esperavam algo grandioso esse fim de semana, mas a Lápide entrará em recesso, porque o Coveiro está quase morto. Talvez, alguns de vocês não saibam, mas desde o começo dessa semana estou participando de uma "Paixão de Cristo" onde o real e virtual se misturaram, salvando o Blog de Deus. Deixei as idéias da Lápide de lado e peregrinei para aquele Blog, convocando os nossos amigos e conquistando mais raiva dos inimigos. Creio que nunca lutei por nada com tanta fervor, suando frio a cada novidade, boa ou ruim. No final, todavia, creio que tudo parece estar dando certo. Vou publicando as novidades lá aos poucos e, em breve, o Blog voltará ao seu autor original. Graças ao Gódi... e principalmente a Nossa Senhora!

Olhando um pouco para trás, percebi que a idéia dos Crossing-Blogs seriados funcionou. Isso é mais um ponto para a grande e futura Saga funcionar. Estou bolando os preparativos para esse evento e alertando que todos os Blogueiros ressaltados em minhas histórias até o final de Maio farão parte do evento. Então, me perguntaram, como faço para ganhar um Crossing? Bem, existem duas maneiras de blogueiros terem sua vez aqui: A primeira é ganhando através de prêmios que eu exponho nas páginas negras e a outra simplesmente é conversando no messenger comigo. Se idéias surgirem, histórias acontecerão.

Agora, voltando meus olhos adiante, Vou reservar o Domingo para cuidar de meus Blogs e realizar as devidas homenagens a essa festividade. Na lápide, farei o Crossing-Blog de meu amigo Deus, agora com mais gosto do que tudo. No criaturas, Ébano e Vigia também continuaram com suas piadas, desta vez com uma companhia muito perigosa. E a partir da segunda, tudo volta a normalidade. Esperem pelo crossing seriado das beatas que foram as ganhadoras do prêmio dado ao visitante 2000.Parabéns.

E quanto ao presente?! Bom, quanto ao presente, melhor eu realmente descansar. Certamente, não sou feito o Gódi. Se eu morrer nesta sexta, não tenho os mesmos poderes de ressurgir no Domingo. Abraços e Feliz Páscoa a todos. E olha quem veio me visitar, mesmo disfarçado, para também desejar o mesmo.

O coveiro distancia-se pela estrada escura...
Sombras...



 Escrito por Coveiro ¤ às 12h02
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Crossing Blogs: O que nos faz únicos.

Uma das coisas mais admiráveis neste mundo dos Blogs é que com o tempo ele se torna uma espécie de comunidade, onde cada um acaba por encontrar seu lugar e função. Em Crossing-Blogs, eu pretendo colocar aqui o meu convívio com essa galera, sempre numa narrativa agradável e confortável. Aqui, está a Parte final do Crossing sobre Bizarros!!

 

            Quando situações catastróficas se deparam na nossa frente, muitas vezes precisamos parar por um instante e voltar um pouco ao passado para que possamos entender algo dela. Foi desta maneira que minha mente regressou até aquela manhã, quando o Mack entrou no Bar Code, pedindo ajuda para encontrar um lugar barato para se hospedar. Descobri que ele era um caça-paranigmas como um dia eu fui e conversamos por longo tempo. Então, algo estranho aconteceu. Alguém que pensei ser a Val acusou-o de ser assassino, porém o Mack puxando a arma provocou-a a ponto de se mostrar. A tal Val era falsa, um Bizarro. Foi o nome que ele usou para definir a criatura que mudava de rosto e forma. Tentamos segui-la, mas antes encontramos um empecilho. Na verdade, dois empecilhos.

            “Moderadores, eu não sou o responsável  por essas confusões. Na verdade, vocês não encontraram um único responsável por tais atos. Os Bizarros são muitos.” Mack foi se afastando e dizendo “ E um deles está fugindo, não muito longe ainda”.

            “Não ouviu a Nane?! Nenhum movimento!!” falou o moderador Roger estendendo a arma.

            “Desculpem, mas eu estou cansado de ver eles deturpando minha imagem. Eu vou atrás dele. Se quiserem me ajudar, fico grato” dizendo isto o caçador de paranigmas deu as costas e começou a correr pela rua úmida. Quase que instantaneamente, os dois moderadores giraram a arma naquela direção e não sei se teriam realmente disparado no Mack se eu não tivesse me jogado na frente deles.

            “Não! O que acham que estão fazendo?” gritei abrindo os braços.

“Saia da frente, Coveiro” falou a Nane “Esse tiro não é para você!”

“Espere!! Está tudo muito estranho aqui!! Acabei de ver essa coisa... bizarro se passar por uma amiga minha e me enganar. Se não fosse o Mack, não sei o que aconteceria. Ele sabe realmente com o que está lidando. Vocês devem dar uma chance a ele” disse me afastando “Eu vou atrás dele.”

