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Agradecimentos a Labellaluna® por disponibilizar os MIDIS tocados na Lápide.
Layout por:
Coveiro ¤X¤
http://lapide.zip.net
A Raposinha de Hokkaido Escolhi o dia de hoje para falar de alguém que esteve muito longe do mundo dos Blogs, mas que esteve perto de mim nos quatro últimos anos de minha vida. Nesta próxima sexta-feira, essa pessoa vai embora. Vai para o lugar mais longe que alguém já esteve de mim. Eu poderia até mesmo medir a distância de um dia, pois quando aqui a noite cair, lá o sol estará renascendo. Inicialmente, ao ter a idéia para escrever algo em meu Blog sobre ela, pensei em escrever algo divertido e alegre. Ia começar falando de algumas passagens engraçadas que o maluco desse seu amigo aprontava e acabava fazendo todos chorarem de rir. Relembraria histórias fabulosas como o ataque das abelhas e nossas trilhas nas aulas de campo. Tinha que falar também das brigas que nenhum arredava o pé (dois leões, também). Colocaria aqui sobre as confusões geradas por causa de um livro. Para a história chegar a um clímax, continuaria dizendo como foi que há um ano atrás demos início aos preparativos para o que vai acontecer neste dia 2 de abril. E foi ali que nasceu uma raposinha vira-lata. Por fim, chegaria o momento de falar do estressante final do mestrado. E viria o aeroporto. Mas a história para mim não acabaria. Eu ia brincar dizendo que ia ganhar uma visitante ilustre do Japão, mas na verdade está pesando na cabeça a idéia de que vou perder uma amiga. "Perder"! Essa palavra está ficando muito assustadora de um ano para cá. E lá vai o Coveiro fazer justamente o que não pretendia, escrever algo melancólico ao invés de alegre. Quero mudar esse clima que criei. Quero criar uma história diferente. Vou trabalhar a imaginação nisso agora. Lá vai: O chão repleto de folhas amareladas e secas parecia um grande tapete pardo recobrindo o caminho pouco visitado pelos estudantes de Hokkaido. Subitamente, os primeiros cristais de neve agregados cairiam no chão. Erguendo a cabeça para o alto, o nariz iria sentir o friozinho dos grãozinhos brancos que realizavam uma dança nos céus. Continuando a trilha, o afastamento da civilização entraria em conflito com uma sensação de proximidade das pessoas distantes. Em um rápido movimento, uma cabeça surge entre os arbustos. Ela te olha meio receosa com as órbitas escuras, o nariz remexe procurando um cheiro e as orelhas balançam esperando ouvir um som de alerta. Parece irreal, algo que sempre desejou, mas não acreditava ainda encontrar. Só que aconteceu. Então, posso até antecipar essas palavras que sairão da boca: "Eu tenho um amigo distante que gosta de raposas como eu e ele me disse que um dia eu encontraria uma que nem você".
Débora, nem sei se você vai ler isso aqui antes de ir embora ou se já estará diante do computador de seu novo laboratório. Mas não importa, a mensagem vai permanecer não só aqui, mas onde você for. Espero que encontre essa raposinha e depois me ligue ou mande uma carta toda sorridente avisando que conseguiu, que viu-a por nos dois. Estou vendo aqui um laçinho amarrado. O cristal, meu ciumento amuleto quebrou, mas o cordãozinho com o nó está bem protegido no pescoço de uma coruja. Coisas pequenas, mas que sempre guardo, não importa o tempo e a distância. Isso tudo é para sorrir. Mesmo chorando, manter o sorriso. Igualzinho como eu disse que queria no meu enterro. Uma alta gargalhada. Beijão Debs! Agora, só resta aguardar falar com você, no caso, via MSN.
In Memorian: Caça-Paranigmas In Memorian é o nome da sessão que eu pretendo armazenar todas as lembranças interessantes que depois de passadas e, agora, recontadas fazem-me ver como a nossa vida é cheia de diferentes tipos de aventuras. No final, cada pequena coisa que acontece tende a relacionar-se com um evento curioso pelo qual passamos. Assim,acabamos nós tornando bons contadores de história. Antes mesmo de criar a Lápide ou cogitar dialógos entre uma coruja e um gato, existiu uma palavra crucial em minha vida. Nada mais era do que a junção de dois termos comuns ao dicionário, Parapsicologia e enigma, nascendo assim uma modesta homepage chamada Paranigma. Hospedada desde novembro de 1999 na internet e utilizando o meu apelido de Coveiro para que preservasse um pouco de minha imagem, diverti-me coletando histórias enviadas por muitos internautas que afirmavam ter vivenciado experiências estranhas. Particularmente, muitos textos lá colocados tinham a mim como personagem junto com Socó e tantos outros amigos. Era um tempo saudoso, que eu vez ou outra me ponho a sorrir lembrando as malucas aventuras que presenciei. Meu interesse pelo desconhecido, começou desde cedo, sempre misturando o medo e a paixão, atração e aversão. Houve um dia, no entanto, em que deixei de lado a cadeira de expectador e arrisquei-me no papel de caçador. Tudo começou com uma proposta simples, mas que poderia ter uma grande repercussão no resto de minha vida. Entregaram em minhas mãos um programa de computador que supostamente realizaria um T.C.I. (Para os leigos, o mesmo que comunicação com mortos através de equipamentos eletrônicos). Cheguei em casa, remoendo se estava pronto para encarar aquilo, mas antes que me atrevesse a utilizar o programa em meu computador, meu pai chamou-me para uma conversa. - O que é isso? - disse ao pegar um livro que ele me entregava e li o título. - Controle Mental?! Semanas depois, deixei o programa de lado após verificar que era uma fraude, mas mergulhei de cabeça no livro. Virando e revirando páginas, fui me disciplinando de uma maneira que nunca pensei. É verdade, que também tive minhas dores de cabeça quanto a isso, mas vou deixar para outra história. O fato é que depois daquele tempo, ao saber que meu pai também se aventurara naquele mundo, eu aceitei usar o manto de caça-paranigmas de vez. Os anos se passaram e o que fui lendo durante os anos me fizeram criar a página Paranigma. Ao mesmo tempo em que ela se fortalecia, notei que eu também começava a mudar. Estava ficando cada vez mais envolvido pelo prazer do mistério. Meu quarto se transformara praticamente num ádito, cheio de livros, objetos e penduricalhos de diversas religiões. O suficiente para o pessoal de minha própria casa olhar atravessado para mim. Ao mesmo tempo, muitas lendas surgiam, ora porque eu alimentava-as , ora porque existiam de fato. Era algo divertido de ouvir os outros falarem. Mais interessante ainda quando as histórias eram passadas a terceiros e deles para outros, sempre adiante. Um exemplo bem claro aconteceu com meu colega de faculdade, Fábio, aquele que chamo de Fase. Não lembro direito o motivo, mas esse meu amigo necessitou vir usar meu computador na minha casa. De início, ficou meio impressionado pelo estilo arcaico do prédio onde fui criado. Perdeu-se pelos corredores e depois de alguns minutos consegui resgatá-lo de lá. Ele entrou nervoso em meu apartamento e ficou ainda mais espantado com as quinquilharias do ádito. Liguei o computador e disse para ficar a vontade para usar o editor de texto. Mal atravessei a porta, ele me chama "Teu boneco do Alien pulou em cima de mim!!". Olhei para o mostrinho na mão dele e comentei " Ele sempre faz isso com as visitas!! Não ligue!!". Ele virou-se para mim com o rosto muxo como que perguntando "sério?" . Eu ri e coloquei o Alien no lugar. E já adianto que ele saltou mais duas vezes contra o meu colega naquele mesmo dia. Ele, então, se virou para mim e pediu para ajudar a abrir um arquivo de seu disquete. Fiz como ele dissera só que para azar dele, deu algum tipo de problema que todo o texto estava desconfigurado e parecia estranhos códigos ilógicos. "O que tinha aqui, Fábio?!" perguntei. "Relatório de botânica!Porquê?" disse ele. " E você coloca informações pessoais em seu relatório?" questionei. "Como assim informações pessoais?" disse ele e eu mostrei que o texto estava repleto de dados referentes a ele como nome completo, o endereço da casa do estudante e tantos outros detalhes espalhados pelos demais caracteres sem sentido. "Sérgio... eu não coloquei isso aí, não?!". Eu olhei meio atravessado para ele e falei sorrindo "Então, foi um T.C.I.!". Ele estremeceu e mesmo curioso, não teve coragem de perguntar o significado daquilo. Para terminar aquele estranho dia de meu amigo, convidei-o para jantar e ele aceitou pelo avançar da hora. Sentei na cadeira do canto e pedi para ele tomar a cabeceira. Mal aconchegou-se no assento, ele viu a cadeira ao seu lado mover-se do nada para perto da mesa. Seus olhos esbugalhados voltaram-se para mim, esperando mais um de meus pronunciamentos. Eu ri e falei: "Não, Fábio, isso aí não foi nada demais. Eu apenas puxei a cadeira por baixo da mesa com o meu pé. Fique tranquilo!!". Ele balançou a cabeça e sorriu. Dia seguinte, na universidade, correram mais histórias mirabolantes sobre o Coveiro.
Páginas Negras: Questão de Paternidade
Bem-Vindos, peregrinos! Percebo que estou cada vez mais com novos visitantes na estrada escura e isso é muito bom. Uma viagem neste caminho desconhecido é sempre mais prazeirosa quando bem acompanhado. Todavia, surgiu um grande problema com isso tudo. A quantidade de Blogs a visitar se tornou limitante para o tempo que tenho disponível. Sendo assim, eu espero a compreensão de todos se eu aparecer muito fugaz na vida de vocês. Estou atropelado de coisas em casa, no laboratório e até mesmo... na minha programação dos Blogs. A coisa tá ficando séria para o meu lado. Falando em assunto sério, surgiu um grande problema na semana passada na vida de meu chefe, o Coveiro Zé. Depois de sua fama com quase 30 mil visitas, um garoto de doze anos alegou ser o filho do nosso terrível "enterrador" de Blogs. O nome dele é Jhon. Muitas confusões aconteceram e você pode acompanhar o começo de tudo pelo Blog de Deus. Irritado com isso, o Zé saiu do sério e enterrou o suposto filho. Numa discussão na noite de sexta no caldeirão, jhon decidiu não aceitar mais o Zé como pai. Confusões a parte, uma coisa não ficou esclarecida: Quem é o Pai do Jhon? Para resolver isso, voltei ao meu jaleco e abusei do lugar onde minha identidade secreta trabalha. Adentrei no Laboratório de Genética Humana e recorri a um teste de paternidade com STRs. Além do Jhon, usei amostras de sua mãe que não quis ser identificada e também de vários Blogueiros conhecidos.
Vejam o teste: Eu sei que existe uma nova Doutora entre nós e gostaria que ela se pronunciasse nos comentários. Ainda assim, eu posso falar um pouco a respeito. Todos se mostraram com resultado negativo! Eu ouço suspiros?! Calma!! Tem algo estranho aqui! O Jhon parece ter um STR que nenhum dos suspeitos possui. Será que ele poderia alegar que têm uma pequena mutação ali? O Mistério continua... Estou esperando comentários. - x - Mas, falando sério agora, eu e o Gódi brincamos com o Jhon, mas gostaríamos de que pegassem mais leve com ele, okay?! Já vi muitos comentários no Blog que ao meu entender só podem ter sido escritos por gente com idade mental bem menor que a dele. Não quero dar mais broncas, pois acho que todo mundo me entendeu na última turbulência do caldeirão! - x - Agora, falando de comentários, o Crossing-Blogs com a Paola parece ter gerado um questionamento. Sugeriram uma enquete: Porque será que a Paola não me mordeu? Quem tiver uma idéia é só colocar nos comentários. Vamos ver se chegamos a uma conclusão que ajude num futuro Crossing-Blogs. Para finalizar, já temos prévias para essa semana. Quarta-feira será o dia de mais um In Memorian com uma história do meu começo de carreira como "Caça-Paranigmas". Na quinta, não percam revelações sobre aquele por detrás da capa do Coveiro nas Páginas Negras. E para o fim de semana, "Identidades", o Crossing-Blogs da Selina e do Coveiro X.
