Bem vindos, viajantes, andarilhos e peregrinos, à estrada escura! Neste caminho, vocês encontrarão muitas das minhas histórias, algumas reais e outras elaboradas, todas elas presentes no meu estimado diário de viagem, a Lápide. Junte-se a jornada e divirtam-se em meio a esses mistérios.
Coveiro ¤X¤




Deste de 1999, a Paranigma vem sendo a logomarca que acompanha o coveiro em suas rotas virtuais. Entre elas, está a Lápide, o blog que comemora seu "Ano dois".

¤ 28-01-2004





Email para Coveiro ¤X¤:
coveirox@hotmail.com



O Portal PARANIGMA engloba sites e blogs no qual o autor criou ou participa. Se desejar adicionar alguns destes links em sua página, mande um email e um codigo será gerado em retorno.
Coveiro ¤X¤

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Coveiro ¤X¤
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Crossing-Blogs: Dois Coveiros e um Cemitério!

Uma das coisas mais admiráveis neste mundo dos Blogs é que com o tempo ele se torna uma espécie de comunidade, onde cada um acaba por encontrar seu lugar e função. Em Crossing-Blogs, eu pretendo colocar aqui o meu convívio com essa galera, sempre numa narrativa agradável e confortável.

Quando finalmente decidi que era o tempo de fazer da Lápide um Blog, juntei todas as minhas tranqueiras armazenadas nos arquivos "zeros" de meu HD, peguei a minha pá e preparei todo um bom projeto para armazenar e divulgar as minhas histórias. Como todo o novato, cheguei na comunidade de Blogs muito desconfiado e pronto para fincar meu casebre num cantinho seguro e só meu.

Mal me sentei e escrevi as primeiras palavras na lápide fui tomado por uma surpresa inesperada. Ouvi rumores que já havia um cemitério local, um lugar sombrio e tenebroso chamado de Cemitérios dos Blogs. Diziam as más línguas que o Senhor deste lugar é alguém que atendia pelo nome de Coveiro Zé e que tamanha era sua influência que sob o apontar de seus dedos, Blogueiros eram enterrados e desapareciam sem deixar resquícios.

Engoli seco diante de tal lenda e pensei comigo mesmo o que tal Coveiro Zé faria ao encontrar com um concorrente de profissão. Não estava disposto a jogar fora também toda minha antiga história, afinal Coveiro é meu apelido real, o segundo nome dado por todos os meus conhecidos. Desde 1999, meu nome também é visto por outras paragens da internet. Não, não poderia me acovardar. Teria que enfrentar esse outro de alguma maneira e, claro, sobreviver a isso.

Lembrei de todas as infelizes vezes em que topava com Coveiros em ICQs, mIRCs e MSNs. Mal começavamos a falar e surgia uma verdadeira batalha de egos, cada um querendo ser único, autentico, uma espécie de "HighLander" das tumbas. Pelo visto, todas as lembranças do passado davam margem para um péssimo encontro com esse tal Coveiro Zé.

Foi num final de tarde, não faz muito tempo, que eu adentrei nos portões do Cemitério dos Blogs. O céu estava já escuro, principiando uma chuva horrenda. A terra escura coberta de folhas secas dava a impressão de um lugar maldito. Entre as muitas tumbas, surgiu a sombra daquele ser lendário. Tinha um aspecto sombrio, frio e olhar ameaçador.

"Então, você queria falar comigo?" disse-me ele "Você é o novo Coveiro!"

A minha voz saiu meio esganiçada, mas creio que pude explicar um pouco de minha história, minhas intenções de só escrever as minhas lápides e que não queria repetir de forma alguma as mesmas velhas brigas entre coveiros. Por mim, ele podia continuar enterrando quem ele quisesse. Por sinal, enterrar é a parte mais cansativa de ser Coveiro, mas já que ele se diverte assim.

Ele permaneceu a maior parte do tempo calado durante a conversa, falando muito pouco ou quase nada. Finalmente, já estavamos chegando ao final daquela madrugada quando ele comentou "O seu Blog é bom, eu não o enterrarei". Dito isso, meu coração se reconfortou, dei meia volta e parti novamente para o meu caminho escuro. Podia tranquilamente continuar minha jornada pela comunidade de Blogs, escrevendo tranquilamente minhas lápides e cantarolando as velhas canções. Uma vida de bandoleiro para o Coveiro.

Amplie a foto em seu tamanho natural aqui

Para aqueles que desejam conhecer o Cemitério do Blogs, o endereço ganhará um link na lápide, mas  vou logo avisando a todos para terem cuidado, principalmente com seus Blogs. E para vc, Zé, minhas honrosas saudações!!

-x- Coveiro -x-

 



 Escrito por Coveiro às 14h15
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Teoria da Insanidade

 Comentei a alguns dias atrás, não faz muito tempo, o significado simples e puro do humor. E quando definimos o humor como o desvio da lógico, o exemplo mais claro tinha que ser aqui mostrado. Caímos na velha discussão sobre a verdadeira natureza da loucura. E quanto a isso, eu não preciso de um amigo filósofo para questionar. Como eu costumo dizer, eu tenho minha própria "Teoria da Insanidade".
 E muitos se perguntaria o que um Coveiro ( ou mesmo um biólogo entende do assunto). Me defendendo deste argumento, eu teria que apelar para uma velha citação minha: "A diferença entre um elogio de um perito e de um leigo é que o último sempre é mais sucinto ao dizer é 'Bonito'". E  o que vou expor aqui é como tal, leigo, porém um leigo curioso e que gosta de se dizer parte do assunto. Afinal, depois de ouvir tantas pessoas referirem-se a mim como "esta porra é doida!", eu devo ter algum mérito por vivência.
 Pergutaram-me uma vez se eu levava a alcunha de "maluco por opção" como ofensa, mas eu sempre sorria em resposta mostrando como a tratava como algo de boa qualidade. De tal forma fui convicente no bom aspecto da loucura que alguém me disse que eu inspirava uma boa maneira de levar a vida. "Acho massa o jeito como você sempre diminui os seus problemas" foi mais ou menos o que ouvi. Não que seja de todo verdade, mas acho que o fato de fingir acreditar que faço isso é um bom começo.
 O que chamo de "abraçar a loucura" pode ser considerado viciante, mas não pense que é fácil de ser obtido. Não ache que isso é sinônimo de apenas fazer algo "excentrico" ou muito complexo. Não, não, não... acho que "abraçar a loucura" é justamente o oposto: ir para o primário, o primitivo, e lá achar o seu eu... o ser único.
 Muita gente a esse ponto da leitura vai acabar dizendo que eu estou enchendo esse texto de baboseira. Afinal, o significado para doido em um dicionário é bem preciso. Talvez, no entanto, tenhamos uma idéia muito medíocre sobre a loucura. Falo isso porque a insanidade não é algo exato e padronizado, portanto eu desconfio de todo significado dado em simples palavras.