Comecei a correr e olhei de relance para trás, os dois moderadores entreolharam-se por alguns instantes e depois resolveram me seguir. Um sorriso com gosto de aventura cresceu em mim. O vento eriçando o meu cabelo molhado de suor e o sangue correndo quente em minhas veias só trouxeram memórias agradáveis. Quando dei por mim, já estava bem distante da Nane e do Roger e ainda não havia sinal do Mack.

Segui em frente até encontrar trechos mais estreitos, onde a pouca luz natural mal conseguia penetrar. Desviei meus olhos para um dos lados e captei uma forma humana indefinida. Tentei me aproximar silenciosamente a fim de definir quem era o vulto. Faltando poucos passos, meus olhos captaram aquele ser tenebroso e sem face. Não consegui expelir ar de meus pulmões para chamar os outros. Estava completamente em choque.

Em resposta ao meu temor, aquela criatura deu um passo à frente e seu rosto começou a se contorcer, criando dobras e formas, até que para meu espanto, tinha a minha face. Era como olhar em um espelho. A criatura chamada de Bizarro copiara com perfeição cada detalhe de meu rosto. Nos minutos seguintes, todo o seu corpo amoldava-se até que parecia ter roupas similares a minha. Comecei a andar para trás, tateando pelas paredes e aquela cópia bizarra do coveiro me seguia com um passo lento, cadenciado e enervante.

“Coveiro?”  escutei a familiar voz da moderadora atrás de mim.



 Escrito por Coveiro ¤ às 01h36
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Girei meu corpo e vi que ela e o Roger mantinham suas armas apontadas em minha direção. Olhei para o meu lado e encontrei minha cópia olhando serenamente para os dois moderadores. Para completar o apuro em que me encontrava, o maldito Bizarro abriu a boca e disse com uma voz seca, mas não tão distante da minha.

“Ele é o falso coveiro” e pareceu sorrir malignamente ao dizer isso.

“O quê?!” gritei desesperado e dei um passo a frente “Olha, Moderadora, eu...”

“Não se aproxime!” gritou a moderadora e complementou “Nenhum dos dois se mexa, até eu ter certeza de quem é quem.”

“Eu sou o verdadeiro coveiro” insistiu a cópia com a voz sem vida.

“ Cara, você é alguém que têm problemas!!” falei exaltado para o meu falso eu “Não têm mais o que fazer a não ser se passar pelos outros! Tenta arrumar uma mulher para...”

Nem consegui terminar o que queria e o falso coveiro pulou em cima de mim, com os punhos armados e praguejando como uma velha doente. Tentei desviar de seus murros e ambos caímos no chão rolando de um lado a outro. Lembro-me de pouca coisa do incidente e nem tenho idéia de quanto tempo levou. A minha última recordação daquele momento é o som de uma arma descarregando. Pude até mesmo captar o zunido da bala alvejando o corpo e automaticamente meus dentes travaram. A luta encerrou-se naquele instante e senti o peso do corpo do meu inimigo sobre mim. Ele estava imóvel, olhos opacos e aos poucos as formas que delineavam a face foram novamente desaparecendo. Gritei e procurei sair o mais rápido possível de baixo do moribundo.

“Vocês podiam ter me matado!!!!!” ergui-me do chão e virei-me para a moderadora

“Não. Eu não ia errar, Coveiro” falou ela.

“Como, não?! Como ia conseguir diferenciar  o verdadeiro do falso” indaguei.

“Quando vocês começaram a brigar, deu para perceber quem era quem...” falou Nane.

“Como assim? Como percebeu??” insisti.

“Eles não são cópias tão perfeitas assim” os lábios de Nane abriram-se mostrando um sorriso discreto. “Quando se atracaram no chão, essa coisa não parava de resmungar os mesmos cinco xingamentos que conhecia” Ela puxou os óculos vermelhos e fitou os meus olhos com um ar brincalhão “Já você não parava de matraquear desesperado palavras que nem mesmo eu sabia que existiam em um dicionário”.

“Hã!?” exclamei surpreso

Os dois moderadores trocaram olhares e menearam a cabeça com sorrisos no rosto. Juntei-me a eles rindo muito mais pela tensão passada. Do outro lado da rua, ouviu-se um estalar súbito e o barulho de passos desordenados se aproximando. Em resposta aquilo, Nane e Roger se viraram na direção com as pistolas apontadas. Virei-me para aquele lado e encontrei o corpo cambaleante do Mack se escorando nas paredes.

“Ei, sou eu , o Mack, o verdadeiro!” disse ele arfando e colocando a mão no braço. “Acho que estou ficando velho. O miserável me pegou desprevenido, mas não têm o mesmo talento. Menos um.” Disse o caçador e reparou no corpo do falso coveiro tombado no chão “Esse era outro!? Estão virando uma praga!!”