Crossing-Blogs: Crônicas Coveirescas Já era o fim de meu segundo Screw Driver daquela noite. Comecei a girar levemente o copo em minhas mãos e escutei o titilar do gelo batendo no vidro. Meus olhos acompanharam toda a dança do resquício do álcool com suco de laranja que terminaram deslizando em minha garganta. Naquele momento, eu voltei a mirar o canto onde a penumbra dominava duas mesas à frente e encontrei-a novamente. Diferente de todas as outras vezes, ela sentou-se voltada para mim e assim pude contemplar todo o seu rosto. Passei quase todo o tempo admirando o seu cabelo cair como ondas escarlates sob sua tez branca. Era algo admiravelmente dispare, contrastante. A princípio, seus olhos quase nunca se interessavam por ninguém ao redor. No entanto, percebi o meu engano ao reparar que estávamos sempre a sua mercê através do reflexo de uma das colunas de metal conjugada a sua mesa. Seus olhos sempre miravam naquela direção, todavia, nunca pude calcular para onde sua atenção se voltava. De maneira astuta, sua imagem refletida era desconhecida. Em sua mesa, do começo ao fim da noite repousava o mesmo drink, em nada alterando as cores vermelhas e amarelas no copo. Tentei contar às vezes em que ela levou a bebida até a boca, mas não houve recordação de tal fato. Certamente, era uma mulher estranha. Estranha e atraente.
Recostei minhas costas contra o apoio da cadeira e joguei os meus braços para trás. Todo o restante do Bar Code parecia desinteressante para mim. Deixei de ouvir o murmurinho das conversas paralelas, a agitada música ambiente emudeceu aos meus ouvidos e todas os demais clientes que transitavam ao redor tornaram-se apenas fugazes vultos sem brilho. Então, o nome repetiu-se em minha mente. Paola. Era esse o nome dela. Graças a um pedido à Margot, dona do estabelecimento, consegui finalmente o nome daquela ruiva que tomara todos os pensamentos dos meus últimos dias. Paola, um nome italiano que emana tão forte sensualidade quanto a própria mulher. Quando volto minhas atenções para ela, sou pego de surpresa e minha garganta resseca instantaneamente. Não podia sequer cogitar um engano, pois mesmo fechando os olhos e balançando a cabeça, a cena ainda estava lá. A bela Paola vidrava os olhos no meu. Não havia hesitação e nem medo, era como uma conquista de um batalha. Uma batalha que a todo o momento ela sabia que o território sempre foi seu. Eu engoli seco e transpareci meu embaraço de tal forma que ela levemente baixou os olhos e sorriu. Como um bobo, também ri e coloquei a mão na testa pensando no papel de idiota que eu representei. Um garçom se aproximou da mesa da Paola e deixou uma pequena pasta de couro com a conta. Ela não demorou muito para deixar uma cédula no lugar e se levantou com maestria, agradecendo sem olhar para trás. Ergui os olhos até ela e observei-a com um passo rápido e faceiro vir na mesma direção onde eu estava. O vestido negro justo amoldava-se ao seu corpo com perfeição. Quando esteve perto o suficiente para que apenas à distância de um braço nos separa-se, ela novamente volveu os olhos para mim, mas logo os direcionou para frente e seguiu. Acompanhei-a cruzando o meu caminho, girei a cadeira e vi Paola deixando para trás as portas do Bar Code.
Não demorou mais que um milésimo de segundo para que eu estivesse de pé e desastradamente derrubasse a cadeira no chão chamando a atenção de todos que estavam perto. Sobressaltado, pulei e desculpei-me com as pessoas ao meu lado. Depois, corri até o bar, mal conseguindo falar: “Margot, eu tenho que ir... agora... olha... eu...depois...” “Vai logo, Xis! Ou vai acabar perdendo ela de vista...” falou a Margot sorrindo. “Valeu” disse e me pendurei no balcão dando-lhe um beijo estalado na bochecha. Atravessei como um louco o salão e cruzei a porta quase que escorregando do outro lado. Girei de um lado e não vi nada a não ser um monte de papéis ao vento. Virei-me para o outro e tive pior sorte. Algo, no entanto, me fez ir até a esquina e reparar na ruela lateral ao do bar da Margot. Mesmo com a péssima iluminação era impossível deixar desapercebido os cabelos rubros daquela mulher que se distanciava cada vez mais de mim. Disparei atrás daquele último ponto que entrou por outra rua, mal me preocupando com o que encontrava pela frente. Pisava em enormes poças d´águas e chutava pequenas latas, ao mesmo tempo que enormes roedores fugiam abrindo o meu caminho. Com todo meu esforço, alcancei a esquina onde vi a Paola pela última vez, mas não percebi mais sinal dela. Era um lugar ainda mais escuro, sufocado entre paredes estreitas. Não vendo outro possível caminho por onde ela pudesse ter seguido, adentrei naquele caminho escuro, com as mãos apertadas e suando muito. Meus ouvidos aguçados pelo medo pareciam captar barulhos mínimos e amplificavam o som das batidas do meu coração. Subitamente, escutei um guincho e parei. Algo pelas minhas costas parecia ter vida. Volvi o pescoço naquela direção e gritei assustado ao ver asas negras debaterem-se sobre mim. Protegi o rosto, mas o meu inesperado atacante estava resoluto no seu confronto. Girei o braço e bati em seu couro peludo e fétido, o que fez ele se distanciar e sumir na escuridão. Certamente, desde pequeno eu tenho problemas de relacionamento com morcegos. Obstinado, ajeitei a minha jaqueta preta e firmei os pés novamente rumo a ruela. Não consegui dar mais do que dois passos quando ouvi um sussurro ininteligível em meu ouvido. Logo em seguida, senti algo cruzar minhas pernas, tirando completamente o meu apoio e fazendo meu corpo ir ao ar antes de cair com um baque seco no chão. Pude ouvir um estalar nas minhas costas e o ar escapou forçado de meus pulmões. Fui abrindo lentamente os olhos e a imagem distorcida em minha frente começou a ganhar forma. Era Paola com o rosto tão grudado ao meu que pude sentir suas madeixas ruivas descerem tocando a minha pele. Os olhos delas estavam diferentes, tão brilhantes como o de um predador noturno. Sua pele pareceu-me ainda mais branca, como se não houvesse vida mais naquele corpo. E quando abriu a sua boca, tremi ao deparar-me com caninos aguçados e mortais. "Eu pensei que com o alerta do meu bichinho, o Nightmare, você iria enfiar o seu rabinho entre as pernas e voltar". disse ela com uma voz hipnótica. "Mas, não. Você é mais corajoso do que eu pensava. Ou mais imbecil". Tentei procurar palavras para aquele momento, mas sequer consegui soltar um gemido de minha garganta. De todas as coisas possíveis e imaginárias que até aqui aconteceram, nunca havia esperado um encontro com uma vampira. "Você abusou tanto de sua sorte, que era bem merecido eu me alimentar de você está noite" disse ela aproximando os dentes de mim. Fechei os olhos e congelei meu sangue. "Mas não vou fazer isso. De certa forma, eu gostei de você". Ao ouvir essas palavras, mal pude acreditar e juntei coragem para abrir as pálpebras. Ela não estava mais sobre mim. Girei o corpo e firmei a visão adiante observando a vampira Paola desaparecer com desenvoltura na escuridão, sendo seguida pelo morcego que farfalhou as asas ao seu lado.
E aqui eu termino o meu primeiro encontro com a Vampira Paola no Crossing-Blogs. Desculpem se carreguei nos detalhes, mas é minha primeira tentativa de imitar a Rice. Espero que visitem o Blog dela, agora entre os demais Crossing de minha lista. E meu beijo para você, Paola. E no próximo Crossing-Blogs, finalmente o grande encontro que todos esperavam: Selina e o Coveiro X, em “Identidade”. Aguardem mais informações nas Páginas Negras.
Crossing-Blogs: Bem-vindo ao Bar Code!! Assim, se passaram três dias desde que eu cheguei até aquela cidade, a qual o nome eu não consegui extrair de nimguém, seja porque ela não tinha nenhum ou seja porque os outros também não a conheciam. Durante as manhãs, eu caminhava pelas ruas lotadas, entrando por todos os lugares e conhecendo todo o tipo de gente sempre a procura de entender melhor esse mundo dos Blogs. Foi numa dessas andanças, ao final da tarde, que deparei com olhos gigantes em um letreiro eletrônico. Retirei os cabelos negros que caíam sobre minha testa e ergui o rosto admirando a mudança do painel e o nome "Bar Code" surgiu em destaque. Espichei o olhar curioso para a parte interna do estabelecimento e vi diversas mesas redondas com as respectivas cadeiras viradas de cabeça para cima. Girei meus olhos de um lado a outro, encontrando as portas dos banheiros, uma entrada para uma salinha menor e um balcão comprido próximo a um bar repleto de diversas bebidas. Andei pé ante pé, desviando minha atenção para cada detalhe do lugar que muito me lembrou o estilo "pub". Certamente, a iluminação ainda não estava acionada, o que aumentava ainda mais o ar sombrio e cativante. Parei, próximo ao bar e toquei nos altos bancos revestidos de macio couro vermelho. Foi nesse momento que ouvi o barulho da porta se abrir novamente, virei o rosto e senti um frio percorrer toda minha espinha dorsal. Pela pouca luz que adentrava pelo vão da porta, vi a volumosa figura de cabelo amarrado, cavanhaque e riso constante entrar. Meu coração acelerou e num rápido pensamento, me joguei por cima do balcão e pulei do outro lado, me agachando entre dois barris de algo que só poderia ser cerveja. Comecei, então, minhas preces para que o tal Mocotó não tivesse me visto.
Com as mãos apertadas, tentei escutar os passos daquele maluco e ao abrir os olhos, deparei-me com dois pés à minha frente. Engoli seco, fui erguendo os olhos lentamente e observei a forma de uma mulher se distinguindo do resto da escuridão. Seu rosto tinha um riso irônico e o cabelo negro cortado em camadas descia até a cintura. Usava roupas discretas, mas ainda assim certo porte incomum se revelava. - Geralmente, eu costumo servir os clientes do outro lado do Bar! - disse a mulher com um olhar repreendedor, porém brincalhão. - Errr... - meus olhos remexiam de um canto a outro. - Você trabalha aqui!? - Sim. E sou a dona também! - disse-me a mulher e percebendo que eu estava agoniado, ergueu a cabeça para a porta. Certamente, identificou a fonte de meu medo, porque sorriu descontraída. - Você tá se escondendo do Mocotó? - Por tudo o que acha sagrado, não diga que estou aqui!! Eu não agüento mais essa de voto... - disse como uma criança abandonada. - Pode deixar!! - ela disfarçou um riso e voltou-se para mais adiante. - Uma Boa Noite, Mocotó!! Pelo visto, gostou tanto do Bar Code que resolveu me visitar mais cedo hoje!! - É! Eu Gostei!! Mas, na verdade, eu vim aqui porque jurei que havia visto um amigo meu entrar aqui poucos minutos atrás! - ouvi o mocotó dizer. - Você não o viu?! É um magro como bambu, nem baixo e nem alto, quase tão branco como um albino, cabelos negros que que cobrem quase o nariz e olhos pretos grandes... assim! Enfim, ele é meio estranho!! Nessa hora, eu movi a cabeça para o lado e quase me levantei para dizer um desaforo. Mas meu instinto de sobrevivência indicou que eu deveria conter meu orgulho e ficar caladinho esperando aquele encosto sair de meu pé. - Eu acho que sei de quem você fala... Ele costuma usar roupas engraçadas?! - disse a mulher me fazendo colocar o coração pela boca, mas logo ela desviou a brincadeira para um ponto mais seguro. - Ele entrou muito rápido e já saiu. - Saiu!? Ele foi rápido desta vez. Eu mal notei quando ele saiu. - disse o Mocotó. - Agora, eu queria conversar com você sobre templates! Eu tive uma idéia muito boa em usar as galinhas de uma maneira que... E a conversa foi assim se alongando por mais de meia hora, tempo suficiente para ele repetir inúmeras vezes suas estratégias para o TopBr enquanto a mulher falava sobre o tal "template". Em meio a isso, eu testava a minha paciência brincando de assoprar a franja ou me desdobrar para mostrar minha empatia animal quando dois pequenos cães vieram selerepes da porta da cozinha mostrar que eram os donos do pedaço. Enquanto, puxavam a manga de minha camisa, eu tentava abafar o rugido dos valentes cães de guarda.