 Por mais que se faça piada disto, nunca há um mesmo doido igual ao outro. Todo maluco tem sua lógica particular (e desviada da de todos os outros), muito bem estruturada, porém imprópria para o mundo com nossas leis físicas e sociais. De todos, ele é o mais autentico. E é isso que o torna meu preferido.
 A grande maioria dita normal nos padrões atuais tende a se fechar em grupos e assim buscar sua identidade. São assim que surgem os esteriótipos de Rockeiros, Bad Boys, Burgueses e tantos outros que se rotulam por qualquer característica que julguem ser primordial, seja ela religiosa, social ou política. Para isso eu costumo usar uma outra correlação, que por sinal sou cheio delas. Eu os chamo de "vampiros" sem reflexo e que precisam dos outros "morto-vivos" para enxergarem o que são e compreender-se. No entanto, eu estaria sendo injusto ao afirmar que os loucos  têm o reflexo real em um espelho. Então, para defini-los, eu diria que os doidos refletem cacos quebrados no chão. Cada um doido em especial teve seu espelho estilhaçado de uma forma diferente.
 Talvez, nimguém consiga olhar devidamente para um doido como deve. Penso eu que seja até impossível, pois todo maluco deveria ser observado de um jeito diferente. E assim continuaria a minha "Teoria da Insanidade"...

Bom, vou parando por aqui. Aos criativos, meu extra em homenagem:
"Doutor, se estou com os dois pés no chão estou bem, se estou com um pé no chão estou bem, mas quando levanto os dois pés eu caio. Será fraqueza...???"



 Escrito por Coveiro às 22h00
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Uma questão de desvio da lógica...

Poucos dias atrás, estive conversando com um colega meu que se aventurou no mundo da filosofia e ele acabou por me definir o princípio básico do humor. Em uma rápida síntese, O humor simplesmente está associado com o desvio da lógica. Esse desvio, que pode ser tão sutil quanto o das piadas sarcásticas como também drástico a exemplo das comédias estilo pastelão que tantas vezes enchem os cinemas, terminam por desencadear uma única reação: um riso inesperado...

Todo esse papo começou, é claro, com um pequeno desvio. Estávamos os dois juntos com tantos outros amigos passeando pelas ruas durante a folia carnavalesca do Recife Antigo quando um garota (não tão garota assim...) encheu a mão de confetes e lançou o amontoado de bolinhas coloridas em nossa cara. Depois, deu às costas pulando  contagiada pelo carnaval. Mal acabado isso, meu colega finaliza a situação com um comentário apropriado: "Jogue de novo porque eu ainda não engoli confetes o suficiente!!".

Nada mais ilustrativo para demostrar essa idéia do que falar um pouco sobre loucos. Deste grupo, encontramos os maiores exemplos de aversidade a lógica. É tanto que se a piada não incluí loucos, fala de normais agindo em ações insanas. Assim, não há diferença no fato de um louco se achar Imperador francês e de um Imperador francês se comportar como um louco. Ambos seguem o mesmo desvio.

O doido queria cometer suicídio e se jogou do terceiro andar de um prédio. A multidão correu em direção àquele corpo todo esfolado no chão. Viram que o doido continuava vivo, gemendo no chão e perguntaram em meio a confusão:
- Seu louco, o que aconteceu ??
E o doido assustado respondeu:
- Não sei, cheguei agora !!!

Sob essa nova ótica, o humor também dependeria de quão ilógico o conteúdo da história parece ao espectador. No entanto, a graça na falta de lógica pode acabar por escorregar em dois outros obstáculo: O imcompreensível e o não-associável. Sendo assim, falar de elefantes entrando em um fusca pode não ter graça nenhuma tanto para um Maluco que ache isso a coisa mais natural como também para um índio que primeiro se perguntaria o que é um fusca ou um elefante.

Assim como as situações diárias, as piadas, por si só não são engraçadas. Elas têm que ter o momento e o tom certo para serem contadas. São nos curtos trocadilhos e leves gestos faciais que encontramos o ponto crítico para reconhecer a graça de cada momento. É assim que agem os comediantes naturais.

Segundo um dos meus favoritos poemas de Stephen Dobyns, eu sou daqueles que busca pelas piadas que ainda não ri. Desviando dos padrões comuns que fazem graça com portugueses, loiras e advogados, eu me arrisco no novo. Eu brinco com gatos e corujas, exalto bolachas que cantam e rio com estranhas criaturas misteriosas.

Falando em estranhas criaturas misteriosas, quem de vocês ouviu falar na "Fabulosa História do Malamén"!?


Sérgio Roberto Campos



 Escrito por Coveiro às 18h29
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FUN STUFF: Falando em doidos...