Dito isso, Mack não agüentou ficar mais de pé e desmaiou tamanha era sua dor. O moderador Roger correu para acudi-lo sendo seguido por mim e pela moderadora Nane. E assim terminou a caçada daquela noite. Uma caçada que começaria novamente um outro dia. E mais outro. Pois sempre haveria novos bizarros. Todavia, aprendemos uma coisa com o tempo. Todos não passavam de meras cópias, seres vazios e de cérebro estúpido, sem os detalhes que davam o brilho pessoal de cada um de nós. Diferente dos seres reais, não tinham autenticidade e parcamente podiam nos substituir. Como diria a Val, somos os primeiros e únicos.

 

fim



 Escrito por Coveiro ¤ às 01h36
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Crossing Blogs : Caçadores e Copiadores

 Uma das coisas mais admiráveis neste mundo dos Blogs é que com o tempo ele se torna uma espécie de comunidade, onde cada um acaba por encontrar seu lugar e função. Em Crossing-Blogs, eu pretendo colocar aqui o meu convívio com essa galera, sempre numa narrativa agradável e confortável. Esta é uma continuação...

 

            Alguns poucos talvez saibam que um dia, usei outro manto além de coveiro e peregrino errante. Faz mais de três anos que eu me aposentei de um hobby bastante curioso e exótico, que denominava na época de caçador de fenômenos paranormais ou, resumindo, paranigmas. Mesmo após tantos meses sem sentir a mesma sensação excitante de confrontar o desconhecido, o sangue fervia sempre que deparava-me com um livro sobre o assunto ou mesmo uma matéria na televisão. Imaginem só quão alegre fiquei ao descobrir que aquele novato na cidade, Mack, era nada mais nada menos que um jovem caçador assim como eu era. Entusiasmado por ouvir suas conversas, logo após deixar suas malas na mesma pousada onde eu estava, fomos dar uma rápida volta na rua para trocar todos os tipos de informações e experiências passadas.

            “Quer dizer que você foi para o Paraguai, então?” falei ao saber de seu último destino. “Por causa de algum fenômeno estranho lá?

            “Não, na verdade, para ajudar meu irmão no trabalho dele” Mack ajeitou os óculos escuros e continuou “Você bem sabe que a vida de caça-paranigmas não é bastante lucrativa. Precisava me manter de alguma forma”.

            “Isso é uma cruel verdade” falei sorrindo “E o que o trouxe aqui?”

            Esperei por uma resposta, mas aparentemente o Mack não ouviu o que eu disse ou simplesmente fingiu não ter ouvido. Repentinamente, fez sinal para uma loja e fomos em direção a ela. Era apenas uma pequena lanchonete. Mack chamou a atenção de uma das atendentes e sussurrou algo quase inaudível perto dela. A garçonete, então, apontou para um corredor informando o lugar onde estavam dois telefones públicos.

            “Prometi ligar para uma pessoa. Espera um instante?” disse o caçador se afastando.

            Coloquei as mãos nas costas e comecei a perambular pela lanchonete vazia, onde apenas duas funcionárias faziam a limpeza entre um expediente e outro. Estava tão distraído que mal notei a chegada de alguém bastante familiar de cabelos ruivos e longos, mas com uma expressão pálida e olhos distantes.

  “Val?! O que você está fazendo aqui????” perguntei pasmo

  “Cuidado, esse Mack é perigoso.” disse a Val com a voz entorpecida.

 “Como assim, Val?!” questionei sem saber direito o que acontecia ali. Neste mesmo instante, o Mack retornava do corredor com seu passo calmo e rosto tranqüilo. Chegou até ao meu lado e disparou um olhar curioso para a Val.

“Ele é um assassino” falou novamente a Val como que em transe.

 “Mack, pode me explicar o que ela está dizendo?” voltei-me para o meu recém-colega, com um ar duvidoso.

“Talvez, coveiro...” respondeu o Mack batendo os dentes e logo em seguida puxando uma arma de dentro de seu sobre-tudo. “Talvez, eu tenha uma boa resposta”.

“Mack!! Enlouqueceu!! Aponte isso para lá...” falei me colocando entre ele e a Val.

 “Saía da frente, Coveiro. Ela não é a Val que você conhece...!” disse ele gritando.

          .



 Escrito por Coveiro ¤ às 08h16
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             “Baixe já a arma! Olha, cara, eu estou te pedindo...” exaltei-me mais nervoso.

            “Seu idiota! Filha-da-mãe! Vá meter...” por detrás de mim, a Val soltou uma série de insultos que nunca imaginei saber que existiam.