- Desculpe a intromissão! Fico até encabulado pelo papel que fiz. - levantei-me batendo as mãos para tirar o pó e estendi a mão. - Eu sou o Coveiro. - Coveiro!? - É, mas não o Zé, sou outro... aquele que ele chama de X. - Xis?! Prazer, então, Xis! Bem vinda ao Bar Code!! - ela, então, apertou a minha mão e disse. - Eu sou a Margot e essas duas gracinhas que estão mordendo o seu sapato agora são Ully e Mell. Olhei para as duas gracinhas e elas mostraram os dentes como se sorrissem esperando por mais uma nova brincadeira. Sem a mesma maestria inicial, eu pulei novamente o balcão do bar e tomei um dos altos bancos estofados para sentar. - Então, Margot, você é a dona deste lugar? - disse dando um giro no banco. - Têm um ar sombrio e ainda assim aconchegante. Abriu pouco tempo? - Sim, e espero que sirva de ponto para os principais Blogueiros. - Bar Code... seria o mesmo que Código de Barra também?! - Eu também faço templates. Muitos Blogs já tem minha marca. - disse a Margot com um sorriso descontraído. - Eu adoraria ver... - fui interrompido. Minha cabeça não resistiu a energia que emanava da porta e os olhos retesaram-se em direção ao vulto que acabara de entrar. A silhueta se moveu com sensualidade passo a passo até cruzar todo o salão do Bar. Meus olhos se mantiveram presos a imagem e ficaram hipnotizados com o cabelo rubro que dançava com o movimento. - Quem é...? - balbuciei. - Uma cliente minha. Vem toda a noite desde que abri aqui. - comentou Margot e puxou o corpo para o lado dizendo. - Ela é linda, não é? - Muito! - disse sem hesitar. - Mortalmente linda!!.
-x- To be continued. -x- Isso mesmo!! Deixei vocês na mão de novo!! É que deu saudade de dizer essas três palavrinhas mais uma vez. Pois, então, aguardem neste fim de semana o meu encontro com a Vampira Paola !! E, mais uma vez, Parabéns a Margot, seu Blog agora vai ser o ponto mais visitado dos Crossing-Blogs!!
Paginas Negras: Estratégias Divinas Bom, hoje vou gastar minhas palavras falando de alguém que tá fazendo polêmicas cada vez mais catastróficas na nossa comunidade. Trata-se do nosso todo-poderoso, Deus, ou para os íntimos do caldeirão, o Gódi. Pela primeira vez que o encontrei, convidei-o para um Crossing e ele aceitou (Vocês verão em breve!!). No entanto, eu não esperava que tivesse uma dívida divina com ele. Estava junto com Selina quando ele me intimou "Irás pedir ao teu chefe, o Zé Coveiro, para enterrar a Dan do Danblogueando!". Eu tentei avisar a ele que raramente envolvia-me com enterros. Aí, ele disse: "Então, colocarei uma mancha negra em sua vida antes do click!". Eu perguntei "Como assim?" e, aí, desceu dos céus um anjo negro e Deus disse "Esse é o substituto do Gabriel para casos especiais". Não pensei duas vezes e lá estava o Danblogueando enterrado pelo Zé. Muito tempo depois, matutando sobre o assunto , fui entender porque o Deus queria enterrar a Dan. Foi passeando pela colocação dos TopBr (é aquele do Mocotó) que descobri as razões divinas: A Dan tá acima dele na lista!!! Deus têm estratégias bastante peculiares para sua causa. Sem perder tempo, ele cria novos mandamentos e O primeiro diz "Não acessarás o Blog DANBLOGUEANDO." E assim continua sua campanha violentamente divertida. No entanto, o próprio Deus, me armou uma da última vez. Ligo o MSN e surge num único dia mais de cinco pessoas diferentes: "Ei, é você que é o pai do Coveiro Zé?!". Eu paro os dedos do teclado e pergunto "Como é que é?!". E respondem "Foi Deus quem disse!!!". Eu fico um minuto quieto e depois continuo "Ah, Entendi! Espera aí um minutinho!!". Entro no Blog e vejo a loucura do dia 23 de março. Foi dificil entender aquela nova linhagem e montei um heredrogama. Foi aí que quase eu piro por descobrir que sou irmão do Mocotó e da Rhiannon, pai do Zé e primo distante da Nane, da Selina, da Val, Vamp e das Beatas. Se não bastasse, lá diz que eu tenho uma descendência ruim... ou seja... um gene afetado. Clique aqui para ver o Heredrograma!!! E depois de estar com o heredrograma todo pronto, vêm o segundo "post" e enlouquece toda a ordem da história. Descobri, por exemplo, que eu a Rhiannon... isso, mesmo! Mas não olhem para mim. Ela também foi se entregar pro meu filho!! É ela!!! Brincadeiras a parte, talvez muitos não entendam esse Blogueiro como eu, Zé e a Selina. Creio que o nosso Gódi está lá principalmente no papel de um ator/roteirista criativo, fazendo das ironias a graça, não muito distante do meu coterrâneo Suassuna com seu "Auto da Compadecida", com novo estilo próprio. Vendo por esses olhos, trazendo-o cada vez mais perto da comunidade, todos verão quão genial ele é. Não sei se outro seria capaz de fazer tal coisa com igual maestria. Talvez, apenas um... um tal de Paulo, mas esse eu conheci a pouco tempo. Bom, pra não dizer que falei só disto nesta Páginas Negras, vim anunciar para essa sexta-feira o Crossing-Blogs com Margot. Isso mesmo!! E vai contar com a participação especial de um grande ator que pretendo fechar contrato: Fernando Boranga! O que? Não conhecem?! Então, esperem até lá!! Mas, um momento e o Crossing da Vampira Paola não era Sexta?! Sim e Não... Vamos ter dois Crossings nesse fim-de-semana, Sexta e Domingo! Sábado, eu vou descansar, se o Gódi tem direito, eu quero!! Abraços!!
IN MEMORIAN: O Mirabolante e o Elétrico In Memorian é o nome da sessão que eu pretendo armazenar todas as lembranças interessantes que depois de passadas e, agora, recontadas fazem-me ver como a nossa vida é cheia de diferentes tipos de aventuras. No final, cada pequena coisa que acontece tende a relacionar-se com um evento curioso pelo qual passamos. Assim,acabamos nós tornando bons contadores de história. Diferente do que aconteceu com Guga, onde lembro-me perfeitamente do primeiro dia em que nos conhecemos, eu era novo o bastante para afirmar com segurança quando foi que topei pela primeira vez com a figura inusitada chamada Socá Jr, o mais novo da tríplice. Das coisas mais inusitadas de que lembro, destacam-se as mirabolantes histórias que o menino que mais parecia o pequeno Ellijah Wood trazia da sua cidade do interior de Pernambuco. Contos pavorosos e aventuras que nem o maior ficcionista poderia conceber, era díficil separar realidade da imaginação. Como ele mesmo afirmar, creio que sou um dos poucos capaz de olhar no olhos deles e dizer que aquela não passa de uma grande lorota ou um fato real apesar de absurda. Seria impossível relatar aqui todas as histórias fantásticas que envolvem esse meu amigo, que assim como eu, vai ter sempre algo bom, novo e empolgante para contar. Portanto, não se assustem quando perceberem quantas vezes o nome Sócrates, aquele que também responde por vários apelidos desde o "Socó-lá" ou o "Homem-suco" aparecerá aqui no meu texto. Eu não saberia direito como começar a primeira história sobre ele, portanto, vou falar do estranho fênomeno que presenciei nele assim que a tríplice se formou... Assim que Guga, mudou-se para o apartamento no primeiro andar do meu prédio, o mesmo em que eu e Socó morávamos, formamos uma espécie de coligação, chamada de tríplice, ou outras vezes, de tríade. Eram portas abertas, comidas partilhadas, brincadeiras de manhã a noite, enfim, bons tempos do que bem poderia ser chamado de uma infância tardia. Diversões a parte, o que tenho que relatar aqui é algo de muito estranho que aconteceu com Socá Jr naquela época. Quando finalmente conseguimos instalar o computador de Guga e acessar a internet, muitas vezes dividiamos a máquina tanto para jogos como para trabalhos. Assim passavamos horas grudados no monitor. Todavia, quando sócrates batia na porta e entrava no apartamento, o computador repentinamente se reiniciava. Olhavámos estranhamente para a máquina e depois para Socó. O computador voltava o sistema por poucos minutos e depois desabava de novo. "Que porra é essa?!" dizia Guga, revoltado com sua máquina temperamental. E assim acontecia diariamente quando Júnior adentrava na sala de Guga e, do nada, o computador enlouquecia revoltado. Depois de muitas telas negras, o próprio Sócrates começou a desconfiar e procurou uma solução: "Olha, a coisa mais estranha parecida que me aconteceu foi quando levei um choque do nada da maquina de lavar da minha casa. Naquele dia, fiquei grudado nela e não sei como morri. Por sorte, me soltei e caí no chão!". "Socó, você deve ser mutante, meu filho!!" falei "Tá descarregando eletricidade e puxando para você?!"
Os olhos arregalados de Sócrates se voltaram para mim e para Guga e encontrou-nos ainda mais assustados. Júnior deu um passo para trás e eu alertei o atendente do stand para averiguar a máguina. Ele tentou resetar , desligou e ligou várias vezes e nada. Enquanto ele chamava um outro rapaz para ver o que acontecera, nós três saímos de fininho. "Socó! O negócio tá brabo!!" falei com um riso nervoso e vi que ele ficara quieto o resto da tarde. Sou obrigado a dizer, que passado certo tempo, esse estranho fenômeno foi minguando singelamente na vida de Socó. Já faz quase seis anos desde aquele tempo e antes de escrever essas linhas, fui perguntar ao meu velho amigo de infância se poderia relatar esse caso aqui. Ele riu e confessou-me "Tu não vai acreditar, mas ontem mesmo, quando estava no computador do escritório, de repente ele...". Certas histórias são para sempre. Abraços, meu velho!
Páginas Negras: E o prêmio vai para...