Numa cidadezinha do interior, um sujeito andava tranqüilo pela rua. De repente, ele viu uma galinha e começou desesperadamente a correr, apavorado gritando socorro. Seus familiares estavam sem saber o que fazer, pois era uma coisa muito rara e absurda. Levaram o sujeito para um psiquiatra.
- Me diga, qual é o seu problema? 
- Doutor, sou uma ervilha e se não me cuido posso ser devorado por uma galinha.
- Ah, sim, é claro. Mas veja bem, o senhor tem duas mãos, não é verdade?
- Sim, mas e dai? - O senhor já viu uma ervilha com braços?
- Não...
- Duas pernas, como essa que o senhor usa para fugir das galinhas?
- Não... puxa, nunca pensei nisso...
- Veja outra coisa, uma ervilha NUNCA estaria aqui falando comigo!
- Puxa, doutor! O senhor mudou minha vida! Eu nunca tinha pensado nisso antes!
Agora eu sei que não posso ser uma ervilha, é uma coisa absurda, impossível!
E lá se foi nosso amigo, todo feliz com sua identidade redescoberta. Tranqüilo,
andando pela rua, ele olha outra galinha e sai correndo apavorado de novo...
dessa vez um carro o atropela. Foi para o hospital todo arrebentado e entre
as visitas medicas naturalmente chamaram o psiquiatra:
- Mas o que aconteceu? Você não me disse que agora você SABE de não ser uma ervilha?
- Saber eu sei, mas o senhor acha que a galinha já está sabendo?



 Escrito por Coveiro às 18h23
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IN MEMORIAN: Jovens Gênios da Computação

In Memorian é o nome da sessão que eu pretendo armazenar todas as lembranças interessantes que depois de passadas e, agora, recontadas fazem-me ver como a nossa vida é cheia de diferentes tipos de aventuras. No final, cada pequena coisa que acontece tende a relacionar-se com um evento curioso pelo qual passamos. Assim,acabamos nós tornando bons contadores de história.

Notadamente, dos meus amigos que conheci e que tenho muita estima, creio que sempre guardo uma história meio estranha sobre o encontro. Não sei se é culpa de minha pessoa, mas as apresentações nunca ocorreram pelas vias normais das coisas. Não podia ser diferente no começo de 1998 quando eu conheci o meu amigo de Itapetinga, José Augusto de Carvalho Filho, ou para os que o conhecem melhor, Guga.

Tudo aconteceu por intermédio de Miguel, o tio de minha afilhada que na época devia ter no máximo uns treze anos. Apesar da pouca altura, Miguel tinha e tem o dom de conquistar amizade com gente muito mais velha do que ele. Foi ele quem primeiro encontrou Guga e se prontificou a ser guia do bahiano recém-chegado.

Guga instalou-se no mesmo andar em que eu e Sócrates morávamos e seu primeiro problema de mudança foi arrumar uma maneira de realizar uma conexão com a internet. Mal conhecendo a cidade, recorreu a Miguel. Meio minuto depois bate Miguel em minha casa.

"Sérgio, tu podia ajudar a instalar a internet de um cara aqui?! Ele veio da Bahia e vai fazer faculdade aqui de computação!"

"Mas, Miguel, eu nunca usei internet na minha vida!! E, como vou saber mais que um cara que faz faculdade de computação?!?!"

"Mas tu não sabe mexer em computador? Eu disse que tu era o cara mais 'fera' em computador que já  conheci!!"

"Tu disseste o quÊ?!?!!?! Puta que Pariu, Miguel!!! Eu sequer tenho modem em meu computador!!!"


"Bora, pô!! Tu desenrola!! Ele tá esperando lá... Ele tá sozinho, veio da Bahia..."

Meio relutante, fui arrastado para frente do apartamento 13. Miguel tocou a campanhia e, então, abre a porta um ser com ar de doidinho de cabelo curto. Ele estendeu a mão e se apresentou:

"José Augusto!"

"S-s-sérgio..." respondi e fui convidado a entrar.

O José Augusto me levou até a sala onde estava instalado o seu computador na pesada mesa de madeira. No meio da parafernália de fios, ele me mostrava que tinha instalado o cabo da internet, mas não sabia como configurava o computador para acessar. Sentei na cadeira e olhei para a tela do monitor sem entender nada sobre login e número de conexão.

"Olha, é que eu até tenho computador... mas nunca instalei internet em casa, não!" confessei.

"Eu também, não!" disse Guga. "Você faz computação a quanto tempo??"

"Eu?!" exclamei. "Eu nem entrei na faculdade ainda!!"

"Ué? Miguel me disse que você fazia computação...!!!!!!"

"Não, não... eu faço cursinho pré-vestibular!! Mas, Miguel me disse que você é quem ia fazer computação!!"

"Eu não, brother!" estranhou José Augusto. "Eu vim aqui fazer Física na UFPE!!"

Nós dois olhamos para Miguel que deu de ombros para a confusão armada. Meio sem graça, nos despedimos e voltamos a nos ver mais vezes na casa de Sócrates ou mesmo quando ele nós convidava para mostrar o seu complicado computador que tinha o dom de ligar e desligar quando queria. Daí, veio jogos na praia, churrascos no São João, carnavais, mas tudo isso são para outras histórias.



 Escrito por Coveiro às 15h10
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Nossa Breve História do Rock...

"... Rock não têm uma razão, Rock não têm rima..."

Nesses ultimos dias, fui assistir "Escola do Rock" nos cinemas e, junto com as crianças da comédia, retornei a minha época do primeiro contato com esse mundo que diferente dos demais ritmos, parece ser eterno, por nascer e renascer nas últimas três ou quatro gerações.
 
O Rock´n Roll pode até ser considerado hoje em dia como um ritmo predominante americano, porém ele também têm suas origens africanas. Ele vêm de uma mescla do som ancestral dos escravos da parte sul dos EUA com o ritmos dançantes da juventude branca e rebelde. Criou-se um precursor chamado na época de rhythm and blues.
 
Não se pode definir hoje quem seria a primeira banda a tocar o rock and roll que conhecemos, pois foi um fenômeno muito inconstante. No entanto, a palavra em si é uma gíria negra da época e o disk jokey Allan Freed foi quem a difundiu em seus programas de rhythm and blues de Cleveland.
 
Daí por diante, vieram todos os movimentos e divergências do rock que hoje conhecemos tão bem. Sempre associado com rebeldia, atitude, transgressão, anti-sociabilidade e  riqueza imediata, talvez o verdadeiro sentido tenha se perdido para alguns. Em "Escola do Rock", no entanto, eu observei uma boa discussão das raízes quando falavam da "luta contra o homem!"
 