            “Peraí, Val! Calma aí!! Xingar ele só vai deixar a situação mais tensa. Craca!!!” Virei-me para trás tentando manter o controle da situação e meu sangue gelou. Presenciei algo que nunca pude ver antes,  o rosto da Val se transmutou em outro rosto, e depois em outro, e alguns rostos até mesmo familiares.

            “Já chega!” gritou Mack e pelo canto do meu olho, eu vi a arma cintilando apontada para aquela criatura que pensei ser a Val. Antes que ele puxasse o gatilho, agarrei o revolver e o tiro errou o alvo. As garçonetes gritaram e a estranha criatura desapareceu porta afora

    Mack me empurrou para longe e quase quebrei minhas costelas em uma das mesas. Resmungando, ele saiu da loja e correu para rua. Sem pensar duas vezes, disparei atrás dele em busca de uma luz para aqueles estranhos eventos.

            “Mack! Mack! Espera!” gritei e ele parou numa esquina. “O que aconteceu com a Val!?”

            “Aquela não era a Val, Coveiro. Era mais um Bizarro.” Ele respondeu agora andando silenciosamente pelas ruas. “Apenas alguém que mimetiza o seu rosto criando uma cópia mal feita de outras pessoas”.

            “Bizarro?” Indaguei andando ao seu lado “Você veio atrás deles, então?”

            “Esses malditos vêm usando o meu rosto, difamando minha imagem e me incriminando por coisas que não fiz” falou o Mack apertando os punhos. “Venho sendo seguido há um tempo por isso.”

            Antes que minha cabeça formulasse a pergunta sobre quem o seguia, eu ouvi dois cliques similares ao engatilhar da arma de Mack. Da mais profunda escuridão, dois vultos apareceram ameaçando-nos com as armas em riste. Mesmo um pouco diferentes, eu não poderia esquecer nunca aqueles dois.

            “Nenhum movimento a mais, Mack! Eu e o Roger não estamos para brincadeiras” falou com a voz firme a moderadora Nane.

 

To be Continued... Again...

 

Matei vocês pela segunda vez seguida. Estou rindo à toa aqui. Prometo que essa história acaba amanhã. Já estou incluindo os Blogs do Mack e da Val em meus Crossing. E quero dar os parabéns às beatas, ganhadoras do prêmio visitante 2000. Vamos combinar como fica a premiação mais adequada! Até amanhã!!!

 



 Escrito por Coveiro ¤ às 08h15
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Crossing Blogs: Cópias Bizarras

 Uma das coisas mais admiráveis neste mundo dos Blogs é que com o tempo ele se torna uma espécie de comunidade, onde cada um acaba por encontrar seu lugar e função. Em Crossing-Blogs, eu pretendo colocar aqui o meu convívio com essa galera, sempre numa narrativa agradável e confortável.

 

A estranha cidade que comportava toda a grande massa de Blogueiros, misturando sem castas os novatos e os antigos habitantes, criava a cada instante suas próprias lendas. Por todos os cantos, surgia uma nova história que repentinamente ganhava vida e espalhava-se pelos arredores. Alguns destes contos noturnos, eu relatei em meus escritos pessoais, uma forma aprazível de guardar o meu primeiro encontro com muitos que mais tarde se tornaram grandes amigos. Porém, nem todas histórias falam de heróis. Existem aquelas em que o lado oposto manifestou-se e ele nada mais era do que um reflexo distorcido do que há de bom. Tudo aconteceu numa noite de brumas densas dominando todo o lugar.  Bem distante de meus olhos, ocorria uma caçada.

“Moderador Roger, ele seguiu por esse beco” disse a moderadora Nane correndo ao seu lado “ Eu vou dar a volta e cercá-lo”

Enquanto via sua companheira seguir em frente, Rogério volveu a direita adentrando em um beco escuro e fazendo o seu sobretudo rodopiar para o lado. No meio da corrida, sacou sua arma e chegou ao outro lado com a arma em riste. Observou um vulto parado e distante, ainda indefinido pela pouca luz. Aproximou-se cautelosamente, pé ante pé, sem abaixar sua pistola.

“Não se mova! Estou avisando! Quero ver sua cara...” dizendo essas palavras, o moderador chegou perto o suficiente para ver o semblante do vulto. “Nan?”

Diante do moderador, o rosto da moderadora Nane, sem mover nada além de sua mecha vermelha caída sobre os olhos, estava impassível, como que em transe.

“Ele não pode ter ido muito longe, se não pass...” Rogério, não conseguiu terminar a frase. Seu braço foi agarrado pela moderadora ao mesmo tempo que girou o corpo, arremessando-o contra a parede. Sua arma voou para longe e soltou um gemido com o impacto.