O meu único problema até agora é que eu não consegui achar a grande vencedora. Se alguém encontrar a Margot, diga que nossa divisão de Merchandising está precisando urgentemente contactá-la para assinar as papeladas do seu Crossing-Blogs. Não gostaria de ter atrasos, mas é que o futuro crossing desta sexta depende muito de um conversa entre ela e o redator. Estou até cogitando uma participação especial... ou seja, estamos abrindo um novo contrato com um outro Blogueiro. Não vou dizer quem é! Mudando de assunto rapidamente, vim hoje ao Páginas Negras vestindo uma camiseta que ganhei de presente! É da Sarah Kall (Isso é que é nome de marca!!). Gostei demais. Um detalhe sobre isso tudo é que ela é grande amiga da pessoa que mais comentou no meu Blog em um único dia, a Tê, do Bolhinhas de Sabão. Vendo que fazia tempo que eu não falava com a mineirinha, lá fui eu no Blog dela. O resultado é que levei tanto puxão de orelha por nunca mais tê-la visitado que estão ardendo até agora. O fato é que acaba sendo dificil eu visitar todo mundo que eu conheço sempre, o que me deixa numa péssima situação, pois estou quase que diariamente em alguns Blogs específicos. E, agora, tem gente que acha que eu sou Vanguarda e me pede ajuda e conselhos! Bom, vou ter que apelar para desdobrar o tempo e visitar todo mundo. Caso, eu desapareça por algum tempo, perdão, o coveiro têm alterego humano e ele é falível. Falando em limitações humanas, de ontem para hoje, tivemos a infeliz notícia de que o nosso desenhista preferido, o Soldier, vai ter que tirar umas férias forçadas devido ao seu problema de saúde. Segundo a Val, ele tá "dodói" da "pata"! Tendinite! É uma pena, todo mundo louco para ver a série e agora isso. Mas, como eu disse, por detrás de nossas identidades, somos todos humanos com falhas. Melhoras então, membro caçula da gangue!! Bom, até amanhã, então, com o In Memorian! O coveiro desfaz-se nas sombras agora!!
Páginas Negras: O Milésimo Visitante Devo começar as Páginas Negras de hoje com uma coisa que já devia ter feito há bastante tempo. Vou aproveitar esse momento , então, para agradecer a toda a comunidade por ter me aceitado tão receptivamente. Tenho me divertido muito com as conversas e brincadeiras, o que me motiva a me esforçar ainda mais no meu tempo livre para melhorar a Lápide. Dando exemplos extremos, quero agradecer ao novato Skipp3r que têm me acompanhado há algum tempo e também ao todo-poderoso, Deus. Ambos, me agraciaram com selos. Guardo-as com carinho porque simbolizam acima de tudo o reconhecimento de vocês. Estive até pensando em criar um link só para armazenar essas "condecorações"!!! O meu número de visitantes têm aumentado um pouco mais esses dias, creio que graças a divulgação dos Crossing-Blogs. Em agradecimento a isso, tive uma idéia divertida. Como muitos sugeriram, aquele que for meu Milésimo Visitante, vai ganhar uma participação no Crossing-Blog!! Isso mesmo, basta verificar se o meu contador está marcando 1000 e, então, salvar teclando PRINTSCREEN. Depois, envie para coveirox@hotmail.com ou coloque no comentário. Mas, ATENÇÃO, porque o número 1000 está bem próximo...!!! Confira sempre lá embaixo!! Falando em prêmios, quem visita o meu outro Blog, o criaturas, deve estar sabendo de uma "Recompensa" por Ébano! Pois é, o gato sumiu!! Aconselho a vocês entrarem em www.criaturas.zip.net e ficar por dentro de tudo! O prêmio em breve vai ser divulgado!! Lembrando das duas pestes virtuais, eu continuo assustado com o que vejo desde sexta-feira. De um lado a Nane, defensora número um do Ébano, e do outro, a Lady Esoteric, fã incondicional de Vigia, se estapeando pelo MSN. Convenhamos, meninas, trata-se de um gato e uma coruja virtual. Quero saber quem vai fundar o MEU FÃ CLUBE!? Já que falei no reino animal, O mundo selvagem dos Blogs começa a expandir: Siris, morcegos, gatos, corujas, ratos e, agora, o Mocotó adotou a Lisbela como mascote de seu Blog. Se é assim, mocotó, vou ver se providencio mesmo um selo do galináceo de borracha. Ah, outra coisa, Mocotó! Como vai o tratamento psicológico?! Eu estou me recuperando, mas acho que o Soldier piorou!! De cachorros, ele agora vêm massacrando gatos no Blog dele. É melhor procurarmos ajuda urgente para ele!! Agora vamos falar das previsões desta semana. Devo estar publicado o meu próximo In Memorian na quarta-feira, onde vocês conhecerão um pouco da história de um velho amigo meu, o terceiro da tríade. Eu tava devendo isso a ele, pois tenho muitas aventuras onde ele esteve presente. Já na sexta-feira, como originalmente era a idéia, eu volto a publicar o Crossing-Blogs. A próxima a cruzar o meu caminho escuro é nimguém menos do que a Vampira Paola, nas crônicas vampirescas do Coveiro X. Temam!! Por enquanto é só, comunidade! Esperem por mais Páginas Negras nessa semana!!
Crossing Blogs: Eu sou o Mocotó!!! Finalmente, após todos os eventos estranhos daquela noite, encontrei um letreiro com a maioria das suas lâmpadas queimadas com a palavra "Hotel". Coloquei a mão na testa e a alegria esboçou um sorriso meio nervoso em minha face. A porta estava entreaberta e pude ver de relance um salão mal-iluminado com um balcão de madeira na extrema direita que servia de recepção e um conjunto de sofás de tecido velho e mofado. Um lugar que traria angústia para qualquer um, mas que me pareceu bem convidativo naquela alta hora da madrugada. Meus pés arrastaram-se para dentro do lugar e eu não consegui enxergar uma alma viva naquele salão. Olhei para os lados e dirigi-me até o balcão de atendimento. Ninguém estava à vista. Principiei a tocar a companhia quando uma voz surgiu detrás mim como que vinda do além: - Você parece que viu um fantasma! Meu corpo retesou completamente, ossos tremendo e músculos rígidos. A boca abriu, mas não consegui gritar. Virei-me rapidamente com os olhos esbugalhados e não consegui de imediato identificar aquele que desejava se comunicar comigo. Só depois, distingui na penumbra um homem sentado no sofá. Era um sujeito grande, moreno e com destacável barbicha florescendo no queixo. - Um, não! Dois! Um casal, na verdade!! - respondi, curvando a cabeça num rápido cumprimento. Voltei-me para o balcão e toquei a sineta. Duas, três vezes e nada de resposta. Já estava para desistir, quando novamente escuto a voz bem mais perto agora. - Oi, eu sou o Mocotó! Joguei meu corpo para o lado e virei a cabeça assustado. O tal homem que estava no sofá, agora, sorria do meu lado. - Err... Oi, mocotó! É um prazer! É você quem cuida daqui?! - falei assim que a idéia se tornou lógica na minha cabeça. - É você o gerente!? - Eu, não! Sou só um hospede! O gerente deve estar... Ah, olha ele aí! O tal gerente, um homem narigudo e com óculos de lentes espessas, apareceu se posicionando na minha frente e, sem perguntar nada, pôs uma ficha de cadastro na mesa. Peguei a caneta que estava amarrada por um cordão ao lado e assim que encostei a ponta no papel, senti um toque de dedo no meu ombro. Virei-me e lá estava novamente o Mocotó. - Você já ouviu falar no Mocotó, não?! - falou ele erguendo a sobrancelha. - Desculpe! Não ouvi, não! - falei sem graça. - Sou novato aqui ainda. Vi que a decepção florescer no rosto dele e me desculpei outra vez. Voltei-me para a ficha de cadastro e comecei a rabiscá-la quando a cabeça do mocotó foi surgindo do meu lado direito. Parei o movimento dos dedos no meio da palavra e espiei o sujeito pelo canto do olho. - Você, então, precisa visitar o meu Blog! Vai gostar certamente!! Eu trabalho com piadas, vídeos, animações, tudo para divertir às pessoas. - falou ele. - Qualquer dia, amigo! - disse sem pensar muito. Novamente, minhas atenções se voltaram para o papel, mas mal risquei duas letras, a voz do Mocotó se meteu em meio aos meus pensamentos: - É que eu estou participando de uma promoção para ficar entre o cinco melhores! Estou pedindo a todos os meus visitantes que me ajudem a conseguir ganhar, sabe?! - Que bom! - falei sem paciência.
Dei as costas e debrucei-me sobre a ficha me apressando para terminar logo tudo e, finalmente, ter uma bela cama para repousar meus ossos. Assinei, joguei tudo para o gerente, tomei a chave de um quarto no primeiro andar e, ao me virar, lá estava o Mocotó novamente me estendendo um objeto. - Se você votar em mim para a promoção, ganhará um chaveirinho do "mocotó" de brinde. Além disso, estará contribuindo para deixar o dia de alguém mais feliz. - ele terminou com um sorriso esticado até as orelhas. - Sei. - falei pegando o chaveiro nas mãos e observando a foto do Mocotó estampada nele. - E quem é o "alguém" que vai ter um dia mais feliz. - Eu. - disse a criatura com os olhos acesos. -Amanhã, eu penso melhor nisso, okay!? - respondi. Devolvi o chaveiro e tornei-a carregar minha mochila nas costas, encaminhando-me para a escada. Mal coloquei o primeiro pé no degrau, o infame chamado Mocotó atravessou a minha frente com uma nova história:
- Galinha de borracha?! - dei um passo para trás achando que não tinha ouvido direito. - É! E são cinco tipos diferentes, cada um para cada gosto. Têm a Kha , a Khe, uma outra é a Khi, também a Kho, e por fim... - Chega! Não precisa falar. - A Lisbela! A quinta é a Lisbela! – terminou ele. - Olha, não importa, está bem!! Eu tive uma péssima noite e quero só dormir. - falei erguendo as mãos espalmadas na frente. Disparei pelos degraus o mais rápido que pude e fui procurando o número da porta que batia com o mesmo que mostrava a chave. Assim que virei o corredor, topei com o aquele temível homem que me assombrava naquela noite. Olhei para trás incrédulo e fiz a pergunta absurda: -Como é que você chegou aqui na minha frente?!!? -Usei o elevador! - disse-me ele com a mesma calma e sorriso. - É que você subiu tão rápido que nem deu para avisar que se você conseguir dez amigos para... Desta vez perdi o total controle, agarrei o senhor mocotó pelos ombros e empurrei-o contra a parede tirando-o do meu caminho. Depois, adverti-o já me afastando: - Escuta aqui! A única coisa que estou interessado neste momento é no quarto que acabei de alugar! Se você me falar de votação mais uma vezinha... - Mas, é que você acaba ganhando... - continuou ele e para sua infelicidade agarrou por instinto o meu braço. - Me solta, seu maluco!! - disse e quando tentei me livrar dele acabamos os dois caindo no chão! - Não quero saber de voto! Não quero saber de chaveirinho!! - Tentei torcer-lhe o colarinho e o Mocotó agitou os braços em defesa. - Não quero saber de galinha chamada Elizangela! Não quero... - É Lisbela!! O nome é Lisbela. - dizia ele enquanto me empurrava com um dos pés antes que eu movesse meu braço em direção ao nariz dele. - Vá você e a Lisbela para... - parei de supetão. Quando ergui a cabeça, encontrei todas as portas dos quartos abertas cheias de cabeças assustadas projetando-se para o lado de fora. Cercado de olhos assustados, eu senti que eu era a menor coisa do mundo e minha mente tentou procurar a melhor justificativa para o meu comportamento: - É que estamos discutindo uma votação para os cinco melhores... - É! Quem votar no Mocotó, ganha um chaveirinho!- e, sem perder a deixa, ele novamente começou o discurso. - Mas para quem indicar cinco outros...