 
Musicalmente, é também impossível definir o que é ainda ou não Rock. Pois, tudo pode estar associado ao ritmo se feito dentro de certos trilhos. Quem hoje não vê quão divergente é Chuck Berry de James Hetfield, do Metallica? Ao mesmo tempo, quem não percebe as semelhanças?  
 
Resta-me deixar aqui minhas primeiras impressões sobre o ritmo que conquistou o mundo. Meu primeiro contato foi com Raul Seixas, ouvindo "Capimguiné" e "Cowboy Fora-da-lei" nos discos de meu pai, porém creio que eu sequer sabia que chão pisava. Passei por Glen Frey, Peter Cetera, John Miles e tantos outros por causa dos filmes que via enquanto crescia. Com Gun´s Roses, comecei a marcar um estilo, vivendo as músicas como uma aventura.  Porém, a paixão só veio ouvindo Genesis, com a tríade formada por Collins, Rutherford e Banks. De lá para cá, caminhei pelo Rock Progressivo e Metal Melódico, mas no fim descobri que tudo era parte do mesmo. O mesmo velho e bom rock and Roll.
 
Sérgio Campos

Como seria interessante ouvir a história do Rock de cada um...



 Escrito por Coveiro às 23h22
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Jack Black - School of Rock

Baby we was making straight A's,
But we was stuck in the dumb days,
Don't take much to memorize your life,
I feel like I've been hypnotisized,
and then that magic man he come to town,
whoo wee,
he done spone my head around,
said recess is in session,
Two and two make five,
and now baby,
I'm alive,
oh yeah,
I'm alive.

And if you wanna be the teacher's pet,
Well baby you just better forget,
Rock got no reason,
Rock got no rhyme,
You better get me to school on time.

Oh you know I'm better on a roll,
down to brains,
and got no soul,
raise my hand before I can speak my mind,
I've been bighting my tougne too many times,
And then that magic man said to obey,
(uh huh)
do what magic man do,
not what magic man say,
Now could I please have the attention of the class,
today's assignment,
KICK SOME ASS!

and if you wanna be the teacher's pet,
well baby you just better forget,
rock got no reason,
rock got no rhyme,
you better get me to school on time.

This is my final exam,
now ya'll know who I am,
I might not be that perfect son,
but ya'll be rockin' when I'm done.



 Escrito por Coveiro às 23h15
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SOMENTE DE PASSAGEM

Conta-se que no século passado, um turista americano  foi à cidade do Cairo, no Egito, com o objetivo de  visitar um famoso sábio. O turista ficou surpreso ao ver que o sábio morava num quartinho muito simples e cheio de livros. As únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa e um banco.
- Onde estão seus móveis? - perguntou o turista.
E o sábio, bem depressa, perguntou também:
- E onde estão os seus...?
- Os meus?! - surpreendeu-se o turista - Mas eu estou aqui só de passagem!
- Eu também... - concluiu o sábio.

" A vida na terra é somente uma passagem... No entanto, alguns vivem como se fosse ficar aqui eternamente, e esquecem de ser felizes." O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e  pessoas incomparáveis'.

Fernando Pessoa



 Escrito por Coveiro às 00h01
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Começos...

Embora nimguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim. (Chico Xavier)



 Escrito por Coveiro às 23h56
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Intrigas entre Corujas e Gatos:

Olá para aqueles que me acompanham! Como vinha comentando com alguns, estava disposto a criar um espaço onde pudesse colocar as confusões armadas pelas duas criaturas virtuais (para alguns, os meus dois surtos de personalidade múltipla) conhecidos como Ébano e Vigia. À princípio, pensei em expó-los na página Official da Lápide e talvez eu até reserve um espaço ainda para eles lá. Todavia, como o estilo "Blog" vem me facilitando, resolvi que seria interessante criar um lugar só deles chamado de "Criaturas".Pois bem, estou disposto a não só ser mediador dos dialógos dessas duas pestinhas, como também colocar outras tantas curiosidades. Eu espero que vocês se divirtam tanto quanto eu.

http://criaturas.zip.net

O endereço vocês vão sempre encontrar nos links favoritos desta página!! Até mais...  



 Escrito por Coveiro às 23h09
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Coveiros por Augusto dos Anjos

Versos a um Coveiro
 
Numerar sepulturas e carneiros,
Reduzir carnes podres a algarismos,
-Tal é, sem complicados silogismos,
A aritmética hedionda dos coveiros!

Um, dois, três, quatro, cinco... Esoterismos
Da Morte! E eu vejo, em fúlgidos letreiros,
Na progressão dos números inteiros
A gênese de todos os abismos!

Oh! Pitágoras da última aritmética,
Continua a contar na paz ascética
Dos tábidos carneiros sepulcrais

Tíbias, cérebros, crânios, rádios e úmeros,
Porque, infinita como os próprios números,
A tua conta não acaba mais!

O Coveiro
 
Uma tarde de abril suave e pura
Visitava eu somente ao derradeiro
Lar; tinha ido ver a sepultura
De um ente caro, amigo verdadeiro.

Lá encontrei um pálido coveiro
Com a cabeça para o chão pendida;
Eu senti a minh'alma entristecida
E interroguei-o: "Eterno companheiro

Da morte, quem matou-te o coração?"
Ele apontou para uma cruz no chão,
Ali jazia o seu amor primeiro!

Depois, tomando a enxada, gravemente,
Balbuciou, sorrindo tristemente:
- "Ai, foi por isso que me fiz coveiro!"

 



 Escrito por Coveiro às 18h52
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IN MEMORIAN: Abelha da Árvore da Montanha

Foi durante um dia chuvoso, daqueles que não chegava a cair água torrencialmente do céu, mas apenas aquelas chatas gotinhas finas, que minha turma de Faculdade partiu para Brejo dos Cavalos, uma reserva de mata atlântica pertencente ao município de Caruaru. Diferente das outras vezes que fomos para aquele lugar, seria apenas um único dia de excursão. Nossa missão era coletar diferentes espécies de Pteridófitas ( Para os leigos, avencas e samambaias).