“Seu maldito! Tira essa cópia barata minha de seu rosto” ouviu-se um grito vindo do beco. A estranha Nane voltou-se para trás e deparou-se com a verdadeira moderadora. A falsa cópia praguejou uma série de insultos e seu rosto começou a se metamorfosear dando forma a um homem de cabelos castanhos claros, sobretudo cinza escuro e olhos escondidos sobre óculos negros.

 “Hoje, você não me escapa, bizarro!” ameaçou a moderadora avançando sem hesitar contra o homem de óculos escuros. Saltou sobre ele esticando a perna, mas antes que pudesse atingi-lo, ele desviou de maneira quase imperceptível aos olhos humanos. Mal Nane pousou novamente ao chão, foi golpeada por trás e caiu de joelhos apoiando as mãos no chão.

Ela ouviu mais insultos saindo da boca do estranho que chamou de bizarro e ao virar para trás, seu sangue gelou. O homem de óculos estava com a arma do Roger na mão, pronta para exterminá-la. Ela fechou os olhos e ouviu um estrondo. Seus lábios tremeram, mas depois de alguns instantes, percebeu que não sentira dor alguma. Voltou-se para trás e viu o corpo caído do seu inimigo no chão.

“Menos uma cópia barata e sem classe” falou uma voz vinda das profundezas do beco. Os olhos de Nane mal podia crer que lá estava um outro homem de óculos escuros semelhante ao que ela perseguia por mais de uma semana. Ele baixou a arma fumegante e guardou-a no bolso. Seu rosto voltou-se para a moderadora e ele apenas balançou a cabeça num simples cumprimento. Em seguida, deu as costas e desapareceu na escuridão.



 Escrito por Coveiro ¤ às 01h17
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(...)

 

Um dia depois destes acontecimentos, eu estava novamente no lugar mais agradável daquela cidade, o Bar Code, o qual a minha amiga Margot é proprietária. Estávamos na sala lateral, a qual a dias eu a ajudava a montar um pequeno sistema de redes para que visitantes do bar pudessem acessar a rede ao mesmo tempo que divertiam-se com bebidas e boa música.

“Bom, acho que terminei” – falei levantando-me do chão e espanando a poeira “Quer ter a honra do primeiro acesso?”.

“Muito obrigada, Xis!” falou a Margot sorrindo “Mas acho que depois de todo esse trabalho, vou querer que você seja o primeiro”

“Então, tá! Vamos ver se funcionou mesmo” disse enquanto já me inclinava para tomar a cadeira de frente ao computador”.

“NÃÃÃOOO!! IEU!! Ieu, primeiro” ouvi um grito desesperado cruzando a salinha e fui empurrado antes de me encostar no acento. Cai no chão assustado e olhei para o lado com os olhos esbugalhados. Lá estava, então, a Val balançando a cabeça e o dedinho em negação. “Não, não, Seu Coveiro X! Eu pedi primeiro!! Sou eu quem vai acessar aqui primeiro. A Val, primeira e única!”

            “Oh, Val, não precisava fazer isso com o Xis. Ele passou a manhã toda aqui...” disse a Margot em minha defesa.

            “Tudo bem, tudo bem, Val” falei sorrindo e recuperado do susto “Só deixo porque é você...”

            “Desculpa aí, seu Coveiro X!! Mas é que o Soldier sempre publica a essa horinha e não quero perder o primeiro comentário...” disse sem olhar direito para mim e disparando os dedos sobre o teclado.

            Eu e a Margot não agüentamos e caímos um bom tempo na gargalhada. Só fomos interrompidos porque alguém batia na porta da salinha. Surpresos, vimos um homem de óculos escuros redondos, cabelo castanho claro e vestido elegantemente com um capote parado diante de nós.

            “Boa Tarde! Desculpe-me a intromissão, mas eu cheguei poucos dias atrás e estou procurando um bom e barato lugar para me hospedar. Será que podem me ajudar?” disse o homem retirando os óculos. “Ah, também não me apresentei ainda. Eu me chamo Mack!”

 

To be continued

 

Essa é apenas a primeira parte deste Crossing-Blogs seriado que vai juntar alguns de meus amigos blogueiros como o Mack , Val, os Moderadores, todos eles vítimas da clonagem deformada do estranho fenômeno chamado Bizarros. Vocês vão saber mais deles durante essa história que continua amanhã, como também através dos links que acabo de deixar aqui ao lado.