E foi assim que ocorreu o meu primeiro encontro com o nosso ilustre Mocotó. Caímos na risada e ficamos grandes amigos. No final, levei até a tal Lisbela para minha jornada pela estrada escura. E para ajudar nosso amigo, não deixem de votar em www.mocoto.zip.net. Abraços, grande Mocotó!! Até o próximo Crossing-Blogs!!
Páginas Negras: X no Nome Pois é pessoal, dizem que apelido não se escolhe, você só tem uma única opção de aceitá-lo e nem reclame muito para não virar um fardo. Assim como aconteceu comigo, muitos já devem ter tido vários. O único que aceitei e vingou foi o tal Coveiro, que por sinal a Nane foi a primeira entre todas da comunidade a descobrir (Mas também, o que os moderadores não sabem?!). Depois de cinco anos sendo só Coveiro, o errante e vagabundo Coveiro, tive que assumir aqui uma "sub-alcunha" para que me pudessem diferenciar do Zé. Foi aí que começou uma história de o "Coveiro X". São as beatas de um lado "Detestamos o Ébano, Coveiro X", Selina de outro " O 'X' não vai a nossa festa do dia 17!!" e até mesmo o próprio chefinho, o Zé, "Valeu, Coveiro X". Enfim, por causa de um bendito email do hotmail, ganhei um sobrenome. Se uma única letra pode ser considerada sobrenome, claro. Portanto, taí, a partir de agora, é com X que assino! Mudando um pouco o tema, alguns devem ter estranhado essa nova sessão "Páginas Negras". Pois bem, vou explicar: Como muitos se divertem com a interatividade dos comentários, vou levantar alguns temas interessantes que lá surgem. Conversas de MSN ou até mesmo referência a outros Blogs serão aqui bem-vindas. A verdade é que estou aqui ressuscitando a parte mais "Jornal" de meu antigo Informativo chamado "Lápide Email". Assim, finalmente, vou ter uma sessão menos carregada que os Crossing-Blogs e In Memorian para extravasar. Acho que vai ser divertido. Para exemplificar, vou apontar duas questões que estão aturdindo a cabeça dos que aqui entram. O primeiro é sobre a origem de meu apelido real, Coveiro, mas isso não vou explicar nem tão cedo aqui. A outra é sobre uma história infeliz que correu pelo mundo dos comentários. Espalhou-se por aí que eu, Soldier e Mocotó, tínhamos um estranho desvio psicológico de bater em cães virtuais. Infelizmente, só posso dizer que foi tudo culpa do Mocotó que nos levou para esse mau caminho. Agora, falando só por mim, estou querendo me reabilitar desse vício e comecei a fazer sessões intensivas de psicanálise. Se quiserem saber os detalhes dessa fétida história de três blogueiros que caíram nesse mundo cão, basta ler como tudo surgiu no comentário do dia 12 de março de 2004. Falando em Mocotó, tenho uma boa notícia: O crossing-Blogs dele está já no papel. Resta agora as figuras e um tratamento especial. Ficou um tanto grandinha, porém não vou dividi-lá como o do Roger e Nane. Vou preferir quebrá-la em dois post que pretendo publicar no Sábado à noite! E nem comecem com o "AAAAhhhhh...". Vcs tiveram Crossing-Blogs duplo esses dias... E um recado para a excelentíssima Vampira Paola. Você me provocou no seu comentário, portanto, espere por uma dose caprichada de Anne Rice injetada na veia. Temam!! Bom, esperem por mais Páginas Negras em breve. Outra coisa, mesmo com essa sessão, Vou continuar brincando em meus comentários. Agora, vou embora que cheguei da farra e tô com pedindo cama. Até breve, comunidade!
IN MEMORIAN: Proteção In Memorian é o nome da sessão que eu pretendo armazenar todas as lembranças interessantes que depois de passadas e, agora, recontadas fazem-me ver como a nossa vida é cheia de diferentes tipos de aventuras. No final, cada pequena coisa que acontece tende a relacionar-se com um evento curioso pelo qual passamos. Assim,acabamos nós tornando bons contadores de história. No momento em que escrevo essas linhas, vez ou outra para e seguro a pequena semente negra que mantenho pendurada sempre em meu pescoço. É uma mania estranha que criei desde que eu me senti vinculado a esse artefato. Trata-se de um amuleto muito simples, composto de um simplório cordão preto que cinge a semente negra e ovoíde, mas pelo qual tenho a maior estima. Estive esperando o dia certo para contar a história de como esse artefato veio até mim e com isso, falar de meu encontro com representantes da tribo Funiori. Creio que nada mais justo de que registrar esse fato em palavras agora. No começo do ano de 2000, tive em minhas mãos um panfleto sobre um curso de etnobiologia, a ser ministrados por dois professores conhecidos. Naquela época, a etnobiologia ainda engatinhava em nossa região, mas aos poucos instigava o interesse de curiosos que achavam divertida a idéia do misto da sociologia com a Biologia. Eu fui um desses. Em meio as palestras, ri com as histórias dos pesquisadores que relatavam suas experiências muitas vezes cômicas com o seitas do candomblé ou simples comunidades de pescadores. Todavia, a palestra mais interessante ainda estava por vir: uma entrevista com um grupo de índios direto de Águas Belas, em Garanhus, Agreste de Pernambuco. Era o último evento da noite daquele curso e eu aguardei ansioso para finalmente estar perto de índios de verdade. Eram sete horas quando a professora do curso fez sinal de que eles havia chegado. Corri para perto dela e contrai o cenho diante de minha decepção. Descendo do carro, vestidos com calças jeans e camisetas regatas assim como nós, os índios cumprimentaram todos nós com um aceno. Um deles com óculos escuros apertou firmemente a mão da professora e ela voltou-se para nós sorrindo: - Esse é Boró, responsável e organizador do grupo de dança Fetxa, formado por índios Funiori. Eu olhei atravessado para o tal "cacique", que mais parecia um empresário de grupo de música bahiana. O sujeito usava camisa branca, bermudão florido e um celular chamativo a tira colo. Por sinal, mal ele chegou e o danado do aparelho começou a apitar. Meu receio inicial, logo foi deixado de lado com nossa conversa com Boró, uma pessoa altamente esclarecida de tudo que acontece no mundo. Falando de seu trabalho no grupo de dança, o índio fazia piada dizendo "O colonizador branco chegou aqui à 500 anos. E aí nós só dançamos e dançamos. É... ele já encontrou a gente dançando mesmo". Exaltando sua arte, ele continuava "É assim que contamos nossas histórias sejam verdadeiras ou não. É através da música que transmitimos nossa cultura". Em certo momento, talvez captando meus pensamentos, justificou-se porque eles vestiam roupas e dormiam em casas normais, como todos nós. "Vivemos como branco, mas não perdemos nossos valores. Eu não gosto que me digam que não sou índio. Não me chame de descendente de índio!! Ninguém chama os outros de descendente de branco... descendente de negro...EU SOU INDIO!!!" . E vi orgulho incomum naquela última frase. Boró encheu o peito e explicou que "Os Funioris , assim como outros indios, participaram de várias guerras da história do Brasil. De todas às tribos, fomos às que mais sobreviveram. Graças à nossa capacidade de avultar-se" "Avultar-se?!" estranhei a palavras "Avultar-se é uma capacidade que temos de virarmos vultos e, assim, ninguém nos percebe na floresta. Foi assim que muitos de nós se salvaram" explicou ele com cuidado. Outras perguntas foram feitas a Boró, porém outro evento me chamava a atenção naquele momento. Um dos índios, jovem e com uma camiseta de surfista, armara uma pequena tenda com vários objetos tidos como místicos por aquele povo. Ajoelhei-me diante daquela variedade de coisas e peguei um vistoso colar na mão. "Para que serve esse?" perguntei. Distanciei-me do resto do pessoal e comecei a admirá-lo como um bobo. Aquele foi o primeiro dia que coloquei-o no meu pescoço e desde esse tempo, não deixei de usá-lo por mais do que algumas horas. Por vezes, creio até que têm vida própria, pois sinto-me aflito quando estou sem ele. Também nunca permitiu que outro adorno durasse em meu pescoço, sejam pedras ou correntes. Todas quebravam em semanas, senão dias. Não sei o quanto do poder de proteção ou capacidade de "avultar-se" reside nele, porém descobri certa magia recíproca entre eu e ele. Bom, por incrível que pareça, essa foi a única foto com o meu amuleto em destaque. Tentei ampliar, mas acho que perdeu a nitidez. Bom, desconsiderem o resto da foto. Era o terceiro dia em um resquício de Mata Atlântica e eu estava numa trilha noturna amarrotado de bagulhos de Trekking. Até o próximo... In Memorian...
Uma Nova Realidade... Imaginem todos a seguinte cena comigo: Você chega em casa ou está em seu horário de almoço. Seu maior desejo é que todos os seus maiores problemas saiam de sua cabeça por aquele breve instante. Seria bem mais interessante se você assumisse uma outra identidade, alguém bem parecido com você, mas irreal de tão forma que esta nova forma é tudo aquilo que você deseja ser. Também seria reconfortante encontrar outros tantos tão especiais quanto o seu novo eu, pessoas que também são a manifestação de seus sonhos. Você senta confortavelmente na frente de um computador, move os dedos rapidamente no teclado e escuta o pequeno barulho de conexão. Alguns minutos mágicos depois, você é transportado para um novo mundo. Você se olha e está como imaginava. Volta sua atenção para os lados e encontra outros tantos como você, porém sob mantos de heróis, magos, deuses e outros psedônimos fantásticos. Essa é a sua nova realidade. Parece familiar? Essa seria a cena encontrada em muitos livros e histórias em quadrinhos do gênero que tentavam pela primeira vez retratar um mundo virtual. Talvez, mais recentemente, é exatamente o que se observou em Matrix. O que antes era ficção, aos poucos foi se tornando uma real verdade. A primeira grande tentativa, chamou-se Active-X, onde cada um assumia a forma de um "desenho tridimensional" qualquer e interagia com outros conectados num mesmo "bairro virtual". Por algum motivo irrelevante, isso não durou. Todavia, mesmo sem a intenção primária, eu venho me sentindo parte de um novo jogo, porém muito mais poderoso, onde criamos o nosso próprio universo, cada um dando seu pedaço para um novo planeta composto por toda a comunidade de Blogueiros da UOL. Venho interagindo com muitos de vocês de uma maneira sequer prevista. Tenho tentado transpor isso além dos comentários entre Blogs e consegui ter boas conversas com muitos de vocês através de comunicadores (Nane, Soldier, Zé e alguns novatos) ou emails (com o email-comunicator do Mocotó). Percebo, então, que cada um ocupa uma importante função, ou melhor, permitam-me usar o termo... "nicho". O termo comunidade nunca foi tão bem aplicado aqui. E não sei o quanto ele vai evoluir para algo mais. Seja uma sala de chat em comum 'linkada' com todos os blogs... Seja a construção de um Blog super-comunitário... Estamos caminhando e não sabemos para onde e até onde...