Chegamos bem na hora do almoço e partimos para um trilha que pouco conheciamos, a "trilha do Podocarpo". Para quem já teve a oportunidade, sabe que é um plano muito íngreme e díficil de subir. Com a chuva, tornava-se algo pior. Alcançamos certa altura e passamos a seguir em linha reta, sempre a cata das plantinhas.

Na frente, eu seguia com o nosso guia e zelador da reserva, Antônio, o qual era uma pessoa que simpatizei desde a outra viagem. Me afastei dele por um minuto para catar uma espécime que se encontrava logo abaixo no declive. Juntou-se a mim um outro colega de turma e tão logo eu arranquei um exemplar da planta, senti um queimor na nuca. Instintivamente, bati com a mão e, com isso, esmigalhei o ser que me atacou. Quando puxo com os dedos para examiná-lo, vejo que é uma abelha.

Não demorou muito e eu ouço os gritos de outros colegas meus. Subimos correndo para onde eles estavam e presenciei o começo do desespero ao vê-los sendo atacados. Voltei-me para trás gritando para que os que estavam mais atrás retornassem o mais rápido possível pela mesma trilha.

Mal minhas palavras terminaram, eu grito de dor. Minha cabeça parecia ter sido incendiada tamanha era a dor insurportável. Coloco minhas mãos nos cabelos e quando puxo-as de volta, vejo inúmeras abelhas. Com o choque da imagem, fixei uma única ordem para o meu cérebro e comecei a correr paralelo a trilha, quebrando galhos e me cortando com espinhos. Ia ultrapassando os meus colegas, muitas vezes passando perto de rolar declive a baixo. Dado momento, senti falta de apoio em uma das descidas e me joguei aparando a queda com a mochila em minhas costas.

Outros alunos passavam por desespero pior. Meu xará, Sérgio Xavier, parecia ser o alvo preferido das pequeninas abelhas, pois era perseguido para todos os lados. Disseram, depois, que ele caía e levantava, caía e levantava, de maneira cômica só vista antes em desenhos animados. Já um outro, Bruno Leão, teve mais sorte ao se proteger por completo em sua capa de chuva amarela e seguiu sorrateiramente deixando livre apenas o buraco para os óculos. Um outro mais azarado foi Fábio, que carregava uma mochila enorme de mão e caiu ao tentar pular um tronco caído. No chão, seus músculos pediram por um descanso, mas as abelhas o cutucaram o suficiente para fazê-lo mudar de idéia.

Quando me recupero, encontro a professora responsável pela excursão presa em meio aos cipós. Paro para ajudá-la, antes que o resto dos alunos a pisoteasse. O perigo das abelhas parecia distante por um tempo, quando aparece minha amiga Cíntia chorando:

- Sérgio, tem uma coisa muito horrível acontecendo lá atrás.

Volto-me para a trilha que tinha deixado para trás e vejo chegando Débora, Wilne e outras meninas apavoradas. Mais atrás, eu escutava duas vozes femininas gritando em horror. Voltei-me para Cíntia pensando se ela achava mesmo que eu podia fazer alguma coisa. Sou sincero ao dizer que a covardia naquele momento não parecia ser um sentimento tão desprezível. Na verdade, ela mostrou-se até simpática.

Ainda assim, gritei por Antônio e ao saber que o guia estava ajudando as pessoas que ficaram para trás, comecei a seguir a trilha. Por um instante, me desviei do caminho original e só me dei conta quando estava a alguns metros de um barranco. Volto-me para trás e vejo que arrastei alguma das meninas junto comigo. Desesperado, começo a gritar por Antônio. Quando escuto sua voz distante, eu tento arrastar as garotas devolta para trilha.

- Não, não! Não quero subir de novo!! - chorava uma delas.

- Como não?! Tem que subir, sim!!! Vamos ficar perdidos aqui senão subirmos agora!!! - disse enquanto arrastava uma a uma aos berros.

Alguns metros acima, encontro Antônio e retomo a trilha original. Junto com as meninas, encontramos a saída e começo a gargalhar como um louco. Juntou-se a mim, Lícia que não se continha com sua risada. Caí na grama, sentei-me de cócoras e comecei a observar os demais sendo tratados no barracão. Quando tudo parecia mais calmo, pedi para Lícia retirar os ferrões presos em meu cabelo. Nesse meio tempo lembrava-me de uma cena do livro de Stephen King.

Chegando na casa de apoio, próximo ao ônibus da excursão. Notei que as coisas começavam a ficar pretas. Muita gente começava a passar mal e, entre os piores, Fábio começava a inchar violentamente o rosto em reação ao veneno das abelhas.

Às pressas, partimos para um posto de saúde na cidade de Caruaru. Tivemos que organizar rapidamente uma fileira de acordo com o estado de cada um e ainda me restou brigar com um médico que veio cheio de gracinhas ao recomendar não "mexer em casa de maribondos". Mandei-o para o devido lugar e junto levar um livro para saber que vespas e maribondos diferentes das abelhas não deixam o ferrão como ocorria naquele caso.

Ainda revoltado, fui a contragosto tomar uma injeção de corticóide e ao passar por uma sala, topei com Fábio deitado numa cama. Entrei receoso e vi ele com apenas um dos olho abertos mirando o teto. Passei a mão na frente e ele sequer piscou. Engoli seco e saí dali mais cabisbaixo.

Para ter um final, posso dizer que o retorno a Recife foi mais tranquilo. A maioria dormindo tão calmamente que me lembrou do tempo em que eu fazia trela, me colocavam de castigo e depois ia me reconfortar no quarto. Dia seguinte, Liguei para Fábio e o próprio me atendeu. Apesar de tudo, a história encerrava-se bem. E nossa turma, ganhou uma boa história para marcar o curso de Biológicas da UFPE.