           

 



 Escrito por Coveiro ¤ às 01h17
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 NOTÍCIAS DE HOKKAIDO:

Valeu sergio!!!! Adorei!!! Amei!!! Estou aqui em Tokio, com um monte de brazucas. Todos estão muito animados com as novidades! Amanhã vou para Hokkaido, tem um outro cara que também está indo pra mesma universidade, um golpe de sorte. Te adoro, amigo, vc sabe disso, e não diga que vai perder uma amiga, só estou um pouquinho mais longe. beijão a todos!![Debs]

Resposta do Coveiro:

Está bem, Debs, não perdi uma amiga! Ganhei uma visitante da Lápide que mora no Japão!! Brincadeira!! Meu jeito bobo que você sabe. Puxa, não tem idéia como ficou tudo tenso quando você se foi e o Coveiro aqui tentando animar o pessoal mesmo que estando pior por dentro. E o André, coitado, chorando tanto que me deu dó e quase fui lá abraçar ele. Não fiz porque não tinha tanta intimidade. Depois de tudo, fiz uma coisa que nunca mais tinha feito. Fui na praia e fiquei lá deixando o tempo passar, com uma latinha do lado. Mas, calma, me controlei e não exagerei. Estava lá pensando que daqui para frente vamos começar a nos separar. Cada um de nós indo para mais longe, querendo crescer, dominar distantes terras. O estranho desejo por ir além parecia estranhamente ganâncioso. No entanto, hoje, quando li seu comentário foi diferente. Aquele ânimo que invejo nos piratas, de não ter mais origem e nunca possuir um destino certo renasceu. Na minha cabeça veio a sua voz "Tô tow filiz!!". Eu também. Quero que tragam-me aquele horizonte. Io-ho-ho!

 



 Escrito por Coveiro ¤ às 13h20
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Páginas Negras: Sobre Identidades

 Talvez muitos de vocês tenham uma infinita curiosidade em saber como na verdade é o verdadeiro Coveiro, a pessoa do mundo real que escreve as linhas que vocês têm em frente ao monitor agora. Alguns se perguntam o quão parecido eu sou com o desenho que eu faço e quanto a isso não podia deixar de me referir a um conversa que tive com o senhor Fernando Boranga, a identidade secreta do Mocotó. Através da janelinha do MSN, coloquei uma das minhas muitos fotos do laboratório e o Mocotó tomou um susto. "Esse é você?" perguntou ele admirado. "Sim, sou eu mesmo. Porquê?" respondi com receio. "Não é tão parecido como o desenho... Eu pensei que iria encontrar um cara albino e estranho do outro lado" falou ele. Eu gargalhei do outro lado e digitei a resposta "Mocotó, se eu fosse magrelo daquele jeito, albino, com cabelo desgrenhado e olhos negros grandes, o meu orientador do laboratório me colocaria para fora."

Brincadeiras à parte, meu último Crossing-Blogs tocou num tema que pretendia falar a qualquer momento desses. A separação do nosso "Eu real" do nosso "Eu virtual", algo que cada vez mais parece entrar em conflito. Num mundo mais próximo da realidade, vocês vão encontrar um cara fisicamente até parecido, não albino como o mocotó imaginou, porém bem claro, com o cabelo mais curto, porém desalinhado e os olhos escondidos sobre lentes de óculos. Obviamente, não sou Coveiro por profissão e sim por opção. Ganho meu sustento com bolsa de pesquisa e passo a maior parte de meu tempo em um laboratório, entre microscópios e insetos. Resta minha personalidade, mas está acho que boa parte se transmite na integra aqui, da melhor maneira que tento.

Bom, não sei se decepcionei a maioria com essas poucas palavras, tirando a idéia que muitos guardavam sobre o misterioso Coveiro que emanava um ar gótico e estranha energia, mas creio que é um pequeno detalhe a se lembrar aqui. Por detrás de tudo isso, somos humanos, falhos e cheios de problemas que muitas vezes nos fazem distanciar da nossa amada existência aqui. E foi assim que perdemos alguns blogueiros, enquanto outros se afastaram por algum tempo. Coisas de nossas identidades secretas, que não apenas o Coveiro sofre como a Selina, Soldier, Deus, Vampira e até a nova Doutora.

Falando em identidades, entre todas as galerias de nossos vilões, aqueles que parecem estar dando mais trabalho são os falsos "clones" que usam nossos nomes para deixarem indevidos comentários em outros Blogs. Apelidados de maneira coerente de "Bizarros" pelas beatas, eles podem ser facilmente identificados por desvios comportamentais e falas discrepantes dos originais. Por conta da pequena confusão que promoveram, eles agora ganharam uma participação especial no próximo Crossing-Blogs seriado a ser lançado já nesta segunda-feira. Neste mesmo Crossing, você poderá contar com a presença do Mack, da Val, da Margot e dos nossos Moderadores Nane e Roger. Vai ser meu pequeno teste para a grande aventura que vêm por aí...