Coveiro falando sobre Crossing-Blogs Uma das coisas mais admiráveis neste mundo dos Blogs é que com o tempo ele se torna uma espécie de comunidade, onde cada um acaba por encontrar seu lugar e função. Em Crossing-Blogs, eu pretendo colocar aqui o meu convívio com essa galera, sempre numa narrativa agradável e confortável. E é assim que venho definindo uma pequena introdução para os meus Crossing-Blogs. Muitos ainda me perguntam o que significa essa idéia e eu ainda não sei ao certo o que dizer. Ela nasceu quando encontrei-me a primeira vez com o Coveiro Zé numa conversa no ICQ e ali, eu percebi que deveria contar uma boa história num mundo o qual até então só existia em minha mente. Todavia, alguns gostaram tanto que acabei por optar que não haveria nada mais justo do que estender minhas longas caminhadas para o universo criado por outros blogueiros. O fato é que vejo muitos se divertindo enquanto lêem assim como acontece comigo escrevendo. Vou mais além e vejo que existem muitos histórias a serem contadas. Histórias que em parte são também de vocês, sócio-criadores da comunidade. Então, meu convite se estendeu a Lady Esoteric, Nane e Roger, Mocotó, Soldier, a Vampira Paola (e o Nightmare, claro!!). Agradeço a todos por terem aceitado e, em breve, vocês verão histórias com nosso encontros. Estendi convites a outros que por ora me negaram, mas que ainda tenho fé que acatarão. De mesmo modo, outros começam a se oferecer. E, assim, vai se formando uma teia intricada de relações que fazem os horizontes da estrada irem mais além. Durante a madrugada em que eu construía o meu encontro com o Roger e a Nane, eu percebi que o vagalume que me guiava no escuro podia ter uma luz mais intensa. Assim, foi nascendo em minha mente uma grande história seriada para o futuro. E, mais para frente, espero que ela ganhe seu lugar na comunidade. Para isso, no entanto, é preciso que minha jornada que chamo aqui de Crossing-Blogs não tenha obstáculos. Para aqueles que por algum motivo qualquer se reprimem, não hesitem. Os novatos que querem ter seu lugar, simplesmente ousem. Em meus Crossing-Blogs, eu não falo apenas do que simplesmente somos, mas daquilo que queremos ser. Estou deixando para emails e MSN : coveirox@hotmail.com
Crossing-Blogs: Os Moderadores Uma das coisas mais admiráveis neste mundo dos Blogs é que com o tempo ele se torna uma espécie de comunidade, onde cada um acaba por encontrar seu lugar e função. Em Crossing-Blogs, eu pretendo colocar aqui o meu convívio com essa galera, sempre numa narrativa agradável e confortável. Certamente, deveria ser apenas um sonho ruim. Seria o mais lógico a se aceitar. Mas se nada daquilo era real, porque minha cabeça doía tanto? Pensei comigo mesmo: “Calma, Coveiro! Dê a si próprio tempo para respirar”. Fechei os olhos e meu cérebro recapitulou tudo de estranho que acontecerá naquele dia. Era apenas mais um belo final de tarde quando encontrei com uma gigantesca metrópole que estava fincada no meio do nada. Nela, meus pés acabaram me levando para um lugar isolado. Foi, então, que percebi que estava sendo seguido. Acabei caindo numa arapuca: entrei num labirinto onde todas as paredes me circundaram e, finalmente, aquele... ou melhor, aqueles que me observavam se revelaram. Olhei para o sujeito de sobre-tudo que me acertou pela costas, indivíduo alto e que poderia facilmente me sobrepujar numa luta. Seu silêncio só não era mais inquietante do que o som que fazia ao estalar os dedos das mãos. Já a mulher era bem menor que ele, mas emanava um poder incomum. Rosto sério e olhos escondidos sob lentes avermelhadas, ela se aproximou passo a passo de mim. Pensei que não teria força para me levantar, mas me arrastei para trás até encontrar a parede e ter apoio para pôr-me de pé novamente. Assim, que meus pés ganharam firmeza, levantei a cabeça para ela e , como todo animal acuado, tentei defender-me. Ergui o dedo na direção dela dizendo “Se pensa que eu estou acabado, está muito enganada mocinha. O velho coveiro aqui já se saiu de coisa pior e não pense que... que...” Diante da minha ameaça, a mulher de mecha vermelha sequer moveu um músculo da face. Parou resoluta bem diante de meu dedo, sem nada fazer e nem dizer. Percebi a atitude idiota que tomei e falei “Suponho que seria melhor eu abaixar o braço, não é?!” “Muito melhor, Sérgio” falou a mulher, deixando transparecer um leve sorriso no canto da boca.
“Sérgio?! Como sabe meu nome... real?!” exaltei-me “Afinal, o que vocês são!? A máfia?!” O homem e a mulher se entreolharam e, como se já fossem grande conhecidos, pareciam ter trocado idéias sem abrir a boca. Foi, então, que ele falou pela primeira vez. “Nós somos moderadores, Coveiro. Eu sou o Moderador Roger e minha parceira, a Moderadora Nane”. “Moderadores?! Moderadores de quê?!” perguntei ainda mais confuso. “De todo esse lugar que você já percorreu e um pouco mais além dele” falou a tal Nane. “Esse mundo do qual você faz parte agora cresceu de maneira surpreendente e muitas vezes se confunde com o próprio mundo real. Houve, então, a necessidade de surgir aqueles que supervisionariam tudo e a todos, tentando de alguma maneira trazer o equilíbrio”. “Somos como agentes que trazem balanço todas as vezes que o caos tende a emergir aqui” falou o Roger. “Num mundo novo onde não existe lei, Eu e a Nane somos como a corregedoria que observa erros que podem levar a um futuro grande problema”.
“Nós dissemos algum momento que você infringiu algo?!” falou Nane.
“Não...” minhas sobrancelhas se flexionaram “E porque me acertaram pelas costas?”
“Bom, aquilo só foi legítima defesa! Você me atacou primeiro, amigo!!” falou o Roger com um sorriso.”Nada pessoal” “É que temos uma outra missão também. Eu e o Roger acreditamos que entre tantos novatos e experientes, existe um que será especial” disse a moderadora. “Não sabemos o quanto, mas ele será bastante importante. Nós o chamamos de ‘o escolhido’. Desde então, analisamos cada um até encontrá-lo”. “Então, vocês vão me analisar!?” falei impressionado.
“Nós já o fizemos, Coveiro” falou Roger “E existem mais outros agora a procurar...”.
“Uma boa noite, meu querido” falou a Nane puxando um pouco os óculos para baixo e mostrando os seus olhos. “Acredito que nós te encontraremos mais vezes...” Dito isso, eles deram as costas e foram em direção ao fim do beco. Gritei e corri para alcançá-los, mas como fantasmas, eles atravessaram a parede e eu me choquei contra o duro concreto. “Que puxa!” falei decepcionado. Virei-me para trás e encontrei a saída novamente. Cheio de perguntas e conflitos, saí daquele lugar me questionando se não era tudo um sonho...
Bom, pessoal, esse foi meu encontro com os dois Moderadores mais famosos da comunidade Blog do Uol. Quem será o próximo a receber a visita deles? E para conhecer o processo de seleção dos "Escolhidos" basta clicar no link que coloquei ao lado. Bem, meus sinceros agradecimentos aos dois. E a seguir, finalmente: O encontro com o temível M-O-C-O-T-Ó! Aguardem!!!
Grandes em um Mundo Pequeno Neste dia 14 de março, meu velho amigo Guga chegou ao seu 1/4 de século. Isso me alertou que, em breve, serei o próximo com 25 anos e, depois, Socó. A tríade está chegando na Idade dos Grandes Marcos e creio que o símbolo maior a se manifestar nisso tudo é um estranho e já previsto fim. Ainda parece irreal que o alicerce de um grupo que se uniu há seis anos atrás, esteja preste a se afastar. Pois é, neste ano, Guga ainda irá para longe... É quase certo que no ano seguinte será a minha vez... E resta a Sócrates fazer as honras do final. Foram apenas seis anos, mas dentro deles, nós vivemos aventuras que valeram por toda uma vida. Isso se comprova toda vez que eu sento-me numa cadeira para escrever algo sobre mim e tenho que referenciar todas as divertidas histórias pelas quais passamos. São histórias boas demais para que elas se acabem assim. Caminhando por estradas diferentes, talvez exista um maneira de não estarmos tão longe. Eu imaginei algo absurdo como solução. De algum modo, o mundo têm que ser pequeno ou nós, grandes demais, para que as distâncias se mantenham curtas. Abraços, meus velhos!!
FUN STUFF: Meu Eu Virtual Olá, pessoal!? Hoje eu tenho uma boa notícia para aqueles que ficam babando pelos desenhos dos Blogueiros desenhistas como Soldier ou Zeck. Todos anseiam por uma retratação feita por eles. Bem, sua espera chegou ao fim. Aqui está uma maneira fácil de montar diversas caricaturas pessoais suas e no melhor estilo "Gorillaz". Reparem nas várias retratações do Coveiro, com e sem o cabelo penteado! O endereço é http://www.elmessenger.com/avatares/ Nele, você pode se divertir criando sua própria imagem e a de seus amigos. Depois, é só usá-los em MSN e outros lugares. Para salvar, uma dica: tecla PrintScreen!! Boa diversão! Outro detalhe: eu já publiquei aqui um link para vocês criarem suas versões "South Park". Procurem em minhas lápides mais antigas...!! E para aqueles que perguntam pela continuação do último Crossing-Blogs, não se preocupem... Eu vou adiantar a data e publicarei na terça-feira. Já está tudo pronto na verdade, mas quero deixar nossos Moderadores do UOL e demais visitantes de meu Blog mais ansiosos...
Crossing-Blogs: Sob Olhares Observadores Uma das coisas mais admiráveis neste mundo dos Blogs é que com o tempo ele se torna uma espécie de comunidade, onde cada um acaba por encontrar seu lugar e função. Em Crossing-Blogs, eu pretendo colocar aqui o meu convívio com essa galera, sempre numa narrativa agradável e confortável.
Sem notar o tempo que perdi, tomei novamente meu rumo e, naquela noite, ao cruzar pequeno morro, deparei-me com algo até antes inesperado. Aos meus olhos, resplandecia milhares de luzes de uma grande cidade. Escorreguei pelo declive e corri como um incrédulo diante de tal imagem que se mostrava à minha frente. Banhados pela escuridão, prédios gigantescos se elevavam lembrando pilares negros que sustentavam o céu. O movimento de carros, motocicletas e pessoas era facilmente visto daquela distância. O som estridente de buzinas, cheiro do lixo esparramado pelas calçadas e ligeiras sombras dos ratos pelas ruas era espantosamente similar às grande cidades reais. Maravilhado, eu cruzava as ruas olhando para o alto, examinando cada sinal de vida que dominava nas janelas dos arranha-céus, ainda não acreditando na perfeição de tal lugar. Distraído, esbarrei em um senhor que vinha de encontro a mim. Pedi desculpas inúmeras vezes e ele respondeu-me com um sorriso quase que infantil, deixando transparecer seus dentes cariados. Depois de examinar-me de cima a baixo, o velho me fez uma pergunta: "Você é um novato?!" "Novato?! Aqui!?" falei ainda atordoado. " Sim, sou! Que lugar é esse?" "Lugar?!" O velho virou a cabeça lentamente para um lado e depois para outro. "Este é o lugar onde você pode encontrar qualquer um. É aqui que os novatos e os mais experientes se misturam. Aqui, você conhecera quem desejar..." Ele espremeu os olhos e falou com voz gutural "...e também encontrará quem você não desejaria ver!" Ele tossiu feio e deu às costas para mim, friccionando os braços devido ao intenso frio que assomava aquela noite. Queria gritar e pedir para ele me responder as outras milhares perguntas que ainda tinha, mas eu imaginei que seria em vão. Girei meus calcanhares e segui o caminho oposto. "Que lugar é esse!?", "Será que têm nome?!", essas e outras questões reinavam em minha mente. Depois de infrutíferas tentativas de conhecer algo mais sobre aquela grande metrópole, meu corpo pediu por um descanso e tratei de pedir indicações sobre uma pousada simples e confortável para repousar meus ossos e músculos doloridos. Soube de um lugar assim na periferia e segui naquela direção. Adentrei pequenas ruas transversais me distanciando cada vez mais do movimento humano. Naquele trecho da cidade, ao contrário do centro, todo o lugar parecia um deserto negro entre prédios.