 Escrito por Coveiro às 23h34
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FUN STUFF: Coveiro em South Park

Você também pode criar o seu personagem no mundo de Kyle, Stan e Cartman. Para isso, basta entrar no link a seguir:

 
Divirtam-se... 

 



 Escrito por Coveiro às 00h39
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A "Mão Aberta" e a "Mão Fechada".

Uma vez eu li em um texto não convencional algo sobre a Teoria da "mão aberta" e da "mão fechada". Depois que a li e reli, decidi anotar e dar minha própria opinião sobre esse assunto. Vou tentar por aqui a idéia central disso tudo:

Normalmente, a "mão aberta" está sempre associada aquela pessoa que lhe estende a mão de forma amigável, gentil, companheira. É ela quem mais parece estar oferecendo ajuda a vc num primeiro julgamento, não?!

Quanto a "mão fechada" refere-se a algo bruto, algo duro, algo rancoroso, como uma defesa, como um murro a ser dado, não é mesmo?!

Só que muitas vezes, a mão fechada  pode significar algo diferente. Ninguém se pergunta se há outro motivo para a mão estar fechada. O que há dentro dela? A mão pode conter algo dentro que ela esteja protegendo arduamente.
 
Já a mão aberta, ela às vezes engana... ela pode estar lá aberta e quando menos vc esperar ela pode significar um tapa na sua cara.

 

E é assim que eu vou aprendendo algumas coisas mais utéis da vida nas condições menos provavéis...

Sérgio Roberto Campos



 Escrito por Coveiro às 23h37
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IN MEMORIAN: Sim, nós já fomos fantasmas!!

In Memorian é o nome da sessão que eu pretendo armazenar todas as lembranças interessantes que depois de passadas e, agora, recontadas fazem-me ver como a nossa vida é cheia de diferentes tipos de aventuras. No final, cada pequena coisa que acontece tende a relacionar-se com um evento curioso pelo qual passamos. Assim,acabamos nós tornando bons contadores de história.

Ultimamente, eu e meus amigos raramente andamos pela praia de Boa Viagem à noite como fazíamos. Naquele tempo, era praticamente rotina estar lá apenas por estar e sempre havia uma maneira de arrumar diversão. Pois bem, foi numa destas vezes que Eu, Socó, Guga e meu primo Domingos vimos há uma certa distância duas meninas brincando próximas ao mar. Notamos que elas também nos observavam e decidimos ir lá conversar com elas. Fomos os três, com exceção de meu primo, que relutou e decidiu que seria melhor jogar o seu futebol.

O papo de antemão já começou meio maluco, pois logo de cara as meninas se diziam evangélicas e que acabaram de sair de uma missa. Dito isso, Sócrates viu um ótimo espaço para inventar suas histórias mirabolantes. Começou falando de seus poderes paranormais e se disse afilhado do "cramunhão" ou algo assim. As meninas riram nervosamente, mas de maneira alguma se afastaram ou perderam o interesse.

"E o outro que estava com vocês?" perguntou uma. "Porque foi embora?"

"Ah, ele ta meio perdido! Brigou com a namorada!" Inventei de repente e Socó me ajudou "A gente trouxe ele para espairecer, pois ele vivia falando em se matar..."

Socó continuou com seu papo cheio de fantasias impossíveis que nem o maior ficcionista porderia ter concebido em tão pouco tempo. Visto que as meninas começaram a ficar realmente preocupadas, Guga pediu para ele se conter. Despedimos das meninas, mas não antes de deixar-mos um telefone para contato. Fomos, então, atrás de meu primo...

Quando retornamos para o meu prédio, invadimos o antigo apartamento de Guga que era vizinho ao de Socó. Demos de cara com a secretária eletrônica de Guga atendendo uma série de "telefonemas a cobrar". Enfezado, Guga já se preparava para desligar novamente a próxima chamada das meninas quando surgiu uma idéia muito perversa:

"Alô. É da casa de Guga?"

"Guga?!?!?!?!" disse surpreso."Quem é que está falando?!?!?!?"

"É que a gente acabou de conhecer ele e os amigos na praia!".

"Na praia! Ai, meu Deus!" um silêncio súbito. "Olha, minha filha, é que Guga e os amigos deles morreram faz um ano quando tentavam salvar um amigo deles que tentou se afogar após romper com uma namorada..."



 Escrito por Coveiro às 17h11
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Idade dos Grandes Marcos 

 É certo que não existe dia especial para grandes mudanças, pois são poucos e singelos os acontecimentos diários que constroem o nosso ser. Ou é assim que está escrito na maioria dos livros de auto-ajuda que você encontra nas prateleiras dos cantos das livrarias. Mas a verdade prática nos mostra que nós precisamos de grandes marcos para avaliarmos tudo que se passou. Podemos envelhecer a cada hora que se passa, mas talvez só nos demos conta disso uma vez por ano.Um descaso altamente justificado. Creio eu, e espero não exagerar, que seria necessário viver um século para remoermos memórias e escrevermos de modo especial a nossa própria história. Mas como nunca vivemos sãos até lá, refletimos em frações deste tempo, sejam a metade ou uma quarto dele. Sendo assim, não estaria sendo eu ilógico ao me sentir mais velho e distante perto dos 25 e 50 anos do que quando estava com 23, 32 ou mesmo 60. São nessas frações de tempo que sentamos sozinhos e passamos alguns bons dias revisando um texto insólito com as sobras de nossas recordações, decidindo o verdadeiro sentido de elas terem acontecido e começamos a reformular como elas devem se encaixar daí por diante em nossa cabeça. Depois, quando esse monólogo interno tem um fim, como sempre tem que ter, tudo isso vira conto como as histórias de fantasmas, onde decidimos em que tom devemos repassar para os demais, seja pavoroso ou divertido.

 Sérgio Roberto Campos 



 Escrito por Coveiro às 23h57
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FUN STUFF : "Indicação da 'Bolacha Maria' à Melhor Piada Internacional do Ano"

Desde de 1998, a 'Bolacha Maria' vem ganhando prêmios consecultivos como Melhor Piada do Ano no Brasil. Após concorrer com inúmeras outras piadas igualmente aclamadas como a 'Malamén', ela está sendo indicada este ano para o prêmio internacional junto com outras quatro finalistas. Confira o material na versão traduzida para o inglês e deixe aqui o seu comentário!!!