Por falar em Mack, fiquei muito feliz de conhecer alguém mais novo do que eu e que se interessa pelas mesmas coisas que me motivavam quando criança. Vocês leram sobre meu início como caçador de Paranigmas no último In Memorian e agora podem conferir uma de minhas histórias da antiga paranigma em www.mundodomack.zip.net. Sempre que puder, vou desenterrar um dos meus arquivos e passar para esse novo caçador. Abraços, amigo!

Quanto a famosa caçada ao gato fantasiado de coelho, finalmente, ela chegou a um fim! O ganhador aparecerá em destaque no www.criaturas.zip.net neste Domingo, juntamente com a aventura que traz a volta de Ébano, sumido a quase um mês. O prêmio será informado assim que eu achar o que me foi pedido.

Antes de ir, não poderia deixar de avisar aqui que novamente estou me aproximando de um número redondo, com 2000 visitantes. Como aconteceu anteriormente, aquele que se deparar com esse número em meu contador, novamente estará concorrendo a um Crossing-Blogs especial. Use a tecla PRINTSCREEN em seu computador para salvar a prova e me enviar pelos comentários ou para o email coveirox@hotmail.com! Não aceitarei nenhum outro número próximo.

Mais uma vez Boa Sorte e até segunda feira, com o esperado Crossing-Blogs.



 Escrito por Coveiro ¤ às 11h00
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Crossing-Blogs: Identidades

 

Uma das coisas mais admiráveis neste mundo dos Blogs é que com o tempo ele se torna uma espécie de comunidade, onde cada um acaba por encontrar seu lugar e função. Em Crossing-Blogs, eu pretendo colocar aqui o meu convívio com essa galera, sempre numa narrativa agradável e confortável. 

 

Uma brisa quente percorria aquela noite, deixando um leve mal estar. Gotas generosas de suor lançarem-se de meus cabelos ensopados enquanto eu andava apressado durante aquela madrugada. Girei o corpo para trás repentinamente e pude ainda me deparar com dois vultos sumindo de minha vista ao se lançarem às sombras.

Depois de tantos dias nesta cidade que até então não sabia o nome, eu deveria ter ficado mais alerta quanto aos perigos que sempre nos rondam. Foi idiotice deixar o bar, ainda sob o efeito embaraçador das bebidas, e aventurar-me naquelas ruas estranhas. Eu era o alvo perfeito, a presa indefesa pedindo para ser morta, e as criaturas que obedecem às leis da noite nunca deixariam uma oportunidade destas passar.

Seguindo o compasso arrítmico de meu coração, meus pés me levaram até uma longo trecho sem ruelas transversais. Como um desnorteado, corri para alcançar o final daquele caminho, onde talvez encontrasse maior movimento ou mesmo as portas de uma pensão aberta durante a alta noite. Mal alcancei metade do percurso, tive que refrear meu corpo, lançando os pés para frente e inclinando-me rente ao chão. Mesmo no meu pior estado, não poderia me enganar. Eram três de meus seguidores, com os rostos mascarados pela escuridão. 

Ergui-me sem nenhum esforço, com os punhos apertados e assumindo uma postura defensiva. De meus atacantes, pude distinguir muito pouco, apenas longos bastões nas mãos, reflexos de punhais e o branco dos dentes sobressaindo-se ao sorrirem como saprófagos prontos para destrincharem as presas. Minha atenção retornou para o caminho oposto e percebi, então, que caí numa armadilha. Detrás de mim, outros quatros aproximavam-se como se deslizassem nas sombras. Eram sete ao total, um número que nunca me inspirou sorte.

Girei de um lado ao outro, tentando determinar com precisão os lugares em que se posicionavam. Minhas mãos suavam diante da expectativa do primeiro ataque. Quando finalmente um deles moveu-se em minha direção, nada pude fazer a não ser cobrir o rosto com o antebraço esperando assim amortecer o golpe. Todavia, não senti o impacto sobre mim. Abri os olhos e deparei-me com o meu inimigo caído no chão.

Minhas atenções voltaram-se para os outros seis mal-feitores que estavam ao meu redor. Percebi uma certa inquietação entre eles, que foi justificada ao observar o segundo deles sendo esmurrado e tombar no chão sem eu sequer perceber o que lhe atingira. Ouvi um novo grito, e mais um adversário gemeu como se o vento o tivesse ferido. Voltei-me para o outro lado, e outros dois foram arremessados na parede quase ao mesmo tempo. A dupla restante gritou apavorada e desandou a correr. Perdi-os de vista ao serem englobados pela penumbra, mas ainda assim pude ouvir seus gritos doloridos ecoarem na noite.

 De repente, tudo pareceu subitamente quieto. Nenhum movimento era perceptível, apenas senti o roçar dos cabelos negros dançarem acima de meus olhos. Então, escutei um longo e sonoro guincho. Depois, outros sons tomaram formas. Miados e ronronares se amontoavam em balbúrdia para todos os lados. Como fantasmas, pequenos pares de olhos amarelados salpicaram na escuridão. De repente, a forma sinuosa de um vulto feminino foi se aproximando lentamente. Os pequenos felinos se afastaram, abrindo passagem como se a deusa deles estivesse ali.