Aspirei profundamente o ar e continuei meu caminho por um trecho entre paredes que pareciam me sufocar. Coloquei as mãos nos bolsos de minha calça e passei a assobiar alguma música antiga afim de livrar-me daquela tensão. Apressei o passo acreditando que já estaria bem perto da pousada indicada quando meus olhos perceberam um vulto parado bem diante de meu caminho. O ar saiu sofrido de meus pulmões e fechei os olhos juntando forças para enfrentar esse ser incógnito que me perseguia. Quando voltei a abri-los, fiquei ainda mais surpreso por não mais encontrá-lo lá. Cautelosamente, cheguei até o lugar onde o desconhecido estava e vi que só havia uma única direção para onde ele poderia ter ido: um ruela estreita à direita. Olhei desconfiado para aquele trecho escuro e repeti em meu cérebro a ordem para averiguar de uma vez aquele "quebra-cabeças". Meus pés deslizaram para a ruela úmida e mal-iluminada de tal maneira que sequer escutava meus passos. Avancei apenas uns dez metros até finalmente topar com uma parede fria. Recuei um pouco para trás e vi que ali não havia saída. "Um beco?!" pensei alto "E para onde ele pode ter ido?!" Enquanto minha mente tentava procurar uma explicação lógica para o sumiço do vulto, girei meu corpo e fui surpreendido por algo inusitado. Algo absurdo, seria melhor dizer. Pelo caminho que eu entrara no beco, estava agora uma outra parede. Saltei naquela direção e minhas mãos sentiram a solidez do concreto. Era impossível, mas minha visão e tato não deixaram dúvidas: Eu estava enclausurado numa prisão de pedras. Quase entregue ao desespero, meus olhos percorreram todas as direções em busca de uma saída e encontraram bem próximo a mim o mesmo vulto que eu procurava. Numa mescla de medo e raiva, avancei contra ele com os punhos erguidos. Na primeira tentativa de acertá-lo com um golpe no rosto, ele desviou-se com habilidade nunca vista antes por mim. Mal tive tempo de virar-me e fui golpeado por trás. Senti meu corpo girar no ar e tombei no chão sofrendo uma dor fulminante em minhas costelas. Meu dentes trincaram e concentrei-me para não perder meus sentidos. "Chega, moderador Roger!" ouvi uma firme voz feminina dizer "Acho que agora ele vai ser mais prudente e nos ouvir." Ainda zonzo, apoiei-me nos cotovelos e tentei enxergar além da escuridão. Meus olhos, que começavam a se acostumar com a meia-luz, identificaram os dois que estavam ao meu lado. O mais alto, moreno de cabelos castanhos, óculos escuros e vestido elegantemente com um sobretudo deveria ser aquele quem me atacou. Não muito distante, estava uma mulher de cabelos negros com uma mecha vermelha sobressaindo-se, de jaqueta e longa saia negra, também usando um óculos rubro-escuro. Enquanto eles me encaravam silenciosamente, eu me perguntava em qual enrascada eu me metera agora... Pois, é!! Temam!! Essa é apenas a primeira parte do meu encontro com Nane e Rogério, do Blog "os escolhidos". Para ver como isso termina, aguardem os primeiros dias da próxima semana. "To be continued!"(sempre quis dizer isso!!)
Algumas recompensas...
Estive tão atribulado essa semana com a visita da CAPES em nosso departamento de Genética que mal tive tempo de colocar alguma coisa "grande" no meu Blog. Houve, sim, é claro, o In Memorian relativo ao "dia em que não morri", mas isso não conta porque eu já escrevi antecipadamente muitos deles e só faço copiar e colar um a cada semana nesse meu "diário virtual". Enfim, o tempo se mostrou curto, tão curto que eu sequer percebi que meu Blog ultrapassou 500 visitas. Um número pequeno, é verdade, mas que já é bastante significativo para mim. Agora, só me resta fazer um texto especial de agradecimento para o número 1000. Isso não bastando, sou agraciado com uma premiação: a série ouro dos escolhidos. Esse último prêmio possui um significado bem maior que o valor do metal, pois simboliza acima de tudo o reconhecimento de duas pessoas que eu aprendi a respeitar desde que adentrei na Comunidade dos Blogs. Diferente de muitos que se dizem críticos, os dois moderadores de "os escolhidos" estão ali para ajudar a "construir" Blogs. Seguem a filosofia das duas faces, vendo o Bom e o Ruim, finalizando com algo bem perto de um equilíbrio. São humanos e por isso podem ser falhos, mas para mim o fato de optarem por essa intenção já basta. Não conheci o Roger ainda, mas a Nane têm se mostrado uma pessoa excelente nas poucas vezes que conversei com ela pelo "Mundo Virtual" afora. Não quero dizer muito obrigado agora, pois acho que vamos ter uma surpresinha logo, logo para esses dois. Uma surpresinha maior até do que a Nane esperava... Nas próximas páginas desse diário do caminho escuro... Crossing-Blogs...
IN MEMORIAN: O dia em que não morri In Memorian é o nome da sessão que eu pretendo armazenar todas as lembranças interessantes que depois de passadas e, agora, recontadas fazem-me ver como a nossa vida é cheia de diferentes tipos de aventuras. No final, cada pequena coisa que acontece tende a relacionar-se com um evento curioso pelo qual passamos. Assim,acabamos nós tornando bons contadores de história.
Quantas vezes a morte passa sorrateira diante de nós e nos testa em um confronto injusto afim de julgar nossa permanência aqui. Talvez, eu sequer tenha consciência de todas as suas silenciosas tentativas. Mas vez ou outra, sua ação é quase que brutal. Um exemplo ocorreu nos primórdios de Dezembro de 2003, quando eu rumava para um encontro de pesquisadores em Porto Alegre. Eu passava por um díficil momento e ainda assim estava atribulado de obrigações como representante do Nordeste na área. Viaja sozinho, meio a contragosto e ao sentar no avião atestei minha falta de sorte ao notar que a maldita da atendente da agência me colocara mais uma vez na poltrona ao lado da turbina esquerda. As portas da aeronave se fecharam e mal iniciou-se o processo de taxiamento, o avião parou abruptamente. Aeromoças correram para frente do avião e eu abri a janelinha encontrando um mundaréu de técnicos correndo para cima da turbina. "Essa ia ser demais!!!" pensei comigo mesmo. Enquanto a tripulação de bordo tentava justificar o "pequeno" problema, eu segurei meu amuleto funiori e falei em voz baixa:"Bem em cima da hora, não é? Isso é só para me chamar a atenção...". No mesmo instante, minha mente começou a procurar o meu último grande confronto com a senhora de capa negra e foice. E, para minha surpresa, atestei que eram duas situações não muito diferentes. Era aquela a minha segunda viagem para o Rio Grande do Sul e também era outro dia em que quase morri. Minha mente voltou dois anos até setembro de 2001, quando passava as férias junto com minha irmã nas serras gaúchas. Foi, como posso dizer, a semana mais revigorante que já tive até então. A lembrança daquele tempo enquanto esperava os técnicos averiguarem a nave, confortaram-me de maneira surpreendente. Lembrei-me dos diferentes vinhos de Caxias, passeios nas ruas de Gramado e do sabor doce do chocolate quente. A parte infeliz das minhas lembranças aconteceu em nossa viagem de volta. Foi em meados desta época em 2001 que a companhia aérea Transbrasil mostrava claros sinais de decadência e assim que eu e minha irmã tomamos nossas passagens nas mãos, tivemos o desprazer de saber que iríamos ter algumas escalas a mais em nosso vôo. Como nada podíamos fazer, tivemos que acatar tudo com um belo sorriso amarelo. Tomamos os nossos lugares nos acentos, afivelamos os cintos e o avião singrou os céus de Porto Alegre num dia um tanto chuvoso. Todavia, mal o relógio correu plenos vinte minutos, os comissários anunciavam uma parada adicional em alguma cidade de Santa Catarina. Olhei desconfiado para minha irmã e, enfim, dei de ombros. O avião desceu, tomou mais passageiros e conquistou novamente os céus daquela manhã. Devo ter lido algumas poucas páginas de uma revista quando novamente era anunciado um novo pouso no aeroporto internacional de Guarulhos. Controlei meu estômago para mais uma diferença súbita de pressão e lá fomos nós para o chão. O avião desceu tranquilo e faceiro, porém outras surpreendentes notícias nos aguardavam: Uma troca de piloto e uma escala adicional no Rio de Janeiro. Dada a autorização, o nosso avião alçoou vôo e destinou-se a terra do Pão de Açucar sem demora. Neste momento, eu lembro de já ter perdido o almoço e também boa parte do bom humor. Pra piorar, o novo piloto parecia ter problemas em diferenciar um avião comercial de um mirage. Ao preparar-se para descer no Aeroporto Internacional Santos Dumont, fez a aeronave dançar sobre o Atlântico ao ponto que toda a minha mísera refeição do dia veio conferir se estava tudo bem no céu da minha boca. Praguejei mil vezes o nome do infame piloto e pedi aos céus para perceberem naquele momento que a carteira de aviador dele estava vencida. Meus pedidos não sendo atendidos, parecia que alguém estava se divertindo lá em cima. Um novo anúncio dizia que tinhamos um breve desvio para Brasília. Juro que tentei chorar. Apertei os cintos, fiz minhas novas rezas e novamente estavámos no ar com um piloto que parecia estar tomando suas primeira aulas de "aero-escola". Levou mais umas três horas para finalmente chegarmos até a Capital Nacional, num pouso que mais pareceu uma queda livre. "O próximo que puxar a cordinha deste avião antes de Recife eu esgano!!" bufei de um jeito que fez minha irmã se acabar de rir. Novo vôo e desta vez parecia um sonho: era Recife o seu próximo destino. Bem mais animado, sequer me importando com a zonzura dada pelo proficiência do piloto maluco, sonhei com a chegada na minha Cidade das Pontes. Animei-me assim que avisaram dos procedimentos de pouso, porém o maldito piloto deixara a grande surpresa para o fim. Com a maestria de um albatroz, a aeronave executou a pior aterrisagem de minha história. Por um momento, quase desfaleci e minha irmazinha procurou me reanimar. Olhei para a janela com olhos apáticos e sorri ao ver que apesar de tudo, era o monte dos Guararapes que estava lá. "Voltei, Recife! Quase morto em teus braços!!" Comemorei apaticamente a chegada com minha mãe e meu pai e pedi com urgência o meu retorno para casa. Tomamos o carro e percebi que a madrugada já dominava. Sentei na frente, com a cabeça pro lado de fora, resgatando o máximo de ar tropical. O trecho rumo a minha casa se mantinha mal iluminado e com sinalização precária. Em dado momento, notei que o carro da frente parara de supetão. Pêgo de surpresa, meu pai só teve tempo de desviar para a direita e frear brutalmente.