One known hunter walked in the forest  searching for more trophies, when it heard a mysterious sound coming from the trees.  He stoped and prepared for a shoot, when for its surprise it appeared a big cookie.  The big cookie crossed his way jumping and singing "I am the big cookie Mary!  I am the big cookie Mary "

Amazed, the hunter missed his chance for a shoot and the big cookie disappeared.  He continued his way almost not believing the thing that he saw, when he listen again a strange sound coming of the trees.  Almost not having time to get ready, it appeared the big cookie in his front crying out and jumping "I am the big cookie Mary!  I am the big cookie Mary "

The big cookie soon disappeared of his sight and the hunter continued walking even more frightened.  When that noise appeared for the third time, the hunter was faster enough and shooted.  It had a silence in the forest.  When the hunter had courage to certify if he had knocked down the target, he was surprised by the thing singing again "I am the donut Mary, I am the donut Mary"



 Escrito por Coveiro às 22h55
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A Nossa Fase da Lua

Eu sou daqueles que defende as crenças naturais e as surpertições mais enraizadas. Não faço isso por medo, faço por que é algo atraente, algo primitivo, algo mais perto de nós. Dizem que sou um "pertubador" porque me intrometo em religiões e cultos das mais diferentes naturezas, algo que pelo dito popular não deveria sequer ser discutido. Não questiono porque quero derrubar a fé de nimguém, eu quero é vê-la renascer. Chame-me de um curioso. Não, um desnorteado.

Sempre ouvi muitas histórias sobre a Lua, sempre ligada a um poder superior que muitas vezes é temido e visto com receio. Eu, de certa forma sinto esse "poder", mas sempre o vejo com bons olhos. Sou um eterno apaixonado por esse astro e das poucas coisas que creio é que ele certamente influencia em nossas vidas. Não, não falo só de efeitos de maré ou proximidade afetando a gravidade, efeitos já claramente comprovados. Falo de mudanças de comportamento, alterações da alma. Se existe gente estudando o efeito deste satélite em animais, que diz ao contrário no homem. Eu tenho certeza que já vi pessoas "de lua". Eu, particulamente, posso ser uma delas.

Em vários sentidos e em diferentes épocas, as fases da Lua demonstraram ter sua influência. Os Druidas usavam-nas como as marcadoras dos ciclos anuais e até hoje elas situam os momentos ideais para os praticantes de magia.  Tendo um interesse único nesse assunto, criei uma maneira própria de defini-las me baseando em muitas coisas já escritas:

Lua Crescente- É a que eu chamo de Lua do Crescimento. Símbolo de prosperidade e crescimento espiritual. A imagem é de uma lua delgada e cor de prata, que se curva para a direita. Ela é o poder daquilo que inicia, do crescimento e geração. Crê-se que é a mulher virgem, eternamente não penetrada, a ninguém pertencendo, exceto ela mesma. Seu nome, "Nimuël".

Lua Cheia - É a que defino como a Lua Extrema, reinante em um momento tão poderoso que merece cuidado. Tornar-se pico para as extravagâncias de paixão e poder. É a imagem da lua maior e completa, a mãe, o poder de realização e de todos os aspectos da criatividade. Símbolo do ventre desabrochando em vida, capaz de nutrir, dar, tornar manifesto o que é possível. Ela é a mulher sexual, que sustenta toda a vida, sendo o vermelho-sangue a sua cor. Seu nome "Maril".

Lua Minguante - Eu a colocaria como a lua da extinção, quando tudo vai se encabeçando para um término, um final das etapas, um minguar de forças. É a imagem da lua fina que se curva para a esquerda, envolta pelo céu escuro. Ela é a anciã, a velha, o fim, a morte, a sabedoria da evolução em cada célula do corpo. Ela veste um manto negro e seu nome "Anul".

Lua Nova - Eu resolvi batizá-la de Lua dos Sobreviventes, mas os arcanos chamam-na de Lua Negra. Pouco é dito sobre ela, mas creio que é o momento de se contar com a força interior, ver tudo aquilo que você unicamente têm e aprender com isso. Diz-se um tempo de revitalização, onde confrontamos os sentimentos mais perigosos, medos interiores e ansias mais primitivas. Não há imagem para definí-la, é o começo de tudo, onde nada pode ser visto como a escuridão no interior do ventre.

Não é díficil associar cada fase com um ciclo de nascimento, crescimento, maturação e morte. E são esses detalhes mágicos apenas em seu belo contexto literal que me atraem. Quando eu vim ao mundo, estava no último dia de uma lua nova, prestes a sair da fase do nada para a do crescimento. As vezes, me pergunto se essa conformação existente na madrugada que nasci não têm uma mensagem escondida. Deixando de lado as probabilidades, sempre cresce um sorriso nos lábios quando brinco com a imaginação.

Você quer saber em que Lua você nasceu? É fácil! Basta entrar no site oficial do Observatório Nacional. Preencha o ano de seu nascimento e clique em Fases da Lua. Depois, é só conferir o dia de seu aniversário com o da tabela:

http://euler.on.br/ephemeris/index.php



 Escrito por Coveiro às 23h26
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IN MEMORIAN: Histórias para um dia de Chuva!!

 In Memorian é o nome da sessão que eu pretendo armazenar todas as lembranças interessantes que depois de passadas e, agora, recontadas fazem-me ver como a nossa vida é cheia de diferentes tipos de aventuras. No final, cada pequena coisa que acontece tende a relacionar-se com um evento curioso pelo qual passamos. Assim,acabamos nós tornando bons contadores de história.

 Nesses últimos dias, enquanto Recife parecia desabar em meio às chuvas, minha mente viajou para a pior tempestade que já sofri em minha Infância. O lugar não muito distante foi João Pessoa, na Paraíba, e acreditem: o que aconteceu lá não fez feio em relação a lugar nenhum do sul.  Era por volta do mês de abril, justamente na semana santa, quando todos estavam de férias e formou-se um grupo onde estavam meus meus tios e três primos da Paraíba, outro de Maceió junto com minha tia Vete, eu , um priminho pequeno e sua mãe,Lígia.