"O que aconteceria com você, Xis, se a gata não estivesse nas redondezas?" disse a estranha mulher enquanto se aproximava.

"Xis?" Repeti sobressaltado o meu mais recente apelido "Você me conhece?"

"Já nos encontramos antes, meu amigo" ela parou bem diante de mim e pude vislumbrá-la finalmente ante a luz da lua, trajando uma roupa de couro negro e uma mascara de orelhas pontudas. As dezenas de gatos espalhados corriam para todos os lados como que em transe. "Mas de uma maneira muito diferente..."

"Realmente, eu lembraria se tivesse visto antes uma mulher com fantasia de gato por aí" disse ironicamente como sempre fazia para afugentar o medo "Quem é você?"

"Selina" disse.

"Selina, como a mulher-gato?! Lógico!! Porque não reconheci essa cidade antes?!" falei " Agora sei que o nome é Gotham!!"

 



 Escrito por Coveiro ¤ às 01h00
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Ela soltou uma gargalhada alta e deliciosa e os gatos ronronaram como que acompanhando o som. Depois, voltou-se para mim e falou:

"Gotham não é um lugar físico, nem algo que pode ser simplesmente relacionado, meu querido Xis. Gotham é onde Selina está e todo o lugar para onde ela vai. É o meu território, onde reino em cada beco que passo e domino todos as criaturas noturnas que lá vivem".

Dizendo isto, ela simplesmente deu-me as costas e partiu com um gingado sensual, desaparecendo na escuridão, como que consumida pela noite. Ao mesmo tempo, a gangue de gatos que lhe servia de guarda-costas partiu em diversas direções, correndo para os becos e saltando muros.

 

E tudo instantaneamente ficou calmo e o dia lentamente foi surgindo.

 Já era perto da hora do almoço, quando resolvi me entreter na conhecida biblioteca daquela imensa cidade. Passei rapidamente pela sessão de ficção, reparando se havia alguma boa novidade, e depois me dirigi até a parte de esoterismo. Foi ali que fui descendo prateleira por prateleira até achar na parte mais baixa, onde encontrei três ou quatro livros sobre xamanismo. Coloquei os meus óculos e abri curioso o segundo capítulo de um deles. Enquanto folheava rapidamente as páginas, percebi pernas femininas ao meu lado, espiei com o canto do olho e notei que ela deixara de lado o seu interesse sobre os livros de bruxaria na parte superior e me olhava com um largo sorriso, deixando as madeixas ruivas de seus cabelos caírem livremente pelos ombros.

"Olá!?" disse ela.

"Olá!" respondi de imediato e uma estranha sensação familiar veio a minha mente. "Nós já nos vimos antes?"

"Sim" respondeu ela sem hesitar e isso me fez fantasiar algo que não acreditava ainda. Ela deixou de lado um livro e falou "Não é a primeira vez que nos deparamos numa seção de esoterismo de uma biblioteca ou livraria. Temos alguns gostos parecidos".

Olhei para o livro do Crow que tinha nas mãos e flexionei a testa, desistindo do que falar e deixei um sorriso responder ao comentário.

"Ah, nem me apresentei devidamente. Sou Alessandra." disse ela estendendo a mão.

"Sérgio!" disse devolvendo o cumprimento.

"Então, essa é a sua verdadeira identidade?" disse ela com um sorriso.

"Como assim?" estranhei.

"Esquece. Tenho que ir agora". ela baixou a cabeça numa saudação e foi se afastando, com a sua longa saia dançando enquanto se afastava. Perto da porta, ela jogou os cabelos pro lado e disse antes de sair "Foi um prazer te conhecer, Xis". E desapareceu, deixando mais uma vez mistério por onde quer que fosse.

 


 

E foi assim o meu reencontro com Selina, desta vez na comunidade. Alguns estranharam o prefixo que usei, mas ele é correto. Nem eu e nem ela lembramos perfeitamente, mas uma vez nos deparamos pelas salas de bate-papo de bruxaria da UOL. Passei um bom tempo xeretando aquele lugar, aprendendo, levando uns foras, sem saber ao certo que um dia cairia dentro de um “caldeirão” e que aguardaria com ansiedade toda noite pelo seu “Boa Noite”. Beijão, Selina! Agora, você está nos meus links.

 

E novidades para as próximas semanas que estão cheias de Crossings... Mack, Val, Bizarros e especiais de Páscoa com Deus e as Beatas. Aguardem

 



 Escrito por Coveiro ¤ às 01h00
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