O nosso carro deslizou e eu percebi que pequenas pedrinhas chiaram em resposta. As rodas encontraram um obstáculo firme e paramos. Estávamos apavorados, paralizados, quase em choque. Eu comecei a escutar um barulho chato e constante na minha cabeça. Eram como sinos que me atormentavam. Movi a cabeça para baixo pensando em vomitar e notei que nosso carro parara entre barras de ferros paralelas. Minhas sombracelhas fizeram sinal interrogativo e eu comecei a achar o barulho estranho bastante familiar. "Bléim... Bléim... Bléim...". Levantei a cabeça e topei com o gigantesco monstro de ferro cuspindo fumaça. Suas formas começaram a se definir na escuridão e ele jogou um farol alto sobre meu rosto. Ouvi um apito e logo em seguida o grito de minha irmã "Papai!!! É um trem!!!" Meu pai girou a chave do carro e em um minuto consegui rezar todo o Pai Nosso para não escutar o som de motor falhando. Minhas preces foram ouvidas e o nosso gol moveu-se. Avançamos desordenadamente para fora dos trilhos e paramos bem mais adiante. Ainda muito nauseado, girei a face com um sorriso bobo no ar e vi a locomotiva cruzando esbaforida o lugar que havíamos deixado poucos segundos atrás. "É" disse como um tonto "Era mesmo um trem!"
Até onde a estrada me levou... Há menos de dois meses, quando resolvi criar esse Blog, confesso que não sabia ao certo se ele duraria mais do que duas semanas. Entre outras coisas, existiam duas que poderiam me derrubar. A primeira delas é a falta de tempo e a segunda, o meu desinteresse. De início, publiquei aqui poucas coisas pessoais, mas importantes para mim: poemas, histórias, pensamentos... Depois, passei a criar sessões com temas mais elaborados que já discutia pessoalmente com colegas. Dei andamento também a In Memorian, um projeto antigo em que eu contaria histórias pequenas de minha vida de uma maneira quase sempre trágico-cômica e me divertir muito montando cada frase. Com o tempo, a lápide ganhou mais destaque e, para minha surpresa, visitantes desconhecidos que iniciaram um processo de amizade. Foi assim que veio a idéia de criar o Crossing-Blogs para que também eu pudesse homenagear os demais blogueiros. E assim avancei a estrada... Meus dois grandes medos se mostraram até, então, injustificados. Com o sistema de Blogs, eu deparei-me com uma prática maneira de criar homepage, de tal maneira que encontrei tempo até de manter dois Blogs ao mesmo tempo. Da mesma forma, a resposta dada por todos que aqui entram e deixam seu comentário, alimentaram a minha fome por escrever de tal maneira que muitas vezes me pego em meio aos experimentos pensando em histórias divertidas a serem contadas aqui. E reparo hoje que os dois meses se passaram rápidos, mas com muito do caminho já trilhado... Haverá tempos em que eu sumirei e não saberei ao certo quando terei acesso a um computador, mas acho que essa peregrinação só será levemente retardada. E quando muitos de vocês se perguntarem por onde anda o Coveiro, o rapaz que adorava escrever Lápides, talvez surpreendam-se com uma sombra fugaz que nunca terão certeza se foi minha. Bem, isso não foi uma despedida, amigos! Nem justificativa para o que acontecerá em Junho e Setembro quando eu possívelmente me ausentarei por algumas semanas. É apenas um agradecimento de todos que me levaram até aqui e uma promessa de que eu irei bem mais além com o apoio de todos vocês. Parte do caminho foi trilhado, mas o horizonte mostra algo bem mais além... E eu quero o que ele mostra para mim.
Crossing-Blogs: No estúdio com Lady Esoteric... Uma das coisas mais admiráveis neste mundo dos Blogs é que com o tempo ele se torna uma espécie de comunidade, onde cada um acaba por encontrar seu lugar e função. Em Crossing-Blogs, eu pretendo colocar aqui o meu convívio com essa galera, sempre numa narrativa agradável e confortável. Logo depois de meu encontro com o Coveiro Zé no Cemitério dos Blogs, recoloquei minhas coisas novamente na mochila e retornei a trilhar o caminho escuro. A estrada que me levaria a conhecer muitos outros ainda se mantinha bastante insólita e eu estava apenas acompanhado de meus próprios assobios. Já tinha ouvido falar sobre muitos outros que como eu, lá estavam, mas não sabia como e quando eu estaria preste a encontrá-los. Na terceira noite, despertei de meu descanso próximo a um teixo e deparei-me com grandes olhos amarelos pousados em uma rocha à minha frente. Era Vigia quem lá estava, a coruja "whiskered" que de maneira incomum sempre me acompanhava para qualquer lugar que eu fosse. Ela soltou seu guincho exótico e alçou vôo. Antes que me perguntasse do que se tratava, notei que ela me deixara uma espécie de bilhete no cume da pedra. "Ao Sr. Coveiro, aquele que escreve Lápides, é com muito gosto que desejo recepcioná-lo em minha humilde morada para que não só minha pessoa o conheça como toda a comunidade." estava escrito no papel, sendo assinado com "Lady Esoteric". E nele havia um perfume aprazível que me fez levá-lo ao meu nariz várias naquela noite. Tomei meu rumo na manhã seguinte orientando-me pelas pequenas instruções no verso do bilhete e depois de várias horas, no final daquele dia, eu estava diante de uma bela construção no mais autêntico estilo romeno medieval. Era feito de pedras gigantescas negras, com uma entrada mal iluminada pela luz de candeeiros. Aproximei-me silencioso e bati duramente na porta. Não precisei repetir o toque mais uma vez e a porta abriu-se revelando um gigante de olhos pequenos e estranhos. "A senhorita Lady Esoteric pede que você a aguarde naquele salão" disse-me ele apontando para o lugar. Depois, voltou-se e adentrou por um outro corredor com seu passo lento e arrastado. No salão de espera, o clima frio era amenizado por uma lareira alta que também dava forte luz a todo o cenário. O chão de pedra era adornado por um fino tapete e toda a parede ostentava belas peças de arte, de espadas a estatuetas de dragões. Cada novidade naquele ambiente me deixava ainda mais ansioso por encontrar aquela minha misteriosa anfitriã. E ela surgiu. Senti primeiro o mesmo cheiro perfumado que havia em seu cartão e voltei-me para a escadaria. Seus pés desceram com suavidade cada degrau e pude contemplar aquela bela jovem que vinha com um longo vestido negro e cabelos ainda mais escuros descendo pelos ombros. Era de pele alva e olhos apaixonantes. "É uma honra tê-lo aqui! Em pouco tempo, a fama do coveiro novato chegou até mim!" disse-me ela. Coveiro novato! Eu tenho que começar a me acostumar com essa. Baixei a cabeça e beijei a mão daquela mulher que emanava uma certa magia tão incomum. Ela fez sinal com a mão convidando-me para a mesa. Acompanhei-a e ela sentou-se do lado oposto ao meu, fitando-me diretamente nos olhos. "E, então? Será esse o momento opoturno para uma pequena entrevista!?!" falou ela com voz doce. E assim transcorreu aquela noite, num clima agradável e até mesmo com um ar romântico se tenho o consentimento dela para assim dizer. No final, agradeceu-me eternecidamente pela conversa e ofereceu-me um quarto para aquele fim de noite. Eu sorri em agradecimento, mas disse-lhe que a noite ainda me convidava para mais uma jornada. Pedi-lhe apenas que estendesse aquele convite para uma outra necesssidade, pois achava que não demoraria muito para retornar. Assim, ganhei meu caminho novamente pela estrada. Amplie a foto em seu tamanho natural aqui Para aqueles que desejam conferir minha entrevista com a Lady Esoteric, basta adentrar em seu estúdio no www.ladyesoteric.zip.net, um link que eu colocarei em meus Crossing-Blogs. Lá, vocês podem ver muitas outras entrevistas, inclusive a com Ébano e Vigia!!! E para a Lady, guarde meu beijo até meu futuro retorno... -x- Coveiro -x-
Quando as palavras diminuem...
"As coisas mais importantes são as mais difíceis de expressar. São coisas das quais você se envergonha, pois as palavras as diminuem - as palavras reduzem as coisas que pareciam ilimitáveis quando estavam dentro de você à mera dimensão normal quando são reveladas. Mas é mais que isso , não? As coisas mais importantes estão muito perto de onde seu segredo está enterrado, como pontos de referência para um tesouro que seus amigos adorariam roubar. E você pode fazer revelações que lhe são muito difíceis e as pessoas o olharem de maneira esquisita, sem entender nada do que você disse nem por que eram tão importantes que você quase chorou enquanto estava falando. Isso é o pior, eu acho. Quando o segredo fica lá dentro não por falta de um narrador, mas de alguém que o compreenda".
Esse é o trecho inicial do conto "The Body", escrito por Stephen King. Trata-se de um dos parágrafos que eu mais reverencio, pois como poucos ele mostra como é penosa a prática do escritor. Para aqueles que arriscam-se, sabem mais do que eu como no final, por mais completa que seja uma língua, certos "pontos" são impossíveis de expressar. Vamos agora ocupar essa sexta-feira com algo de bom!!!
Quando o segredo fica lá dentro não por falta de um narrador, mas de alguém que o compreenda...
IN MEMORIAN: As "Fases" de um amigo In Memorian é o nome da sessão que eu pretendo armazenar todas as lembranças interessantes que depois de passadas e, agora, recontadas fazem-me ver como a nossa vida é cheia de diferentes tipos de aventuras. No final, cada pequena coisa que acontece tende a relacionar-se com um evento curioso pelo qual passamos. Assim,acabamos nós tornando bons contadores de história. Nos primeiros dias em que entrei para meu curso de Ciência Biológicas, confesso que pensei duramente se não havia trocado os pés pelas mãos. Quando olhava para minha turma de um canto a outro, julguei prematuramente que não conseguiria nunca me encaixar naquele povo. Demorei cerca de três dias para fazer meu primeiro contato e mostrar que estava vivo para o restante da turma. Os primeiros que conheci ali foram Reginaldo e Cleiton, sendo o último o que se tornou minha dupla nos micróscopios. No entanto,a figura mais inusitada de todo o grupo ainda estava para se mostrar. Foi numa das aulas de citologia que senti alguém batendo em meu ombro e, meio ressabiado me virei, dando de cara com um rosto eternamente sorridente, com cabelo castanho tão arrumado que até hoje desconfio se não dorme de toca e um ar de que algo muito divertido estava para acontecer. "Você sabia que durante a nossa vida, segundo Freud, nos passamos por cerca de três fases?" Foi essa a sua primeira frase. Não foi um "oi" e nem um mesmo cordial "Bom dia!". A criatura começou seu dialogo recitando o Pai da Psicanálise, certamente sendo tão pirado quanto ele. Eu voltei-me com os olhos arregalados para ele e balancei a cabeça para os lado. "A primeira Fase é a Oral! Nela, quando criança tudo que vemos colocamos na boca..."
Esquivei meu corpo para trás e continuei ouvindo o sujeito explicar que era através do contato com a boca que os bebês entendiam o mundo. Mal terminou aquela etapa, ele não deixou que eu arrumasse um meio de me desviar e prosseguiu: "A segunda Fase é a Anal!!!!" Juro que me controlei para parecer calmo, mas dito isso eu olhava para as cadeiras ao lado procurando um outro assento. Ele, no entanto, continuava a sorrir e disse que naquela fase, quando crianças, passamos a adorar a única coisa que fazemos por conta própria: o cocô. Enquanto minha mente viajava brevemente pelas memórias tentando imaginar se algum dia eu achei aquilo bonito, o cara de papo estranho encaminhou-se para a conclusão. "A última Fase é a fática!!!!!" Meus conhecimentos não tinham chegado até aí e o significado me era desconhecido. Todavia, esperei meio sobressaltado pelo caminho que aquela conversa andava. O sujeito sorridente deu início a sua explicação com a maior alegria. "Nesta fase, começamos a só pensar em sexo..." Daí, eu pulei para trás e procurei o caminho mais rápido porta afora. Piadas a parte, essa é história de como eu conheci Fábio, a quem hoje chamo de "Fase". De modo não menos original, é assim que ele me chama também. Foi o melhor meio de não esquecer o papo estranhícimo de como foi o primeiro dia em que nós falamos.
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