 Foi um fim de semana de brincadeiras intensas, risadas e diversão. Na sexta-feira santa estavamos com uma obrigação de realmente fazer jejum (e não foi só de carne para meu espanto) e  demos um jeito de arrumar chocholates escondidos para suprir nossa fome. No Sábado, não paramos a bola um momento para sequer juntar às mãos e rezar um pai nosso. Por fim, no Domingo à noite, todos os meninos se renegaram a ir a missa. Concluindo, foi o fim-de-semana-santa mais mal-comportado de minha vida.

 Minhas tias foram para igreja enquanto que meu primo pequeno e sua mãe foram para o quarto do andar superior dormir mais cedo. Nós, garotos, estavamos nos entretendo com um jogo de tabuleiro muito viciante chamado "academia" quando a chuva começou a dar o ar de sua graça. Eramos os únicos acordados quando, próximo à meia-noite, o céu parecia piorar com trovões distantes e relampagos esparsados. Minha mãe sempre dizia " Sempre chove em Domingo da Paixão", mas nunca tinha visto nada daquilo.

 Estavamos altamente entretidos no jogo quando um relampago cegante seguido tão próximo de um rimbombar de trovão fez as telhas da casa tremer e, assim, travar todos os ossos de meu corpo. Olhei para meus outros primos e vi-os rindo tão nervosamente quanto eu. Aquele parecia ser um fim de semana santa inusitado. Olhei para os lados e fiquei pensando "Minha tia tem espelhos de mais na sala! Espero que toda aquela história sobre eles atraírem tempestade seja lenda!"

 Tentamos nos concentrar no jogo e, por um tempo, esquecemos o inferno do lado de fora. Estavamos em mais uma rodada emocionante do jogo, quando novamente uma luz nos cegou, um trovão fez as telhas da casa dançarem e, desta vez, surgiu um grito inusitado: "Glórrriaaaa Nossso Sennhhor!! Jesus Cristo resssuusscitooouuu!"

 Diante disto, eu lembro de com apenas um salto deixar para trás a cadeira e me afundar no sofá da sala. Volto-me com um grito travado na garganta e não deixo de ver um outro primo meu debaixo da mesa, enquanto os outros dois partiam corredor afora. Mais um relampejar se fez e da cozinha, acabando de ter chegado da missa, entravam minhas duas tias, achando maravilhoso aquele espetáculo da natureza e com isso glorificando os céus.

 Minha tia parou bem diante da gente e caçoou "Vocês... com medo de uma chuvinha?". Depois de alguns minutos tentando se recuperar, foi-nos ordenado ir a varanda e retirar as cadeiras que estavam molhando. Abrimos a porta da frente da casa e fiquei vislumbrado em ver pela primeira vez  os raios se lançando nas águas da praia do Bessa, bem a minha frente. Colocamos tudo que podiamos arrastar para dentro da casa e, então, voltamos a nos abrigar da chuva.

 De volta ao interior da casa, minha tia Vete de Maceió discutia com meu tio da Paraíba. "Essa casa não tem para-raio?!" perguntava ela assombrada. "Não,tem não" respondia tranquilamente meu tio. Mais um trovejar fez as telhas vibrarem e minha tia vete perguntou: " Essa casa aguenta?". A resposta de meu tio veio na mesma calma: "Olha, fui eu que fiz o alicerce daqui, eu acho que sim,viu?!" Nessa hora não deu para lembrar que meu tio não era engenheiro civil, portanto fui para o quarto de meus primos onde eu estava instalado.
 Lá eu encontro meus dois primos paraíbanos, Marcelo e Fábio, numa discussão, com uma enciclopédia na mão. "Tá vendo só! Eu disse...!! A velocidade do raio é mais rápida que a do som. Por isso, se um raio cair em nós só vamos escutar os trovões tantos segundos depois". Enquanto xingava os dois, meu primo de macéio se juntou ao grupo e começamos a preparar os colchões para deitar.

 Confusão para lá e confusão para cá, minha tia da Paraíba chega no quarto transtornada. "Meu filho mais velho ainda não voltou?!". Respondemos que não e, agora, era ela que ficava preocupada. Começou a fazer uma corrente de oração e, enfim, pediu-nos para deitar. Meu primo Fábio saltou e começou a brincar com o interruptor de luz. "Vamos dormir!!Vamos dormir, galera!!" e ligava e apagava a luz, ligava e apagava... "Vamos dormir!" e liga-desliga, liga-desliga, liga-desliga até que toda a energia da casa caiu. Da sala, ouvimos um grito "FAAAABBBIIIOOO HENRRRRIIIQUEEEE!" e meu primo assombrado defendia-se "Não fui eu não, mãe!". Decerto, parecia que toda a cidade de João Pessoa estava envolta na escuridão.  A chuva perdurou por toda a madrugada. Minha tia de Macéio começou a chorar, ascendeu uma vela e disse que não ia dormir na parte de cima da casa. Minha tia da Paraíba reclamou que ela estava nos assustando. Decidida, ela embrulhou-se num lençol, puxou uma cadeira e dormiu no nosso quarto escorada na porta.

 Quase no fim daquele espetáculo, lembro de que vimos as luzes do carro de meu primo paraíbano mais velho chegando, abrindo o portão e aliviando o sofrimento de sua mãe. O sol surgiu humilde na segunda-feira, a chuva diminuiu seu ardor, preparamos as malas e voltamos para Recife. No meio da viagem, perguntei para a Lígia, mãe de meu priminho, se ela não tinha notado a chuva, mas ela disse que eles estavam acostumados com isso em São Paulo. Em contraposição, meu primo de Maceió falou que para ele nada poderia ser mais assustador. E eu com meus pensamentos pensei, vai ser uma boa história a ser contada.



 Escrito por Coveiro às 11h04
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